Roommate for Unknown

1 Prólogo: de colegas de quarto à desconhecidos


Notas iniciais
CONTINUAÇÃO DE ROOMMATE porém não é necessário ler a outra fanfic pra entender essa, continuação independente. N/A: era pra ser um prólogo, mas acabei me empolgando e escrevi quase duas mil palavras...

O ensino médio foi os melhores anos da vida de Kurt. O castanho sorria ao se lembrar dos momentos que passou ao lado de seus amigos, tanto no McKinley High ou na Dalton Academy. Kurt estava particularmente nostálgico nesse dia, e isso foi o que fez o estilista revirar antigas caixas, deixando algumas caírem de cima do guarda­roupa e fazendo a maior bagunça em seu quarto.

– Que barulho foi esse, amor? -­ Gritou uma voz conhecida da cozinha.

– Nada, apenas eu sendo estabanado de novo. ­- Kurt gargalhou. ­- Continue fazendo o almoço e finja que não estou aqui. ­- Gritou ao marido, não muito alto para não acordar o filho.

Kurt empilhou as caixas, soprando a poeira de cima deles. Há quanto tempo elas estavam ali, guardadas e intocáveis? Kurt suspirou e abriu a primeira caixa. Fotos e lembranças espalhadas por ela faziam a memória de Kurt se remexer inteira. Os antigos cheiros, os antigos objetos... Kurt levou sua mão à caixa e retirou uma miniatura de microfone, muito fofa por sinal.

"­Ainda não sei como você conseguiu desistir de broadway, wicked e glinda, mas é sua carreira que está em jogo. Vogue, isso praticamente diz muita coisa, huh? Quero te dar essa lembrança, pequena. Apenas para você se lembrar de mim quando estiver no auge da fama.­ Rachel abraçou o amigo, não muito demorado, pois o avião decolaria em breve."

Kurt sorriu ao se lembrar de dias atrás e seu jantar com Rachel. Incrivelmente ainda eram melhores amigos. É claro que a carreira como estilista chefe da Vogue e de Rachel como atriz eram corridos e as agendas quase nunca se batiam, mas como prometido, sempre uma vez por mês jantavam juntos e agiam como se tivessem se visto todos os dias.

Kurt pegou de dentro da caixa uma pequena chave, com um chaveiro em forma de vassoura. Kurt gargalhou e colocou o pequeno objeto no bolso, seria útil para Leo brevemente.

– O almoço está pronto. — Gritou seu marido da cozinha.

Kurt assentiu e se levantou, tampando a caixa que estava remexendo. Antes de sair do quarto rolou seus olhos por uma caixa que dizia "Pequeno Leonard Hummel­Anderson". Sorriu e aceitou em se atrasar um pouco para o almoço. Dedilhou a tampa da caixa e a abriu, encontrando pequenos pedaços da infância de seu filho ali dentro.

Pegou em mãos um pequeno livro de nomes, que se lembrou de comprar com Blaine.

"­ Que tal Clarice?

– Já conversamos, Blaine... ­- Kurt suspirou, sentando no colo do marido. ­- Iremos ter um menino, e, se der certo, futuramente teremos uma menina. — Blaine fez a maior cara de cachorro pidão possível, mas sem sucesso. Tudo bem, abrir mão de sua pequena Clarice por algum tempo era válido desde que Blaine sempre visse esse sorriso no rosto do marido. Suspirou, abraçou o marido que ainda estava sentado em seu colo e continuou a ler o livrinho de nomes.

– E que tal Anderson? -­ Falou animado.

– Anderson Hummel­-Anderson. Mesmo, Blaine? ­- Perguntou Kurt com uma sobrancelha arqueada.

– Ah, é. -­ Falou Blaine confuso, sem se lembrar que seu último nome era Anderson. Talvez usasse o Devon... Ou talvez deixasse o marido escolher o nome, porque Kurt era bom nisso. Blaine era bom apenas em cozinhar."

– Anderson Hummel­-Anderson... ­- Sussurrou Kurt, gargalhando baixo e deixando o caderninho de nomes dentro da caixa.

Puxou para si a folha de adoção de Leo, aonde com letras garrafais dizia que agora Kurt era o pai de Leonard, junto com Blaine. Lembrou­-se do sufoco que foi convencer Blaine aceitar a ideia de ser barriga­-de-­aluguel. O moreno queria apenas ir até um orfanato e adotar uma criança qualquer, mas Kurt queria mais.

No fim, Blaine concordou e ambos aceitaram que o doador do esperma seria o moreno, por ser mais novo e ter parentes maravilhosos (segundo Kurt). Mais loucura ainda foi aceitar Kim, prima de Kurt de quinto­grau, ser a mãe da criança.Suspirou e guardou finalmente a caixa de volta ao closet, em seu cantinho de lembranças.

Antes que pudesse terminar, sentiu braços em sua volta e um homem maravilhoso o abraçando por trás, deixando beijinhos em seu pescoço e gargalhando baixinho.

– Você precisa de uma carta formal para o almoço? — Kurt gargalhou e se virou, colando seus corpos.

– Se não for incomodar a rainha... -­ Deu um sorriso enorme, alcançando seus lábios nos do homem à sua frente.

