Roommate for Unknown

6 #6 Nossa família não é feita de opiniões alheias


Leonard conseguiu, de uma maneira inexplicável, desarrumar todo o apartamento em poucos minutos. Achou uma caixa com partituras antigas, acho também o album de fotos do casamento de seus pais, achou cartas antigas e alguns negativos de uma máquina fotográfica antiga. Só percebeu a bagunça que havia feito quando ouviu o barulho do elevador parando no andar.

Por sorte do adolescente, não era seu pai. Leo não lembrava de onde tinha tirado as coisas, não fazia ideia de onde o album de fotos era e onde Blaine guardava as partituras. Sentiu um frio na barriga e olhava para a porta de segundo em segundo, como se seu pai fosse chegar em casa e lhe dar uma enorme bronca por causa da bagunça. Desistiu de tentar encaixar o album de fotos na estante e enfiou todas as coisas perdidas em sua mochila.

Em uma coincidência muito louca, que só acontece em filmes e histórias, Blaine abriu a porta do apartamento bem na hora que Leo sentou no sofá. O moreno deu um sorriso para o filho e chaveou a porta do apartamento.

– Você está com essas roupas há três dias, Leo. — Gargalhou jogando uma mochila no filho. — Passei na sua casa e peguei algumas pra você enquanto não decidirmos que dia você volta pra casa do seu pai.

– Por que eu tenho que voltar? — Leo estava decidido. Se pudesse ficar com Blaine, ficaria. O pai achava isso adorável, o filho depois de tantos anos querer morar consigo, mas Kurt tinha a guarda permanente de Leo, e isso não iria mudar.

– Já conversamos sobre isso. Amanhã quando você voltar da escola sentaremos eu, você e seu pai e conversaremos no que é melhor pra todos. Ok? — Leo assentiu. Blaine foi até o quarto, mas ouviu Leo gritar da sala.

– Obrigado pelas roupas!

"Como está sua aula?"

Leo rolou os olhos os olhos ao ver a tela de seu celular se acender. Como deveria responder Linda? Que estava sendo um dia horrível pois teve que acordar antes de qualquer galo da cidade, e que aula de espanhol era a coisa mais desnecessária do mundo e que todos daquele colégio o olhavam estranho?

"Estou vivo, isso é o que importa!"

Tentou voltar a prestar atenção no que a Sra. Buffay falava, mas sabia aquele idioma desde que se lembrava por gente. Kurt era muito empenhado em ser um bom pai. Desde pequeno matriculou Leo em espanhol e aulas de violão (quais o menino foi apenas uma vez e depois desistiu, Kurt havia falado que estava tudo bem e que ele poderia aprender com o pai se quisesse). Isso meio que fez Leo se sentir mal por querer sair da casa de Kurt.

"Tem planos pra tarde? Estava pensando em fazer uma maratona de HIMYM por skype... O último episódio vai ao ar hoje e eu mal terminei a quinta temporada!"

"Nem dá! Meu pai inventou que tenho que ter uma reunião de família para eles decidirem em que casa vou ficar. Que saco! Só de lembrar que minha opinião não vale nada a aula começa a parecer agradável."

Uma coisa que Leo odiava em Linda era a demora que a menina respondia as mensagens. Não que fosse ciúmes pela amiga estar conversando com outras pessoas (totalmente era), mas sim porque se fosse para demorar para receber a resposta, seria melhor conversarem por carta, ou até sinal de fumaça. Mais alguns minutos e veio a resposta da garota.

"Sua opinião conta, Leo. Digo, meu pai é advogado e eu adoro quando ele começa a contar coisas que achamos que sabemos, mas perante à lei é totalmente diferente... Sua guarda foi escolhida quando você era criança, eles resolveram te colocar com a pessoa mais viável pra eles, mas agora você tem dezesseis anos, você já tem idade para decidir. Não estou falando pra você levar isso à juri, mas você pode mudar sua guarda legalmente se você quiser."

"Mesmo???!"

Mais alguns minutos e Leo recebeu a resposta de Linda. O menino ficou se perguntando porque Linda havia demorado tanto para escrever apenas uma palavra!

