Roommate for Unknown

2 #2 Eu adoraria ouvir suas composições


Notas iniciais
N/A: Pras pessoas que que estão lendo essa fanfic mas não leram roommate, Douglas foi um menino que fez Kurt e Blaine brigarem e namorou com Kurt por um tempo, antes de klaine voltar, e pra quem não entendeu, o itálico são flashbacks :) MUSICA DO CAPITULO: http://www.youtube.com/watch?v=pl2y_6PEXQo (nossa lyandra, que original, cara, meu deus, nossa)

Leo apagou a tela de seu celular pela décima vez desde que entrara pelos portões da Dalton. Seu pai Blaine conseguia ser um grande de um chato às vezes. Sorriu pensando em seu pai lhe mandando mensagens durante algumas de suas tentativas falhas de escrever mais alguns versos.

Caminhou até o dormitório de número que lhe foi informado na ficha de matrícula e agradeceu por ser o primeiro a chegar ali. Seu pai havia lhe contado que, no tempo que estudava aqui, nunca havia escolhido o dormitório ou a cama que ficaria. Era como se sempre fosse uma bagagem pronta a mudar de lugar. Leo suspirou e jogou suas duas malas em cima da cama ao lado direito.

Seus olhos passaram rapidamente para seu celular que mostrava que seu pai estava ligando. Hesitou antes de atender, mas logo deslizou o dedo pela tela atendendo a ligação de seu velho.

– Pai...

– Não me venha com essa de papai, Leonard!–­ Blaine praticamente gritou do outro lado da linha.– Estou te mandando mensagens desde quando você saiu de casa e a única coisa que você me respondeu até agora é "sim".

Leo gargalhou do pai enquanto abria a mala e tentava colocar suas roupas no closet com apenas uma mão.

– Eu iria te ligar depois...

– Leonard!– Blaine suspirou.– Você sabe como é difícil saber detalhes da sua vida quando eu te vejo uma vez por mês? S-­se eu te pergunto como foi a viagem, se você está bem é porque eu quero manter uma conversa com o meu filho. Não é porque você não mora comigo que temos que parar de nos falar...–­ Falou vencido pelo medo.

– E-­eu não sabia que você se sentia assim, pai... -­ Leonard ouviu alguém bater na porta. ­- Eu acho que meu colega de quarto acabou de chegar, mas prometo que te ligo assim que der e que a partir de hoje vou te manter mais informado, tudo bem?

– Tudo bem. Não vá se meter em confusão.

– Eu prometo que vou sorrir pra minha foto da cadeia. -­ Brincou. ­- Te amo, velho.

– Eu também te amo, Leo.

O moreno então desligou o celular e deixou a última camiseta sobre a cama, caminhando até a porta dando lugar ao seu colega de quarto. Seu nome era Jason e morava ao lado leste de Westerville. O colega de quarto de Leo tinha cabelos negros e lisos e era bem mais alto que Leo (o que não poderia ser considerado alto já que Leo tinha puxado a altura do pai). O Hummel­-Anderson ficou horas conversando com o garoto de Westerville; tinham os mesmos gostos para séries, músicas, programas de tv... Praticamente tudo.

– ...Então me pai me mandou pra cá. ­- Completou Jason dando uma mordida na pizza de peperonni que havia pedido junto com o amigo de cabelos cacheados. ­ Mas o que ele não sabia era que o pai de James também o mandou pra cá. Estou louco pra arranjar briga com esse garoto de novo! ­ Jason bebericou a cerveja e a apontou para Leo. ­ Quer?

– N-­não... Eu mal tenho dezesseis. -­ Engasgou.

– Tudo bem... ­- Jason franziu o cenho. -­ Mas acho que você pulou a parte em que me dizia que era uma mulherzinha. ­ Gargalhou o colega de quarto.

Leo respirou fundo e arrancou a garrafa das mãos de Jason, tomando praticamente tudo que havia sobrado em um gole só. O colega fez a festa e entregou outra garrafa para Leo, que já havia ficado tonto na sua primeira cerveja.

[...]

– Expulso?! -­ Perguntou Blaine para o diretor enquanto lançava um olhar incrédulo para Leo no canto da sala. O filho do Anderson usava um óculos escuros para esconder as olheiras e o olho roxo.

