Roommate for Unknown

9 #9 Uma sala conhecida, uma música antiga


Notas iniciais
MÚSICA DO CAPÍTULO: https://www.youtube.com/watch?v=Hxtf06JMaP8

– Kurt finalmente dormiu. — Blaine desceu as escadas e encontrou o resto de sua família na sala.

– Talvez você devesse também. — Burt aconselhou o ex-genro. — Digo, você está acordado há horas tentando fazer Kurt comer, ou dormir... Blaine, você precisa descansar.

Era madrugada, algumas horas depois dos médicos darem a triste noticia à família Hummel e à família Giannini. Kurt quando foi dado a notícia precisou ser levado à um dos quartos pois passava mal, sem conseguir raciocinar direito. Não era possível, parecia ser uma pegadinha de mau gosto, precisava ser uma pegadinha.

Não era.

Burt sentiu a necessidade de ligar para Blaine no momento que soube da notícia. Esperou Kurt ser sedado pelos enfermeiros e capturou seu celular ao bolso, o moreno seguiu imediatamente para o hospital quando soube da notícia, pediu urgentemente para ver Kurt, deixando Leo e Burt no corredor sozinhos. Burt sabia que Blaine estaria ali para Kurt independente do que passaram.

Agora, cinco horas depois do recebimento da notícia, Kurt finalmente havia conseguido dormir depois de tanto chorar e se lamentar. Finn e Quinn dormiam no quarto do grandalhão, Carole e Leonard ocupavam o quarto dos donos da casa. Em um dos sofá da casa descansava Mercedes e no outro Burt, sem conseguir dormir (assim como Blaine).

Rachel quando soube da morte de Douglas saiu imediatamente de Nova Iorque e agora seguia para a mansão do Hummel mais velho, onde todos estavam concentrados. Ex-sogro e ex-genro caminharam até a cozinha pegando uma xícara de café e se sentando à mesa.

– Os parentes de Douglas decidiram o que fazer com o corpo? — Blaine falou em um tom calmo e firme, exatamente o mesmo que usava para falar com Kurt.

– Cremação. — Assentiu o mais velho. — Douglas sempre dizia sobre não querer ser um peso para as pessoas, em não querer obrigá-los a ir para o cemitério limpar seu túmulo e tudo mais.

– Hm. — Blaine deu um gole no seu café. — Ele e Kurt estavam passando por momentos difíceis, certo? Quando Kurt me contou sobre a doença não pensei que fosse tão sério.

– Não era, mas evoluiu. Um dia no osso, na outra semana estava no sangue... Uma doença maldita como essa não dá escapatória para ninguém. — Burt sorriu sem jeito. — Fico feliz que você esteja aqui para dar apoio ao meu menino.

– Sim, sempre. Me odiaria se não pudesse ajudar Kurt quando mais precisa. As coisas foram exatamente iguais quando meu pai e minha mãe morreram naquele acidente de carro. Kurt ficou ao meu lado por semanas, mesmo com as objeções de Douglas.

– Esse menino só consegue fazer o bem. — Burt sorriu. — Ele conseguiu dormir depois de tanto chorar? Pensei que iria ficar acordado por noites.

– Não espontaneamente. Coloquei algumas gotas de sonífero no chá que ele tomou... — Burt encarou Blaine surpreso. — Cabeça dura do jeito que é não dormiria tão cedo, acabaria prejudicando sua saúde... Quando acordar irá me agradecer.

– Ou jogar sapatos em sua direção. — Sorriam sem os dentes, ainda abalados por toda essa situação. — E Leo, como reagiu à notícia?

– Ele não era um dos fãs de Douglas. Minutos antes da ligação discutíamos sobre ele querer me juntar com Kurt. Por mim viria só pela manhã, mas ele insistiu que precisava ver o pai, ficar ao lado dele. Não consegui dizer não.

– Entendo. Esse menino puxou tanto ao Kurt como à você. — Blaine deu o primeiro sorriso sincero do dia. — E você, onde vai ficar? Rachel chega daqui a alguns minutos e o sofá já está preparado pra ela. Temos um colchão vago, mas provavelmente Leo dormirá nele.

– Não estou pensando em dormir tão cedo. Vou cuidar de Kurt um pouco, apesar do calmante ele pode acordar pela noite e precisar de alguém. Tem uma poltrona no antigo quarto onde ele está, me pareceu confortável.