"Mesmo! :)"

– Tal vez usted puede responder a esta pregunta, Sr. Hummel-Anderson.

A professora chamou a atenção do adolescente que tinha os olhos vidrados no celular. Leo sentiu seu rosto queimar porque todos os alunos o encaravam agora. Limpou a garganta e deduziu que a pergunta que a professora falara era a que estava escrita no quadro "Dolores, podemos ir a la fiesta?".

– No creo que apenas podamos, pero si debamos. Esta fiesta es de extrema importancia para mis amigos, y creo que mi presencia alla es indispensable. - Leo respondeu da maneira mais complicada e difícil que conseguiu. A professora se deu por vencida e continuou a aula.

O sinal de saída finalmente bateu e Leo saltou por cima das cadeiras para ser o primeiro a sair daquele colégio. Não havia sido como seu primeiro dia na Dalton, onde encontrou um amigo e todos gostavam dele. No McKinley todos pareciam olhar para Leo torto, o adolescente pensou por alguns momentos que talvez fosse por causa de ter dois pais gays, mas preferiu ignorar esse pensamento.

Colocou a mochila nas costas e saiu para o estacionamento, quando viu algo que não pensou que veria tão cedo. Kurt e Blaine conversavam animadamente encostados no carro do mais novo. Leo tentou dar meia volta para não interromper o momento "bacana" dos pais, mas Kurt assim que o viu já acenou para o adolescente ir até o veículo. Caminhou para o carro como um presidiário caminharia para a cadeira elétrica.

– O que vocês estão fazendo aqui? — Tentou ignorar o vexame que estava pagando por ter seus dois pais vindo o buscar no colégio. Qual é, estava no ensino médico e não no primário.

– Peguei seu pai em casa para almoçarmos juntos.

Blaine não entendeu o pequeno sorriso se formando no lábio de Leo, criando um segundo sentido na frase. O adolescente estava parecendo Linda com Ted e Robin de HIMYM. Ela era fissurada por esse casal, sorria a cada vez que apareciam na série, e Leo sempre achou estranho, mas parece que estava se sentindo igual em relação ao seus pais.

– E onde vamos comer? — Se rendeu e entrou no banco de trás do carro de Blaine. Kurt entrou no passageiro e Blaine entrou no lado do motorista. Era a primeira vez que Leo andava de carro com seus dois pais, e aquele sentimento era bom demais. Como se aquilo preenchesse um vazio no peito que o adolescente nem sabia que tinha.

– Disseram que o Lima Bean virou um restaurante. — Kurt disse encarando Blaine.

– Lima Bean então. — O moreno sorriu para o ex-marido e ligou o carro.

Do banco de trás, Leonard quase morria com a interação dos dois. Sabia que os pais tinham uma relação saudável, mas desde que Linda colocou em sua cabeça que poderia juntar os dois novamente, a ideia de família pareceu muito melhor para Leo. Amava Kurt, amava Blaine. Imaginou por alguns segundos como seria todos morando junto, acordando e vendo Kurt e Blaine na cozinha preparando o café da manhã, como seria passar uma noite de domingo juntos assistindo à algum filme bobo na tv, ou em uma noite fria se aconchegar à lareira enquanto seus pais cantavam uma música calma. Leo queria essa família, queria que isso acontecesse com ele. Por que era errado querer os pais juntos?

Chegaram em um lugar extremamente chique, que fez Leo pensar por alguns segundos se seus pais teriam condições de pagar um lugar assim, até se lembrar que Kurt era o estilista das modelos mais famosas da atualidade e que Blaine compunha para artistas que estavam no topo da lista da Billboard.

Saíram do carro e se sentaram em uma mesa reservada, um pouco no canto do restaurante. Leo inocentemente ocupou dois lugares ao se sentar, fazendo seus pais terem que se sentar lado a lado.

– O que vamos pedir? — Blaine perguntou assim que o garçom deixara o cardápio na mesa da família.

