Road Trip

14 Capítulo 14


Notas iniciais
Oi meu povo... Prontos para uma crise básica de Oliver ?

POV Oliver

Entramos no Clube e o que eu vejo me irritaria, se não fosse pelo o motivo que era.

John me olhava com um sorrido de ‘Eu disse!’ Mas afinal ele tinha me dito mesmo. Tento cortar logo o clima.

–O que é tão importante, Dig?

–Além de vocês dois me explicarem isso? – Sua cara de satisfação é evidente, vejo Felicity passar por nós com o rosto todo vermelho e tentar se proteger na segurança de sua cadeira.

–Você tinha razão. – Se você não pode com eles, junte-se. Prefiro então dar exatamente o que John queria, e vejo o espanto em seu olhar, acho que ele esperava alguma resistência de minha parte. –Eu estava apaixonado por Felicity, eu estava com ciúmes dela, e todas aquelas coisas que você tinha me dito. Satisfeito?

–Vocês estão? –Ele levanta a sobrancelha e vira-se para olhar a reação de Felicity.

–Eu estou muito. – Sou sincero, já Felicity se limita a virar em sua cadeira e dar-lhe um sorriso de felicidade. -Então o próximo tópico do dia.

–Espera, cadê o Roy? – Felicity pergunta.

–Hoje tem entrega no clube, e como ele é o novo gerente teve que se virar lá em cima. Bom, o outro assunto não é tão agradável. –Diggle puxa uma cadeira. –Parece que uns dos nossos ‘amigos’ está de visita a Central City, todos os dados combinam, o histórico e tudo mais.

–Allen pediu a nossa ajuda? –Eu achei meio esquisito.

–Não, mas como temos uma história com o cara, achei de bom tom nos prontificar a ajuda-lo.

–Quem é o cara? –Felicity se põe a digitar antes mesmo de Dig lhe passar as informações.

–Clock King. –John diz e vejo Felicity levar a mão ao seu ombro onde sei que há uma pequena cicatriz.

Vou até ela e seguro a sua mão.

–Você não precisa ir. –Tento tranquiliza-la.

–E como vocês vão se virar sem mim? –Seu sorriso é minha calmaria. –Depois, temos um plano para colocar em pratica. –Eu a olho sem entender. –Lembra, para a sua paz de espírito.

–Claro senhorita Smoak, como esquecer? – Dou-lhe um beijo casto nos lábios.

–Vai ser mais difícil aguentar vocês dois juntos do que separados. –Olho para John, mas vejo que ele está sorrindo para nós.

–Se acostume. –Me surpreende ao ver Felicity entrar na brincadeira.

–É John, você vai ter que se acostumar.

Voltamos para casa depois de uma ronda típica, sem muito tumulto.

–Qual vai ser o motivo oficial de Oliver Queen estar em Central City? – Felicity pergunta enquanto se joga no sofá da sala e liga a tv.

–Eu não sei. – Deito no sofá ao seu lado e coloco a cabeça em suas pernas. Felicity começa a fazer carinho em meus cabelos, tentando prestava atenção no jornal da madrugada. –Talvez visitar o centro de pesquisa da Star Labs. Você poderia usar o seu bom relacionamento com Ray Palmer e criar uma desculpa para eu como um dos acionistas ir de visita o laboratório de pesquisa. –Minha voz mostra todo o meu descontentamento com o novo CEO da MINHA empresa, ele poderia ter, hoje, a maioria das ações da Q.C. mas isso seria temporário, a empresa da minha família voltaria a ser minha. E Palmer ser o novo CEO da QC não era a única razão que eu tinha para não gostar dele. Eu já o tinha visto dando olhares furtivos, para então minha assistente pessoal, e agora minha namorada.

–O que você quer dizer com bom relacionamento? –Eu a vejo de sobrancelha arqueada em indignação.

–Ele está sempre jogando charme para cima de você, acho que ele quer tê-la como assistente pessoal e talvez mais.

–Verdade. – Ela diz e eu me levanto a encarando.

–Como assim verdade? Ele te cantou Felicity? –Eu estou furioso.

–O que? Não Oliver, pelo amor de Deus! Eu estou dizendo que ele realmente me ofereceu o emprego de assistente pessoal, mas eu falei que já tinha um trabalho e que estava bem nele. –Ela me acaricia o rosto, mas eu estou muito bravo. Primeiro ele rouba a minha empresa, depois ele quer a minha Felicity. –Mas eu falo com ele com relação a visita.

–Não precisa falar com ele. –Eu digo virando o rosto.

–Ah! Pode parar com isso Oliver. Eu achei fofa a sua crise de ciúmes no carro e tudo mais, mas eu odeio que não confiem em mim, eu não posso acreditar que depois de tudo que eu te disse esses últimos dias você ainda duvida do que sinto por você.

Felicity estava realmente irritada.

–Não é você, sou eu. – Seu olhar perdido me faz perceber que não fazia sentido o que eu estava falando. – Sou eu, eu sou assim, protetor.

–Não me diga? O eufemismo do ano. –Felicity bufa de indignação em pé ao meu lado. Eu pego sua mão e a trago de volta para o sofá.

–Felicity, nada nesse mundo me afetaria mais do que te perder, isso significaria que eu não soube cuidar de você, te amar da maneira que você merece ser amada. Eu vejo o Ray Palmer, e ele pode te amar da maneira que você merece, sem te colocar em risco constantes, te proteger das coisas triviais do dia a dia. Eu não posso fazer isso Felicity, o meu amor por você vai sempre coloca-la em situações que nenhum outro namoro a colocou na vida. Eu morro de medo de você acordar um dia e perceber que merece um amor como o do Palmer e não um amor como o meu. –Eu fitava o chão, era muita coisa a dizer, e eu temia sua reação.

–Oliver. –Suas mãos me puxão para que eu a encare. Seu semblante é sério, acho que nunca a havia visto assim. –Por que você não consegue entender que o seu amor é o que eu preciso, é o que eu quero. Eu não preciso ou quero um amor como o do Palmer, por que o seu amor é o que me completa. Entenda que estar ao seu lado é o que me traz felicidade. –Sua expressão se suaviza e ela faz-me carinho em meu rosto, fecho meus olhos sentindo aquele afago. –Oliver, você é bom, corajoso, amável, lindo. Não há razão nesse mundo para eu não te amar. Quanto ao perigo... eu corro muito mais perigo estando longe de você do que perto. –Abro os olhos em espanto, mas sua expressão continua de carinho. – O que eu sinto por você não é menor que o que você sente por mim. Me diga o que aconteceria se eu saísse do seu lado Oliver?

E eu entendo o que ela diz, por que longe da Felicity meu mundo não faria sentido.

–Eu morro. –Digo em desabafo.

–É exatamente assim que seria comigo. -Ela me beija a face. –Você não tem motivo para ter ciúmes, por que eu sou sua.

Como explicar o que eu estou sentindo? Não tem como. Mas aquelas palavras me fizeram ver que poderia enfrentar o mundo, por que ela estaria sempre comigo.

Notas finais
Então é esse ciumes todo? Meu povo, Oliver chega a ser irracional quando o tema é alguém tentar roubar a Felicity dele. Bom espero que tenham gostado e até o próximo capítulo. Bjs