– Você é sempre assim protetor ou só quando se trata de Kurt? — Burt perguntou com um sorriso admirável no rosto enquanto se lembrava de como Blaine costumava ser no ensino médio.

– Se eu ao menos soubesse responder essa pergunta... — Blaine sorriu para o chão e antes que pudesse pensar em outro assunto a campainha era tocada por uma Berry ansiosa. Blaine fez sinal para Burt que cuidaria disso. — Suba e durma. Nossa última hóspede chegou e já vou me retirar também.

– Você está dando uma grande ajuda, Blaine. — O velho homem meu um abraço rápido no Anderson e subiu as escadas. Blaine abriu a porta de madeira encontrando Rachel com uma mala enorme debaixo da chuva, deu espaço e a diva entrou.

– Blaine, oi, quanto tempo. — Deu um beijo estalado em sua bochecha. — Onde está Kurt, ele está bem? Como reagiu quando soube? Qual foi a causa da morte? O que vão fazer com o corpo? — Rachel perguntava de uma vez e Blaine fez sinal para a judia respirar. — M-me desculpe, mas é que realmente fiquei preocupada.

– Kurt está descansando, assim como o resto da casa. — Rachel havia percebido o silêncio do local. — Como todos estão aqui, Burt reservou o sofá pra você, se não tiver problema.

– Não, tudo bem. Fico feliz. — Tirou sua touca, deixando os cabelos morenos caírem sobre os ombros. Blaine sorriu ao ver o penteado da Berry.

– Sem franja então?

– Ela me dava muito trabalho. — Sorriu, caminhando até a sala que era esquentada por uma enorme lareira. Mercedes tinha os olhos cansados e dormia no outro sofá. — Kurt está bem? — Se sentou.

– Vai ficar. — Sorriu sem jeito. — Vou guardar sua mala na sala de casacos e subir para cuidá-lo mais um pouco. A casa não é minha, mas creio que digo por Burt quando falo para se sentir à vontade.

A judia viu o homem guardar sua mala e começar a subir as escadas.

– Blaine. — Chamou o compositor que olhou imediatamente para a judia. — Você ainda não o esqueceu, não é? — Perguntou com um rosto amigável.

– Difícil quando se trata de Kurt Hummel. — Gargalhou baixo, confiando na antiga amiga. — Boa noite, Barbra.

– Boa noite, Devon. — Rachel colocou a cabeça no travesseiro. Um novo dia viria a seguir, e por mais difícil que fosse, sabia que estaria entre amigos.

Kurt abriu os olhos lentamente, mas logo os fechou quando os raios forte de luzes tocavam seu rosto. Ainda sentia seu corpo cansado e não se lembrava do momento que havia dormido. Acordou desejando que tudo tivesse sido um sonho, mas no fundo sabia que teria que encarar a verdade. Piscou mais algumas vezes tentando se acostumar com a luz e a primeira coisa que viu foi Blaine sentado em uma poltrona lendo um livro qualquer.

– Blaine? — Disse com a voz ainda abafada. — Que horas são?

Ao perceber que o ex-marido havia acordado, Blaine correu até a cama e se sentou na beirada. Levou uma das mãos à testa do Hummel para checar se estava bem, pois indicava indícios de febre. — É cedo ainda, quase oito horas da manhã. Você deveria voltar a dormir.

– Não estou com sono. — Disse em uma tentativa falha de esconder um bocejo. — Katherine ligou? O-o que vão fazer com o corpo de Douglas? — Kurt tinha o coração pesado de ter que assumir em voz alta que o marido havia falecido.

– Cremação. — Dizia em um tom de voz firme, muito similar com o que usava no ensino médico para confortar Kurt. — Não querem fazer nem velório. Você não precisa ir se não quiser.

– N-não, eu quero. — Sentou-se na cama tentando continuar forte.

"Não acredito que ela está aqui."

Os gritos vinham do quarto ao lado. Kurt e Blaine encararam a parede no mesmo instante.

"Ela é melhor amiga do Kurt, você tem que entender que isso não é uma perseguição. Estamos juntos há anos e você ainda se sente ameaçada por Rachel? Quinn, olhe pra mim quando digo isso, não falo com Rach desde o final do ensino médio."

