Notas iniciais
Para os leitores mais lindos do mundo! Obrigado por lerem a nossa fanfic espero que gostem. E comentem o que vcs acharam Xoxo, Snixx, Annie e Queen B.

Depois de um longo ano estudando na Dalton Academy que, antes, era conhecida por apenas aceitar meninos, Elizabeth King, finalmente, voltou a estudar na William McKinley High School.

A família da menina pedira a transferência pois, assim que a Dalton parou de aceitar apenas meninos em suas dependências, começou a ser uma bagunça. De uma das melhores escolas do estado, ela se tornou uma das piores, e aquilo tornava a vida de Lisa um verdadeiro inferno. A menina de longos cabelos castanhos usava colete ortopédico, devido a sérios problemas na coluna, o que só acrescentava ao fato do mundo conspirar contra ela. Além disso, depois que saíra do McKinley, só tivera dois amigos: Jesse e Larissa, duas pessoas que ela teria conhecido em um grupo de auto-ajuda. O menino sofria de problemas com sua sexualidade e a menina sofria com distúrbios alimentares. Lisa começou a frequentar aquele lugar pelos problemas na coluna.

O problema mesmo era que os dois estudavam na Carmel High, ou seja, ela não tinha amigo algum na Dalton. Lisa iria começar o ano estudando na mesma escola dos dois, porém, como seu primo, Chris, estudava no McKinley, seus pais decidiram a matricular ali, e ficou desse jeito.


Louise Miller e Cara Parker andavam pelos corredores da McKinley, sempre com receio de levarem slushies no rosto. As pessoas sempre jogavam slushies nas duas. Eram o padrão de impopularidade que existia naquele colégio, uma só tinha a outra e vice e versa.

— E então, tudo nas ordens? — Cara disse, enquanto fazia uma bola do chiclete azul que estava na boca. Seus longos cabelos loiros estavam presos em um rabo de cavalo desarrumado, como de costume. Usava, ainda, o casado da escola, peça essa que não deixava de vestir um dia sequer, fizesse frio ou calor.

— Do que você está falando, criatura? — Lou, sempre muito certinha, com os cabelos na altura dos ombros divididos perfeitamente no meio, o que irritava a loira profundamente.

— Hierarquia, minha querida. — ela fez um gesto apontando para todos que estavam naquele corredor — Vamos conferir. Aqui, na base da cadeia alimentar, estamos eu e você.

— E aquele pessoal esquisito daquele clube em que as pessoas se fantasiam de personagens. — a morena completou.

— Cale a boca, eu frequento esse clube. E você sabe disso! — a menina deu um empurrão leve na outra, com o ombro — Muito bem, acima de nós duas, tem as pessoas normais, ou que pretendem ser normais. Logo depois, temos os góticos. — ela apontou para algumas pessoas que usavam piercings e maquiagem escura — Depois deles tem o pessoal do clube de teatro.

— Esses são bem dramáticos. — as duas passaram por alguns dos adolescentes daquele clube, com roteiros em mãos, uns ensaiando com os outros.

— Eu que o diga. Muito bem, acima desses tem os surfistas. — um garoto que fazia parte desse grupo passou por entre as duas, esbarrando nelas — Cowabanga para você também, fera!

— Para com isso. — Lou deu uma risada fraca.

— E, então, tem os Deuses do colégio. Os titãs. Aqueles que têm o poder pré-determinado! — ela falava as coisas um pouco alto demais, o que fez a outra ter que a empurrar para que parasse — Ai! Tá, eu paro de gritar. E eles são... Os atletas e as Cheerios! E, claro, os populares natos.

E, realmente, eram esses que mandavam na escola, principalmente as Cheerios. Em especial, dez delas. Regina, Blair, Lola, Katherine, Cher, Patricia, Tracie, Leslie, Natalie e Caroline. Essas dez meninas se auto-titulavam "Fabulous" e, por mais que ter um grupo que se chame 'fabuloso' soe infantil, elas faziam, de algum jeito, com que todos da escola invejassem isso.