– Sr. Anderson, creio que o seu filho cometeu uma conduta irregular em seu primeiro dia de aula e isso nos levou até aqui. Ele e o colega de quarto invadiram o dormitório ao lado sul e roubaram as roupas de outro estudante aqui da Dalton. Tirando o fato de terem as jogado do telhado da escola. ­- Blaine continuava olhando para o filho com os olhos cerrados de raiva. ­ Não podemos admitir um aluno aqui com essas maneiras.

– E-­eu entendo completamente. ­- Disse finalmente olhando para o diretor.

– O senhor não me é estranho... -­ O homem de cabelos brancos encarou Blaine.- ­ ...Você estudou aqui, não estudou?

– Meu pai era o líder dos Warblers. -­ Leo comentou antes de receber um olhar de reprovação do pai, então logo se calou e voltou a encarar o chão como se fosse a coisa mais interessante naquela sala.

– Blaine Anderson... Como eu poderia me esquecer? ­- O diretor deu um largo sorriso. -­ Você foi praticamente uma lenda nessa escola. Não me surpreendo que Leo tenha puxado ao pai já que você mesmo se metia em encrenca com outro estudante praticamente toda a semana... Qual era seu nome mesmo? Douglas? ­- Leo arqueou as sobrancelhas com um sorriso no rosto e Blaine apenas desconversou. Ficaram mais algum tempo ali preparando os papeis sobre a expulsão de Leonard.

A viagem de carro até Lima foi quieta, ou pelo menos deveria. Leo queria saber mais sobre a história de Blaine e Douglas.

– Então quer dizer que você conhece o marido do papai desde a escola, huh? -­ Perguntou debochado e Blaine odiou o diretor daquele colégio mentalmente. ­- Pensei que seu ódio dele atualmente fosse apenas por ele estar namorando meu pai Kurt, mas pelo visto isso vem de longe... Adoraria saber mais sobre isso.

– Douglas e eu tivemos tempos ruins no colégio sim, mas isso não significa que eu o odeie. ­- Falou com os dentes cerrados sem tirar o olhar concentrado da estrada.

– Pai, eu vejo o jeito que você olha pra ele e pro papai nas festas de fim de ano. Eu sei que você ainda não se conforma que não está mais com a gente... Eu vejo isso. -­ Leo tentou conversar em um tom pacífico, mostrando para o pai que estaria ali para desabafos futuros.

– Esse não é o tipo de conversa que eu vou ter com você. ­- Disse mantendo o tom de voz firme.- ­ E não pensei que eu esqueci sobre a sua noite de diversão na Dalton. Você ficou bêbado com dezesseis anos, Leonard! Você tem noção da gravidade da situação?

A viagem continuou quieta até Blaine estacionar na frente da casa do Hummel. Leo encarou o pai, não querendo sair do carro.

– B-­bem que poderíamos ir até a sua casa, passar um tempo lá... -­ As mãos do adolescente suavam frio.

– Eu não sabia que você tinha tanto medo do seu pai assim. -­ Blaine falou surpreso, ainda encarando o filho. ­- Tudo bem, podemos ir pra minha casa, mas primeiro quero que você entre por aquela porta e avise seu pai.

– M-­mas...

– Nada de mais, Leonard.

– Droga.

Leonard se deu por vencido e fechou a porta do carro com força, ignorando o olhar repreendido que Blaine o lançou. Esperou alguns segundos na porta esperando tomar a coragem de contar nos olhos de seu pai que havia sido expulso da escola que sempre sonharam em coloca-­lo.

Blaine buzinou, assustando o moreno que sorriu sem graça e abriu a porta.

– Pai? -­ Gritou passando pela sala, porém não encontrou ninguém por ali. Deu de ombros e seguiu até a cozinha encontrando apenas a lava-­louças ligada com alguns pratos dentro.

Estranhou, afinal o carro de Kurt e Douglas estava na garagem. Subiu as escadas e seguiu até o quarto do pai, encontrando o cômodo vazio. Começou a sentir um aperto no coração e um frio na barriga, tentando adivinhar onde o pai poderia estar. Se virou e encontrou a porta de seu quarto meio aberta. Caminhou até o local e a abriu totalmente, arregalando os olhos com o que havia visto.

– LEO! ­- Gritou Kurt caindo da cama assustado com o filho ali.

Leo abriu a boca surpreso, mas não conseguiu falar uma palavra. Preferia ter seus olhos em chamas ao ter visto a cena que havia presenciado. Kurt procurava algum tecido para se enrolar e ir até o filho dar uma desculpa sobre o que estava acontecendo, mas quem disse que conseguiria achar uma?

