Road Trip

3 Capítulo 3


Notas iniciais
Oi meu povo... Quero agradecer todos os cometários que recebi, vocês são fofos d+

POV Oliver

–Oliver?

­Eu acordo sobressaltado.

–Oi? –Eu não pensei que estava tão cansado, mas ao vê-la tão segura de si na estrada, me deu uma confiança tão grande que eu simplesmente apaguei.

–Precisamos abastecer, e comer alguma coisa. –Ela diz e sorri para mim.

–Que horas são? –Tento me situar.

–Uma e meia. Devemos estar a uma hora de L.A. – Eu a olho espantado, ela tinha tirado pelo menos uma hora de viagem do tempo estimado.

–Dormi de mais. – Tento avaliar aquela mulher ao meu lado que sempre me surpreende.

–Vem vamos comer alguma coisa. –Diz saído do carro.

Sentamos na mesa do restaurante à beira da estrada, e ela está bem descontraída, e eu realmente queria saber qual era o motivo do seu sorriso.

–O que foi?

–Nada. – Ela diz quase no automático.

–Felicity, o que foi? O que é tão engraçado? Eu também quero rir. – Digo tendo persuadi-la.

–Nada, é só essas mulheres todas olhando para você e depois olham para mim com cara de desprezo. Parece se perguntar por que você está acompanhado com uma mulher como eu. Pensando bem acho que não é tão engraçado assim, tá mais para ofensivo. –E seu sorriso some, algo que realmente meche comigo. Como Felicity pode ser tão obtusa com ela mesma.

–Mas não se preocupe. Já estou acostumada.

–Como assim acostumada? –Eu não estou gostando do rumo desse assunto.

–Serio que você quer falar disso agora? –Não desvio o meu olhar. – Oliver, na Q.C. você poderia ter tido varias assistente, cada uma com um currículo melhor que o meu. – Tenho que me concentrar em não ri da sua interpretação. –Todas elas com porte de modelo. E você decidiu escolher a mim. E é claro que elas se sentiram menosprezadas e injustiçadas, todas elas queriam ser ‘A garota do Sr. Queen’. E isso gerou sérios burburinhos nos corredores, e todos os olhares de mulheres desprezadas vieram parar em mim. Elas não sabem o que eu faço com você, nenhuma delas sabem o que realmente fazemos, e elas ficam com inveja do nosso ‘relacionamento’. –Noto o sarcasmo em algumas das suas palavras. E eu não posso deixar de imaginar um real relacionamento com Felicity.

Ela desvia o olhar e eu realmente me sinto indignado com as suas palavras

–Eu não acredito no que eu estou ouvindo. Felicity, você não tem uma real visão de você, não é mesmo? –Seu olhar mesmo atrás dos seus óculos escuros estão de espanto. – Nenhuma assistente da Q.C. tem metade dos atributos técnicos que você tem, nenhumas delas estariam perto de me acompanhar, isso só nas coisas que dizer respeito ao escritório. Você adianta todas as minhas necessidades, resolve todos os meus problemas, antes mesmo de eles realmente existirem, você faz noventa por cento do meu trabalho, mesmo eu não sendo um C.E.O indicado para a empresa, foi você que fez a minha gestão perto do aceitava esse último ano. E quanto os atributos físicos. –Não consigo, por mais que queria, evitar o sorriso surge nos meus lábios, igual a primeira vez que a vi em seu pequeno cubículo na área de tecnologia da empresa. –Você só vê as mulheres te encarando, por que eu vejo os homens meio enciumados também, acho que queriam estar no meu lugar. Fala sério Felicity? – Tento, mas está difícil vê-la se menosprezando. — Você é linda. –Tenho que me concentrar e não transparecer mais ainda do que eu tinha deixado passar.

Ela abaixa o rosto, eu sinto a necessidade de ver aqueles lindos olhos azuis. Levanto o seu queixo e a fito.

–E eu me sinto orgulhoso de ter sempre você ao meu lado.

Eu não sei se deveria ter dito aquilo, mas era o que há tempos eu tinha em mente, e não me aguentei agora.

Eu tenteie formular alguma coisa a dizer, mas o silencio perdurou até voltarmos para o carro.

–Posso dirigir agora? –Digo tentar quebrar a tensão.

–Sinta-se como se o carro fosse seu. – É claro que ela consegue me surpreender.

O dia estava confortável, ela abre a sua janela e sente o sol em seu rosto, procura no painel o botão para ligar o som do carro e a música a tocar nos surpreende, rimos e ela começa a cantar baixinho, e me impressiono comigo mesmo ao começar a cantarola.

A rádio que ela escolheu foi uma que só tocava músicas clássicas, e uma por uma das canções, aquela viagem que tinha começado de uma maneira tão inesperada, foi transformando em uma viagem divertida. Muitas vezes tive que me policiar a manter o olhar na estrada e longe das pernas, muito atrativas, da minha companheira de viagem.

Era evidente a felicidade dela, e era impossível não ser contagiado com cada refrão que ela cantava feliz.

–O que foi? –Ela me pergunta enquanto eu controlo o riso, e ela mesmo se controlando para não ri da minha cara.

–Essa viagem, está longe de ser o que eu esperava.

Felicity se espanta.

–Você deve estar querendo se concentrar, e eu aqui desafinando todas as músicas, eu vou desl...

–Nem pense nisso! –Digo bruscamente, mas meu sorriso não sai do rosto. –Essa viagem está sendo bem melhor do que qualquer plano.

De repente começa a tocar I can’t stop loving you do Van Halen, e ela dá um pequeno grito de felicidade.

–Eu amo essa música! –Fecha os olhos e começa a cantar com perfeição, se entregando a letra.

E eu não aguento, encosto o carro no acostamento e a fito. Quando ela abre os olhos espantada por termos parado, eu estou muito perto dela. No espanto ela arfa, sua língua molha levemente o seu lábio inferior, no momento de expectativa, e eu não aguento mais e a beijo com paixão.

Eu encosto minha testa na sua e ambos estamos com a respiração elevada. Minhas mãos estão em seu pescoço e as dela se encontra indecisa em suas pernas, e pego sua mão direita e coloco em meu peito, e é ela que toma a iniciativa agora, e procura minha boca, com urgência, com posse.

Eu era dela, e ela sabia disso.

Notas finais
E agora, essa viagem vai pegar fogo meu povo. Oliver se derreteu pela nossa Felicity. Me digam o que acharam, ok! Bjs