Road Trip

4 Capítulo 4


Notas iniciais
Meu povo lindo, desculpe os erros, mas estou dopada de ante histamínicos e tá difícil ficar acordada, mas como eu queria muito postar esse capítulo ... Bom espero que gostem.

POV Felicity

Eu não sabia de onde isso tinha vindo, mas era a melhor sensação possível.

Primeiro a liberdade, o vento, o sol, a felicidade e depois aquilo.

Oliver invadindo o meu espaço pessoal, sua respiração tão perto da minha, seus lábios, tão macio e exigente, sua língua que pediu passagem em minha boca. Nosso encontro tanto antes sonhado por mim, e agora superando qualquer expectativa possível.

Sua mão me conduzindo a pega-lo para mim, tomar para mim aquele coração que eu tanto desejei, e que agora ele parecia me entregar.

Mas um beijo, eu o reclamando a ser meu.

Nossa respiração irregular, eu o olho, mas os seus estão fechados, sua testa ainda encostada na minha, eu vejo um pequeno sorriso em sua boca, um sorriso de satisfação, eu sei que é o mesmo que está em meus lábios.

–Eu esperei por tanto tempo. – Ele me diz, beija minha testa, pega a minha mão esquerda entre a sua direita, e volta a atenção para estrada.

Passamos o resto da viagem assim em silencio, não um silencio constrangedor, mas sim um silencio cumplice.

Vez o outra Oliver apertava carinhosamente a minha mão entre a dele, nossas mãos só se separam quando chegamos em Los Angeles.

Paramos o carro em um hotel na parte mais afastada da cidade. Sai e fiz o chequem na recepção, dando uma das identidades falsas que Oliver insistia que eu deveria ter, e pagando em dinheiro a estadia do dia.

–Por favor um quarto com duas camas de solteiro. –Eu digo para uma jovem que parecia não muito satisfeita em ter que aturar um sujeito que a olhava depravadamente. – Desculpe. – Eu chamo a atenção da recepcionista. – Um quarto com duas camas?

–Me desculpe, eu não aguento mais esse cara me encarrando. –Ela deixa claro a sua irritação, e eu sorrio solidaria. – Quarto nove, fica ao fundo da recepção. –Ela diz simpática.

–Obrigada.

Volto para o carro e indico o caminho para Oliver.

Entramos no quarto, que mesmo singelo é bem organizado e parece bem limpo. Deixo minhas coisas em uma das camas e tento começar o meu trabalho, tentando a todo o custo não me deixar levar pela presença de Oliver sentado em sua cama me encarrando, e sorrido.

–Você não está deixando eu me concentrar. –Digo sem tirar os olhos do monitor.

–Eu não estou fazendo nada. –Seu sorriso só aumenta. –Mas para sua informação, você também me tira a concentração.

Oliver por fim coloca a cabeça no jogo, e começa a me passar as informações que tinha conseguido. O resto da tarde passasse assim, nossa cabeça voltada para o trabalho, e eu vejo que isso pode realmente funcionar. Nossa relação como parceiros e nossa relação como casal, se é isso que somos.

Eu não sei mas pensar na possibilidade de um SE me deixa apreensiva. Desde o beijo eu tinha sentido algo realmente diferente entre nós, quase uma linha, que nos unia. Mas colocar rotulo era uma coisa complicada, o que éramos? Parceiros, casal, namorados? Eu estava me sentido uma colegial, que fica escrevendo o sobrenome do rapaz que gosta junto ao seu nome na capa do caderno.

Sra. Felicity Megah Smoak Queen.

Eu balanço minha cabeça tentando tirar aquele pensamento de dentro de mim.

Oliver sai a busca de possíveis suspeito sobre o caso, e durante a noite eu apenas o guiei assim como fazia da comodidade da minha cadeira no clube.

Oliver tinha conseguido algumas pistas e já estava vindo de volta para o hotel, tomo um banho rápido. Não havíamos comido nada desde o almoço.

–Oliver? –Eu o chamo no comunicador.

–Oi?

–Tem como fazer um desvio e trazer uma pizza? –Eu digo rindo.

–Seu pedido é uma ordem. –Ele ri.

