Rosas sobre o chão
2 Abyss of the deep
Notas iniciais
"para onde se olhava era possível ver uma daquelas obras que me encantavam desde os sete anos, quando minha mãe comentou sobre o incêndio na galeria"
. . .
Depois de um tempo caminhando me deparei com a enigmática pitura " Fabricated World ", por um instante achei ter visto algo se movendo ali dentro, segundos após ler a inscrição em dourado a música parou.
—Mas, o que? — eu estava assustada.
Andei pelos corredores acinzentados, só ouvindo o som dos meus passos e da minha respiração e nesse momento tive de concordar com a minha mãe, esse lugar era realmente assustador.
Desci para o primeiro andar desesperada, querendo achar alguém, qualquer um se fosse, para não mais estar sozinha.
Corri para a entrada mas sem sucesso
–trancada?! como?...
As luzes se apagaram e comecei a escutar passos vindo de algum lugar e foi quando eu tive esperança de ter mais alguém aqui, sem poder ver aonde ia me aproximei de uma janela e algo vermelho escorreu por ela
—o que é isso?!-disse espantada
Segui o som dos passos até o segundo andar quando novamente me aproximei de uma janela e tive a impressão de ter visto uma sombra passando por ela.
Continuei seguindo o som até voltar a pintura “fabricated world”, mas tinha algo diferente nela e depois De muito olhar percebi o que era.Havia uma macha de tinta azul vazando da pintura, era praticamente tinta fresca, como se alguém tivesse acabado de tê-la pintado.
– "venha aqui em baixo Ib, eu quero te mostrar um lugar
secreto"
Então letras apareceram no chão soletrando
V-E-N-H-A-A-Q-U-I-E-M-B-A-I-X-O-I-B
Dei um salto.
Na hora três coisas passaram na minha cabeça:
1ª: isso realmente não era normal.
2ª: como, seja lá quem estava escrevendo aquilo, sabia o meu apelido
3ª: tenho que sair daqui!
Tudo que era consciente e normal em mim dizia para ficar ali e não fazer o que aquela mancha de tinta dizia, mas minha curiosidade foi maior e fui desci, como meus olhos já estavam acostumados com a luz fraca que piscava, pude ver pegadas de tinta azul indo em direção a uma outra pintura bem peculiar.
"abyss of the deep é uma enorme pintura localizada
próxima a entrada da galeria. nela é retratado um
enorme peixe chamado Abissai. São os peixes abissais,
formas de vida extremamente peculiares, nas condições
do que seja talvez as mais inóspitas do ambiente,
por sinal no maior hábitat do mundo, muitos desses
peixes desenvolveram sistemas orgânicos destinados a
iluminar as trevas e atrair as presas: possuem luzes no
próprio corpo, que acendem e apagam como lanternas
quando necessário. "
Quando me deparei com a pintura percebi algo diferente nela, mas não nela em si, mas na cerca que a separava do publico, faltavam partes dela e ali terminavam as pegadas. me aproximei e toquei a pintura porém, ao contrário da superfície dura e sólida de uma tela antiga, foi como se estivesse tocando algo molhado e quando me fui olhar mais de perto minha mão de apoio escorregou e eu cai na pintura.
Eu não me lembro de como realmente cheguei aqui, mas sei que me senti sufocar com a “água” entrando pela minha boca, porém ainda sabia que estava viva.
Me levantei do chão de uma sala que era completamente azul, nela só haviam duas direções para direita ou para a esquerda, nada de escadas, tuneis e nem qualquer outra forma de sair de lá a não ser seguir por um dos caminhos.
Tirei na sorte e me dirigi à esquerda onde havia uma tela com um mar pintado de azul-celeste e ao seu lado pude ver uma rosa vermelha em um vaso na frente de uma porta azul-celeste tão vivo quanto o do quadro com o mar.
Peguei a rosa e pus-me a observá-la, era tão viva e tão vermelha, pude senti-la pulsar quando coloquei a perto do meu coração.
Empurrei a mesa com o vaso de vidro, que estavam na frente da porta para que pudesse passar. Abri a porta e me passei pela mesma, havia apenas duas coisas naquela sala: uma pintura de uma menina com um leve sorriso e uma chave azulada. assim que toquei a chave ouvi um barulho e a garota que antes sorria delicadamente agora tinha em seus lábios um riso assustador, ao sair desta sala mais uma vez letras surgiram:
L-A-D-R-A-!
Era a palavra que surgira, nas paredes e no chão.
Corri em frente com as letras que surgiam atrás de mim, girei a chave e fechei a porta atrás de mim, deparei-me então com uma sala em vermelho como duas enormes escultura, uma azul e outra vermelha, uma tela chamada “pulse”, que ao terminar de ler a inscrição ouvi o som de uma pulsação de coração, e no outro extremo da sala uma figura feminina que eu conhecia bem, seu nome era “lady in red” e muitos diziam que ela teria sido uma amante de Guertena, quando me afastei da tela a figura “pulou” da parede e começou a me perseguir, como eu estava muito próxima ao quadro ela arrancou uma das pétalas de minha rosa e senti uma dor terrível no meu peito, mas suportável. Corri a toda velocidade para a porta, de cor vermelho sangue, mas ...
—ah, vai! qual é?! abre!- e novamente a porta estava
trancada, porém desta vez eu não tinha a chave e havia
um quadro me perseguindo.
Corri por toda a sala até que próxima ao lugar inicial da lady encontrei a chave vermelho sangue, voltei a porta, rapidamente girei a chave e passei pela porta
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