Rosas

19 Capitulo dezenove


Edward e eu assinamos os papeis que oficializavam nosso casamento e Emmett saiu imediatamente a cavalo para entrega-los. Jasper ficou para levar Rosalie e Alice de volta para casa em segurança.

— Sra. Swan com certeza vai notar que lhe ajudamos, o que de certa forma deixa tudo bem emocionante. — Rosalie riu.

— Rosalie, por favor. — Alice balançou a cabeça mas eu podia ver que estava lutando contra a vontade de sorrir.

— Estou apenas querendo perguntar sobre o que querem que digamos quando perguntarem do paradeiro de Bella. — Rosalie se explicou.

— A verdade. — Edward disse prontamente. Eu o encarei procurando algum traço de que fosse uma brincadeira, ou talvez um dano cerebral que eu não tinha notado antes... Mas ele parecia bem são, o que tornava sua resposta ainda mais inexplicável.

— Desculpe? Eu devo ter ouvido mal... — Jasper parecia tão espantado quanto.

— Se ela perguntar, digam a verdade. — Ele deu de ombros.

— Quer que eles digam s minha mãe onde eu vou estar ?! — Perguntei confusa.

Ele se virou de frente para mim e pegou minha mão esquerda, a levantando de um modo que minha aliança ficasse na minha linha de visão.

— É uma senhora agora, Bella. Casada, minha esposa, a Sra. Cullen... Não há nada mais que ela possa fazer. — Ele parecia satisfeito em dizer aquilo.

— Tem certeza?

— Não vamos ficar fugindo como crianças. — Ele declarou.

— Então, essa é a decisão final? — Alice indagou e Edward assentiu.

Antes que a carruagem que levava meus amigos de volta a sua casa sumisse de minha vista, Edward já estava preparando aurora para irmos para nossa casa.

O sol estava começando a se por, quando finalmente Edward começou a desacelerar a cavalgada.

— Ali! — Ele apontou para algo ainda difícil de enxergar, mas que já nos aproximávamos. — É a sua casa.

Enquanto nos aproximávamos eu analisei deliciada a vista da propriedade que agora me pertencia. Era uma grande casa branca, com a clássica arquitetura do inicio do século passado. Havia um jardim gigantesco, e eu podia ver longe aos fundos do casarão algo cheio de cor que provavelmente era meu prometido roseiral, e isso me fez sorrir.

— Estou vendo cores, é o que penso ser? — Sussurrei em seu ouvido e aurora parou em frente a um portal de grades cuja forma de se entrelaçarem lembrava a rosas.

— Exatamente o que pensa. — Ele desceu de aurora e me ajudou a fazer o mesmo gentilmente, sem deixar meu vestido se enroscasse nos fechos metálicos da minha mala.

— Pensou em tudo, não é mesmo? — Balancei a cabeça e ele me presenteou com uma gargalhada.

— Tive muito tempo para planejar nas minhas noites de mal sono em Londres. — Ele respondeu.

Ouvi de longe alguém gritando como um anuncio: “ A Sra. Cullen está aqui.” E então um homem abriu o portão e fez uma amigável reverencia a nós.

— Poderia levar Aurora para os estábulos? Quero apresentar a propriedade a minha senhora. — Ele disse num tom presunçoso. O homem sorriu e assentiu, então Edward pegou minha mala e me puxou com ele para dentro.

— Sua senhora? — Repeti, ele apenas sorriu.

— Terá que se acostumar, é assim que a sociedade a verá de agora em diante... Então, acho que deixarei sua parte preferida para lhe mostrar amanhã, creio que apreciará melhor durante o dia. — Ele murmurou animado me guiando pelo longo caminho de entrada.

— Eu posso esperar. — Concordei.

A entrada da casa era uma curta escadaria branca, que levava até uma ampla varanda, e as longas colunas arredondadas davam um certo charme ao ambiente. Uma senhora abriu as portas para nós e entramos. Haviam algumas pessoas enfileiradas esperando por nós.

— Seja bem-vinda senhora. — Ela sorriu gentilmente. — Sempre que precisar de algo basta pedir a um de nós. — As outras pessoas assentiram.

— Essa é Siobhan, nossa governanta. — Edward a apresentou.

— É um prazer conhece-la. — A reverenciei, ela pareceu desconcertada com o ato, talvez não esperasse por isso. Pensariam que Edward chegaria com uma dama arrogante e apática a essa casa?

