Ronchest- Saga dos 7 Males- O livro maldito
2 Mestre Robert
Notas iniciais
O barulho da saleta de reuniões do conselho de mestres era monótono para Robert. Como Mestre de alquimia participava da maioria dos conselhos. Aquele som já não o incomodava mais, sabia o que afligia os mestres naquele recinto. Porém não estava com paciência para lidar com esse assunto.
Robert era um mestre muito tranquilo, mas sabia que as coisas que tinha que fazer não eram fáceis. Teria que sacrificar certos deveres para ajudar o seu amigo Airgon.
Aquela voz Robert conhecia de longe era o mestre das letras. Conhecido como Corvo Cinza. Sabia dos segredos de todo o reino, inclusive da corte real. Porém suas habilidades nas artes da caligrafia eram muito importantes, pois sabia como firmar contratos com diferentes tipos de sotaques de outras regiões.
– O que? Airgon foi embora no dia de Harren?
– Mestre Groffen por favor se controle.
– Mestre Limbert… está de acordo com o novo Gran Mestre ter se ausentado sem nem um dia de seu serviço?
Robert ouvindo do lado de fora, sabia que tinha chegado sua vez de entrar e prestar explicações a todos. Não sabia como iria fazer um serviço desses. Sentia remoços de não poder dar mais aulas de poções a seus alunos. Mas era uma ordem de seu amigo e, que faria sem nem pensar mais que uma vez.
– Acredito que haja uma boa razão para isso, estou certo Robert?
– Com certeza, há uma resposta para os nossos problemas bem aqui na minha mão.
– Entregue ao Corvo Cinza para analisar a veracidade do pergaminho.
– Sim, mestre Limbert.
Os outros mestres acomodaram se nas suas respectivas cadeiras de madeira entalhada. Enquanto o Corvo Cinza lia e averiguava o pergaminho, os seis mestres restantes apreciavam Robert com uma pergunta no olhar.
A saleta era um espaço muito engraçado comparado a grandiosidade de toda a Academia de Aprendizagem sobre as Artes Mágicas. Era mal iluminada. O cheiro não era agradável e as pessoas que estavam naquele lugar pareciam jovens comparados com os móveis da saleta.
– A carta é verdadeira. Porém mestre Airgon cometeu um erro, não pode ser aceito um não mestre formado como um Gran Mestre.
– Deixe-me ver!- A sua face demonstrava aparentar um idade muito mais jovem para um mestre do ato escalão. “Esse é perigoso”, pensou Robert. – Isso vai ser interessante. Então quando você for o novo Gran Mestre o que pretende fazer. Nosso amado Salvador.
– Não quero nada disso! Estou surpreso tanto como vocês. O que sei é que Airgon levou dois guardiões.
O silêncio que perdurou no conselho era notável. Mestre corvo empalideceu e suas rugas o faziam ficar mais velho. Mas o que misterioso era o fato do jovem progidio sentado na cadeiras do antigo professor de artes ocultas. Seu nome era…
– O que é engraçado mestre Kronos?
– Nossas muralhas estão destruídas depois da última guerra. Nossos soldados estão cansados de lutas. Os aldeões famintos e cansados, sofrendo suas perdas. Porém surge outro inimigo na linha de batalha.
– Com todo o respeito mestre Kronos, mas acho que Airgon….Mestre Airgon será capaz de controlar e vencer esse inimigo!
– Discutiremos nossas opções depois… no primeiro dia de Harren, teremos muito trabalho para fazer.
Mestre dos livros era muito sábio. Apesar da aparência era o único naquela sala que podia matar todos os mestres da academia. Com todo esse poder muitos tinham medo dele. Não sabiam quando podia vir a se tornar um problema. O outro que se igualava Saberon, mestre dos livros, era Airgon. O problema que estava há dois dias de viajem. “Que Harren proteja minha alma”.
– O que está pensando Robert? Espero que não seja uma traição.
– O único aqui com sabedoria para fazer isso com certeza e você Kronos.
– Entendo sua preocupação. Mas entenda uma coisa se eu quiser algum mal eu começaria tirando todas as suas esperança.
A luz das velas apagara. A única luz era a da lua que batia na janela. Usando um poco dos seus poderes acendeu as velas, mas Kronos não estava mais la. Deixando um rastro de medo no coração de Robert. “O que vou fazer?”
No casaco marrom de Robert ainda estava a carta que Airgon havia entregado. “Ninguém pode ler isso, senão o destino do mundo pode mudar”. A lareira da saleta era pequeno, mas servia para os propósitos de Robert. Com sua vontade e algumas palavras de permissão que era dito numa língua muito tempo esquecida. Conseguiu evocar o fogo. A chama queima os restos de madeira que ainda estava lá. Jogou todos os papeís que foram lambidos. “Niguém vai saber”.
Fale com o autor