Rizzoli And Isles - Life As We Know It

17 Capítulo 17 - Operação Procurando uma Babá


Notas iniciais
Olha eu que linda postando o capítulo antes de completar uma semana, mas é que esse capítulo é especial e eu tinha que postar ele antes. Mentira, não é não, é que eu terminei de escrever ele antes mesmo. Tenho nada a dizer não... Só queria agradecer vocês por me lerem, comentarem, essas coisas todas ae, caso contrário não teria nem graça. Obrigada gente =) Ótima leitura!

A relação de Jane e Maura não poderia estar melhor. As coisas tinham voltado a ser como eram antes, como naquela época quando elas resolveram dar uma trégua, só que com um bônus de que agora elas eram um casal e se dependessem do humor, boa vontade e especialmente do amor das duas isso não mudaria nunca mais, elas não passariam mais nenhum minuto separadas, elas seriam a família que tinham resolvido ser.

– Olha o que eu acabei de receber.

Disse Maura totalmente animada entregando um envelope para Jane. A morena que estava preparando um sanduíche parou o que estava fazendo, pegou o envelope e o abriu.

– Um evento para legistas? – Maura fez um afirmativo com a cabeça com um imenso sorriso. – Isso é maravilhoso, Maura! Sei que você não tem contato com nada do tipo desde que voltou para Boston, acho que vai ser legal para você. – Jane disse sinceramente também com um sorriso. Queria que Maura pudesse voltar a sua vida normal, não completamente, claro, pois muitas coisas tinham mudado, mas ela voltar a trabalhar com o que gostava ou ter contato com as pessoas que tem o emprego em comum com ela não seria má ideia. – Pode ir despreocupada que não vai ser trabalho nenhum cuidar do TJ.

– Cuidar do TJ? – A loira perguntou confusa. – Eu estava pensando em te levar comigo Jane.

– Você sabe que eu odeio essas coisas, Maura.

– Como você odeia se você nunca foi?

– Eu não sou legista e pelo que eu me lembre, eu odiava ir para museus ou aqueles jantares e festas chatas que seus pais davam que você fazia questão de me levar quando namorávamos. Prefiro ficar cuidando do TJ.

– Por favor Jane, vai ser divertido, além do que você vai entender um pouco do que eu faço.

– Eu não sei o que você fazia em Londres, mas aqui o que eu entendo de um legista é eles nos ajudam com os assassinatos já que é graças a autópsia deles que temos uma direção, tudo bem que com esses últimos legistas que vem passando pelo Departamento não está fácil, mas... Acho que você vai se divertir melhor indo sem mim.

– Por que você acha que essa desculpa de que eu vou me divertir mais sem você vai funcionar agora, sendo que não funcionava quando éramos adolescentes?

– Mas Maura... – Disse com uma voz chorosa. Sabia que não ia conseguir vencê-la a não ser que usasse uma desculpa melhor. – Se eu for quem vai cuidar do TJ? Minha mãe foi visitar uma amiga e só volta sábado para o tal churrasco que você resolveu dar e seus pais também estão viajando e também só vão voltar no dia do churrasco.

– Talvez seja a hora de acharmos uma babá.

– Pensei que as babás que as mães do parquinho passaram os números são indisponíveis sexta a noite.

– Podemos achar nossa própria babá.

Definitivamente Jane não se livraria de ir para o tal evento que reuniria dezenas de legistas do mundo inteiro e de brinde ainda teria que procurar uma babá que prestasse para TJ. Ainda não tinha mudado de ideia sobre Maura voltar a sua vida normal, mas em certas coisas não era necessário incluí-la, mas fazer o que, a Operação Procurando uma Babá iria começar. Pois é... Beth tinha dado esse nome quando Jane comentou e novamente ela usou a desculpa que não tinha tempo para arranjar um nome melhor, que o importante era encontrar uma babá.

– Mãe eu preciso desligar agora, tudo bem? -... – Não mãe! -...- Ta bom! Ta bom! Tchau! – Desligou o celular. Jane e Maura que estavam escutando a menina conversar no celular tinha mais de 10 minutos a encaravam sem nem ter o que dizer, pois presenciar toda aquela conversar não tinha sido agradável. – Desculpa. Minha mãe fica louca quando tem que cuidar dos meus irmãos sozinha.

– Qual sua experiência em cuidar de crianças, Ruth? – Jane perguntou, mesmo já sabendo que jamais colocaria aquela menina para cuidar de TJ.

– Eu tenho 7 irmãos, então basicamente são sete vezes mais de experiência do que qualquer outra babá. Na realidade eu ainda sou babá deles, pois minha mãe trabalha em um bar de strip, então... E ás vezes que eu tiver que cuidar do filho de vocês eu vou ter que trazer os 3 mais novos, mas eles são uns anjos, olhem...