— Igualmente, senhora. — Ela respondeu. Edward riu e entregou lhe minha mala.

— Coloque no quarto principal, por favor. Eu mesmo mostrarei a casa, podem voltar ao que faziam antes.

— Sim, senhor. — Ela parecia mais a vontade se dirigindo a Edward, isso me deixava satisfeita, pois meu pai sempre me dizia que se media o caráter de alguém observando a forma que tratavam seus criados. Todos começaram a sair e se espalhar pelos demais cômodos da casa.

Edward me mostrou nossa sala de visitas, espaçosa e aconchegante. Nossa cozinha, que cheirava deliciosamente a temperos e era tão limpa quanto as porcelanas de minha mãe. Havia uma outra sala que tinha um reluzente piano de cauda negro, uma lareira, alguns sofás, algumas mesas de jogos, e as paredes eram decoradas pelos mais belos quadros que já vi. Tínhamos uma biblioteca, e um escritório, e uma sala de jantar... depois de tudo visto subimos as escadas para que ele me mostrasse o andar superior.

Eram quartos, muitos quartos. Era um andar inteiro cheio de quartos, e eu indaguei por que haviam tantos se os criados tinhas seus próprios no andar de baixo.

— Bem, talvez você queira algo a mais nessa casa, então terá vários para fazer o que quiser. Um será nosso, alguns serão de hospedes, outros de nossos futuros filhos e creio que você gostará de ter Kaure conosco... — Ele respondeu.

— É claro que eu quero! — O abracei emocionada e ele riu.

— Não entendo sua surpresa, eu nunca te afastaria de alguém que você aprecia tanto. Ela estará aqui logo pela manhã...— Ele acariciou meus cabelos.

Ele me mostrou os quartos, um por um. Todos eram espaçosos e com grandes janelas que possibilitariam a entrada de luz. O ultimo era o nosso, minha mala já estava lá quando entramos. Era espaçoso como todo o resto da casa, e as paredes brancas davam calmaria ao ambiente. Tínhamos ali um pequeno sofá, um armário, uma penteadeira, dois criados mudos, uma cama imensa, e um grande vaso cheio de rosas próximo a janela, assim como em todos os outros cômodos que sempre haviam vasos com essas flores.

Da janela eu podia ver as rosas, colorindo o fim do dia com suas cores por um longo espaço de terra. Ouvi os passos de Edward se aproximarem de mim e seus braços me rodearam.

— Espero que esteja tudo de seu agrado. — Ele sussurrou.

— Está, mas o mais importante... — Me virei e admirei seus olhos azuis. — É estarmos juntos.

Me aproximei e nossos lábios se tocaram delicadamente por meros segundos, então ele me pegou em seus braços e me levou até a cama e ne deitou ali. Voltou a me beijar, tão gentilmente e calidamente, eu me sentia derreter como gelo no sol de verão. Ele parou e me olhou, de um modo quase de admiração, tocou lentamente a pele de meu rosto descendo até meu pescoço.

— Teremos que retratar você em uma pintura, mas quem conseguiria reproduzir fidedignamente a criatura mais bela que já esteve na terra?

— Já tem minha mão como sua, por que ainda está me lisonjeando? — Levantei meu dedo indicador e tracei lentamente a linha de seus lábios.

— É apenas a constatação de uma verdade imutável, minha esposa. — Ele sorriu se aproximando novamente de mim, mas antes que nossos lábios pudessem se reencontrar escutamos uma batida na porta. Ele bufou mas se levantou e saiu do quarto.

Eu me aproveitei de sua ausência troquei o vestido de noiva, pois este estava com a barra suja de terra. O troquei por um vestido de estampa branca com flores azuis. Quando sai do quarto Edward e a governanta conversavam em frente a porta. Ela não tinha uma expressão muito boa.

— O que aconteceu? — Perguntei.

— Ao que parece temos visitas, minha querida. — Edward não parecia muito animado ao me contar isso.

— Visitas? — Indaguei dessa vez a governanta.

— Sua mãe, minha senhora. — Ela respondeu.

Notas finais
Para quem achava que eu tinha abandonado vocês sem um final, relaxem, nunca faria isso. Espero que gostem, é reta final mas ainda faltam alguns capítulos.