Notas iniciais
IMPORTANTE Tenho um assunto serio para tratar com vocês. Recentemente eu fiz uma merda atrás na fanfic, estou seriamente pensando em excluir. Quase ninguém notou no filme quando um jornal velho pareceu, mas esse jornal continha o nome da mãe deles, Beatrice Alexandra Sharpe. E vcs sabem que a senhora Sharpe na minha fanfic se chama Charlotte, certo? Não mais! Agora o nome dela é Sra. Beatrice, posso não ser a melhor na ortografia, mas sou perfeccionista em algumas partes. Já mudei o nome dela em todos os capítulos ( vcs me conhecem para saber que sou incompetente o suficiente para esquecer algum vestígio não é?). Outra coisa é a historia do sótão, aquela casa não tem um sótão e sim o porão. Por isso modifiquei tudo onde eu escreve sótão para porão ( não significa que eu tenha tido competência para arrumar tudo sem nem um errinho). Enfim eu espero que vcs continuem lendo minha fic mesmo assim. Estou apaixonada por escrevê-la e espero que vcs também estejam. :3 Desculpa o textão. Gostaria de dizer que o próximo capitulo vai o melhor que eu já escrevi, se preparem para o banho de sangue. Boa Leitura.

Capitulo Três

A senhora Beatrice dormia como um anjo. Lucille teve medo de acorda-la quando chegou com a bandeja. Lá havia pão, queijos, chá e mingau de aveia. Ela tinha esperança da mãe comer melhor naquele dia, ela não estava comendo bem desde o acontecido. As mãos estavam frias e os olhos parados, mas ainda mantinha a língua afiada. Luci não sabia se ela tinha noção de quem ela era na altura dos acontecimentos. Desde a queda se mostrara mais confusa que antes, chamou a de outros nomes. Lucinda, Joana e às vezes sussurrava por Charles. Prometeu ao pai que ela e Thomas cuidariam da mãe para que ele pudesse viajar tranquilo, mas Thomas se mostrará incapaz de honrar as promessas já que passava o dia brincado. Recentemente havia descoberto um gosto pela literatura, mas especificamente pela engenharia. Tudo aquilo não interessava a Luci, e não se incomodava se Thomas não a ajuda-se desde que no final da noite pudesse repousar em seus braços e disfrutar de seu amor. No fundo de sua alma uma culpa a corroía. Estava feliz por sua mãe ter caído? Não era bem isso, mas quase. Desde a queda as coisas estavam melhores, eles podiam sair de casa se quisessem comer, dormir na hora que bem intendessem e se amar fora daquele porão mofado. Não havia ninguém os ofendendo nem os agredindo e Luci podia cuidar da mãe com uma ternura que a mãe nunca cuidou dela. Escovava seus cabelos, ajudava no banho lhe dava de comer e tocava piano para ela. Às vezes ela tinha a sensação que a mãe sorria quando ela tocava, foi ela mesma que a ensinou a tocar antes de enlouquecer por completo. Era uma professora rígida, ensinou a ler e escrever da mesma forma que ensinou a Thomas depois. No fundo tinha boas lembranças da mãe, elas desapareciam quando era puxada pelos cabelos. Agora que não tinha ninguém a machucando Lucille pode sentir algum sentimento de ternura de novo. Não só pelo Thomas, mas também pela mãe e pelo pai. Mas ao contrario dela Thomas se mostrara inflexível à atitude do pai, ele não estava lá e não podia opinar sobre nada. Foi oque ela disse para ele, mas de nada adiantou. Poupou de toda a verdade dolorosa por compaixão ao seu frágil irmão.

