Blaine puxou Kurt para a cama, fazendo o castanho cair por cima dele. Os beijos continuavam fortes e os gemidos preenchiam o local. Os homens mal conseguiam se lembrar de que ficaram anos sem aquele toque, sem os lábios um do outro... Parecia tão certo quando estavam juntos.

Kurt se afastou e observou um pequeno beicinho se esconder nos lábios de Blaine. Sorriu encantado e colocou a mão por dentro da camiseta branca do mais novo, fazendo o mesmo fechar os olhos com o toque. Ninguém o tocava assim há algum tempo. Não era íntimo de alguém há algum tempo.

Voltaram a se beijar enquanto Kurt explorava o peito forte do ex-­marido. Blaine percorria suas mãos nas costas de Kurt com a ponta dos dedos. Ele sabia que Kurt gostava daquilo, que se arrepiava inteiro apenas com um toque.

– Você ainda gosta disso, huh? -­ Disse com um sorriso cafajeste.

– Uhum. ­- Kurt sussurrou atacando agora o pescoço do ex­-marido.

É claro que os homens haviam pensado na consequência daquela situação, que eram separados judicialmente com um filho para cuidar e muito achismo nessa relação, mas não se importavam. Estavam matando desejos de anos corridos.

Blaine não aguentava mais as preliminares. As saudades daquele momento o corrompiam. Ele não queria apenas transar com Kurt, queria fazer amor.

Suas mãos desceram até a parte da frente da calça, onde desabotoou o botão do jeans sem Kurt sequer perceber -­ estava dando muita atenção ao pescoço do Anderson naquele momento. Alguns segundos depois Kurt já estava sem as calças, apenas com a boxer preta mostrando uma enorme ereção que fez Blaine morder os lábios.

Kurt aproveitou e tirou sua camiseta e a de Blaine, ambas as roupas sendo jogadas em um canto qualquer do quarto. Logo os homens estavam só de cueca se apertando como se quisessem ser um só.

Blaine se virou na cama ficando por cima e sorriu para Kurt, que tinha os olhos cheios de desejo e luxúria. Suas mãos percorreram o quadril do amado até a barra da cueca, onde esperou Kurt dar permissão de tirar. Não demorou muito até isso acontecer.

Foi muito rápido pra Kurt. Um segundo tinha Blaine em seus lábios e em outro o homem traçava uma linha de beijos do peito até seu membro pulsante. Foi obrigado a agarrar os lençóis quando sentiu a boca macia do ex beijar a cabeça de seu pênis.

– Blaine... ­- Não pôde dizer se estava pedindo por mais ou tentando parar.

– Você sempre gostou disso, Kurt. ­- Dizia enquanto dava umas lambidas na extensão do pênis do Hummel. ­- E eu sempre fui o melhor.

Kurt quase morreu de tesão quando viu Blaine olhar para cima e dar um sorriso sincero antes de colocar todo o membro do ex na boca. Kurt apenas jogou a cabeça pra trás tentando controlar os gemidos enquanto Blaine fazia seu trabalho. Chupava toda a extensão do membro de Kurt, sentindo o gosto do pré-­gozo em sua boca. Seus dedos brincavam com as bolas e brincavam com a entrada de Kurt, o que fazia o castanho ficar ainda mais com vontade.

Suas mãos involuntariamente foram até a cabeça de Blaine, a forçando contra o movimento. O moreno deu um sorriso rápido e continuou, cada vez aumentando mais a força, fazendo alguns gemidos também. Não demorou muito para Kurt fechar os olhos, perder a respiração e se esquecer de como o coração batia.

Blaine levantou a cabeça, limpando algumas gotas que escorriam pela boca com um enorme sorriso. Kurt ainda tinha os olhos fechados e os lábios entreabertos, que deu a brecha para Blaine roubar outro beijo. Kurt sequer se importou com o gosto que tinha a boca do ex, apenas correspondeu com vontade.

Usou suas últimas forças para virar Blaine na cama, tirando a cueca rapidamente e se sentando no quadril do moreno. As bocas continuavam coladas, porém Blaine se afastou por alguns segundos.

– Precisamos de lubrificante.

Kurt esboçou um sorriso tolo.

– Eu não sou iniciante, Bee. -­ Sussurrou em seu ouvido.

– Camisinhas?

– Eu confio em você, e praticamente nunca usávamos. ­- Deu de ombros.

Blaine assentiu e capturou os lábios de Kurt novamente, porém dessa vez o beijo era calmo e singelo, diferente dos outros que havia dado em Kurt no dia. Agora não era como se fosse um beijo de "preciso de você aqui", mas sim um de "fique comigo". Terminou em alguns selinhos apaixonados.

Kurt olhou no fundo dos olhos do ex e levantou seu quadril, pronto para sentar no membro do marido, porém o Anderson o puxou de volta, fazendo o castanho o encarar curioso.

– Kurt, não.

– Não?

– S-­se fizermos isso, se continuarmos com isso, eu não vou ser capaz de te esquecer novamente. ­- Falava entre suspiros. -­ Você ainda tem a opção de desistir e ir embora, porque uma vez que fizermos isso, eu não vou mais querer te largar.

Kurt ficou sem palavras. Piscava lentamente enquanto observava aqueles olhos de mel, aquele homem incerto desviando o olhar. Sorriu e se aproximou de Blaine, deu um beijo em sua testa, sussurrando:

– Eu estou certo do que eu quero, B.

Então sorriu e colocou sua entrada no membro de Blaine.