Essas dez meninas se diziam melhores amigas, todas elas. Porém, ninguém sabia o que se passava dentro daquele grupo. Talvez, nenhuma delas realmente fossem amigas, mas, isso era algo que ninguém nunca iria descobrir.

— Eu duvido muito que elas não estejam fazendo isso apenas por status. — Lou comentou.

— Também duvido. — Cara completo — Mas dá super certo, não dá?

As duas, que passavam pelo corredor, viram que o professor Paul Albert, que dava aulas de Química, estava pregando uma lista em um dos quadros de aviso que eram colocados em vários espaços diferentes da escola.

— Que lista é essa professor?— a menina de cabelos castanhos perguntou.

— Ah, bom dia meninas,— O homem se virou para elas — essa daí e a lista para se inscrever para o Clube do Coral.

—Desde quando a escola tem um Clube do Coral? — Cara perguntou — Eu não sabia nem que tínhamos quadros de avisos.

— Sabem, meninas, na minha época tínhamos esse clube, e ele me ajudou em diversas coisas.

— Tipo se formar em Química? — Lou disse, irônica.

— Não, Srta. Miller, em coisas da vida. — Sr. Albert respondeu — Eu tive de implorar para que o diretor me autorizasse à trazê-lo de volta. Alguma de vocês gostaria de tentar?

— Ah, Sr. Albert, deve ser muito maneiro, mas eu não canto... — Cara coçou a nuca.

— Posso tentar. — Lou decidiu — Deve ter uma vaga entre todos os clubes que eu frequento.

— Ótima iniciativa, Louise. — o homem sorriu — É só escrever o seu nome neste quadro.

A menina pegou a caneta, amarrada na parede por um barbante, e assinou o papel.

Louise era o tipo de pessoa que gostava de ser a primeira a fazer as coisas, ao contrário de Cara. As duas saíram andando, com destino a aula que teriam.

— Por que não se inscreveu? — ela perguntou para a amiga.

— Não nasci para isso. — a loira disse, e a outra deu de ombros.

— Chris, oi. — Lisa cutucou o primo, que conversava com o melhor amigo — Mason? Nossa, você está... Diferente.

— Ah, oi Lisa. — o menino cumprimentou a prima — Você lembra da minha prima, né Mason?

— Claro, como esquecer? — o moreno deu um abraço na menina, que teve de ficar na ponta dos pés, devido a diferença de altura.

— E então... Está gostando de estar de volta no McKinley? — Chris fez essa pergunta como se fosse forçado, para que a prima não ficasse sem-graça por eles não terem contato algum.

— Preferia ter ido para Carmel, mas tudo na medida do possível, certo? — ela riu sozinha — Aqui tem clubes, não tem?

— Sim! Eu estou nos clubes de Álgebra e Física. Seu primo, por outro lado, está no clube dos esquisitos que se fantasiam. — Mason comentou, levando um soco fraco no braço, por parte de Chris.

— A gente podia se inscrever em algum clube juntos, né? — a menina de colete sugeriu, e recebeu olhares tortos dos dois meninos.

— Olha, Elizabeth... — o primo iniciou, mas foi cortado.

— Lisa.

— Olha, Lisa... Sabe como é, Mason já está nos clubes dele, eu estou nos meus... Acho melhor deixarmos desse jeito, você pode se resolver. — Chris respondeu, deixando bem claro para ela que não queria sua companhia — Puxa, olha a hora, eu e Mason temos que ir.

— Mas... — o outro disse, mas foi cortado pelo outro, que o levava pelo braço — Até depois, Lisa.

A menina virou de costas, e saiu andando pelos corredores. Se nem o primo dela a aceitou de braços abertos na escola, quem a aceitaria? Em que clubes ela poderia se inscrever?

Olhava nas paredes e, de repente, viu um quadro com algumas opções de clubes. "Cheerios", essa lista tinham algumas páginas, todas completamente preenchidas de nomes. Ser líder de torcida não era algo que interessasse à Lisa, e, além disso, o colete ortopédico atrapalharia. Viu, ao lado, "Clube de Drama". Por alguns anos teve como sonho ser diretora de cinema, mas rejeitou esse clube, tendo visto alguns de seus componentes – nada agradáveis, diga-se de passagem – ensaiando em alguns dos cantos da escola.