A garota colocou um vídeo para passar em seu celular e mostrou para as duas que ficaram completamente horrorizadas com o que viram, pois as duas crianças mais novas só faltaram colocar fogo na casa nos trinta segundos de vídeo que elas tinham visto e provavelmente a criança mais nova só não ajudou porque ainda não andava. Se já tinham descartado a possibilidade de a contratarem só com um telefone de sua mãe, imagine depois desse vídeo.

– Nós te ligamos com uma resposta, tudo bem Ruth?

Jane disse tentando mascarar todo o pavor que estava sentindo naquele momento e o que ganhou foi um olhar aterrorizado de Maura como se perguntasse se aquilo era sério, se ela ainda teria coragem de ligar para essa menina depois de tudo que já tinham ouvido e visto.

***

– Vimos no site que você cuida de bebê desde os seus 16 anos, mas ficou com um intervalo de três anos sem cuidar de nenhum. Por quê? – Maura perguntou gentilmente. Estava otimista, o currículo da mulher era maravilhoso.

– É que eu passei um tempo em uma casa de repouso. Eu tinha pegado um trabalho de período integral para ser babá de trigêmeos. Falaram que eu surtei, mas eu não lembro disso, eu só lembro de acordar em uma camisa de força, em um quarto com as paredes todas brancas e não conseguia ouvir a palavra bebê. Mas está tudo bem agora, falaram que eu posso voltar a trabalhar aos poucos, mas o bebê não pode chorar, senão eu tenho que me retirar da casa gentilmente antes que eu tenha outro ataque.

A mulher falava tudo aquilo com uma tranquilidade que Jane pelo que entendia muito de piada, estava esperando que a mulher começasse a rir dizendo que tudo aquilo era uma brincadeira, que ela só era uma babá bem humorada, mas ela não o fez.

– Os médicos te liberaram para voltar a trabalhar aos poucos como babá?

– Não. Eles falaram para eu trabalhar de outra coisa, mas eu nunca trabalhei de outra coisa, então...

Para chegarem a decisão óbvia de que não contratariam aquela mulher para cuidar de TJ o menino começou a chorar, fazendo com que a mulher se levantasse gentilmente do sofá em que estava sentada, já deixando vários tiques nervosos a amostra começando com seus olhos que começaram a piscar de uma forma estranha e ela se dirigindo até a saída da casa dizendo que quando o bebê parasse de chorar elas poderiam ligar para ela.

***

– Desculpe o atraso, mas é que eu estava resolvendo uns problemas da faculdade e... Jane?

Maura que já teve a impressão que tinha visto aquela garota em algum lugar, não deixou de se surpreender quando aparentemente ela conhecia a Jane, mas parecia que a morena não lembrava muito da garota, pois estava com um olhar de confusão.

– Sou eu Jane, Claire. Nós transamos há alguns meses. Bem que eu sabia que eu já tinha vindo nessa casa. Continua um amor o bebê de vocês? Por que meu irmão é muito insuportável. – Revirou os olhos. – Não tenho paciência. Aliás... Vocês não estão juntas ainda não né? Por que eu acho que te devo um pedido de desculpas Jane. Pensei que eu não ia curtir namorar alguém bem mais velha que eu, mas então sai com garotas da minha idade e não deu muito certo não, acho que preciso na minha vida alguém madurada como você, então se você quiser podemos marcar de sair qualquer dia desses e...

– Eu acho que é melhor você ir. – Disse Maura tentando não se exaltar. – Você não vai tomar mais nenhum suco de laranja meu e muito menos dormir com a minha namorada.

– Mas...

A garota resolveu que era melhor ir embora, pois estava pensando que a qualquer momento Maura ia ir pra cima dela agredi-la. Jane só observava tudo segurando o riso, nunca se cansava de ver Maura com ciúmes.

***

– Desculpa o atraso da minha amiga, mas ela me mandou uma mensagem no whatsapp e disse que já está chegando.

– Não tem problema. – Disse Maura com um doce sorriso. – Jane também está atrasada, então... É Naiade, certo?

– Pode me chamar de Nai ou se preferir Princess Nai como todos meus amigos me chamam.

– Princess Nai? – Maura perguntou confusa. – Você veio de alguma família real?

– Uhum... – Disse fazendo um positivo com a cabeça. — Eu tenho um reino onde fica meu castelo que eu recebo até meus amigos plebeus quando tem alguma festa, REAL! – A loira continuou a olhando com um olhar de confusão, algo que Nai entendeu como um olhar de repreensão. – Tudo bem! Sou princesa em um mundo na minha cabeça. Não podemos mais nem ser felizes nesse mundo que já querem criticar nosso modo de sermos da realeza.

Maura não sabia o quão difícil seria encontrar uma babá e já estava desanimada com a procura, pois parecia que só mandavam gente louca ou sem experiência para a entrevista, mas como Jane e a amiga de Naiade estavam atrasadas para a entrevista não faria mal nenhum, mesmo com a confusão que a garota já tinha lhe causado nos primeiros minutos de conversa, adiantar um pouco a entrevista e dependendo de como fosse nem iria muito longe com a mesma, o que ela já estava convencida que aconteceria.