– Esses dois não podiam escolher dia pior para brigar? — Kurt suspirou deslizando novamente até os lençóis.

– Um minuto. — Blaine sorriu e saiu do quarto. Segundos depois estava de volta. — Eles pediram desculpas, não sabiam que as paredes eram tão finas.

– Obrigado. — Sussurrou. O silêncio ficou por um tempo no quarto. — Queria que isso tudo fosse mentira e queria não precisar levantar essa estúpida cama.

– Como eu disse, você não precisa. — Sorriu caminhando até o guarda-roupa. O quarto de Kurt poderia ter sido abandonado há muito tempo pelo castanho, mas Carole continuava o limpando e lavando suas antigas roupas como se ainda fosse habitado. Blaine tirou alguns cabides com peças de roupas e os estirou no lado desabitado da cama. — Você provavelmente vai querer tomar um banho.

– P-papai? — A porta se abriu lentamente e Leo colocou sua cabeça ao lado de dentro do quarto observando os dois pais com bolsas nos olhos, certamente cansados com toda essa situação.

– Sim? — Os dois responderam juntos, porém Blaine sorriu ao se lembrar que ele era apenas o "pai".

– Entre, meu amor. — Kurt fez sinal para Leo se sentar na cama junto com ele, dando alguns tapinhas no colchão. O adolescente caminhou lentamente até o lado do pai.

– Está tudo bem? — Abraçou o homem deixando sua cabeça repousar sobre o peito do Hummel. — Você está melhor?

– Vou ficar. — Sorriu se afastando do filho e se levantando da cama caminhando até Blaine. Sem dar nenhuma palavra abraçou o mais baixo por alguns segundos (que pareceram uma eternidade para todos daquela sala). — E Blaine, obrigado por tudo. Por ter me feito comer ontem, por ter me dopado para conseguir dormir, pelas roupas e por ter passado a noite aqui comigo... Mas você não precisa. De verdade. E-eu vou ficar bem.

Blaine apertou o abraço logo se soltando.

– A vovó mandou avisar que tia Rachel e tia Mercedes estão lá em baixo te esperando, papai. — Leo completou chamando a atenção dos pais que estavam se olhando por um bom tempo. — Tio Finn e tia Quinn acabaram de acordar. Estão todos te esperando.

– Tudo bem. Diga à eles que vou me trocar e já desço.

– Estamos te esperando lá em baixo. — Blaine sorriu e abraçou o ombro do filho, caminhando com o Hummel-Anderson até o andar de baixo.

Era notavelmente visível a tensão no andar de baixo. Quinn fuzilava Rachel com os olhos, certamente ciumenta sobre a volta da baixinha à Lima. A atriz da broadway sabia que estava sendo quase devorada viva, mas não entendia o motivo. Estava namorando firme uma pessoa em Nova Iorque e a última vez que falou com Finn foi no fiasco de casamento do Mr. Shue (que aconteceram mais coisas do que apenas uma conversa, mas isso era passado).

– Wow, meninas. — Mercedes quebrou o clima assim que chegou à cozinha. — É melhor tirarem essa casa de enterro do rosto, por mais que esse seja um, porque Kurt precisa de vocês ao lado dele agora e não brigando por um grandalhão que mal consegue passar manteiga no pão. — Interviu.

– Ei. — Disse depois de alguns segundos.

– Ela tem razão. — Blaine apareceu na cozinha sorrindo fraco. Leo veio atrás dele.

– Olha o tamanho desse menino! — Rachel abriu os braços e Leonard quase pulou no colo da atriz. Era uma das adultas preferidas (e isso não se relacionava nem um pouco ao fato de que recebia três presentes por mês da madrinha). — Estão te alimentando com o quê? Fermento?

Leo soltou uma risada gostosa e se sentou no lugar vago da mesa, tomando café junto com os demais visitantes. Carole terminava de fritar algumas panquecas e Burt ainda dormia. Era notável as bolsas e olheiras se formando em baixo dos olhos do Anderson, mas ninguém pareceu criar coragem o suficiente para mandá-lo dormir.

A atenção foi desviada à escada de onde Kurt descia. Rachel foi a primeira a se levantar e envolver o amigo em um abraço forte. Mercedes, Finn e Quinn foram em seguida. Carole apenas esperou darem um espaço para o castanho respirar.