A verdade é que Lucille foi salva pelo pai. Ela se banhava na água fria quando a mãe tentou afoga-la. Beatrice lavava seus cabelos quando se sentiu afundar. As mãos da mãe criariam uma força extraordinária para uma velha aparentemente frágil e seguraram Luci de baixo da água. Praguejou algo que imperceptível aos ouvidos de Luci enquanto a segurava lá em baixo. Seus olhos foram tomados pela água e cegados pelo sabão. Á ultima coisa que ela viu foram os olhos azuis da mãe e as paredes cinzentas da casa que se misturaram e se tornando um só. Lutou pelo oque nem percebia que precisava tanto fora da água. O desespero a tomou e tudo oque ela se lembrou foi da vontade de morrer que sentia quando sua mãe ou seu pai a agrediam, ela desapareceu e uma vontade de viver tomou seu lugar como as vezes em que via Thomas apanhar e ela teve vontade de lutar. Ela queria lutar pela vida miserável que tinha, queria lutar pelo ódio que habitava seu coração obscuro, quis lutar pela força que sentiu emergir dentro de si, queria lutar por Thomas e por ela mesma. Quando sentiu seu esôfago queimar e arder como fogo sabia que havia perdido a luta, o sentimento de derrota e uma estranha paz surgiram logo em seguida uma imensidão negra imergiu na frente de seus olhos... Ela parou de lutar. Perdeu-se na imensidão escura e se entregou a paz da morte, então viu o rosto de Thomas e ele rapidamente despareceu.

Viu uma luz e estava nua no chão frio, frio de novo, tudo era sempre frio. Ela viu um rosto branco e magro se embaraçando.

— Thomas? — Chamou. Então que era o pai. Ele era parecido com Thomas, mas ainda sim diferente faltava o brilho e luz de menino e a inocência que Lucille adorou tomar.

Sua cabeça doía e estava pesada, Lucille sentiu que podia ficar ali deitava para todo o sempre, até que se lembrou da situação toda. Onde estaria sua amada mãe?

— Onde ela esta? — Perguntou com voz rouca. O pai sem responder se levantou e caminhou em seus passos tortos até o mezanino e olhou lá em baixo com um olhar angustiado. Levou um tempo até Luci se tocar do que acabará de acontecer. O pai matará sua mãe para lhe proteger, Thomas nunca a perdoaria. Enrolou-se na toalha depois de perceber que ainda estava nua, levantou lentamente com a cabeça dolorida e contemplou o desastre. Parecia uma bonequinha quebrada, e seus membros estavam distorcidos. Ao lado de seu rosto uma poça de sangue escorria pela madeira, e seu vestido preto rasgou terrivelmente. O rosto enrugado se tornou mais rígido do que o normal. Quando Lucille estava prestes a desabar a esperança a tomou ao ver que ela ainda se mexia. Em quanto há vida há esperança, pensou. Correu aos solavancos até o térreo, o pai a olhou desconfiado e ela afirmou:

— Ela esta viva! — Havia uma animação absurda em sua voz. — Ela esta sim pai, eu sei!

Ele a seguiu mais devagar com sua bengala, mas não menos animado. Ao chegar lá conferiu seus pulsos.

— Por Deus! — Exclamou. — Ela esta morrendo Lucille, temos que acabar com o sofrimento dela.

O dela? Ou o seu? Ele agarrou seu pescoço e apertou com toda a força que o corpo magrelo podia ter. Vendo aquilo Lucille se apavorou e o empurrou para longe. Tomou o rosto da mãe nas mãos e ela ainda respirava, estava lutando como Luci lutou minutos atrás. Então desfaleceu em seus braços, talvez tivesse desistido.

— O que você fez? — Gritou ela aos prantos. — Ela vai morrer?

— Saia! — Gritou o pai. — Saia agora! Vá para o porão Lucille.

— Não! — Protestou ela. — Quero ajudar pai, quero ajudar você.

— Vai me ajudar fora daqui! Agora vá.

Ela correu para o porão onde tomou Thomas nos abraços, e sentiu tudo se esvanecer quando o irmão dormiu em seu colo. Ele parecia um anjo inocente e meigo, mas teve de acorda-lo quando ouviu um barulho estrondoso vindo lá de cima. O convenceu de que tinham que subir e subiram devagar. Encontrou a mãe na banheira, a mesma que tentará afogar Luci há algumas horas. O pai estava tão tristonho, talvez se culpasse pelo acontecido, mas a culpa era dele. Foi oque disse para si mesma sem acreditar, voltou a amaldiçoar algo que ela nem sabia que existia. Eles a carregaram para a cama, Luci a limpou e escovou os cabelos e depois tocou para ela. Quando já estava exausta deitou-se com junto a ela

— Eu vou cuidar de você mamãe, e você ira melhorar e enfim poder me amar. — Disse ela aninhada ao colo da mãe.

Notas finais
Gostaram?