E, então, parou de checar as outras listas quando viu uma, quase escondida no meio de tantas outras. No topo da página, estava escrito "Clube do Coral" e, embaixo "audições no auditório". Cantar nunca fora um problema em sua vida, afinal, ela tinha uma bela voz. Clubes de coral sempre lhe pareceram algo grandioso, tendo em mente que seus dois amigos da Carmel faziam parte do clube de coral de lá.

A única coisa que surpreendeu Lisa foi que a lista tinha, apenas, um nome compondo-a, e era o de Louise Miller. Louise Miller? Lisa se lembrava dessa garota. Ela sempre andava com aquela outra loirinha, meio 'pancada' da cabeça. Nunca foram próxim
as uma da outra, nem distantes. Mas, o fato de Lou ser sempre a 'dona da razão' irritava Lisa de um jeito indescritível, o que só a incentivou a escrever seu nome na lista do clube do coral.

"Elizabeth King" parecia muito formal, fora que ela detestava Elizabeth. Então, escreveu "Lisa King", logo abaixo do nome da outra.

Se sentindo extremamente confiante, Lisa se virou e, assim que deu o primeiro passo, sentiu seus olhos queimarem. Algo muito gelado fora atirado em seu rosto, e tinha um leve odor de framboesa. Então, percebeu que um dos atletas, ou crianças populares – não conseguia enxergar muito bem pelo líquido estar fazendo seus olhos arderem – teriam jogado um slushie bem em cima dela.

— Que fracasso! — o menino gritou, e saiu debochando, enquanto cutucava um outro que ria junto com ele.

Foi uma das piores sensações que a menina já teria sentido e então, por muita sorte, uma alma bondosa resolveu lhe ajudar, puxando-a para um banheiro feminino que estava um pouco próximo.

— Você vai ter que lavar os cabelos algumas vezes quando chegar em casa, sabe disso, não sabe? — a voz feminina comentou.

— Quem é você? — Lisa perguntou, evitando encostar em seus olhos, que estavam sendo limpados pela outra.

— Eu poderia dizer Deus, — ela riu — mas meu nome de batismo é Cara. Cara Parker, não sei se você lembra de mim... Eu lembro de você, Elizabeth King. Ou Lisa.

— Cara? Ah, a quanto tempo! — Lisa exclamou — Por que está me ajudando?

— Primeiro porque eu não frequento as aulas de Educação Física e, no caso, a aula de agora é a de Educação Física. — ela disse — Segundo, levar slushies na cara é uma merda. Eu e Lou levamos o tempo todo.

— Que droga.

— Pois é. Com o tempo, você aprende a limpar os olhos sem arder.

— Então... A Louise se inscreveu para o Clube do Coral, né? — a morena perguntou

— Sim. Eu não. — Cara respondeu — Por que, está pensando em se inscrever?

— Já me inscrevi. — ela respondeu — As audições são daqui a alguns dias, no auditório.

— Eu sei, Lou me pediu para ir com ela. Já sabe a música que vai cantar?

— Ainda não. Louise sabe?

— Sei lá. — a loira confessou — Bem, eu vou indo. Boa sorte nessa parada toda de Clube do Coral.

— Até mais. — Lisa respondeu, vendo a outra sair pela porta do banheiro.

— Calma, pessoa, vai dar tudo certo. — Cara acalmou Lou, que estava nervosíssima com a apresentação que faria — Até parece que nunca fez isso.

— Eu nunca fiz! — a menina disse.

— É, tudo tem uma primeira vez. — a loira riu, nervosa — Vamos logo.

Já tinha chegado o dia em que ela tentaria uma vaga no Clube do Coral. As duas estavam atrás do palco do auditório, se preparando para atual audição.

— Olha, vai indo ai, eu vou ali para as cadeiras e tal, vou sentar do lado do Sr. Albert, okay? Vai dar tudo certo.

