Roses And Demons: Warbloom

12 Isto Significa Guerra


Notas iniciais
Lamento em dizer que provavelmente ficarei uma semana sem postar capítulo novo. Farei uma viagem em breve a Porto Alegre (agora no feriadão) e só retornaria segunda de madrugada para casa.
Mas como ninguém comenta não tenho como saber se alguém liga ou não, né.

Quatro dias se passaram enquanto Empericia e Chesord realizavam os preparativos para a inevitável batalha. Nenhum esforço diplomático foi realizado, pois ambos os reis estavam decididos de que a única forma de resolver a situação era através de conflito. Nesse meio tempo, David Follet organizou um grande evento na capital de seu reino, chamada simplesmente de Capital, no qual revelou quem seria o comandante supremo das tropas de Chesord.

No dia seguinte, tal comandante compareceu a uma reunião no quartel general da Ordem da Rosa Branca, que ocorreu na mesmíssima sala onde o grupo sempre se reunia. Uma cadeira a mais foi colada ao redor da mesa especialmente para esta ocasião e o homem que a ocupou era Agas Pyrath.

-O motivo de eu ter solicitado esta audiência é porque o que tenho a dizer diz respeito somente à Ordem da Rosa Branca.

-Então diga, comandante. – Respondeu Inferno.

-Considerando que os inimigos conseguiram atravessar a barreira de alguma forma, não é exagerado imaginar que eles possam tentar realizar algum ataque surpresa ao palácio do Rei Follet enquanto concentramos nossos esforços em defender a fronteira.

Ninguém disse nada, todos estavam concentrados nas palavras de Agas, pois o que ele dizia era verdadeiramente uma possibilidade que não poderia ser ignorada.

-Para tanto, vou destacar seis de vocês para agir juntamente com a maior parte do exército, enquanto que os demais deverão garantir a segurança do rei.

-Mas é mesmo vantajoso manter tantos de nós longe do campo de batalha? – Questionou Sol.

-Você viu muito bem do que seis dos nossos inimigos foram capazes, Sol. Se cometermos os mesmos erros novamente não haverá uma terceira chance. – Retorquiu Inferno, incomodado com a atitude do colega.

-Não se preocupem, o que vou propor agora não é definitivo. Se for necessário podemos diminuir ou aumentar o número de guerreiros que protegerão o rei. Agora prestem bastante atenção, pois vou explicar meu plano de defesa. – Prosseguiu Agas.

A grande quantidade de bruxas que chegavam em Himitsu, capital de Empericia, chamou a atenção do povo da cidade. Todas trajavam vestimentas parecidas, que variavam apenas nas tonalidades de cores das faixas que prendiam na cintura, pois cada bruxa fazia suas próprias vestes baseadas no modelo original. Em outras palavras, a cor da faixa era sempre definida pela mulher que a usaria.

-Faz tanto tempo que não venho aqui que nem mais reconheço a cidade.

Erika Secrett era uma dentre as várias bruxas que completavam suas vestes com enormes capas completas com um capuz. No caso da filha do rei isto servia para ocultar sua identidade, sabendo que seu pai não ficaria nada contente caso descobrisse a verdade.

-Eu era muito nova quando vi Himitsu pela última vez, também não tenho lembrança nenhuma. – Comentou Gabrielle.

-Não se esqueçam de agir com educação, pois não devemos passar uma má impressão a respeito de nós, bruxas. Detestaria que ocorresse conosco o mesmo sofrimento pelo qual passam nossas irmãs de Chesord. – Disse Anya, que acompanhava as outras duas de perto.

Na sala do trono de Jack Secrett estava presente Gabriel, o alquimista, com uma expressão que deixava bem claro o quanto não estava contente em ter sido convocado. O rei, por outro, dava mostras de impaciência no tom da voz e em suas feições.

-Imagino que você saiba a razão de eu ter convocado você neste momento, alquimista.

-Eu creio que seja a respeito da arma experimental, majestade. – Respondeu o rapaz, secamente.

-Há quatro dias que eu lhe entreguei o corpo de William Storde e até o momento não obtive uma notícia sequer.

-Eu peço que entenda que estudar um cadáver para replicar suas habilidades elementais não é algo fácil, especialmente no caso desse rapaz.

-O que quer dizer com isto, alquimista?

-Quero dizer que existem forças místicas ainda presentes no corpo, carregadas de energia negativa. Eu acredito que consigo desvendar o mistério por trás dos poderes dele, mas precisarei de mais tempo para isso.

Reunidos num bar de Himitsu, os cinco manipuladores responsáveis pela queda da barreira de Chesord ocupavam a mesma mesa. O clima solene gerado pela morte de William ainda não havia se dissipado, mas Fernand sabia que estava de hora de tomar uma atitude.

-A batalha vai começar em breve e, se me lembro bem, vocês vieram para Empericia comigo porque estavam determinadas a continuar lutando.

-Não me agrada muito a ideia de lutar contra o reino onde nasci e cresci, mas me parece ser a única forma de deter o tal Vladmir Banemare. – Apontou Luna.

-Aqui seremos mais úteis do que em Chesord. Além disso, lá somos todos considerados criminosos da pior estirpe. – Comentou Yasmin, pesarosa.

O manipulador da terra tinha noção de que aquele baixo astral seria fatal num confronto, portanto estava disposto a fazer o melhor que podia para devolver a determinação para suas aliadas.

-Muito bem, então já chega de chorar. William pode não ter deixado um legado conosco, como o tal Kenoh fez ao entregar a Draconis, mas se estamos vivos agora temos que agradecê-lo. E a melhor forma de fazer isso é lutando com bravura para completar a missão que ainda temos pela frente!

-Tem razão, nós ainda temos que salvar o mundo! – Exclamou uma muito animada Karin.

-Não exagere, garota. São esses pensamentos tolos que levam as pessoas a cometer erros. – Criticou Samantha.

-A propósito, Samantha, por que você veio também? Eu pensei que você retornaria para seu lar agora que sua missão acabou. – Perguntou Luna, cheia de curiosidade.

-O exército de Chesord derramou o sangue de muitas bruxas nestes séculos em que o reino estava isolado. Por nada em Realia eu deixaria de lado a oportunidade de compensar as mortes injustas que minhas irmãs sofreram no passado.

E então o clima do grupo, que Fernand se esforçou tanto para amenizar, rapidamente tornou-se pesado novamente.

Notas finais
Fernand quer se juntar ao exército de Empericia, mas um certo capitão tem outros planos.
Capítulo 113: A Estratégia de Lince
Em breve ou nem tanto assim.