– Qual a sua experiência em cuidar de crianças?

– Tenho muita. Na verdade eu e minha amiga temos, pois cuidamos das crianças juntas. Sabe... Ela troca as fraldas enquanto eu esquento a mamadeira, pois não é muito seguro ela perto do fogão não, mas somos confiáveis, se quiser temos várias referencias.

A loira já ia emendar outra perguntar para a garota, mas TJ começou a chorar. Ela já estava prestes a levantar do sofá para pegar o menino que estava no cercadinho próximo a elas, mas Nai pediu permissão para pudesse pegar o menino, normalmente Maura não deixaria, mas a garota parecia ser inofensiva, mesmo com suas ideias malucas e querendo ou não ela precisava ver um pouco de alguém na pratica, ver se podia realmente confiar o TJ a alguém por algumas horas, então permitiu que Nai pegasse o bebê, que impressionantemente no mesmo segundo que foi ao colo dela parou de chorar.

– Desculpa o atraso gente! – Disse Karoline, a amiga de Naiade entrando na sala.

– Que demora Karol! Você tava aonde?

– Em casa ficando exaltada com minhas séries no twitter, pensei que você tivesse visto meus tweets. Mas é que também o tempo tava meio nublado hoje, e pelo Sol eu não consegui ver direito, ai eu acho que perdi alguns minutos, mas pra mim eu tava no horário, até você me mandar aquela mensagem no whatsapp e eu ver que estava atrasada.

Se Maura pensava que Nai a confundia, pois bem, ela tinha acabado de conhecer a Karol que lhe confundiu mais ainda, já que pelo que ela se lembrava, o dia estava completamente ensolarado sem nem indício de chuva, mas era melhor não entrar nesse assunto.

– Então você é a Karoline?

– Mas pode me chamar de Karol ou de Buu. – Mais olhares de confusão de Maura. A dupla parecia que era ótima em deixar alguém confusa. – O Buu surgiu porque eu fico muito na moita no twitter e sempre apareço do nada ou dando retweet ou favoritando algo e também Buu é bem menor que Karol fantasminha camarada. – Maura estava começando a cair em si que era melhor ficar sem entender metade do que elas falavam, pois não ia conseguir entender mesmo. – Esse é o TJ? – Pegou o garoto do colo da Nai. – Tão fofo gente!

Maura tinha que admitir que estava surpresa com as garotas, as duas podiam ser nonsense, mas aparentavam gostar mesmo de crianças e que sabiam sim cuidar de um bebê, tirando que parecia que TJ tinha realmente gostado delas, então elas serem nonsense não prejudicaria em nada, levando em consideração que Beth também era desse jeito e cuidava muito bem do TJ.

– Ei! – Disse Jane entrando na sala. – Desculpa o atraso, mas é que tava uma loucura no departamento hoje. – Deu um rápido beijo em Maura. – Olá meninas!

– Você chegou na hora certa Jane, eu já estava conversando com as meninas sobre...

– Nai é ela! – Disse Karol apontando para Jane que a olhou assustada. – É ela Nai!

– Ela quem...? – Naiade deu uma segunda olhada em Jane. – Nossa! É ela mesmo!

– Desculpa... Mas sou eu o que? – Jane perguntou receosa já sabendo que não ia gostar nenhum pouco da resposta. Maura olhava tudo sem dizer nada, só esperando aonde aquilo daria, mesmo já imaginando.

– Você não lembra da gente? – Perguntou Nai. – Da pizzaria? Você estava com uma amiga sua ruiva...

– Eu estava bêbada? Por que eu realmente não estou lembrada...

– Não, você não estava bêbada. – Respondeu Karol indignada. Não estava acreditando que a morena não se lembrava delas. – Você disse que ia nos ligar no dia seguinte!

– Eu... Eu disse? – Jane perguntou apavorada. Não era possível que tinha passado de todos os limites possíveis. Pelo que se lembrava do perfil que tinha visto delas, uma das duas não tinha nem 18 anos. Maura continuava só acompanhando, estava perplexa demais para que pudesse dizer alguma coisa. – Vocês tem certeza?

– Claro que a gente tem certeza! – Disse Karoline. – Por sua culpa o computador da Nai ainda não foi arrumado.

– O... O computador? Que computador?

– O meu computador! Você disse que se déssemos o número da nossa amiga para sua amiga ruiva você mandaria um técnico na minha cada para arrumar meu computador, de graça. Mas você nunca ligou para pegar o meu endereço.

– Desculpa Maura. – Karol disse entregando o TJ para a loira. – Deu pra perceber que você é uma ótima pessoa, mas essa pessoa ae nem tanto. Se ela não cumpriu a palavra nem em nos arrumar um técnico como vamos saber se vamos receber depois de cuidar do filho de vocês?