— Tá, tudo bem, só... Me deseje sorte, okay?

— Boa sorte. — a loira disse, entrando no palco.

— Cara? — o professor perguntou, pelo microfone — Você não se inscreveu para fazer a audição.

— Eu sei que não, só estou usando a escada do palco mesmo. — ela deu de ombros, e desceu, indo em direção às cadeiras.

— Muito bem, Louise Miller, pode vir. — ele falou, indicando a Lou que ela poderia se apresentar.

— Muito bem, Lou. — a menina disse para si mesma, olhando no espelho — Simples, é só ir lá e cantar, né?

Mesmo com o nervosismo, ela foi até o centro do palco.

— Olá! Meu nome é Louise Miller, e hoje, eu vou cantar uma música do musical 'Funny Girl', 'My Man'.

— Ae Lou! — Cara gritou, da plateia, que estava sendo ocupada apenas por ela e Sr. Albert, mas, logo, foi silenciada pelo homem.

— Oh, my man, I love him so
He'll never know
All my life is just despair
But I don't care
When he takes me in his arms
The world is bright all right
What's the difference if I say
I'll go away
When I know I'll come back on my knees someday
For whatever my man is
I am his
forever more
Oh my man I love him so
He'll never know

Nessa parte da música, a menina gritava, deixando o professor verdadeiramente impressionado.

All my life is just despair
But I don't care
When he takes me in his arms
The world is bright all right
That's the difference if I say
I'll go away
When I know I'll come back on my knees someday
For whatever my man is
I am his forever more!

A amiga quase pulou da cadeira no final da música, aplaudindo.

— Muito obrigado, Srta. Miller, foi uma ótima apresentação. Amanhã eu vou pregar os resultados no quadro de avisos da escola, sim?

— Amanhã?! A menina arrasou, por que você não diz logo que ela entrou?! — Cara estava afobada na cadeira.

— Acalma ai, Cara. — a menina disse, descendo as escadas do palco — Muito obrigada, Sr. Albert.

Chegou mais perto de onde a amiga estava sentada.

— Vamos embora? — ela lhe disse.

— Não, Lisa King vai se apresentar agora, eu quero ver a apresentação dela.

— Lisa King?

— Elizabeth King, aquela que já estudou aqui e foi pra Dalton.

— Ah, sim, tudo bem, por que você não me contou?

— Sei lá, desconsiderei. — deu de ombros — Senta ai.

As duas se sentaram, lado a lado.

— Muito bem, Srta... Lisa King, pode vir se apresentar.

A menina saiu de trás do palco, usando o colete ortopédico que era forçada a usar.

— Oi, meu nome é Lisa, e eu vou cantar uma música chamada 'Because Of You', da Kelly Clarkson.

— Uma ótima escolha, se me permite dizer. — o professor riu — Quando quiser.

— I will not make
The same mistakes that you did
I will not let myself
'Cause my heart so much misery
I will not break
The way you did, you fell so hard
I've learned the hard way
To never let it get that far
Because of you
I never stray too far from the sidewalk
Because of you
I learned to play on the safe side
So I don't get hurt
Because of you
I find it hard to trust
Not only me, but everyone around me
Because of you
I am afraid
I lose my way
And it's not too long before you point it out
I cannot cry
Because I know that's weakness in your eyes
I'm forced to fake a smile, a laugh
Every day of my life
My heart can't possibly break
When it wasn't even whole to start with
Because of you
I never stray too far from the sidewalk
Because of you
I learned to play on the safe side
So I don't get hurt
Because of you
I find it hard to trust
Not only me, but everyone around me
Because of you
I am afraid
I watched you die
I heard you cry
Every night in your sleep
I was so young
You should have known
Better than to lean on me
You never thought
Of anyone else
You just saw your pain
And now I cry
In the middle of the night
For the same damn thing
Because of you
I never stray too far from the sidewalk
Because of you
I learned to play on the safe side
So I don't get hurt
Because of you
I tried my hardest just to forget everything
Because of you
I don't know how to let anyone else in
Because of you
I'm ashamed of my life
Because it's empty
Because of you, I am afraid
Because of you
Because of you

Cara, novamente, bateu palmas de pé. Lou, por outro lado, só ficou sentada.