Depois de muitos "estou bem" e "não se preocupem" Kurt conseguiu tomar seu café da manhã (meia torrada e um gole de café são considerados café da manhã?). Se levantou rápido e colocou o cachecol no pescoço. Apesar de insistir que não precisavam ir à cerimônia de cremação, todos os amigos resolveram o acompanhar. Finn, Quinn, Rachel e Mercedes entraram em um carro. Leo vestia seu casaco quando Blaine o parou na porta. — Você fica.

– Por quê? Papai vai precisar de mim lá.

– Leo, por favor. — Blaine se abaixou para conversar com o filho. — Sei que você quer ficar ao lado de seu pai, tenho certeza disso, mas agora ele precisa de um momento só dele. Vai ser a última vez que verá Douglas, então peço que fique, tudo bem?

– T-tudo. — Leo tirou o casaco.

– Obrigado por não dificultar isso tudo. — Blaine bagunçou o cabelo do filho e foi até a porta seguido de Carole. — Burt vai ficar com você. Aproveite a companhia de seu avô.

E assim Kurt, Blaine e Carole entraram em outro carro e seguiram até o lugar onde seria feito a cremação. Leo suspirou forte e foi até a sala onde Burt cantarolava uma música sem perceber a presença do adolescente.

– We fell into when they were new what about the late at night, heartfelt confessions. The things we tried, the tears we cried... Well it seemed to hide away.– Leo parecia conhecer essa música, era como se sentisse o gosto de sua infância...

Lembrou de essa ser a música de ninar que seu pai cantava para o fazer dormir, ou acalmá-lo. Nunca mais havia a ouvido e sempre que tentava perguntar para Kurt qual era, o mais velho sempre mudava de assunto, como se não quisesse que Leo descobrisse de qual se tratava. O adolescente ainda pegava o pai cantarolando essa mesma música e assoviando a melodia pelos cantos da casa.

– Essa música... — Sussurrou, sentando ao lado do avô. — De onde você a conhece?

– Você não conhece? — Burt sorriu. — É do seu pai, do tempo que ele fazia muito sucesso e era internacionalmente famoso.

– Mesmo? — Perguntou curioso.

– Sim. Acordei com ela na cabeça hoje e simplesmente não consigo esquecê-la. — Burt sorriu sem graça.

– Vovô, posso te perguntar uma coisa?

– Claro.

– Como meus pais decidiram se separar? E-eles nunca me contam essa história, é como se eu não merecesse saber porque desde pequeno tive que me acostumar a ver outras crianças com pais juntos e eles separados... — Tentou fazer seu melhor olhar de cãozinho abandonado que herdara de seu pai.

– É uma longa história. Não foi decidido em um simples dia, Leo. Começou um pouco depois de você nascer, bem na turnê de seu pai... Eles começaram a discutir e discutir... Até que um dia acharam melhor se separar.

– Só isso?

– Você falando faz parecer menos complicado do que realmente foi... — Burt gargalhou. — Nem Kurt nem Blaine queriam isso, eles apenas tiveram que fazer o que acharam melhor, ou provavelmente acabariam se matando.

– Mas eles ainda se amavam.

– Sim, provavelmente. Seu pai depois do divórcio foi morar em Nova Iorque na casa dos pais, mas era claro seu desconforto. Foi quando lançou seu CD de mais sucesso, todas as músicas que escrevia eram sobre solidão e coração partido. Era visível nos shows também que ele não tinha mais aquele brilho no olhar. E-ele apenas havia cansado, mas os fãs não entenderam isso. Ninguém entendeu que Blaine precisava de um tempo, praticamente. Foi quando seu pai decidiu parar com a carreira de cantor e se focar só em escrever.

– E meu pai Kurt?

– Seu pai passou uns meses aqui com você antes de voltar para casa definitivamente. As paredes são finas, podia ouvi-lo chorar toda a noite, mas era algo que era preciso ser feito para o seu bem. Blaine ligou diversas vezes, Kurt também... Ambos acabaram perdendo contato, seguiram a vida assim. Quando você tinha uns seis anos que Blaine voltou a morar em Ohio, porém em Westerville na antiga casa dos Anderson. Se mudou para Lima faz poucos anos, você se lembra, eu acho.