– Leo... ­- Kurt se enrolou na coberta que estava no chão e saiu correndo atrás do filho pela casa, sem saber o que falar caso o adolescente desse uma chance.

– Não venha atrás de mim. ­- Soltou quase sussurrando correndo até a porta da frente e entrando no carro de Blaine.

O moreno mexia em seu celular e se assustou assim que viu a confusão que estava acontecendo. Seu filho do seu lado gritando para acelerar, um Kurt Hummel enrolado em uma coberta correndo pela rua e um Douglas coberto pela cortina na janela do segundo andar.

– O-­o que está acontecendo aqui?

– Pai, se você me ama do jeito que diz, acelera esse carro e faça perguntas depois! ­- Disse fechando o vidro e ignorando totalmente o Hummel enrolado nas cobertas batendo incansavelmente no vidro.

– Blaine, não faça isso! ­- Kurt gritou.

O moreno deu de ombros e acelerou pra longe do quarteirão. Leo mantinha os olhos arregalados na estrada, como se tivesse visto não apenas um fantasma, mas dezenas deles. Blaine pensou em perguntar o que havia acontecido, mas hesitou. Não conhecia o filho muito bem, mas sabia que quando um Hummel agia dessa maneira, não queria tocar no assunto.

ALGUMAS HORAS DEPOIS, NO APARTAMENTO DO ANDERSON [...]

Leo dormia preguiçosamente na cama de casal do Anderson enquanto Blaine fazia uma janta demorada, nada muito chique, apenas uma lasanha. Leo se recusou a comer qualquer coisa desde quando haviam chegado ao apartamento e Blaine estava começando a ficar preocupado com a saúde física e mental do pequeno.

Tirou a atenção do forno quando a campainha foi tocada. Deslizou suas pantufas preguiçosamente até a porta e encarou o olho mágico. Destrancou a fechadura e antes de deixar Kurt entrar, fechou a porta atrás de si encontrando o castanho no corredor.

– Você precisa me deixar falar com o Leo. ­- Disse Kurt com um sorriso torto.

– Ele está dormindo agora... Mas porque você não vai pra casa e o espera acordar? Quem sabe você pode relaxar um pouco e passar um tempo com seu marido, talvez fazer sexo na cama do seu filho... Oh, você já fez isso. ­- Disse em um tom de brincadeira, levando um leve soco no braço do ex-­marido.

– Eu estou falando sério, Blaine! Foi uma decisão estúpida e eu preciso me desculpar com o meu filho. Por favor... ­- Kurt tinha os olhos vagos e sabia que havia feito burrada.

– Ele está dormindo agora, mas se quiser entrar em silêncio e esperá­-lo acordar... Tem lasanha no forno e alguns filmes alugados. ­- Disse abrindo a porta. Kurt passou por ela sem pensar duas vezes.

Era a primeira vez que Kurt entrara ali. Desde que ele e Blaine se separaram, Blaine havia ido morar um tempo na antiga casa dos pais e depois comprara um apartamento em Nova Iorque. O tempo passou e Blaine ficou conhecido, virou amigo de muitos cantores famosos e acabou tomando conta das paradas de sucesso também. Vendeu muitos discos, ganhou muito dinheiro no auge de seus 25 anos, mas então resolveu sossegar e apenas compor músicas, virando um compositor renomado de todo o país (para não dizer mundo).

O apartamento era claro e simples, para não dizer perfeito. Ele tinha uma enorme janela para a cidade de Lima e uma pequena varanda. A sala era junta com a cozinha e havia um corredor um tanto pequeno com duas portas apenas. E o cheiro da lasanha percorria a casa. Blaine sempre teve dotes culinários.

"­ — Essa noite quem vai cozinhar sou eu. -­ Kurt sorriu e saiu do abraço confortável de Blaine no sofá. O moreno tentou fazer um biquinho, mas não adiantou dessa vez. -­ Você quer comer o quê?

– Não sei... Macarrão com queijo?

– Macarrão com queijo então. ­- Blaine iria se levantar para ajudar o noivo, mas Kurt foi até o mesmo e o sentou novamente.

­- Vou cozinhar sozinho.

– Só não tente colocar fogo na cozinha. ­- Blaine gargalhou voltando a assistir a reprise do episódio novo de The Downtown Abbey que havia perdido.

