Roseons
1 Um começo caótico
Notas iniciais
No dia do incidente, minha cidade estava um caos. Haviam muitos corpos em toda a rua e provavelmente podia haver mais. Eu corri para minha casa e preparei uma mochila com roupas básicas e um pouco de comida. Não pretendia sair de casa tão cedo mas era bom ter algo para caso de emergência.
Sentei no sofá de casa e liguei a televisão, não havia muitos canais mas a maioria mostrava aquela nova raça, chamada pelos apresentadores de bestas.
Estava passando pelos canais quando algo me interessou. Uma mesma mensagem foi transmitida várias e várias vezes com as seguintes palavras: "A todos os sobreviventes do apocalipse divino, entrem na prefeitura de sua cidade amanhã, dia 2 de janeiro de 2020, às 8 horas."
– O governo agiu rápido, parece até que já esperava por algo do gênero — Disse séria.
Eram 22 horas, eu teria tempo de dormir um pouco e depois ir para a prefeitura. Tomei um banho rápido e parei em frente ao espelho enrolada na toalha — Oi — Disse para meu reflexo. — Você está assustada? — Sorri com lágrimas nos olhos — É claro que está, mas você precisa viver Karina. — Sequei minhas lágrimas e me vesti.
Coloquei o despertador para as seis horas e dormi.
Meu despertador tocou seis horas em ponto, levantei preguiçosamente e fui me preparar. Coloquei uma calça jeans, regata e tênis. Eu sabia que não seria tão fácil como muitas pessoas achavam. Meu primeiro problema era a distância, aproximadamente dez quilometros. Meu segundo problema eram aquelas bestas carnívoras que perseguem suas presas. E Meu terceiro e último problema, era nada mais nada menos do que... eu.
Alguma coisa estava diferente comigo, não tinha tempo de descobrir o que havia acontecido então decidi ignorar esse terceiro problema.
Peguei minha mochila e um facão afiado. Antes de sair, me olhei no espelho — Estou indo — Sorri. Meu longo e liso cabelo preto estava preso em um "rabo de cavalo", minhas roupas marcavam meu corpo bem desenvolvido e meus olhos profundos demonstravam minha determinação. — Eu vou viver! — Com essas ultimas palavras saí de casa seis e cinquenta da manhã em direção à prefeitura.
Passei vinte minutos correndo até chegar na avenida principal. Lá a rua estava vazia e um silêncio aterrorizante reinava pelo lugar mais movimentado da cidade — Preciso me apressar — cochichei para mim mesma. Eu nunca chegaria na prefeitura a tempo se continuasse a pé. Precisava de um automóvel.
Quando avistei uma moto com a chave na ignição, o som de uma criança gritando me assustou.
–S-SOCORRO! — Ela gritava desesperadamente, eu não sabia o que fazer. O que eu podia fazer? Deixei a moto de lado e fui correndo em direção aos berros da menina. — Vou me arrepender depois, droga!
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