Eu saio à noite, e fico esperando em frente da porta, vejo a dois quartos de distância uma máquina de refrigerantes e penso que iria muito bem com a pizza. Tranco o quarto e vou atrás das bebidas. Pego as bebidas, mas antes de voltar um barulho me chama a atenção, mais a frente uma movimentação e um ruído de quem tenta abafar um grito. Sigo tentando não fazer barulho, e quando chego ao local a recepcionista está sendo atacada pelo sujeito de hoje mais cedo.

–Ei solta ela. –Eu percebo que ela está tonta e desesperada. Ele me olha assustado, mas quando vê que sou apenas eu com duas latinhas de refrigerantes na mão, seu sorriso desprezível só aumenta.

–Mais uma Vadia para mim. –Sua voz nojenta se assemelhando a sua aparência. Ele vem a mim.

–Corre! –Eu grito para recepcionista. Ela desnorteada começa a cambalear. –Vai buscar ajuda.

–Você acha que eu vou estar aqui quando a polícia chegar? Nem eu nem você. –Eu começo a correr mais ele é mais rápido que eu e logo iria me alcançar. Pego uma das latinha e jogo em seu rosto, ele desvia da primeira mas eu o acerto com a segunda. –Sua puta, eu vou fazer você pagar por isso! –Ele me alcança e começa a rasgar minha roupa, eu tento usar o que John e Sarah me ensinaram, tento ganhar tempo até a ajuda chegar, mas ele é muito forte.

Sinto suas mãos em minha cintura, e eu sei que aquilo vai deixar marcas.

–Felicity? – Ouço ao fundo a voz de Oliver me procurando.

Mas o sujeito tampa minha boca com a mão.

Eu preciso avisar a Oliver. E com toda a força que eu tinha dou uma mordida tão forte na mão do homem, que consigo sentir o sangue dele na boca.

–Vadia!

–Socorro! –Eu grito por ajuda. Mas suas mãos logo me tampam de novo.

Dou um pizão em seu pé e ele não gosta, me dá um tapa no rosto que me faz cair no chão, Oliver já estava ao meu lado, e quando eu dou conta o sujeito está sendo espancado pela fúria do meu herói.

–Oliver! –Eu o chamo. Se ele não parasse logo o bandido estaria morto. –Oliver para. –Eu pego ele pelo braço. –Vamos embora, a polícia vai cuidar disso. –Ele me olha, eu vejo mil emoções passando pelos seus olhos. Raiva, dor, medo, angustia, fúria. –Por favor, eu preciso de você.

Oliver me pega no colo, e voltamos para o nosso quarto, só o tempo suficiente para tacar tudo no porta-malas do carro, deixar o dinheiro sobre a cama e sair por uma Los Angeles relativamente calma.

Oliver faz chequem em um hotel na beira da estrada. Eu tento parecer calma mas eu estou aterrorizada, ele me ajuda no carro, e me cobre com a sua jaqueta, eu sinto o seu perfume ali, e aquilo sim me deixa mais tranquila, por que eu sei que nada pode me acontecer enquanto eu estiver com ele.

O hotel é bem pior que o anterior, só havia uma cama não muito grande no centro e um sofá bem pequeno no canto.

Eu me esgueiro para o banheiro e tento tirar a sensação das mãos imundas do sujeito sobre minha pele.

Quando saio do banheiro Oliver está de cabeça baixa sentado na cama.

–Você está bem? –Eu pergunto preocupada.

–Era para eu estar perguntando isso para você. –Ele me diz olhando para cima.

–Eu vou ficar bem, mas preciso de você bem para isso, pode fazer isso por mim? –Eu sorrio o encorajando.

–Tudo por você. –Ele diz apenas.

Ele se levanta e me beija a testa. E é a sua vez de tomar um banho. Eu estou com uma camiseta branca e um shorts folgado, sento me na cama e fico ali parada olhando para o nada. Até que eu sito as suas mãos em minha cintura, um toque tão diferente da brutalidade de antes, parece que o seu carinho me tira toda a dor. Eu me aconchego em seu peito e começo a chorar. Oliver está apenas com uma calça de moletom, ele me deita na cama.

–Eu vou ficar no sofá, ok? –Ele diz beijado os meus cabelos.

–Não. –Eu digo me prendendo mais a ele. — Só fica comigo aqui, este bem?

–Eu fico. – Oliver nos cobre com o lençol e me envolve em seus braço.

Notas finais
Que dó da nossa Felicity! E ai o que vocês acharam? Bjs