— Ela é muito boa! — a loira comentou, se sentando.

— É, pode ser. — a outra disse, com indiferença.

— Olha, muito bem. — Paul falou — Ótima apresentação. Amanhã saíram os resultados, tudo bem?

— Muito obrigada, Sr. Albert. — ela sorriu e desceu as escadas.

— Por que você não tenta? — Lou se virou para Cara.

— Eu? Até parece. — respondeu, arrumando o cabelo em um coque caído.

— E ai meninas? — Lisa cumprimentou-as, se aproximando.

— Hey, Lisa, né? — Louise chamou-a, e ela assentiu — Você não acha que a Cara, aqui, deveria tentar?

— Claro, por que não? — ela respondeu — Vai lá.

— Mas eu nem me inscrevi, gente. — a outra usou como desculpa.

— Cala boca, é só ir lá, até parece que o Paul vai dizer alguma coisa. — Lou lhe falou.

— Tudo bem, então eu vou. — ela se levantou, e andou até o palco — E ai, professor, tudo beleza com você?

— Você acha que ela vai enrolar ou vai mesmo cantar? — Lisa sussurrou para Lou.

— Talvez. — respondeu, cruzando os braços — Nunca duvide de Cara Parker.

— Srta. Parker, o que está fazendo? — Paul Albert perguntou, enquanto escrevia coisas em um papel.

— Então, não ia ser bacana se você liberasse pra eu cantar né? — disse, sem jeito.

— Ah, Srta. Parker, você não me disse qu
e você não cantava? — ele riu, sarcástico.

— As pessoas mentem, vai deixar ou não eu entrar no seu Clube? — ela também riu, já de braços cruzados — Ou pelo menos tentar, né.

— Prossiga. — ele deu um sorriso irônico.

— Meu nome é Cara Parker e eu vou cantar uma música bacana pra vocês, viu?

— Se possível, rápido.

— Pras outras você disse "Quando você estiver pronta"! Que injustiça.

— Só canta logo, Cara.

— Tudo bem, professor. — riu.

Se preparou no microfone e começou a cantar.

— Nice to meet you, where you've been?
I could show you incredible things
Magic, madness, heaven, sin
Saw you there and I thought
"Oh, my God, look at that face!"
You look like my next mistake
Love’s a game, wanna play?
New money, suit and tie
I can read you like a magazine
Ain't it funny? Rumors fly
And I know you heard about me
So hey, let's be friends
I'm dying to see how this one ends
Grab your passport and my hand
I can make the bad guys good for a weekend
So it's gonna be forever
Or it's gonna go down in flames
You can tell me when it's over
If the high was worth the pain
Got a long list of ex-lovers
They'll tell you I'm insane
'Cause you know I love the players
And you love the game
'Cause we're young and we're reckless
We'll take this way too far
It'll leave you breathless
Or with a nasty scar
Got a long list of ex-lovers
They'll tell you I'm insane
But I've got a blank space, baby
And I'll write your name
Cherry lips, crystal skies
I could show you incredible things
Stolen kisses, pretty lies
You're the King, baby, I'm your Queen
Find out what you want
Be that girl for a month
Wait, the worst is yet to come, oh no
Screaming, crying, perfect storms
I can make all the tables turn
Rose garden filled with thorns
Keep you second guessing like
"Oh, my God, who is she?"
I get drunk on jealousy
But you'll come back each time you leave
'Cause, darling, I'm a nightmare dressed like a daydream
So it's gonna be forever
Or it's gonna go down in flames
You can tell me when it's over
If the high was worth the pain
Got a long list of ex-lovers
They'll tell you I'm insane
'Cause you know I love the players
And you love the game
'Cause we're young and we're reckless
We'll take this way too far
It'll leave you breathless
Or with a nasty scar
Got a long list of ex-lovers
They'll tell you I'm insane
But I've got a blank space, baby
And I'll write your name
Boys only want love if it's torture
Don't say I didn't say, I didn't warn ya
Boys only want love if it's torture
Don't say I didn't say, I didn't warn ya
So it's gonna be forever
Or it's gonna go down in flames
You can tell me when it's over
If the high was worth the pain
Got a long list of ex-lovers
They'll tell you I'm insane
'Cause you know I love the players
And you love the game
'Cause we're young and we're reckless
We'll take this way too far
It'll leave you breathless
Or with a nasty scar
Got a long list of ex-lovers
They'll tell you I'm insane
But I've got a blank space, baby
And I'll write your name


