Rosas de Sangue
5 Capitulo Quatro
Notas iniciais
Capitulo Quatro
Havia uma grande lua vermelha no céu. Thomas pode ver da janela de seu quarto o quanto o céu estava negro, enquanto a grande lua de sangue brilhava na escuridão. Fazia frio e a casa rangia com o vento, ele foi incapaz de dormir aquela noite. Queria tomar Lucille em seus braços, mas a irmã estava ocupada cuidando da mãe. Então lhe sobrou ler os livros do pai, ele se encontrava apaixonado pela engenharia e havia decidido que era isso que faria pelo resto de sua vida, isso e se casar com Luci quando fosse grande o suficiente para isso. Eles teriam seus próprios filhos, e ela viajaria com ele, e então comprariam uma nova casa em outro lugar, como na América, e nunca olhariam para trás. Quando ele contou seu plano a Luci ela a concedeu um sorriso triste e beijo-lhe e testa.
— Ah, Thomas! — exclamou. — Não poderemos nos casar nunca.
— Quando crescermos, iremos fazer tudo o que quisermos, eu vou ser o homem e serei eu quem dirá o que pode-se ou não fazer. — falou com segurança.
Ela voltou a rir como se ele fosse uma criança boba, sempre fazia isso quando sugeria que se casassem ou ficassem juntos no futuro. Talvez ela não amasse tanto ele assim, por isso dizia que nunca se casariam. Porém Luci explicou para ele que eles não podiam porque eram irmãos, e irmãos não podem se casar, que aos olhos de Deus era errado e que o pai nunca permitiria, e ninguém iria querer casar os dois. Isso o deixou triste, mas depois percebeu que mesmo que nunca se casassem poderiam ficar juntos como estavam agora.
Quando no auge do tédio, pousou o livro sobre o rosto e ouviu passos descalços e leves entrando, tirou o livro do rosto e a viu. Cabelos negros como a noite, soltos e desarrumados, vestida apenas de camisola branca, com a pele tão pálida e luminosa quanto à lua deveria estar no céu. Sorriu doce e caminhou até ele graciosamente. Thomas permaneceu deitado enquanto ela vinha até ele, e quando chegou deitou-se sobre como na primeira noite em que se amaram.
— Ela melhorou, Thomas. — Lucille deitou-se em seu peito e pegou sua mão, levou até seu rosto exigindo o seu carinho. — Ela sabe quem eu sou.
A mãe deles estava melhorando cada dia mais, seus hematomas a quebraduras estava sarando e sua mente voltando ao normal. Não era mais tão dependente de Luci para tudo, já fazia as coisas sem ajuda e não havia levantado a voz para eles nem sequer uma vez. Lucille estava tão feliz como ele nunca havia visto, suas maças do rosto de tornaram rosadas e seu sorriso satisfeito, sua voz animada, suas notas no piano alegre e seu amor voraz.
— Onde a mamãe está? — Thomas perguntou.
— Tomou um pouco de chá e caiu no sono. — ela bruscamente puxou o rosto do irmão e o beijou suavemente, Lucille era sempre tão controversa. — A lua está vermelha esta noite.
— Sim, o que significa?
— Dizem que é a lua da tragédia. — sua voz não correspondia com suas palavras, falava de tragédia, mas soava alegre.
— Quem disse?
— Não sei, acho que li alguma coisa que assim dizia. — estava serena e despreocupada. — Mas é tudo bobagem, Thomas. O que poderia dar errado agora?
Nada podia dar errado no instante em que ela voltou a beijá-lo. Mais uma vez guiou suas mãos, passou rapidamente pela sua boca quando a beijou e desceu rumo seu pescoço macio. Sentiu os seus seios entre os dedos rapidamente, antes dela guiar suas mãos a sua cintura e depois mais abaixo dela. Ela estava feroz e faminta novamente. As coisas mudaram desde a primeira vez no porão, eles descobririam novas coisas juntos e desde então estavam a se explorar sem pudor algum. Lucille já não chorava ou sangrava, era a mais bela das visões vela a revirar seus olhos.
Quando a sensação de seu toque já lhe fizera efeito estava cheio de fome e fúria, mas era ela quem sempre comandava a ação com seus beijos sedentos. As mãos hábeis de Lucille desfizeram o laço que prendia sua calça com certa delicadeza, em seguida tirou-lhe a blusa e o beijou na barriga com seus lábios úmidos. Thomas fechou os olhos afim de perder-se no toque da irmã, quando voltou a abrir foi por um berro sinistro.
