Notas iniciais
Achei os comentários de vocês fofos ♥ Principalmente o da Wanda, foi muito amorzinho, escrevi hoje porque fiquei inspirada por aquela fofura de comentário. Boa Leitura, e não eu não sou capaz de escrever mais de 1.500 palavras ;-; desculpa.

Capitulo Um

A velha senhora Beatrice Alexandra Sharpe cheirava a doença, e seu quarto á morte. Seu rosto era enrugado e carrancudo, era magra e corcunda, com os cabelos grandes e grisalhos, sempre estava vestida de preto, como se vivesse em luto constate. Às vezes Lucille imaginava se era assim que ficaria na velhice. Naquela noite, que Lucille logo descobriu que ainda era dia,( não que isso importasse na escuridão daquele porão) Beatrice veio busca-la para o banho, escondeu-se de baixo da cama assim que a ouviu chegar, cobriu a boca de Thomas com a mão, como se isso fosse fazer a velha esquecer-se da existência deles. Ela sentiu uma mão branca e fria procurando um dos dois lá em baixo.

— Saíam dai suas pestes! — Berrou a velha. —Venham logo.

A garota deixou ser capturada por ela, para salvar Thomas de tal tortura. Antigamente a mãe colocava Thomas e ela na mesma banheira, mas agora decidira que estavam grandinhos de mais para isso, preferia as coisas quando eram assim, mais simples. Ela estava suja feito uma porca, não tomara banho desde a noite em que fizera coisas com Thomas. O pai sairá de viajem a algumas noites, ela e o irmão cruzaram os dedos para que ele conseguisse patrocínio de algum senhor rico da Itália, sem falar que ele estava louco para ver a maquina do pai funcionar.

A mãe puxou-lhe pelos cabelos, como se fosse um animal asqueroso. As luzes da janela quase a cegaram e o cheiro da casa era menos mofado do que no porão, embora, quando se passava muito tempo lá não dava para perceber. A água saiu vermelha no primeiro instante, vermelha e fria. Desde que era muito pequena a mãe não se preocupava em esquentar a agua de seu banho. Logo a cor normal voltou, mas continuava dolorosamente fria, mais fria era a carranca de sua mãe. Esfregou-a com uma bucha de palha dura que a arranhava as costas, a porta estava aberta e um vento cortante entrava, Lucille sentiu todos os pelos de corpo eriçarem.

—Esta imunda! Parece um porco. — Rosnou a mãe com sua boca sem dentes. — Te mandei para um internato para parecer uma garota.

Lucille nunca respondia as ofensas da mãe, nem nada que ela falava com ela, da ultima vez que tentou acabou sendo grosseira, ganhou uma cicatriz no canto da boca naquele dia. Ela se lembrava bem do motivo. Thomas foi pego fora de casa, caçando mariposas, eles não tinham permissão para sair de casa, mais para frente com a piora do estado da mãe, decidiram não sair do porão. Ela não deixou que a mãe o machucasse, entrou na frente, a bofetada acertou-lhe bem o rosto enquanto o frágil Thomas escondia-se atrás dela. Não sabia ao certo oque pensou na hora em que gritou:

— Louca! Você é louca. Por que você nos odeia? — Berrou entre soluços.

Passou pela sua cabeça algo como ''por quê?', Por que não podemos sair? Por que não podemos brincar na sala? Por que nos odeia?'' O pai costumava dizer que a mãe estava muito doente da cabeça, e por isso se tornou tão ríspida. Lucille tentava não guardar rancor, ela estava doente e a culpa não era dela, mas então, de quem era a culpa? Tentou culpar o pai por sempre ser tão grosso com ela ou talvez fosse culpa dela e de Thomas, se eles não tivessem nascido ela seria mais feliz. Mas nada disso acalmou seu eu, não conseguia culpar o pai, foi ele quem lhe sugerira ficar no porão para que ficassem mais seguros sem ter que mandar Beatrice para um sanatório. Thomas nunca havia feito nada para merecer tal tratamento. Nunca deu trabalho, nem mesmo quando bebê ele chorava. Talvez a mãe tivesse enlouquecido quando ela nasceu talvez não quisesse filhos, mas também não podia se culpar apenas por existir, então de quem era a culpa? De Deus? O pai dizia que tudo que acontecia era porque Deus quis assim. Por que Deus teria interesse em vê-la infeliz? Mas também não sabia se acreditava em Deus, se ele fosse mesmo quem o pai dizia ser, não deixaria sua mãe ficar louca, ou ele era cruel. Então dentro dela acumulou um ódio devastador, mas para onde direciona-la? Ela não sabia, só sabia em algum momento ou ela quebraria ou explodiria. Tentaria fazer oque machucaria menos Thomas.

Depois de ter chamado a mãe de louca, comtemplou seu olhos, azuis como o dela. Talvez aquilo tivesse despertado algo, algo bom que fazia tempo que não via na mãe, a fúria se tornou magoa em seus olhos, será que ela conseguia ver oque estava fazendo? Será que tinha momentos lúcidos em que sabia oque fazia? Lucille esperava que não, seria bem triste se sim. Em quanto se perdia nos olhos misericordiosos da mãe um vulto rápido passou pelo seu rosto, e logo a acertou em cheio fazendo o sangue escorrer depressa. A misericórdia desapareceu e a fúria a tomou quando acertou um castiçal na boca da filha. Foi a ultima fez que viu algo bom nela.

Notas finais
É não teve muito Thomas e Lucille nesse capitulo, mas nem só de putaria vive o homem certo? ^.^