Road Trip
15 Capítulo 15
Notas iniciais
Felicity
Quando chegamos a Central City era alguma coisa perto das três horas da tarde, e diferente da minha outra viajem com Oliver, essa foi feita na tranquilidade do avião da Queen Consolidation.
Pela manhã, quando chegamos a empresa, Oliver foi para sua sala, não a mais de C.E.O, mas a sala do seu novo cargo, afinal ele era um dos membros do conselho diretivo, não era como se ele não tivesse lugar dentro da própria empresa. E eu fui falar com Ray Palmer.
–Com licença? –Falei tentando chamar a atenção da sua assistente.
–Pois não? –A mulher nem ao menos me olhou nos olhos, ela estava digitando freneticamente em seu computador, seu rosto era de desespero.
–Eu gostaria de falar com... –Olhei o seu crachá. –Clare? Eu sou Felicity, sou assistente do Sr. Queen.
–Eu sei quem você é. –Ela finalmente levanta o olhar, e eu vejo o que ela quis dizer com ‘eu sei quem você é’. Todos os rumores que correm pelos corredores que dizem que eu e Oliver temos um caso, bom pela primeira vez eles tem razão. Respiro duas vezes profundamente.
–Vejo que você está com um problema com o seu amiguinho aqui. – Digo batendo na tela do comutador. –Eu acho que posso te ajudar. – Ela me olha cética.
–E por que você me ajudaria?
–Por que diferente do que todas aqui pensam, eu não sou uma qualquer que dorme com o meu chefe, e eu não cheguei a onde eu estou por conta disso. –Não estava claro se eu fazia isso ou não em minhas palavras. – Eu sou muito boa no meu trabalho. –Passo para de trás da mesa e a puxo da cadeira. –Agora qual é o trabalho que ele está te dando?
–Eu perdi um documento e preciso dele para às dez. Meu emprego depende disso. –Ela diz em desespero.
–Vejamos.... –Eu começo a fazer a minha magia ali, e em menos de cinco minutos o arquivo está recuperado. –Pronto.
Ela viu o arquivo na tela do computador, ela faltou gritar de felicidade.
–Meu Deus! Obrigada Felicity.
–Não foi nada demais. –Digo sem jeito. –Agora, eu precisava falar com o seu chefe.
–Ele só vai chegar em uns vinte minutos. Te aviso assim que ele colocar o pé nesse prédio.
–Obrigada Clare.
Desço para a sala do presidente da divisão de tecnologia avançadas da empresa, esse é o novo cargo de Oliver, eu só não entendia por que essa área específica, qualquer outra área seria mais a cara de Oliver que essa, o que raios ele entende de tecnologias avançadas, só depois de algum tempo foi que eu percebi que quem entende dessa areia sou eu, e por isso que ele queria ficar à frente, por que assim ele poderia desaparecer e saberia que eu iria manter tudo em perfeitas condições.
Começo a fazer o meu trabalho, quando o telefone da minha mesa toca.
–Queen Consolidation, presidência de tecnologias avançadas, Felicity falando.
–Felicity, é Clare, Palmer acabou de chegar, e falou que se você for rápida ele pode te atender agora.
–Segura ele ai Clare.
Saio tropeçando e quase caio no chão. Vejo Oliver se levantando para me ajudar mas levanto a mão indicando que estou bem, bato minha perna em uma mesa e tenho que segurar o grito de dor.
Olho pela porta de vidro e vejo Oliver segurando a risada. Olho para ele indignada e ele levanta as mãos em sinal de rendição.
Entro no elevador apertando o futuro roxo da minha perna.
–Rápido. –Clare diz assim que me vê. –A reunião dele começa em dez minutos.
Entro na sala de Ray Palmer, e a não ser pelo porta-retrato que Oliver tinha atrás de sua mesa, onde tinha uma foto da sua família, a sala permanece a mesma coisa, Ray Palmer mantinha sua seriedade em cada detalhe que ele apresentava, seja pelo terno perfeitamente alinhado, nas suas cores sóbrias e escuras que usava, no modo de andar, no tom de sua voz. Era um perfeito estereótipo de homem de negócios.
Mas eu não sei o porquê, porém não acreditava na fachada que ele mostrava. Não sei se por conta de todos os segredos que eu guardava, mas para mim Palmer era mais que os sapatos engraxados que ele usava.
–Sta. Smoak? A que devo a sua visita? –Seu tom é cordial, mas vejo pela primeira vez o seu olhar em minhas pernas, acho que provavelmente eu não notaria, mas depois da crise de ciúmes que Oliver teve ontem, acho que fiquei mais atenta.
–Sr. Palmer. –Inclino minha cabeça em comprimento. Ele me aponta a cadeira a sua frente e eu me sento ali. –Sr. Queen esteve analisando alguns dados sobre a área de tecnologia, e sabendo que é um multo interesse entre vocês, ele pensou ser uma boa ideia visitar alguns centros de pesquisas aplicadas pelo país. –Eu passei a noite pensando em uma desculpa plausível para a viagem. — Com a intensão de firmar parcerias entre os colaboradores. –Tento parecer o mais natural possível.