— Aberrações! — gritou a mãe. — Amaldiçoados sejam esses demônios do incesto.
Ela não sabia direito se havia corado ou perdido toda a cor do rosto no espanto. Lucille arregalou os olhos grandes e azuis, e suas mãos se tornaram tremulas e sua expressão assustada frente ao rosto medonho de Beatrice.
— São amaldiçoados! Deus castigou-me novamente! — seu rosto enrugado se banhou-se em lágrimas desesperadas, e sua expressão tomou um ar de aflição.
Será que Deus odeia tanto assim oque fazemos? Ele pensou. Eu a amo, mais do que um irmão normal ama sua irmã, eu a amo mais do um marido qualquer ama sua esposa, eu amo mais do que qualquer homem amou uma mulher. Thomas não entendeu porque seu amor era tão errado, pensou que era mais do que um amor comum, era melhor e mais forte do que qualquer outro e então as pessoas a sua volta invejariam o seu amor por Lucille, os proíbam de se amar por inveja. Oque será que Deus odiava mais? A Inveja ou o amor? Rezou momentaneamente para que a resposta fosse a inveja.
A senhora Beatrice se aproximou como se chegasse perto de animais pavorosos, puxou Luci pelos cabelos como sempre fazia e a derrubou da cama. Ela esperneou e gritou para que soltasse.
— Me solte, mãe! — berrou — Por favor.
— Vou lhe mandar para o convento desta vez, sua vadia! — uivou a mãe.
Mais uma vez teve vontade de salva-la, mas foi impedido pelo horror ou pelo que o pai chamava de covardia.
A velha a carregou pelos cabelos e a trancou no quarto. Assim como pai deles fazia com a mãe, no fim, Thomas decidiu que eles eram todos iguais. Hipócritas e mentirosos que nunca os deixariam livres para serem os amantes que nasceram para ser.
Começou a travar um plano para que fugissem para América e mudassem de nome, se casassem e tivessem filhos. Juntou tudo oque já havia lido sobre mistério e tentou juntar em um plano, mas foi incapaz de pensar com inquietação que Lucille deixou em seu corpo. E também estava a esperar quando a mãe voltaria para castiga-lo.
Ouviu um barulho na pesada porta que rangia, encolheu-se na cama e não teve coragem nem sequer de espiar.
— Thomas? — chamou a doce irmã.
— Lucille! — ele exclamou quando foi ao encontro dos braços dela.
Seus braços eram tão aconchegantes, ele sabia que ali era seu refúgio e sua única fonte de confiança.
— Ela vai te mandar embora de novo. — reclamou. — Temos que resolver isso, vamos fugir.
— Eu cansei disso. — Luci havia se cansado dele? — Não quero mais fugir de nada.
— Então nós não iremos mais... — Lucille o interrompeu.
— Eu vou resolver isso, você confia em mim? — seus olhos eram as mais brilhantes das joias.
— Sim, confio. — isso era a maior das verdades.
— Você ainda irá me amar se eu fizer algo muito horrível? — ela tocava em seu rosto tão suavemente que era difícil imaginar ela fazer algo horrível.
— Sim, eu sempre irei amá-la.
Ela selou seus lábios com um beijo e desapareceu na escuridão casa. Thomas sabia com o que estava concordando? No fundo sabia sim. Ela sabia qual era a única solução para que ficassem juntos para sempre, e se esse era o preço, valia a pena. Então voltou para a cama, se escondeu sob os lençóis, que ainda tinham o cheiro de Lucille. Fechou os olhos e cobriu os ouvidos com o travesseiro, e apenas descobriu quando soube que tudo tinha acabado.
Com passos descalços ela se surgiu na escuridão. Seus cabelos negros como a noite estavam em uma desordem absurda. Sua camisola deixou de ser branca e se tornou vermelha como a lua da tragédia. A pele branca fora tomado por arranhões e por um sangue que Thomas não sabia dizer se era dela ou não. Estava diabolicamente bela e sorridente. Foi até ele com seus passos graciosos e deitou-se sobre ele, tomou sua boca na dela e então eles trataram de terminar o que nunca deviam ter sido interrompido.
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