Kurt havia colocado a travessa com macarrão e queijo no forno há uns quarenta e cinco minutos e já estava quase na hora de tirá-­lo de lá, o mais estranho era que o cheiro de queimado não havia invadido a casa ainda.

– Não acha que está na hora de desligar o forno?

– Pode ser. ­- Kurt se levantou do sofá, não antes de depositar um beijo lento e molhado nos lábios do noivo (que deixaram Blaine desnorteado por alguns instantes) e caminhou até a cozinha, vestindo suas luvas de assar e encarando o fogão. ­- Ah não.

– O que aconteceu? -­ Perguntou se sentando no sofá.

– E-­eu acho que me esqueci de ligar o forno.

Blaine gargalhou por alguns minutos sem parar."

– Como vai a vida? -­ Disse Kurt se sentando no sofá e olhando Blaine terminar de medir a temperatura do forno.

– Bem. ­- Disse de coração. -­ Estou terminando algumas canções, tem um cantor novo interessado nas minhas composições, então estou tentando fazer o máximo que posso. E seus vestidos?

Kurt era o fashionista e estilista principal da Vogue. Por mais que no colegial tivesse cantado algumas músicas, participado de algumas competições de coral, moda sempre foi seu sonho, desde criança. O dom de desenhar roupas e modelos foi dado a Kurt e o castanho não iria desperdiça-­lo.

– Estão indo bem... Anne Hathaway me ligou esses dias pedindo um para o Oscar... Desde então venho quebrando a cabeça tentando criar um modelo que entre naquelas medidas de anjo. ­- Falou com um sorriso fraco.

O silêncio entre os dois antigos namorados ficou constrangedor então.

– Bom... Vou colocar uma roupa apropriada já que tenho visita... -­ Blaine gargalhou. Estava com uma calça de moletom, uma camiseta preta com algum trocadilho sobre star wars e pantufas em forma de um leão. Seus cabelos bagunçados caíam sobre os olhos e a barba estava por fazer. -­ Fique a vontade.

Kurt assentiu e viu o moreno sumir pelo corredor. Estava feliz com Douglas mas estar naquele apartamento lhe trazia desejos que Kurt havia trancado em uma parte de seu coração. Ver Blaine de pijamas, com aqueles cabelos revirados...

"­ — Blaine? Cheguei em casa. ­- Kurt jogou suas chaves na vasilha que ficava na mesinha ao lado da porta e deixou seu casaco pendurado ali perto. Tirou seus sapatos e procurava algum sinal de que Blaine estivesse vivo naquela casa.

Do alto da escada então surge Blaine com uma bermuda preta e uma camiseta branca, seus cabelos revirados e sua barba por fazer. Blaine apertava os olhos com o intuito de acordar, mas estava sonolento demais pra isso.

– Kurt? ­ Disse com a voz embargada de sono.

Kurt não disse nada, apenas abriu o maior sorriso do mundo e subiu as escadas correndo, encontrando um enorme bebezão lá em cima. Capturou os lábios de Blaine nos seus em um beijo apaixonante. Suas mãos circulavam a cintura de Blaine, que correspondia o beijo agora com fervor.

– Bom dia, leãozinho. -­ Sussurrou colando a testa com o marido.

– Bom dia. -­ Respondeu Blaine com um sorriso enorme no rosto."

– Pronto. Aproveitei e chamei Leo para comer a lasanha e... -­ Blaine chegou à sala vestindo uma calça jeans, uma camiseta preta com os primeiros botões abertos e seu cabelo em ordem. Observou Kurt mexendo na mesa de suas composições. -­ Kurt.

O mais velho levou um susto e largou as composições do ex­-marido na hora.

–­ M­-me desculpe. V­você me disse pra ficar a vontade e eu estava curioso sobre as músicas que estava escrevendo...

– Você as quer ouvir? -­ Perguntou já sabendo a resposta.

– C-­claro. -­ Blaine arqueou uma das sobrancelhas e sorriu. Não esperava essa resposta do castanho, afinal, tinham um passado juntos.

"Kurt tinha em mãos seus óculos de grau e um lápis. Em sua mesa uma folha rabiscada e um copo de café quente. Kurt pressionava as têmporas tentando resolver aquilo. Tinha apenas uma semana para desenvolver os melhores vestidos que alguém poderia pensar para um desfile que ainda nem tinha as modelos cotadas. Tudo isso estava atrasado porque Leonard nunca parava de chorar e sujar as fraldas, e como Blaine nunca estava em casa, Kurt tinha que cuidar de tudo.