Com a ajuda do ex-­marido foi descendo, com aquele sentimento o preenchendo lentamente. Aquele sentimento de como se aquilo fosse certo, de que o mundo havia parado e só restavam os dois na face da terra. Blaine suspirou forte enquanto apertava o quadril do Hummel pra baixo.

Gemeu algo que parecia com o nome de Kurt, mas não conseguiu distinguir. As mãos se encontraram e então o moreno começou a mexer seu quadril entrando e saindo do castanho lentamente. Nada era falado agora, apenas os olhares se encontraram e sabiam que poderiam ficar ali pra sempre. Bom, não exatamente, mas vontade não lhes faltava.

Kurt então começou a acompanhar o vai-­e­-vem do momento, suspirando e tentando segurar os gemidos mais altos. Provavelmente o andar inteiro os escutava através daquelas paredes finas. Blaine passou as mãos para as coxas de Kurt e as apertou com um pouco de força, aumentando a velocidade na qual entrava e saía do amado.

Kurt amou Douglas por um bom tempo, mas foi obrigado a admitir que nunca se sentiu assim durante o sexo. Já Blaine teve alguns casos sérios depois do divórcio, namorou dois anos um advogado em Nova Iorque, teve casos de uma noite só... Porém nunca como Kurt. Nunca encontraram a química que tinham.

– Blaine­-e. ­- Kurt disse com os olhos fechados, em um quase sussurro.

– Kurt... Não fala meu nome assim...

– Oh. -­ Por que Blaine foi falar aquilo? -­ Assim? Blaine-­e.

– Kurt...

A voz do castanho era rouca, e só aumentava o vai-­e­-vem em cima do ex­-marido. Podia ver que Blaine estava se segurando para durar mais, mas queria ver o moreno sem forças, totalmente entregue. Aumentou a velocidade.

– Blaine, vem. ­- Não teve resposta. ­- Blaine­-eee.

– Kurt. ­- Sussurrou sem som.

E então Kurt sentiu um líquido morno preenchendo seu vazio. Sorriu ao ver Blaine entregue, deitado e sem forças. Gargalhou baixo e saiu lentamente, se deitando no peito do moreno enquanto recebia um cafuné preguiçoso. Era incrível como se encaixavam tão bem.

– Foi nossa melhor transa, com certeza. ­- Blaine falou ainda sem forças.

– Você não pode dizer isso, não sabe das coisas que podem acontecer no futuro. ­- Kurt sorriu e Blaine depositou um selinho em seus lábios.

Os homens lutaram para ficar acordados, conversando. Mas estavam cansados demais. Esperaram tempo demais por aquilo. Dormiram então, Kurt abraçando o peito do ex­-marido e querendo acordar anos atrás, não querendo perder nenhum tempo longe do amado. Blaine dormiu com um sorriso bobo no rosto. E assim passaram a noite, juntos.

Kurt piscou algumas vezes, não entendendo onde estava. Alguns segundos depois sorriu ao sentir uma respiração em baixo de si. Blaine dormia calmamente, com os cachos sobre os olhos e um sorriso tranquilo no rosto. Kurt se aconchegou mais ao peito do amado e fechou os olhos novamente, mas logo os abriu arregalados.

Seu olhar encarou o relógio da parede. Quase seis horas da manhã. Precisava acordar Leo e levá-­lo ao colégio, e se o adolescente soubesse que o pai não havia dormido em casa poderia gerar uma leve discussão. Se desvencilhou do abraço bom do Anderson e catou suas roupas no chão, as vestindo em silêncio. Correu até a sala, pegou um papel e uma caneta e voltou ao quarto.

Um bilhete sobre o travesseiro. Pegou seus sapatos, seu cachecol e casaco e correu chamar o elevador. A calça estava abotoada errada e o cabelo uma tragédia, mas arrumaria durante o caminho.

Apertou o botão do elevador que estava no térreo enquanto tentava colocar o cinto em sua calça, sem sucesso por estar atrapalhado entre sapatos, casacos e chaves do carro.

– Bom dia, Sr. Hummel.

Kurt levou um enorme susto.

– C-­calvin. ­- Seus olhos se arregalaram. -­ O­-o quê...?

– É segunda-­feira. Todas as segundas­-feiras tem promoção em alguns livros da biblioteca. Eu gosto de ser o primeiro a saber quais as promoções. — Dizia calmo, entraram no elevador que rapidamente descia. -­ O que o Sr. faz aqui tão cedo?

– E­-eu vim... ­- Kurt revirou os olhos tentando achar alguma desculpa. ­ Eu... -­ Desistiu. ­- Ok Calvin, você não é mais uma criança. Eu passei a noite aqui, mas Leo não pode em hipótese alguma saber disso, tudo bem? Tenho sua palavra? — Calvin gargalhou.

– Tudo bem, Sr. Hummel. -­ As portas se abriram. -­ Só não se esqueça que sua camiseta está do avesso, isso pode dar a Leo uma impressão errada. -­ E saiu com um sorriso engraçado no rosto. Kurt suspirou e correu até o carro.

Blaine acordou algumas horas depois e encontrou um bilhete:

"Ótimo jantar, ótima noite e ótimos beijos. Definitivamente faremos isso de novo! Senti sua falta nesses últimos anos, você foi (e não só ontem a noite) perfeito. Joey te tem durante o almoço... Posso dizer que te tenho durante a janta? Bons sonhos, pequeno Bee.

PS. Eu acordei com um sorrisão no rosto hoje de manhã."