Rosalie... Sweet Rosalie
12 XI. Recompensa
Notas iniciais
– Aqui é o teu... hamm... quarto de dormir. Hamm... Boa sorte. Suponho que vás precisar. — Despediu-se uma Jane Volturi muito antipática, desagradável e mimada.
Rosalie agradeceu e enfiou a chave na porta. Quando esta se abriu, ela mal pode acreditar. Achou que estaria enfiada num cubículo de casa de banho mas aquele quarto superava, e muito, as suas expectativas. Será que Carlisle a queria mesmo castigar? Esta escola estava mais para uma recompensa pelo aborrecimento que passara na chuvosa Forks.
O quarto era enorme, para um quarto de internato, e mesmo que partilhado, a parte que sobrava para ela, era quase tão grande como a do quarto que tinha em casa. (http://images01.olx.pt/ui/21/28/15/Quartos-para-estudantes-universitarios-junto-a-Universidade-Quartos-para-arrendar_434322315_3.jpg) Havia duas camas. Cada uma delas era individual mas ela tinha a certeza que muitos casais se costumavam enrolar por ali. Do lado esquerdo da cama estava uma mesa de cabeceira branca, uma escrivaninha e uma cadeira pretas com um candeeiro e do lado direito havia um tapete redondo roxo. Haviam duas janelas no quarto que era bastante iluminado. Ao que parecia, os dormitórios da Ross situavam-se nas laterais do edifício principal, pelo que não havia quartos interiores.
Havia uma porta num dos lados do quarto. Rosalie foi até lá e entrou. Era uma casa de banho particular, com um poliban, sanita, bidé e lavatório. (http://www.hoteljaimei.com/static/galerias/hotel/hotel-castellon-sercotel-jaime-i-bano.jpg)
Quando Rosalie voltou ao quarto encontrou uma menina morena que parecia razoavelmente mais nova que ela a tentar desempacotar as suas coisas. Quando notou a sua presença largou de imediato o que estava a fazer e foi cumprimentá-la. Estava um pouco suada e tinha o cabelo desgrenhado. Ainda assim mantinha um enorme e simpático sorriso na boca.
– Oi, sou a Bree. Bree Tanner.
– Sou a Rosalie Cullen, muito prazer.
– O prazer é meu. Então, parece que vamos ser colegas de quarto!
– É, parece que sim.
– Eu vi que deixaste as tuas coisas junto aquela cama por isso trouxe as minhas para esta. — Ela disse apontando para as camas. — Mas se não quiseres assim, pudemos trocar, eu não me importo.
– Não, claro que não, por mim está tudo bem.
– Que bom! Pareces simpática Rosalie!
– Tu também mas, desculpa perguntar, que idade tens?
– Eu? Tenho 15, entrei este ano para o secundário. Sei que estás a terminar, espero que não me aches uma miúda como a Jane.
– Não, claro que não. A Jane achou isso? Quem é a Jane?
– Jane Volturi. A patricinha mais mimada da Ross. — Explicou Bree com um olhar triste. — Não te deixes enganar pelo sorriso. É escárnio. Pelo que vi, ela e todos os Volturi são assim.
– Ela apresentou-me a escola, também me pareceu demasiado nariz empinado.
– Bem, chega de falar deles. Hoje há uma festa depois do jantar de inauguração. No inicio do ano a direção autoriza uma festa. Supostamente não pode haver álcool mas neste dia eles fecham os olhos e garanto-te, a festa será regada. Estás dentro?
– É isso aí, coleguinha de quarto. Podes contar comigo!
Sim, Rosalie estava cada vez mais convicta de que Carlisle a estava tentando recompensar!
***
Quando entraram no salão principal, o maior da escola, já muitos alunos estavam sentados nas suas mesas virados para uma mesa igualmente grande onde estavam os professores. Pelo menos foi isso que pareceu a Rosalie, uma vez que, eram um grupo de estranhas figuras bastante velhos. Alguns talvez nem tanto, mas mesmo assim, mais velhos.
Rosalie sentou — se ao lado de Emmet, que a olhou impacientemente.
– Não dizes nada? — Emmet perguntou ao fim de uns minutos.
Rosalie ia começar a responder mas segundos depois, um dos professorescortou-lhe a palavra ao iniciar o seu discurso.
– Caros amigos, desculpem o atraso no jantar mas gostava de desejar a todos um bom ano escolar, recheado de sucessos, não apenas para aqueles que terminarão em breve o secundário mas a também para aqueles que começam agora a trilhar os seus caminhos.
Todos os alunos se ergueram para aplaudir. Tanto Rosalie como Emmet imitaram aqueles que já conheciam a tradição.
– Vamos agora iniciar a refeição. Desejo a todos vós um bom apetite.
De repente, as bandejas vazias à sua frente, começaram a encher — se de bifes, frango assado, costeletas de porco e de carneiro, salsichas, bacon, batatas cozidas, assadas e fritas, ervilhas, cenouras, ketchup e uma infinidade de comida, trazida pelas senhoras da cantina.
Ela pegou no prato e tirou cuidadosamente, um bocado de frango assado e algumas batatas fritas. Emmet, por seu lado, apenas tirou um bife e algumas batatas assadas. Mas tinha o prato relativamente vazio comparado ao dela.
– Está tudo bem, Emmet?
– Sim, mas senti a tua falta. Por onde andaste?
– A minha colega de quarto, a Bree bem, ela é um espetáculo. Tens de a conhecer. Passamos a tarde a falar. Ela falou-me de uma festa a seguir ao janta, alinhas?
– Festa é o meu nome do meio. E onde há álcool e miúdas eu vou!
Miúdas? Claro, Rosalie devia saber. «Quanto menos ilusões, menos desilusões.» Afinal, era esse o seu lema. Nos últimos tempos Emmet tinha sido tão bom para ela e o seu relacionamento tinha mudado tanto que ela quase pensou que... Mas não! Chega de se enganar a si própria. Eles são irmãos. E ela nunca será a sua miúda. Por muito que isso lhe possa custar.
– Rosalie. Rosalie, está tudo bem? — Perguntou Emmet, notando o seu “momento na lua”.
Rosalie olhou para ele, tão próximo de si. A sua face tão tentadoramente próxima. Tudo nele a atraía. E foi então que se sentiu compelida a beija — lo. Foi apenas um selinho, um toque de lábios, nada mais, sem culpa, sem nada. Mas por qualquer razão, ambos se sentiram diferentes. Não era a primeira vez que se tinham beijado. Aliás, já tinham feito sexo, até. Mas agora algo tinha mudado, algo começava secretamente a crescer dentro deles, um sentimento que não conseguiam definir.
Ambos coraram, e não disseram mais nada um ao outro, o resto do jantar.
Quando todos tinham comido o que lhes apetecera, os restos de comida desapareceram, levados novamente pelas senhoras. Pouco depois começaram a aparecer as sobremesas. Tarte de maçã e de melaço, éclairs de chocolate, donuts com recheio de compota, trifle, morangos, gelatina, rice pudding, etc.
Uma festa avizinhava-se. O mote estava dado. Aquela noite, para eles os dois, não iria ficar-se por ali.
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