– Pois é... Precisamos do dinheiro pra arrumar meu computador, porque não dá pra eu ficar assistindo séries com a buu, ela é muito exaltada. Desculpa.

– Mas meninas...

Maura não sabia nem o que dizer, tanto que quando viu as meninas já estavam no meio do caminho para ir embora.

– Ah... – Disse Nai voltando para a sala. – E nossa amiga odeia sua amiga porque ela nunca ligou de volta. Vocês duas são duas ridículas!

E dessa vez elas deixaram a casa para nunca mais voltar. Jane praticamente se jogou no sofá de tão aliviada que ficou por saber que a única coisa errada que ela fez foi não mandar um técnico arrumar o computador das meninas.

– O que foi? – Perguntou ao ver que Maura lhe encarava com a cara fechada.

– Você consegue que as mulheres te odeiam até quando você não dorme com elas. Como isso é possível? Por sua culpa perdemos as nossas babás perfeitas!

– Mas...

Não conseguiu concluir a frase, pois Maura já tinha virado as costas e subido com TJ. Pois é... Ela tinha o dom de fazer as mulheres lhe odiarem.

***

– Nada? – Jane perguntou ao ver a cara de desanimada de Maura ao colocar o telefone em cima do balcão. A loira fez um negativo com a cabeça. – E se ligássemos para aquela garota de ontem...?

– Jane aquela garota era uma viciada em drogas, era capaz de usar as fraldas do TJ para fazer... Como vocês chamam? Um baseado. Por que você não pede para a Beth?

– Por que ela está presa em um caso super complicado com o Frankie e eu acho é pouco, porque se ela não tivesse me trocado por ele já estaria livre há muito tempo. – Disse com um sorriso irônico. – Por que você não liga para a Julie?

– Por que ela deve ter planos para amanhã, não quero atrapalhar.

– Tudo bem. Então eu vou ao mercado comprar mais cervejas porque minha noite com o TJ amanhã vai ser muito boa, pois você não vai faltar nesse evento.

Maura suspirou vencida. Não queria deixar de ir para o evento, mas também queria que Jane a acompanhasse. A morena já pensou que tinha ganhado aquela batalha, que ficaria em casa assistindo qualquer porcaria na televisão com TJ, mas infelizmente Maura era muito persistente e ela viu sua namorada pegando o telefone para fazer uma última tentativa.

– Doutora Rosewater!

– Julie, oi! Como você está?

– Cheia de crianças ao meu redor até às 20 horas. – Disse em tom divertido arrancando risos de Maura. – E você?

– Só com o TJ em tempo integral mesmo. – Devolveu em tom de brincando dessa vez arrancando risos da amiga. – Julie deixa eu perguntar... Você tem algum plano para amanhã a noite?

– Tirando colocar minhas séries em dia... Não, por quê?

– Será que você poderia colocá-las em dia aqui em casa e ter o TJ como companhia? Porque eu recebi o convite para esse evento de legistas e eu com a Jane passamos a semana inteira procurando por babás, mas não achamos nenhuma. Prometo que depois vou te compensar por isso.

– Não vai ter nada pra me compensar Maura, depois dos meus sobrinhos TJ é a criança que eu mais gosto de passar um tempo, além do mais sábado vou levar as pestes para o seu churrasco e eu tenho certeza que eles vão quebrar metade da sua casa, então já vou começar meu pagamento adiantado sabe...

– Ás 19 horas está bom para você?

– Está perfeito.

– Obrigada Julie! – Disse Maura não se aguentando de felicidade. – Mesmo que seus sobrinhos quebrem minha casa inteira no sábado prometo que vou te compensar. Obrigada mesmo! Tchau. – Desligou o telefone. – Pronto! – Disse com um imenso sorriso, mas viu que sua namorada não compartilhava do mesmo entusiasmo e que não estava sorrindo. Se aproximou de Jane e lhe deu um beijo. – Vai ser divertido!

– Uhum... Claro que vai.

O sarcasmo era evidente, mesmo quem não conhecia Jane sabia que ela já estava odiando tudo, mas iria do mesmo jeito, pois amava a Maura e também porque a namorada a obrigaria.

***

Como toda mãe de primeira viagem Maura deixou todas suas mil e uma instruções sobre como cuidar do TJ, mesmo que Julie já tivesse feito aquilo também mil e uma vezes, mas claro que aquilo era diferente, tirando com Angela e sua mãe, Maura nunca tinha deixado TJ mais de uma hora com alguém, nem com a própria Julie, então ela precisava dar uma dessa de mãe preocupada que não quer deixar o filho. Julie levou tudo numa boa e ainda ficou se segurando para não rir junto com Jane. A morena achava fofa a preocupação da namorada, mas não deixava de achar engraçado e exagerado e se sua mãe ainda tinha essa preocupação toda com os filhos sendo que eles tinham mais de 30 anos, porque Maura não podia ter com um bebê, não é verdade?