– Uh hm. -­ Leo estava na porta do quarto, com um sorriso escondido no rosto por ter atrapalhado o momento íntimo do pai. -­ Desculpe atrapalhar os pombinhos, mas daqui a alguns minutos algum dos dois tem que me levar à escola.

Os homens se entreolharam e sorriram, indo até o garoto de cabelos desarrumados e óculos. Incrivelmente, Leonard com seus 15 anos conseguia ser da mesma altura que Kurt com 38. Não havia puxado ao pai, já que Blaine era pequeno igual a um filhotinho.

Almoçaram tranquilamente. Leo conversava sobre estar ansioso de começar o ensino médio, e o quanto era estranho um menino de quinze anos começar nesse grau escolar, graças à Blaine.

"­- Blaine, o que você está fazendo? -­ Perguntou Kurt com seus olhos semicerrados. Blaine não conseguiu distinguir se ele estava dormindo ou prestes a.

– Lendo com Leo. ­ Sorriu como se fosse a coisa mais normal do mundo.

– Mas Blaine, são quase quatro horas da manhã. -­ Esfregou os olhos. ­- Olha a carinha dele...

Blaine observou o filho, que estava debruçado sobre os livros abertos em sua pequena mesinha em seu quarto. Se sentiu vencido por Kurt, colocou o filho entre os braços e o colocou na cama, não esquecendo de dar um beijo em sua testa de boa noite.

– Ele tem só cinco anos, Blaine. Não fique esperando que seu filho leia o New York Times pra você amanhã cedo. ­- Gargalhou ainda sonolento e abraçou o marido, caminhando até o quarto do casal."

– Realmente. Acho que você aprendeu a ler com cinco anos...

Kurt saiu de seus devaneios enquanto terminava de tomar seu suco de tomate e se levantando. Leo repetiu o ato do pai e foi até seu quarto se arrumar para seu primeiro dia de aula.

– Nem acredito que ele já vai pro ensino médio... ­- Kurt falava orgulhoso enquanto tirava as louças da mesa, se encostando na pia. ­- Parece que foi ontem que vi esse menino pela primeira vez, quando ele abriu esses olhões verdes pra mim.

– Olhe pra você, um pai todo babão.

Kurt caminhou até o marido e deu um selinho de leve em seus lábios, se afastando e indo até seu quarto se vestir. Se sentia como o melhor pai e o melhor marido do mundo.

[...]

– Está pronto? ­- Perguntou Kurt estacionando o carro na frente da Dalton.

Leo parecia desconfortável com seu blazer e sua gravata listrada, não eram roupas que o moreno vestiria. Leonard era do tipo casual... Deixava seus cabelos cacheados e bagunçados livres, sem nenhum tipo de arrumação e se pudesse passar o dia todo de jeans e camiseta, passaria.

– Eles têm seguro de vida aqui? -­ Perguntou gargalhando.

– Ei, leãozinho... -­ Kurt bagunçou o cabelo do filho, que fez uma careta engraçada. -­ Passei aqui os melhores anos da minha vida, e não duvido que você passe os seus, ok?

– Ok. ­- Assentiu Leo feliz.

Pai e filho saíram do carro a caminharam até o porta­malas, pegando as malas e objetos de Leonard. O menino pegou sua mochila, suas duas malas e seu ursinho (longa história), ainda suspirando; não queria deixar o pai sozinho.

– E­-eu vou entrar. -­ Disse tentando ignorar uma lágrima que tentava rolar por seu rosto. Veria seu pai só daqui a alguns meses, quando a Dalton entrasse de férias.

– Tudo bem. -­ Kurt se fingia orgulhoso igual. Abraçou o filho com força. -­ Tem certeza que está levando tudo? Roupas limpas, travesseiro, o Mr. Gary (o urso, de novo, longa história)?

– Sim.

– Seu pai te mandou mensagem?

– Quinze durante o caminho de casa até aqui. -­ Gargalhou. -­ Eu vou ficar bem.

– Antes que eu me esqueça! -­ Kurt levou as mãos até o bolso de sua calça jeans e tirou as chaves de lá, entregando-­as para o filho. -­ Você vai precisar.

– O que isso abre? ­- Perguntou curioso.

– A porta do telhado. -­ Sorriu.

Demoraram mais alguns minutos (praticamente meia-­hora) mas finalmente se despediram. Kurt deu a partida no carro e não olhou pra trás, porque se olhasse, sabia que voltaria para pegar o filho e o colocaria em uma escola não­integral. Suspirou ao se lembrar de seus tempos de escola. Chegou em casa logo depois disso, encontrando seu marido sentado ao sofá assistindo um jogo de futebol e tomando uma garrafa de cerveja.

– Levou Leo até a escola?

– Sim... ­- Se sentou ao lado do homem. ­- A casa está tão vazia agora. ­ Gargalhou.

– Significa que ela é só nossa. -­ Falou malicioso, dando um gole em sua cerveja e desligando a televisão. Kurt abraçou o homem, com todas suas forças.

– O que eu faria sem você, Douglas?

Notas finais
UÉ DOUGLAS????? N ERA O BLAINE? MAS EU PENSEI QUE... N É O BLAINE? É O DOUGLAS???? SEJA BEM VINDO À TORTURA MENTAL :)