– Sim... — Leo olhava com os olhos brilhando ao avô. Via ali um enorme baú de histórias sobre sua família que poderia usar. — Mas o que fez, definitivamente, eles pedirem o divórcio?

– Acho que a gota d'agua foi o dia depois de que Blaine voltou de sua turnê. Não sei exatamente o que aconteceu porque estava com você em uma sorveteria, mas quando voltei apenas ouvi alguns berros, coisas sendo arremessadas. Ambos falaram o que não deviam.

"- Não pensei que acabaríamos desse jeito, ainda mais por uma mentira baixa contada por você. — Blaine gritava com lágrimas nos olhos enquanto jogava suas roupas em uma mala que repousava em cima da cama.

– Faça isso, fuja, exatamente como você sempre faz. — Kurt gritava no mesmo som. — Suma da vida de seu filho como você tem feito no último ano.

– Mas que droga, Kurt. Eu estava em turnê! Será que você não entende que essa carreira é importante tanto pra mim como para nossa família? Eu não reclamo dos seus desenhos espalhados pela casa.

– Não reclama porque sou bom no que faço. — Gritou alto, insinuando que Blaine não era bom o suficiente. Isso de um jeito afetou o moreno pior do que uma agressão física. Kurt viu o brilho nos olhos do marido ir embora assim que falou essa frase. Blaine largou as roupas que estava guardando na cama e saiu do quarto, batendo a porta. — Blaine, espere. E-eu não quis dizer isso.

Mas era tarde demais. Blaine já havia ido embora."

– Sempre achei que eles fossem voltar eventualmente. Mas se passaram alguns meses, alguns anos e seu pai se casou novamente. Claro que perguntou à Blaine se não seria estranho por sua causa, Kurt sempre se preocupou demais com você. Desde então havia perdido minhas esperanças nos dois, mas só de olhar nos olhos do seu pai você vê que ele ainda sente algo.

– Qual deles?

– Blaine. — Burt sorriu para Leonard. — Não é como eles tivessem parado de se amar e terminaram. Eles terminaram por pressão do trabalho e coisas assim, não foi falta de amor, acho que foi excesso. Muitas saudades e ciúmes. — Antes que Leonard pudesse formular alguma coisa em sua mente Burt continuou. — Não pensei que não sei o que está se passando em sua cabecinha agora. Você acha que Blaine e Kurt podem ficar juntos, ainda mais agora sem Douglas, mas as coisas não funcionam assim, Leo.

– Por quê?

– Ah, muitos motivos. Você deve estar cansado de ouvir essas desculpas, mas são coisas que você só vai entender quando for um adulto. — Leo revirou os olhos. — Kurt e Blaine se gostam tanto que, mesmo se quisessem voltar, não voltariam. Eles jamais ousariam estragar o que tem agora por uma incerteza do futuro. Meu filho é assim, pelo menos.

– Você queria vê-los juntos?

– Oh, com certeza. — Burt suspirou ao se lembrar do passado. — No colegial seu pai Kurt namorou ambos, Blaine e Douglas, e desde aquela época eu tinha um afeto, uma coisa a mais pelo Devon. Não sei, ele me passava mais confiança. Douglas era uma pessoa maravilhosa, esnobe às vezes, mas meu coração sempre torceu por Klaine.

– Te entendo, vovô. — Leo sorriu e se ajeitou no sofá, se tampando com as cobertas que Rachel havia deixado por ali. — Só espero que papai não fique muito mal por causa da morte de Douglas.

– Ele ficará, mas sei que todos o ajudarão a passar por isso.

– Assim espero, assim espero.

Here we are, staring at the finish line

And I swear, it’s like we came a million miles

And if I take one more step, I will forget the rivers we crossed

A happy ending will be lost if we say goodbye.

Notas finais
E assim dizemos adeus à um personagem do passado que só incomodou, e irá para o cemitério de empata-fodas de klaine junto com Dakota da minha outra fic e provavelmente Sebastian em alguma das que eu escrevi! Aliás, eu adoro essa relação de ex-sogro e ex-genro, então provavelmente vocês verão ela muito por aqui! > Gosto de reviews, elas sempre alimentam o ego do escritor!