– Geralmente você pediria um expresso médio e eu pediria um moccha light, acompanhado de um cookie grande para repartirmos, mas acho que não seja a melhor refeição pra hoje. — Kurt gargalhou e Blaine acompanhou.

Leo rolou os olhos por ser deixado de fora da piada, mas achou adorável a interação dos pais que nem ligou de estar completamente fora do assunto. Pegou no ar que eles frequentavam aquele antigo café quando namorados, e se conversavam sobre isso numa boa, talvez juntá-los fosse mais fácil do que Leo imaginava.

– Eu vou querer uma lasanha. — Disse o adolescente fechando o cardápio.

– Não, porque acredite, já provei todas as lasanhas que poderia provar durante uma vida, e nenhuma delas é igual à de Blaine... Então se você quiser continuar com a magia de que toda lasanha é boa, pediria outra coisa. — Kurt sorriu, fazendo Blaine sorrir. Leo não podia com aquilo.

– Poderíamos pedir salmão. — Disse Blaine.

– Mas sem esse molho de amendoim, porque Leo é alérgico.

– Sou? — Perguntou o adolescente e lançaram-o um olhar repreendedor ao mesmo tempo. O menor deu de ombros e alcançou seu celular por debaixo da mesa.

"Se eu te contar que estou em um restaurante almoçando com meus dois pais e nenhum Douglas, e que eles estão fazendo piadas de quando namoravam, você acredita?"

O celular vibrou logo em seguida.

"Depende... É isso que está acontecendo agora?"

"Talvez." Leo antes de mandar a mensagem fez questão de tirar uma foto debaixo da mesa dos dois pais sentados juntos. Suas pernas se tocavam, e mesmo que isso não significasse nada, significava muita coisa para Leonard.

Voltou a atenção para a mesa.

– Salmão então. — Kurt fechou o cardápio. O garçom percebeu de longe que a mesa já estava pronta para pedir e foi até a família.

– Posso anotar seu pedido? — Disse com um sorriso fraco.

– Uma porção de Salmão com Alcaparras, mas sem amendoim porque meu filho é alérgico. — Blaine continuou. — Uma taça de vinho branco seco. — Encarou Kurt. — Você ainda bebe?

Kurt assentiu e Blaine continuou o pedido, ainda se lembrando do pedido do ex-marido. — Então duas taças de vinho tinto, o melhor da casa.

– Eu fico com um suco de laranja mesmo. — Falou antes que Kurt tentasse empurrar uma garrafa d'agua por uma refeição saudável.

– Tudo bem. Qualquer coisa é só chamar.

Sorriu para a família antes de ir até a cozinha fazer o pedido. Kurt, Blaine e Leo conversaram antes e durante a refeição. Blaine explicou para o castanho (grisalho?) o que havia acontecido na Dalton, detalhadamente. Kurt ouviu também a versão do filho, mas resolveu acreditar no ex-marido. Terminaram de comer quarenta minutos depois.

– Espero que tenha gostado do McKinley. — Kurt disse cruzando os talheres no prato e tomando um gole de seu vinho.

– Comparado à Dalton, não. — Disse sincero.

– É só questão de costume. Você ficou um, dois dias na Dalton. Quando mudei de colégio também foi difícil me acostumar, mas logo você conhece alguns amigos, entra pra alguns clubes e vai ver que vai ser até melhor que sua antiga escola. — Blaine completou.

– Pensei que você estivesse estudado na Dalton e só o papai tivesse voltado ao McKinley.

– Não, Blaine se mudou comigo. — Kurt sorriu ao se lembrar do passado. — Você não conhece ninguém, deveria tentar entrar em um clube. O do coral, talvez.

– Kurt, pare de tentar forçar nosso menino a cantar. — Blaine gargalhou baixo.

– Talvez. — Leo disse desinteressado. — Amanhã é um novo dia, talvez eu vá no mural ver a lista de clubes e atividades extracurriculares... Quem sabe.

– Falando em amanhã... — Blaine começou a falar e um frio na barriga se apoderou de Leonard. — A partir de amanhã quem te leva pra escola é seu pai, ok?

– Ele vai sair de carro, ir até a sua casa pra me levar pro colégio? — Disse em ironia.