Depois de muitas instruções e inúmeros beijos de despedida, Jane finalmente conseguiu com que Maura saísse de casa para elas irem ao tal evento, algo que ela ficou se perguntando depois o porquê de ter feito, já que se elas se atrasassem a morena se livraria de ficar mais tempo no evento, mas depois levou em consideração que ela era uma boa namorada e não iria fazer uma coisa dessas. Mentira! Ela tinha outros motivos para não deixar com que acontecesse um atraso.

– Ah não Maura! – Disse Julie caminhando até a porta para abri-la já que alguém tinha tocado a campainha. – Se você voltou cedo só porque acha que...

Julie quase caiu pra trás quando ao abrir a porta viu que não era Maura quem batia, na realidade ela poderia esperar qualquer pessoa, menos a que estava parada ali em sua frente.

– Eu vou matar a Jane!

Claro que Beth quase caiu para trás também, mas diferente de Julie, ela conseguiu mascarar muito bem sua surpresa em ver a ex-namorada ali em sua frente, diferente da própria Julie que ficou pálida, pois Elisabeth poderia estar evitando esse encontro desde que tinha visto a loira no restaurante, mas Julie não fazia a mínima ideia de que a ex-namorada estava em Boston e muito menos que conhecia Jane e Maura.

– Por que eu ainda fico surpresa? – Julie perguntou para si mesma depois de se recuperar um pouco do choque de estar ali diante de Elisabeth. – Claro que você é a Beth melhor amiga da Jane. Quem mais dormiria com a namorada de uma amiga não é verdade?

– Meu Deus! Não rola nem um “boa noite” antes? – Não esperou nem que Julie a convidasse para entrar, mesmo porque sabia que ela não iria e já foi entrando na casa. – Cadê a Jane?

– Jane saiu com a Maura. Se você quiser eu digo que você passou por aqui.

– Como assim ela saiu com a Maura? Ela me ligou dizendo para que eu viesse aqui cuidar do TJ.

– Acredito que você chegou uma hora e meia atrasada. – Julie abriu mais a porta. – TJ não precisa de duas babás, então... – Apontou com a mão para a saída.

– Olha... – Beth foi se encaminhando até a cozinha o que obrigou Julie a fechar a porta e ir atrás da ruiva. – Eu desmarquei todos os compromissos que eu tinha para hoje pra dar uma de babá, então... – Abriu a geladeira e pegou uma cerveja de lá. – Podemos pedir uma pizza. A última vez que eu lembro que comi foi na hora do almoço, estou morrendo de fome. – Tomou um gole da cerveja. – Você ainda gosta daquela pizza peruana que de peru não tem nada nela já que é atum, cebola e queijo? Podemos comer dela, tem nada não.

– Tenho certeza que com um telefonema você pode salvar um de seus compromissos.

Julie não estava nenhum pouco confortável com a presença de Beth ali. Sempre imaginou que eventualmente esse reencontro acabaria acontecendo, pois o que ela tinha aprendido com o longo dos anos é que o mundo é muito pequeno, mas talvez ela ainda não estivesse preparada.

– Nem... Não estava muito a fim de sair hoje também não, trabalhei a semana inteira sem parar. Prefiro comer uma pizza tomando cerveja e assim podemos colocar a conversa em dia. Você ta mais bonitinha sabia? Cadê os óculos e o aparelho? Fiquei jogada quando vi que você não estava usando mais.

– Existe uma coisa chamada lente de contato, sabia? E você pensou o que? Que eu ia ficar usando aparelho pelo resto da minha vida? E como você... – Fez uma pausa. Estava mais lerda do que imaginava. – Claro! Era você com a Jane aquele dia no restaurante, não era?

– Era né! – Fez uma careta e foi andando até a sala. – Então... Vamos pedir pizza? – Pegou o telefone e sentou no sofá, mas antes que pudesse discar o número da pizzaria foi distraída com o que estava pausado na televisão. – Ah não Julie! Eu pensei que você fosse melhor que isso.

– O que? – Julie perguntou confusa.

– Com tanta série decente para você assistir você está assistindo Once Upon a Time? Cadê o respeito?

– Vai me falar que você não assiste?

– Claro que não! Tenho séries melhores para gastar meu tempo.

– Como qual? Dexter e a porcaria daquele final? 8 temporadas da minha vida jogada no lixo com aquele final.

– Não me fala do final do Dexter! Já arranjei vários barracos no facebook com aqueles fãs que não sabem admitir quando uma série tem um final lixo. Mas Once Upon a Time, Julie? Essa série era pra ser uma série de família e as pessoas ficam shippando a Rainha Má com a filha da chata da Branca de Neve. Não sou obrigada!

– Cada um com seu ship...

– Cada um com o seu... – Beth soltou uma risada. – Meu Deus! Você shippa Swan Queen?

