Notas iniciais
Vcs me odeiam? Vcs ainda se lembram de mim? Bom espero que se lembrem, pois o ultimo capitulo foi um fiasco de comentários. Já aviso que o capitulo a seguir é pesado e dramático, depois que eu terminei achei que tinha exagerado, mas deixei assim mesmo. Por favor comentem, vcs não sabem oque é a felicidade de ver um simples comentário na sua fanfic. Só para vc saber que esta agradando seus leitores, comentem ! É rapidinho e vai me deixar feliz e inspirada!

Capitulo Seis

Ele chegou batendo na porta, com seus paços tortos e desajeitados se apressou obviamente procurando algo. Olhou para os dois lados, sem saber direito para onde ia.

— Beatrice? — Chamou ele — Luci?

Charles não chamou pelo nome de Thomas, na verdade nunca chamava. Quando pronunciava seu nome, logo em seguida vinha à palavra que ele mais odiava, covardia. Geralmente ele não concordava, mas hoje, escondido em um armário no colo da irmã mais velha e espiando pela fresta não podia discordar. Ele tremia, mas para seu consolo, Lucille também tremia. Tinha o rosto amedrontado e voz trêmula desde que se apavorou ao lembrar-se da chegada do pai.

Eles haviam limpado a sujeira na noite passada, carregaram o corpo até o tonel da argila vermelha e o jogaram lá. Ficaram até ver o ultimo pedaço afundar e o sangue se misturar com a argila, lavaram a banheira até as unhas de ambos ficarem encravadas de sangue seco. Mesmo com tudo isso não tinha oque dizer, nem ao menos tentaram inventar uma desculpa, apenas esperaram a sua sentença.

Luci ainda estava doente, vomitava muito, não comia entre outras coisas que ele tinha certeza de que ela escondia. Ele não sabia oque fazer, era ela quem cuidava dele, não sabia fazer isso direito. Tentou ser o melhor possível, mas sentia-se falhando dolorosamente. Thomas tinha certeza de que ela escondia algo, mas parou de insistir quando ela gritou para que parasse.

— Lucille! — gritou — Onde então vocês?

— Acho melhor a gente sair! — Sussurrou ele.

— Ainda não! — declarou ela — Temos que pensar em alguma coisa.

Infelizmente não demorou meia hora até que os passos do pai se tornassem mais próximos. O armário estava improvisadamente trancado, com alguns pedaços de madeira que Luci arrumou. Quando ele forçou a porta de primeira não abriu, na segunda o armário balançou e um ruído inevitável saiu deles, então ele tinha certeza de que estavam lá dentro.

— Abram isso! — berrou ele — Abram isso agora.

Eles obviamente não abriram, mas o pai com um pouco de força conseguiu. Quando abriu deparou-se com duas coisinhas magricelas de olhos arregalados, então o rosto dele virou uma mistura de pavor e surpresa.

— Onde esta? Onde esta ela? — Perguntou se referindo a mãe.

Ele jurou que nunca mais iria chorar na frente do pai, mas fez. Lucille também chorou então o pai tinha resposta para sua pergunta.

— Oque vocês fizeram? — Ele sabia, mas queria ouvir deles.

— Não fomos nós! — admitiu Luci — Fui eu, sozinha.

Seus olhos marejaram, mas continuou firme com seu olhar penetrante.

— Por quê? Diga-me! Quero ouvir — Ele estava calmo, seus olhos cinzas também.

— Você sabe o porquê! — Lucille soou firme, naquela altura Thomas não sabia bem do que falavam.

— É mentira! — Seu grito foi o mais desesperador dos sons — É tudo mentira! Não é real!

Ele bruscamente a puxou do armário, a derrubou no chão e se ajoelhou na sua frente enquanto desaguava desesperadamente.

— Você sabe! Sempre soube! — gritou ela em resposta — É verdade.

Estava de cabeça baixa até esse momento, então olhou para ela como quem olha o próprio demônio e a estapeou no rosto fazendo-a cair no chão. Chegou à vez de Thomas, ele levantou e o puxou do armário, segurou pelo colarinho e o encarou dolorosamente.

— Você deveria cuidar da sua irmã, seu cretino! — Gritou e o jogou no chão, como quem joga um saco de farinha.

— Não! — Grunhiu Lucille, e então se arrastou no chão e tomou Thomas nos braços como sempre fazia.

— Você vai se casar Lucille. — Anunciou Charles. — Vai se casar com quem eu escolher e nunca verá Thomas de novo.

O coração dele se partiu em pensar nesta heptose. Ele daria um jeito, fugiria com ela, então se casariam e ninguém ditaria mais nada a eles.

— Não, não vou. — afirmou ela — Eu morro antes de me casar com qualquer um que não seja Thomas.

Ela não devia tê-lo desafiado, pois a fúria transbordou em seu pai de uma maneira cruel. Pegou ela pelo braço e a carregou para aquele maldito quarto onde tantas vezes a levara. Trancou-se lá dentro com ela deixando Thomas, “o pobre frango”, como ele sempre o chamara, de fora, apenas ouvindo os gritos dela. Encheu-se de ódio, queria pegar o cutelo e enfiar no meio da testa dele, e assim vê-lo sangrar até que a morte o levasse. Mas se sentia pequeno e frágil de mais para isso, mesmo assim, o ódio se apoderou dele, depois veio o medo, medo que ela não resistisse a mais uma surra. Ela estava doente, podia não aguentar aquilo.

Talvez ele tivesse ficado ali por uma meia hora, duas horas ou cinco minutos. Thomas havia se perdido no tempo, tudo no que pensava era em desaparecer, nem deixar rastro, não morrer, mas só virar pó e se deixar levar pelo vento. Porém, devia ficar por seu amor á Luci. Os gritos de ambos pararam e debaixo da porta se formou uma poça vermelha, espeço e sombrio, o sangue invadiu a sala até sujar os pés dele. Perdeu as esperanças naquele momento, podia virar pó ali e agora.

Ele abriu a porta, e então Thomas pode ver sua amada ensanguentada. O sangue surgia do meio de suas pernas, sujando sua camisola branca.

— Ele morreu. — Disse ela.

Notas finais
Gostaram? Exagerei no drama? Espero que não ;-; Comentem! Serio mesmo! Necessito de vcs para continuar esse trabalho que eu particularmente acho lindo