– Não, filho. Você volta hoje pra casa do seu pai. Sua mochila já está no carro, suas roupas também. — Leo arregalou os olhos. — Não tem como você ficar lá em casa. Eu te amo, e prometo que não vou me afastar de você igual fiz das últimas vezes, mas lá não é o seu lar.

"Nem o seu", pensou Leo.

– Mas eu já decidi, eu quero morar com você. Morei minha vida inteira com o papai, daqui a dois anos já não precisarei da tutela legal de nenhum dos dois, mas enquanto isso quero recuperar o tempo perdido com você. — Encarava Blaine, ignorando o olhar de surpresa de Kurt.

– Mas você não pode simplesmente ir morar com Blaine. — Kurt interviu. — Eu tenho a sua guarda legal, Leo. Isso não é só um pedaço de papel, é a lei. Eu amei ver você e seu pai se relacionando mais, e não vou impedí-lo e ir lá em casa sempre que quiser te ver, mas você vem comigo.

– Não. — Leo não queria, Leo não iria.

Blaine pressionou as têmporas, tentando bolar a melhor maneira possível de fazer tudo ficar bem entre a família. Minutos atrás estavam rindo e se divertindo, e agora esse clima chato tomara conta da mesa.

– Podemos fazer assim: você dorme dois dias da semana lá em casa, e os outros cinco você dorme na casa de seu pai. Pode ser, Kurt?

– Podemos fazer isso funcionar. — Kurt disse com um sorriso fraco.

– Não. Me desculpa, papai, mas você está sendo injusto com todo mundo aqui! — Kurt abriu a boca para falar alguma coisa, mas Leo continuou. — Eu morei dezesseis anos com você, e mal via meu pai. É egoísmo seu não querer que eu more dois anos com ele.

– Leo, o juiz decidiu que você ficaria melhor com Kurt... — Blaine pressiona as têmporas ainda, prevendo a dor de cabeça que esse assunto iria dar. Kurt estava indignado com as coisas que o filho falava.

– O juiz decidiu isso quando eu era uma criança. Eu pesquisei. Tenho idade suficiente para escolher onde eu quero ficar agora. Não é justo comigo, nem com você, pai. E nem vamos citar se o juiz ficar sabendo do incidente que eu vi na minha cama, porque talvez ele te dê minha guarda na hora, e -- Kurt o interrompeu com um berro, chamando a atenção de todo o restaurante.

– Chega! — Leo não queria acreditar no que estava acontecendo. Kurt tinha os olhos vermelhos, seu pai iria chorar? — Foi sua amiguinha que colocou isso na sua cabeça, não foi? Porque desde que você começou a conversar com essa menina, você tem se rebelado contra seu pai! — Falava em um tom mais baixo, mas ainda brigava com o filho.

– Linda não tem nada a ver com isso! — Respondeu no mesmo tom.

Blaine pôde ver que Leo puxara a personalidade de Kurt.

– Você nem conhece essa menina! — Jogou as mãos pro ar. — Durante anos vi você trocar um jantar, ou um dia de sábado comigo para conversar com uma garota que você nunca viu na vida, que poderia ser muito bem um pedófilo do outro lado, e agora você vai deixar ela acabar com nossa família? — Leo estava irritado até demais.

– Acabar com nossa família? Linda? Você acabou com nossa família no dia em que decidiu que namorar Douglas era melhor que namorar meu pai. Não pensou em mim, no seu filho, que talvez fosse precisar do pai verdadeiro na infância, e não pensou no meu pai que talvez poderia até te amar ainda! — Gritou.

– Leo! — Blaine interviu.

– Você não pode falar uma coisa que não sabe! — Blaine estava achando aquilo ótimo, lavando roupa suja em um restaurante cheio de gente que olhava para a mesa da família a cada berro, e claro, estava sendo irônico.

– Você foi um péssimo marido, e é um péssimo pai. — Cuspiu as palavras.

– Tudo bem. — Kurt falou em um tom baixo, quase um sussurro.