– Para quem não assiste a série você está sabendo demais o nome dos ships né? – Disse Julie tentando segurar o riso. Tinha esquecido de como era divertido discutir de séries com a Beth. O desconforto que estava sentindo com a presença da ruiva ali já tinha ido até embora. — E antes shippar Swan Queen do que Swan Thief.

– Você ta dizendo que eu shippo Emma com aquele bêbado? Você me respeite Julie!

– Ah meu Deus! – Julie disse abrindo um sorriso divertido. – Você shippa Captain Swan!

– Eu não... – Julie a encarou com um olhar de que não acreditaria em nada que ela dissesse ao contrário de sua afirmação. – Você acha que eu vou mesmo ficar perdendo meu tempo shippando Swan Queen sendo que nunca na vida vai acontecer? Captain Swan ainda temos uma chance sabe? Mas Swan Queen? – Soltou um riso. – Já não basta a Sarah que não lembra do Chuck, não vou ficar sofrendo com ship quando eu posso evitar e eu não vou pedir desculpas por isso. Pizza?

O reencontro com Beth poderia não ser como ela imaginou, ainda mais porque ela nunca poderia imaginar que esse reencontro aconteceria tão cedo, mesmo que sete anos depois não fosse algo que poderia se chamar de cedo, mas é que Jane e Maura demoraram dezessete anos para se reencontrar, então... Não que ela achasse que sua história com Beth terminaria como a de Jane e Maura, pelo contrário, a ex-namorada poderia estar ali conversando sobre séries e ships com ela, mas isso não significaria absolutamente nada, ainda mais por saber que Elisabeth ainda poderia ser a mesma pessoa de sete anos atrás, a mesma que não pensou duas vezes em terminar com ela do jeito que terminou.

***

– Maura você disse que teria comida nesse lugar.

– E tem Jane! Você não está vendo os garçons passando com os canapés?

– Estou dizendo comida de verdade. – Resmungando. – Eu estou com fome!

– Você sempre está com fome. – Disse revirando os olhos.

– Maura! – Disse uma mulher, quase na terceira idade, abrindo um imenso sorriso se aproximando delas. – Quanto tempo!

– Judith! – A loira abriu o mesmo sorriso. – Como você está?

– Eu estou muito bem, obrigada. Você veio com o Ian?

– Não. Ian está em Londres, eu vim... – Puxou Jane discretamente pelo braço para que ficasse ao lado dela. – Essa aqui é a Jane. Jane Rizzoli.

– Oh... Você é médica legista também?

– Na realidade sou detetive do Departamento de Homicídios.

– Então quer dizer que você que deixa a cidade segura? Bom saber. E você Maura... Quanto tempo vai ficar aqui em Boston?

– Na realidade voltei a morar aqui. Você sabe... Eu morei aqui por algum tempo, meus pais moram aqui e agora eu tenho um bebê.

– Oh meu Deus! Você e o Ian tiveram um bebê? – Judith perguntou animada. – Parabéns Maura! Sempre achei vocês um excelente casal.

– Na verdade eu tenho um bebê com a Jane.

Obviamente que elas viram a mulher passar por todas as cores do arco-íris, enquanto o enorme sorriso que ela carregava desde que tinha visto Maura desaparecia.

– Bom para vocês. – Foi a única coisa que a mulher conseguiu dizer. – Eu vou... – Fez sinal com a mão apontando a direção, mesmo que não tivesse nada para fazer em nenhuma direção que ela apontasse no momento. – Bom te ver Maura.

Nem o The Flash teria conseguido sair mais rápido da frente das duas como Judith conseguiu naquela noite. Só que a mulher era o menor problema daquele momento, pois assim que Maura viu Judith desaparecer do seu campo de visão, ao virar para encarar Jane viu que a namorada estava de braços cruzados e a cara fechada.

– Quem é Ian?

– Meu ex.

– Você tem um ex? – Maura fez um afirmativo com a cabeça. – Com o nome de Ian? – Outro afirmativo. – Um homem?

– Qual a surpresa Jane? Você sempre soube que eu gostava de homens também.

– Eu sei... Mas é que eu não gosto de imaginar você fazendo sexo com um homem.

– Então não imagine. E teve mulheres também caso você queira saber, então se...

– Não Maura, eu não quero saber não, me desculpa. Eu não quero imaginar você fazendo sexo com ninguém que não seja comigo, ta bom?

– Okay. – Respondeu Maura tentando segurar o riso.

– Do que você está rindo?

– Nada.

– Maura...

– Tinha esquecido como era fofo você com ciúmes sem brigarmos por causa disso.

– Eu não estou com ciúmes. – Respondeu em tom de ofensa pela “acusação”. – Eu estou incomodada, ta bom? In-co-mo-da-da.

– Tudo bem Jane. Incomodada... – Disse entre risos. – Quer uma bebida?

– Esses dezessetes anos estragaram você, só queria que você soubesse.