–Acho uma ideia muito interessante, eu mesmo já tive diversas vezes o interesse de estreitar relações com esses centros de pesquisa. Qual é a área de interesse do seu chefe.
–Ele estava pensando em aceleração de partículas, no momento.
–Serio? E onde exatamente ele estaria pensando em ir. Afinal o centro mais proeminente na área em território nacional literalmente explodiu?
Eu não precisava que ele me lembrasse isso. Meu amigo foi atingido por um raio por conta do evento, ficou nove meses em coma e agora é a nova versão do papa léguas.
– É exatamente esse o centro que ele gostaria de visitar. Sr. Queen acredita que com os investimentos certos a Star Labs pode superar a crise e conseguir grandes avanços.
–E Oliver Queen acredita que a Q.C. pode ser o parceiro que a S.L. precisa, ele acha que é algum tipo de herói que irá salvar aquele centro de pesquisa? –Sua voz beirava o ceticismo. –Mesmo quando ele não conseguiu salvar a própria empresa?
–Eventos circunstanciais levaram Oliver a perder a empresa da sua família, e se o Sr. estivesse aqui a cinco meses atrás saberia o inferno que foi para todos nessa cidade, não basta ter lido os jornais ou acompanhado pela tv, só quem viveu sabe o que foi. –Meu tom sobe uma oitava, mas meu rosto é imparcial. – Então quando resolver julgar qualquer um que tenha perdido a cabeça em um evento que levou ao sequestro de sua irmã, e depois ao assassinato de sua mãe, faça um favor a todos... não faça! Isso é mais que muita gente aguenta.
A boca de Palmer estava aberta em descredito. Ele tenta se recuperar.
–Então senhor Palmer, como vai ser?
–Acho que o Sr. Queen tem uma Leoa em pele de cordeiro como assistente, ou melhor, Oliver tem uma Leoa em pele de cordeiro como amiga. Gostaria que você me conhecesse Felicity e visse que eu não sou tão insensível quanto fiz parece. –Sua voz é carinhosa.
Opá! De onde isso tinha vindo?
–Sr. Palmer, não cabe a mim julgar o seu caráter. Simplesmente sei o caráter do o homem com quem trabalho.
–Para quem, você quis dizer? – O olho sem entender. – Para, não com. Você trabalha para ele, em sentido de servir, não com ele no sentido de parceria.
–Como disse, conheço o caráter do homem COM quem trabalho, ele nunca acharia que eu trabalho para ele, trabalhamos em sentido de alcançar um objetivo. – Gente, de onde estava vindo essa Felicity? Eu não sabia, só pedia para ela não me abandonar nessa sala sozinha com Ray Palmer.
–E qual é o objetivo?
–Nesse momento?
–Sim
–Trazer as inovações necessárias para Q.C., eu acho que é objetivo que você partilha conosco, não?
–Ok, Sta. Smaok, você ganhou, a partir de hoje a P.T.A (Presidência de Tecnologias Avançadas) da Q.C. tem carta branca para fazer o que julgar necessário.
–Em nome do Sr. Queen eu agradeço. –Dou minha mão em comprimento, Ray a segura por mais tempo que o necessário.
Quando estava de saída pela porta ele me chama.
–Sta. Smoak?
–Sim? –Me viro para ele.
–Não deixe seu namorado bater em você. –Seu sorriso é amplo, mas eu não entendo. Ele aponta para minha perna. –Se precisar de alguém que a defenda?
–Não sou uma donzela indefesa Sr.
E saio prestando atenção em meu caminho. Agradeço Clare com a cabeça e vou para o elevador. Quando por fim estou sozinha vejo o peso de tudo o que eu disse. Eu tinha acabado de enfrentar o C.E.O da Q.C. e ainda tinha o meu emprego, e parecia que um admirador. Se Oliver soubesse iria ficar uma fera.
Então estávamos nos estabelecendo no hotel, e como era de se esperar, eu não queria que o nosso relacionamento fosse descoberto tão cedo. Eu queria pedir três quartos separados, mas Oliver fez questão de pedir a suíte presidencial do hotel, que é composta de três quarto e uma sala de convivência.
–Oliver! – Eu o repreendo enquanto nós três subíamos pelo elevador.
–Fica tranquila, tudo na conta da Q.C. Quem mandou Palmer me dá carta branca? –Sua voz era contrariada, já que apesar de achar que Oliver iria surtar eu contei toda a ‘conversa’ que tinha tido com o C.E.O. E é claro que ele surtou! –Eu te disse que ele estava afim de você.
–Fala sério Felicity, todo mundo conseguiu enxergar isso. – John diz contendo o riso vendo a cara de homicida que Oliver estava fazendo.
–Tenho que aumentar o grau dos meus óculos. –O tiro do rosto e finjo testa-lo contra a luz.
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