Rosalie... Sweet Rosalie

11 X. Hasta La Vista Forks!


O avião tinha acabado de aterrar e estavam com mais de duas horas de atraso. O aeroporto do East Hampton tinha sido encerrado para manutenção e tiveram de aterrar no Aeroporto Internacional John F. Kennedy do Queens.

No terminal, encontram uma enorme multidão que se acotovelava na tentativa de chegarem às esteiras de restituição de bagagem. Depois de quase meia-hora a tentar chegar até à esteira e a tentar deitar as mãos à sua bagagem ambos conseguiram, enfim, agarrá-las.

Supostamente deveria estar alguém esperando por eles no aeroporto, mas com certeza esse “alguém” não foi informado do atraso ou da mudança de aeroporto.

– Que vamos fazer agora? — Perguntou Rosalie exasperada.

– Sinceramente? Não sei. Talvez devêssemos ligar ao Carlisle a felicitá-lo pela sua maravilhosa ideia. — Ironizou Emmet, tirando o telemóvel do bolso. — Fantástico, não tenha rede.

– Nem eu!

– Vem, vamos apanhar um autocarro até ao East Hampton.

Na tentativa de encontrarem um autocarro, andaram um pouco pelo sudeste do Queens mas não encontraram nenhuma paragem. Para melhorar a situação, os telemóveis continuavam sem rede e não podiam ligar a ninguém.

– E agora?

– Agora, cara Rosalie, paramos e vamos perguntar a alguém como arranjar um autocarro para o East Hampton.

Olharam em redor e apenas encontraram um grupo de rapazes e raparigas que deviam ter mais ou menos a idade deles junto a um luxuoso Cadillac.

– Olá, sabem onde fica a paragem de autocarros mais próxima? — Perguntou Rosalie aproximando-se timidamente.

– Aqui? Estão na zona VIP do Queens, não há autocarros num raio de dois quilómetros. — Disse um dos rapazes, em tom de gozo.

– E qual é a forma mais rápida de chegar até ao East Hampton?

– Bem, nós vemos para lá agora. Se quiserem boleia. Para que zona querem ir exatamente?

– Obrigado, mas nós não queremos dar trabalho.

– Com uma belezinha dessas, será um prazer. — Falou um outro rapaz.

Emmet estava a perder a paciência, mas como não tinha mais nenhuma alternativa, tentou relaxar.

– Bem, nós vamos para a Ross, acabamos de chegar a New York.

– Hmm, sangue-novo... Bem, nós também vamos para lá. Eu sou o Larry. Aqueles são o Lucas e o Leo. As raparigas são a Raf e a Minnie.

À primeira vista tinham ar de skaters ou de narcotraficantes.

Eram três rapazes e duas raparigas. Uma das raparigas, Minnie, era bastante baixa e tinha enormes cabelos vermelhos e um horrível gorro azul escuro. A outra, Raf, era alta tinha um corte à tigela, com metade do cabelo tingido de loiro e a outra metade de preto. Quanto aos rapazes, dois, Larry e Leo eram morenos e tinham caps com nomes de equipas de basebol e um, Lucas era loiro com um corte emo e completamente despropositado.

Olhando bem de perto, não eram mais do que meninos ricos e chungas. Vestiam Vans, Bershka, Benetton e Pull and Bear. E uma das raparigas tinham um autentico Vuitton que lhe ficava horrivelmente mal. Todos os rapazes pareciam autênticos modelos Calvin Klein, mesmo Lucas que tinham um sério problema de acne.

– Venham! — Convidou Larry, subindo para o Cadillac.

Emmet e Rosalie subiram para o carro. Larry sentou-se no banco do condutor e Lucas no banco ao lado. No banco traseiro, Raf sentou-se no colo de Leo e Rosalie no de Emmet. Minnie ficou sentada no meio.

Lucas tentou ligar o rádio, mas a única coisa que conseguiu foi um ruído ensurdecedor.

– Olha aí! — Berrou Larry, desligando o rádio.

Lucas desatou a rir e tirou um embrulho do bolso, acendeu-o com um isqueiro e começou a fumar.

– Isso é marijuana? — Perguntou Rosalie.

– Marijuana medicinal. — Gozou ele. — Queres um pouco?

– Não, obrigado.

– Tudo bem, mas tu é que perdes!

– Estás em New York, vais acabar por experimentar.

– Ah, sim?

– Claro, que esperavas? Meninos santinhos?

– Bem...

– Ahahahah! Deixa-me rir. Querida, se queres viciar-te em sexo e drogas, vieste ao lugar certo. Se não, bem querida... é melhor repensares a tua vida.

Pronto, se a ideia de Carlisle era que Rosalie e Emmet se aprendessem a comportar, então parabéns, acho que o falhanço não poderia ter sido maior.

***

– Bem-vindos à Ross School! — Cumprimentou uma senhora de cabelo grisalho e mini-saia. Que belo contraste! — Quero desde já, apresentar as nossas desculpas pelo ocorrido. Nós não fomos avisados do atraso do avião e da mudança do aeroporto. Esperamos que desfrutem da vossa estadia. Esta é a senhorita Jane Volturi e este o senhor Alec Volturi. Eles irão apresentar-vos a escola.

– Olá! — Disse Rosalie. Jane limitou-se a bufar irritada. Pelos vistos estava ali contra a sua vontade. Alec também parecia de mau humor.

– Aqui é o Hall onde se recebem os novos estudantes. Do lado direito é o dormitório feminino e do lado esquerdo o masculino. Aqui estão as vossas chaves. — Disse, entregando a Emmet uma chave com o número 22 gravado e a Rosalie uma com o 13.

Junto com Emmet e Rosalie subiram as enormes escadas de pinho, decoradas e envernizadas que levaram a um salão com enormes mesas — o salão de jantar. Depois seguiram até uma sala – o Polivalente – onde vários alunos conversavam, alguns sentados em mesas e outros em puffs coloridos ou simplesmente jogavam às setas, ao ténis de mesa ou nos matraquilhos. As salas de aulas dividiam-se por vários blocos e vários andares, todos completamente iguais, e que mais se assemelhavam a labirintos. Também havia uma biblioteca gigante, com estantes catalogadas e os mais raros livros.

Na parte exterior, que era enorme, havia campos para tudo o que parecesse desporto. Futebol, basquetebol, voleibol, basebol, atletismo, golf... Havia jardins, piscinas (coberta e ao ar livre), pavilhões e tudo o mais que o dinheiro do “papázinho rico” pudesse pagar.

Aquela era um escola de luxo. Um luxo que poucos podiam pagar e usufruir. Uma escola construida unicamente para a nata da sociedade.

Forks tinha decididamente ficado para trás. Mas seria um adeus definitivo ou um simples «Até à vista!»?

Rosalie não sabia mas, no momento, eram apenas ela e Emmet. Sozinhos. Numa nova escola. A muitos quilómetros de casa.

Notas finais
Awn, espero que não me tenham abandonado. Podem me matar se quiserem. Eu queria muito ter escrito algo antes, mas com o final de período, tornou-se impossível. Peço muitas desculpas, mesmo. Com as férias, para compensar, vou postar todas as semanas!!! Espero que gostem. beijos