Tanto Lou quanto Lisa aplaudiram a menina, boquiabertas. Até o professor parecia impressionado.

— Qual é, gente, eu deveria ter ganhado um Grammy por essa apresentação, podem parar de fazer essas caras de espanto.

— Bem, Srta. Parker, devo confessar que não esperava isso vindo de você. Foi uma ótima apresentação e... — Paul falava, mas foi cortado.

— E os resultados saem amanhã, já sei.

— Mason Carter adorou essa homenagem que você fez a ele, Cara. — Louise falou, até um pouco auto demais.

— Cale a boca. — a loira desceu do palco e foi até as outras — Vamos embora, sei lá, pra uma sorveteria?

— Pode ser, eu quero até entender essa história sua de Mason Carter. — Lisa aceitou a proposta.

— É, é uma longa história, pode acreditar. — a morena riu.

— Longa até demais. — Cara disse, revirando os olhos.

— Então quer dizer que você era apaixonada por ele?! — Elizabeth riu, alto, enquanto dava uma colherada em seu sorvete.

— Perdidamente. — a loira riu — Eu chegava a ser até psicopata. Digamos, assim, que eu era hopelessly devoted to Mason Carter.

— Você não se lembra? Você era super amiga dele, e ele odiava ela. — Lou comentou.

— Não mesmo, Mason nunca te mencionou. — Lisa confessou.

— Seria novidade se ele mencionasse. — Cara revirou os olhos — Mas, e aí, porque resolveu se mudar de volta para o McKinley? Pensei que a Dalton era ótima.

— Só pensou mesmo, a Dalton já foi ótima, até ela começar a aceitar meninas. Começou a virar um verdadeiro caos, e as pessoas me detestavam.

— Por que? — Louise se arriscou a perguntar.

— Já olhou pra minha coluna? — ela apontou para si mesma — Eu comecei a usar essa desgraça desse colete ortopédico logo que me mudei para lá, e as pessoas me viam como, sei lá, alguém com uma doença contagiosa, e ninguém quer ser amigo de alguém que tem uma doença contagiosa, certo?

— Que merda, bando de cabaços. — Cara cruzou os braços.

— Pois é. Ai eu comecei a frequentar um grupo de apoio e conheci duas pessoas muito legais, e elas estudam na Carmel. Eu ia pra lá, mas meus pais decidiram de última hora que eu voltaria para o McKinley. — ela suspirou — E aqui estou eu.

— O pessoal da McKinley é cruel, sabe? — Lou comentou — Eles levam isso de 'hierarquia' muito a sério. Eu e Cara somos a base da cadeia alimentar, ou seja, todo e qualquer slushie acaba sempre na nossa cara.

— Ela levou um hoje, Lou. — a loira contou.

— Que merda, bem-vinda ao clube.

— Vamos parar de falar de desgraças e focar em um assunto melhor: Ricky. — a loira riu, e Louise pareceu incomodada — Qual é, Lou, a gente já falou dos meus hopelessly devoted, vamos para os seus.

— Como assim? — Lisa riu, interessada.

— Cale a boca, eu não gosto dele. — a morena revirou os olhos, e Cara deu uma risada sonora.

— E eu sou um unicórnio, né? Cai na real, todo mundo já sabe, Lou. — e se virou para Lisa — É o seguinte, a nossa amiguinha Lou, aqui, tem essa precipício por um bastardo chamado Ricky. Ela gosta dele desde, o que, a quinta série? Esse menino é o cúmulo, vive jogando slushies na minha cara, mas a Lou continua babando cada vez que ele passa.