O castanho levantou da mesa, puxou sua carteira e jogou algumas notas em cima. Deu uma última olhada no filho e caminhou rapidamente até a porta. Blaine sabia que Kurt estava chorando, conhecia aquele homem mesmo depois de oito anos separados.

– Está satisfeito agora? — Tirou o guardanapo do colo e ia até a porta. — Fique aí. — Gritou antes de correr para o estacionamento atrás de Kurt.

Leo estava se sentindo culpado, viu a mágoa nos olhos marejados de seu pai. Suspirou e observou que todos do restaurante encaravam o adolescente. Queria se enfiar em um buraco e nunca mais sair. Magoou seu pai de um jeito que achava que o velho nunca o perdoaria. Pegou seu celular e digitou rápido.

"Linda, socorro, acho que acabei de fazer a maior burrada da minha vida!"

A resposta veio logo em seguida.

"O que você fez, cabeça-oca?"

[...]

– Kurt, espera! — Blaine correu atrás do castanho (que também corria para longe do estacionamento). O ex-marido não esperou e continuou fugindo, entrando no parque que tinha ali do lado, tentando se esconder entre as árvores, porém Blaine foi mais rápido e o segurou pelo braço. — Espera!

Kurt abraçou o moreno e começou a chorar o choro que estava entalado em sua garganta por algum tempo. Blaine apertou forte o Hummel contra si e deixou Kurt o abraçar forte. Sabia que ele ainda era aquele jovem adolescente por dentro, que guardava todas as mágoas para chorar uma vez só.

– C-como ele... C-como... — Kurt tentava falar, mas seu choro e seu soluço o atrapalhava. Blaine o trouxe mais pra perto e circulava suas costas.

– Shhhh. Não precisa falar agora. Você pode se acalmar um pouco e conversamos depois, tudo bem? — Kurt assentiu, pressionando seu rosto contra o peito de Blaine, que estava com a blusa quase encharcada.

Enquanto o ex-marido chorava, Blaine tirou o celular do bolso e mandou uma mensagem para o filho pegar a chave que estava em cima da mesa e ir pra casa dirigindo (sim, Leo sabia dirigir... Blaine não era um pai irresponsável que daria o carro para um adolescente dirigir se ele não tivesse o mínimo de noção de direção). Ficaria com Kurt ali por algum tempo, enquanto o ex-marido precisasse de si, afinal, quando precisou, Kurt estava lá por ele também.

"Kurt deixou Blaine deitar em seu peito e deixar as lágrimas rolarem. Quase nunca via o noivo chorar, e se Blaine estava chorando agora, realmente era algo que o machucava demais para não aguentar. — Você quer me falar o que aconteceu? — Insistiu o castanho. Blaine parecia mais calmo agora, depois de chorar por diversos minutos.

– Meu pai não v-vai no casamento. — Soluçava em meio às palavras.

– Você sabia que seria assim difícil. Ele nunca foi um fã do nosso namoro... — Kurt fazia cafuné dos cabelos cheios de gel de Blaine, trazendo alguns cachos à tona. — Você precisa dar um tempo à ele.

– M-mas ele não nos a-aceita. — Tinha a voz embargada e agora brincava com a barra da camisa de Kurt.

– Blaine, meu amor, um dia ele vai ver que o melhor vai ser ficar do seu lado do que ir contra você... E eu vou esperar esse dia acontecer. Vamos esperar para marcar esse casamento, não precisamos fazer as coisas com pressa. — Kurt parecia saber exatamente o que dizer. — Ele te amo, e até agora foi contra os princípios dele te aceitando. Ele vai superar essa fase, e eu sei que no dia, seja ele qual for, que escolhermos nos casar, ele vai estar lá no altar te olhando orgulhoso.

– Uhm. — Blaine se aconchegou mais no abraço do noivo.

– Mas eu não quero te ver chorando. Você tem olhos lindos, eu me perco neles diversas vezes, e vê-los cheios de lágrima não é a melhor maneira de admirá-los. — Beijou a testa do noivo algumas vezes. — Eu vou estar pra sempre do seu lado.

– Obrigado."