Mesmo que Jane reclamasse de tudo e de todos e Maura achasse aquilo completamente desagradável, não tinha como não dizer que ela estava feliz com a presença da namorada lá.

***

– Quer dizer que você foi casada? – Beth fez um afirmativo com a cabeça enquanto terminava de enfiar um pedaço de pizza na boca. – Por cinco anos? Por que vocês se separam?

– Não ia dar certo e eu o traí com a secretária. E você? Casou com alguém?

– Você o traiu com a secretária? — Beth fez um afirmativo com a cabeça como se aquilo fosse a coisa mais normal de se dizer. Poderia ser para ela, mas para Julie não era.

Julie não podia negar que o jantar estava agradável. Que conversar com Elisabeth foi uma das melhores coisas que ela tinha feito em dias, pois não tinha tido uma semana muito boa e desde a época em que namoravam a ruiva sempre foi alguém que lhe deixava para cima, que lhe deixava feliz, que animava seu dia, ás vezes sem nem ao menos saber que estava fazendo isso, só que era óbvio que com o jantar ela só estava levando em consideração todas as coisas que tinham feito com que ela se apaixonasse por Beth e se esquecendo completamente por um tempo que a pessoa que estava ao seu lado, a mesma que fazia com que seus dias fossem melhores, também fez com que ela tivesse os piores dias de sua vida devido ao término, e depois de ver Beth contando sobre um término de uma relação de cinco anos por causa de uma traição que ela tinha feito na maior naturalidade, como se diariamente as pessoas se reunissem com seus amigos e contasse sobre seus fins de relacionamentos por traição, então ela caiu em si que os anos poderiam ter passado, mas a Beth que partiu seu coração continuava ali.

Sem dizer nenhuma palavra após o balançar de cabeça de Beth, a loira levantou do chão em que elas estavam sentadas, pegou os pratos em cima da mesa de centro e se encaminhou até a cozinha. Beth confusa com aquilo foi atrás dela, pois pensou que tudo estava indo bem.

– Eu disse alguma coisa errada?

– Claro que não Beth. – Julie respondeu sarcasticamente virada para a pia da cozinha onde ela fingia que estava limpando os pratos. — Você sempre sabe acabar seus relacionamentos da melhor forma possível. Acho que você deveria escrever um livro de como acabar com relacionamentos.

– Sério mesmo que você não superou isso ainda Julie? Já se passaram sete anos, por favor.

Beth só ouviu os pratos caírem na pia e uma Julie completamente indignada virando para lhe encarar.

– Você arruinou minha vida, sabia? – Julie tentava falar aquilo calmamente, mas estava explodindo por dentro. – Eu estava muito feliz fazendo minha residência até você me ligar e virar meu mundo de cabeça para baixo, com todas aquelas promessas mentirosas. Eu te amava sabia? Mas o que você fez? Isso mesmo! Terminou comigo daquele jeito. Aliás, começou a “namorar” comigo daquele jeito. Eu tinha um relacionamento muito bom, poderia ter dado em casamento, mas ela terminou comigo porque ela sabia que eu não estava 100% naquele relacionamento e eu realmente não estava, porque eu tenho essa coisa aqui dentro de mim que faz com que eu não me entregue a um relacionamento e eu pensei que talvez se eu te visse de novo, talvez você pudesse ter mudado e talvez, só talvez eu pudesse seguir com a minha vida já que você diria que o problema não era comigo e sim você, pois você era uma imensa idiota, mas olha para você... Continua a mesma idiota de sempre que não consegue se comprometer e termina seus relacionamentos da maneira mais baixa possível.

– Agora a culpa é minha por você ter a vida amorosa mais ferrada do planeta? – Beth perguntou indignada, não escondendo sua exaltação. – Quando eu te conheci sua vida amorosa já era ferrada, você não tinha confiança nenhuma em si mesma e era uma insuportável! Você deu sorte por eu ter aceitado namorar com você, nem que tenha sido por causa de uma aposta, porque era só isso que você ia conseguir... UM NAMORO POR APOSTA! Você viu se o real motivo dessa sua namorada ter terminado com você não foi por causa de uma aposta também não? Talvez ela já tenha cumprido, só que diferente de mim ela não foi sincera em dizer realmente o porquê de namorar com você, pois vamos ser honestas, você também continua aquela pessoa de sete anos atrás, só que agora mais bonitinha.

Não deu nem tempo de Beth pensar, quando menos esperou os cincos dedos de Julie já estavam enterrados em seu rosto deixando uma ótima marca. Parecia que a loira tinha batido com todo ódio acumulado por esses anos de término. Com a mão no rosto Beth só viu Julie saindo de casa batendo a porta atrás de si. Estava paralisada, não tinha reação alguma, só conseguiu voltar a fazer parte do mundo quando TJ começou a chorar do cercadinho.

– Ainda bem que Maura é sua mãe. – Disse Beth pegando TJ do cercadinho. – Pois você não pode crescer e tratar as mulheres desse jeito. Não do jeito que eu trato.