— E por que isso? — Elizabeth riu.

— Porque ela come cocô, sei lá.

— Cale a boca, okay? — a morena se incomodou — Eu não gosto dele. Você não tem provas!

— Você quer algumas? — Cara desafiou.

Lou abriu a boca para responder, porém, hesitou.

— Não, obrigada. — respondeu, por fim, se conformando que realmente gostava do tal menino.

As três riram e, conversa ia e via, até que deu o horário e elas tiveram que voltar cada uma para sua devida residência.

Chegara a hora do tão esperado resultado. Elas saberiam, agora, se tinham passado, ou não, para entrar no clube do coral.

— Venham logo, suas lerdas! — Louise corria, afobada — Vocês duas são muito lerdas!

— Calma, Lou, os resultados não vão sair da parede! — Cara disse, e estava junto de Lisa, logo atrás de Lou.

— Calma nada! — ela exclamou.

— Afobada. — Lisa disse, fazendo a loira rir.

As três, então, chegaram no lugar aonde estava, até o dia anterior, a folha das inscrições. Em seu lugar, tinha sido posto um aviso escrito "Alunos que se inscreveram, favor se encontrarem no auditório para o grande aviso".

— Caramba, ele está de sacanagem que vai me fazer andar até a porcaria daquele auditório! — Cara reclamou.

— Para de reclamar e corre pro auditório! — Louise puxou as duas pelas mãos — Vou ter que carregar vocês duas, de tão lerdas.

Então, as três correram até o tão esperado auditório e, para surpresa maior, não eram as únicas que estavam lá. Duas outras figuras se encontravam logo em cima do palco: Mason Carter e Chris Hartley.

— O que Tweedle Dee e Tweedle Dum estão fazendo aqui? — Cara perguntou aos dois.

— Digo o mesmo sobre vocês duas. — Chris respondeu — E olá, Lisa.

— A gente está esperando o resultado do Clube do Coral. — Louise respondeu.

— Nós também. — Mason comentou.

— Não sabia que vocês tinham se inscrito. — Lisa disse.

— A gente também não sabia que você tinha se inscrito. — Chris respondeu.

— Ah, que bom que vocês cinco chegaram! — o professor Paul Albert apareceu — Fico muito feliz em anunciar que todos os cinco estão dentro!

Todos se entreolharam, um sentimen
to de felicidade com surpresa dominava o espaço, porém, todos continuaram em silêncio.

— Muito bem... Não era bem essa a reação que eu esperava. — o professor deu de ombros — Como primeira canção, eu queria lhes entregar essa música.

Ele passou entregando um papel para cada um com a letra da música, que era We Are Young.

– Podem começar. — ele sorriu e todos se entreolharam mais uma vez, antes de começarem.

— Give me a second I
I need to get my story straight
My friends are in the bathroom
Getting higher than the empire state
My lover she's waiting for me
Just across the bar
My seat has been taken by some sunglasses
Asking about a scar
And I know I gave it to you months ago
I know you're trying to forget
But between the drinks and subtle things
The holes in my apologies
You know I'm trying hard to take it back
So if by the time the bar closes
And you feel like falling down
I'll carry you home
Tonight
We are young
So let's set the world on fire
We can burn brighter
Than the sun
Now I know that I'm not all that you got
I guess that I, I just thought maybe we could find a ways to fall apart
But our friends are back
So let's raise a cup
Cause I found someone to carry me home
Tonight
We are young
So let's set the world on fire
We can burn brighter
Than the sun
Carry me home tonight
Just carry me home tonight
Carry me home tonight
Just carry me home tonight
The moon is on my side
I have no reason to run
So will someone come and carry me home tonight
The angels never arrived
But I can hear the choir
So will someone come and carry me home
Tonight
We are young
So let's set the world on fire
We can burn brighter
Than the sun
So if by the time the bar closes
And you feel like falling down
I'll carry you home tonight.

Notas finais
E ai? Gostaram? Não? Comentem! Beijos :3