– Amor, cheguei. ­- Disse Blaine empolgado correndo até o escritório de Kurt. -­ Então aconteceu essa coisa maravilhosa no trabalho. Eu estava lá em reunião com os possíveis patrocinadores da minha possível tour de lançamento e eu ousei e os apresentei minhas músicas, e adivinha. Eles adoraram. -­ Blaine andava de um lado para o outro. -­ Fizeram alguns retoques na letra, mas acho que você vai gostar

Blaine sentou­-se no pequeno sofá que estava ali e começou a tocar o violão que havia trazido consigo. Abriu a boca e começou a cantar orgulhoso.

– I've been alone. Surrounded by darkness, I've seen how heartless the world can be... ­ -Continuaria a cantar se Kurt não o interrompesse com um grito.

– E-­eu não quero o ouvir cantar, Blaine! — ­ O berro de Kurt acordara Leo, que agora chorava de seu quarto. -­ Eu não aguento mais as cantorias felizes, ou o choro desse moleque! Eu só quero ter um segundo pra poder me concentrar na minha carreira! ­- Gritou não tendo noção de como aquelas palavras machucaram o noivo.

– T-­tudo bem. -­ Disse seco e no mesmo volume que Kurt. ­- Vou acalmar nosso filho. Espero que esses modelos valham a pena brigar com sua família. -­ E saiu da sala, deixando Kurt sozinho com seus pensamentos."

– Então tá. -­ Blaine deu um sorriso sem graça e pegou o violão no canto da sala. O instrumento tinha um pouco de poeira em cima, há quanto tempo Blaine não tocava aquilo?

Last time that you were mine, I was just a kid

I didn't know there were consequences for what I did

There were times it was good

But when it god bad

I didn't have much but I gave you everything I had

Cut to today I've lived enough to know that love is such a mess

I have to say

That seeing you with someone new has got me pretty curious

Is he gonna kiss you in the rain?

"­ — Não foi uma boa ideia vir ao Central Park com aquelas nuvens escuras no céu. ­- Kurt gargalhava e corria até uma árvore onde caíam menos gotas do que ali. O piquenique da primeira viagem do casal até Nova Iorque não havia sido um bom começo.

– Ei, vem cá. ­- Blaine puxou o castanho de volta para si, prendendo o mais velho em seus braços.

– Vamos ficar encharcados desse jeito! ­- Kurt tentou sair do abraço de Blaine, relutante.

O moreno não disse nada, apenas selou os lábios nos do castanho e ali ficaram um bom tempo se beijando. Algumas pessoas observavam a paixão de longe. Foi nesse dia que Kurt e Blaine molharam o quarto de hotel inteiro, mas não se importaram nem um pouco."

Is he gonna cook on sunday?

"Kurt perdera a conta de quantas vezes acordava ao som dos pássaros e com aquele cheiro invadindo a casa. Sabia que ao descer as escadas encontraria Blaine na cozinha, usando o avental que Kurt o dera de presente, todo sujo de chocolate e cozinhando alguns cookies."

Is he gonna love you?

No, he won't do any of those things

Is he gonna take you where he know that it's out of his way?

Is he gonna miss you?

No, he won't do any of those things

No, he won't do any of those things

Blaine terminou de tocar o violão e desviou o olhar de Kurt (estava olhando o castanho desde então?).

– Bom, isso é tudo que eu tenho até agora... ­- Disse sem graça. Kurt aplaudiu com um sorriso no rosto.

– Blaine, está maravilhoso. ­- Teve que admitir, embora fosse estranho. -­ Me deixe saber assim que terminar essa música!

– C-­claro.- ­ Disse quase inaudível, tentando parar de sorrir. Essa era uma das primeiras músicas que Kurt realmente gostava. Todas as anteriores que Blaine escrevia foram na época "amarga" do castanho, quando ele achava tudo ruim, ou que tudo não era bom o suficiente.

– Pai, você quer parar? E­-eu estou tentando dormir lá dentro. -­ Leo apareceu na sala esfregando os olhos. Era incrível a semelhança do garoto com Blaine. Assim que o adolescente viu o outro pai na sala perdeu o foco. — ­ O-­o que ele está fazendo aqui?