***

– Julie da próxima vez eu prometo que te levo ao evento junto comigo. – Disse Maura entrando na casa. – Pois eu tenho certeza que você vai se divertir, diferente da Jane que foi desagradável o tempo todo.

– Essa deveria ter sido a ideia desde o começo, levar a Julie, já que... – Jane parou na entrada da sala e não conseguiu completar sua frase, já que encontrou Beth deitada no sofá com uma bolsa de gelo no rosto. – O que aconteceu?

– O que a Beth está fazendo aqui? – Perguntou Maura confusa. – Cadê a Julie?

– Foi embora aquela louca. – Beth sentou no sofá e tirou a bolsa de gelo do rosto. – Depois de me agredir, claro.

– Isso são os dedos dela no seu rosto? – Jane soltou uma gargalhada. – O que você fez para ela?

– Por que eu tenho que ter feito alguma coisa? Aquela louca não pode ter me agredido do nada?

– Claro que não! – Respondeu Maura que ganhou um olhar de indignação de Beth. – O que você está fazendo aqui afinal de contas?

– Jane disse para eu vir aqui cuidar do TJ e quando eu chego aqui tenho a excelente surpresa de encontrar aquela fugitiva do hospício aqui.

– Por que você disse para a Beth vir cuidar do TJ sendo que você tinha dito que ela estava ocupada com o trabalho?

– Isso foi ontem, só que ela terminou o caso e eu pensei que...

– Pensou o que? Que seria divertido juntar as duas? – Maura já tinha passada do nível de indignação. – Você ainda não gosta da Julie a ponto de querer que ela namore a Beth? Logo a Beth?

– Ei se você não percebeu eu ainda estou aqui! E não tem problema nenhum alguém namorar comigo, ainda mais a Julie, já que ela já namorou comigo.

– Ela... – Maura fez uma pausa. Estava incrédula com tudo aquilo. Não podia ser. Mal sabia o que dizer. – Oh meu Deus! Você é a longa história da Julie? Jane você sofre de algum distúrbio psicológico?

– Que porcaria é essa de longa história? – Nenhuma das duas respondeu nada. Jane só ficou olhando para os lados como se não tivesse feito nada, enquanto Maura só faltava lhe dar umas vassouradas com o olhar. – Quer saber? Eu vou embora! Eu venho aqui na maior boa vontade prestar meus serviços e é desse jeito que eu sou tratada? Deveria ter ficado na minha casa colocando The Walking Dead em dia. Adeus e vocês não vão ouvir falar de mim tão cedo.

Não ousaram dizer nenhuma palavra para que Beth não fosse embora. Não que Jane não quisesse dizer algo, mas tinha medo de agora ela ser a agredida da vez, pois a cara que Maura estava fazendo não era uma das mais agradáveis.

– Eu vou subir para ver como o meu filho está e também para ver se eu ainda tenho uma amiga.

– Eu... Eu vou ficar aqui embaixo por alguns minutos, tudo bem?

– Acredito que essa seja a melhor decisão que você tomou o dia inteiro.

– Então gente... – Disse Beth que tinha acabado de entrar de volta na casa. – Será que você pode me dar uma carona até em casa Jane? É que Julie furou os pneus do meu carro, sabe... O que já é uma evolução, porque quando eu terminei com ela não sobrou nada do meu carro...

– Eu não vou te dar carona para lugar nenhum. Eu já dirigi demais hoje, passe a noite aqui se você quiser.

– Não é perigoso? Porque eu tenho certeza que Maura conhece métodos de matar alguém fazendo parecer que foi um ataque cardíaco.

– Eu estou aqui Beth. E sim, eu conheço. – Disse com um sorriso cínico. – Eu vou subir.

– E você... – Jane se esparramou no sofá. – Vai me dizer o que aconteceu.

– Será que podemos esquecer isso? – Beth sentou ao lado dela. – Nós discutimos e ela me deu um tapa, só isso.

– Não estou dizendo o que aconteceu hoje, estou dizendo a história sobre o término de vocês.

– Isso é uma longa história e eu resolvi bloqueá-la em minha mente se você não se importa.

– Eu tenho a noite inteira para escutar a história e tenho certeza que depois de hoje ela deve ter se desbloqueado, então fale logo!

Um suspiro vencido foi solto, pois Beth sabia que por mais que quisesse não ia poder esconder aquela história pelo resto da vida. Parecia que tinha chegado a hora de contar sua longa história com a Julie.

Notas finais
Talvez Beth tenha perdido algumas fãs depois desse capítulo, mas nada como um próximo capítulo focado nela para melhorar as coisas né? Ou não... PS: Não sei se vocês conhecem, mas teve um diálogo ae inspirado nesse video aqui http://www.youtube.com/watch?v=JHC32IQ-vuc PS 2: Nai e Karol não esqueçam que eu amo vocês ta?