Rise Of The Hogwarts Guardians
13 O Fantasma Do Banheiro
Notas iniciais
Alguns dias depois...
—No banheiro das meninas!?...- Soluço questionou, sem acreditar no que a loura disse. -...Tem certeza que quer ir mesmo, Elsa?
Os cinco estavam caminhando pelo segundo andar, no corredor que leva à entrada do banheiro. Soluço estava surpreso com a ideia da loura, pois sempre a ouviu ter repulsa do local por ser “inadequado”.
—Sim…- Respondeu a loura, concentrando exclusivamente em seguir em frente. -...É um lugar onde ninguém pode nos incomodar.
—Então por que precisou esperar até a véspera do Natal para ler o livro, sendo que não tem quase ninguém na escola?- Desta vez, Merida perguntou.
—Porque era preciso, Merida.
—E é legal esse banheiro?...- Anna perguntou curiosa, e Jack, Merida e Soluço encaram-na como se fosse uma estranha. -...O que houve? Eu nunca entrei naquele banheiro.
Elsa pensou severamente, indagando-se se deve contar sobre o que há dentro do banheiro feminino. Acreditando ser o melhor para Rapunzel e também uma surpresa divertida e emocionante para os amigos, apenas disse:
—Esperem até chegar lá!
Os quatro fizeram careta e se entreolharam, duvidando da ideia da loura. Porém apenas deram de ombros, achando melhor apenas seguir a corvina para onde ela quer ir.
Merida carregava o livro com total cuidado, sempre observando pelo corredor para ver se Elphaba ou Mills passavam por lá. Soluço caminhava ao lado dela, e junto a ruiva valente, vigiava o corredor. Anna lia um livro seu livro de feitiços pois, depois que viu como Elsa desenvolveu suas táticas de magia tão rápido, queria aprimorar da mesma maneira que a irmã. Jack encarava Elsa de costas, enquanto ela apenas olhava para frente, atenta. O albina se pergunta as vezes como a loura consegue ser quieta e intimidante ao mesmo tempo. Normalmente, os professores chatos como a Minerva são assim.
Quando chegaram no no banheiro, Elsa se apressou e sentou no chão no meio. Os quatro se relutaram, mantendo-se em pé.
—Vamos!- Disse a loura, e esticou o braço para receber o livro do lufano.
Os quatro se encararam, e por fim aceitaram ficar sentados no chão para conversar sobre o livro. Quando optaram em aceitar a ideia de Elsa para ler o livro, não poderiam imaginar que ficaria num banheiro sujo. Para a sorte deles, ninguém aparece, como Elsa dissera outro momento.
—Bem, onde vamos começar?- Merida perguntou, sentando ao lado de Elsa enquanto via a corvina folhando o livro à procura de uma página interessante.
—Poderíamos começar perguntando por que ninguém vem neste banheiro, por exemplo…- Sugeriu Anna, fechando o seu livro de feitiços e sentando ao lado de Merida. -...Porque eu nunca soube.
—É por conta da Murta-Que-Geme.- Elsa respondeu, focada no livro.
—Como?- Soluço perguntou.
Elsa parou de folhear o livro e fitou os quatro amigos que a rodearam, todos confusos e esperando pela resposta da albina. Suspirou.
—Apareça!
Os quatro não entenderam.
—”Apareça” quem?- Soluço perguntou.
—EU, MENINO MAGRELO!
Os quatro se assustaram com a voz, ouvida de longe. Viraram para a pia do banheiro e viram uma menina de óculos e cabelo escuro com o penteado de maria-chiquinha e também parecia ser invisível, deixando os quatro confusos. Aparentava estar brava, mas logo sorriu ao ver que recebeu atenção. Aproximou do grupo voando, e isso assustou os quatro.
—Q-quem é você?- Soluço perguntou, apontando para a estranha.
Logo a menina ficou brava novamente.
—EU, SEU LERDO, SOU A MURTA-QUE-GEME! Por acaso, não ouviu a sua amiga dizer isso!?
Os quatro encararam surpresos e completamente confusos para a loura, sem saber o que falar.
—Ela é uma fantasma e mora aqui.- Elsa explicou, e os amigos pareciam mais calmos com a resposta, mas ainda estavam com dúvida.
—Você a conhece!?- Jack perguntou surpreso para Elsa.
Porém a Murta respondeu no lugar, gritando novamente e voando na frente de Jack:
—É CLARO QUE ME CONHECE, SEU IGNORANTE! QUEM FICA A CONSOLANDO NOS MOMENTOS EM QUE ESTÁ SOZINHA!?
Jack encarou a loura, assim como os três presentes.
—Desde quando fica sozinha, Elsa!?- Anna perguntou.
Elsa ficou envergonhada e pensou em como responder a pergunta, mas a Murta respondeu antes:
—De vez em quando ela precisa ficar sozinha, porque ela tem um pequeno...
—Murta, por favor!- Elsa alertou, antes que a fantasma revelasse para os amigos o que queria manter em segredo.
Os quatro olharam confusos para as duas, se encararam de forma tensa. Elsa estava repreendendo Murta com os olhos.
Por fim, a fantasma assentiu.
—Sim. Desculpe. Eu sinto muito. Você pediu para guardar segredo e eu…
—Murta!- Elsa exigiu seu silêncio novamente, e ela calou.
Houve um breve silêncio, depois que Murta se calou. Soluço decidiu acabar com o incômodo que aquele silêncio causou. Pigarreou e arrumou a roupa, que estava um pouco amarrotado.
—Bem, muito prazer em conhecê-la, Murta!
Murta virou para ele e deu um enorme sorriso, agradecida pela gentileza.
—Muito prazer, mas eu tenho namorado.
Os quatro não compreenderam o que aquilo estaria ligado à gentileza do moreno, ou se a fantasma interpretou de uma maneira diferente ao que Soluço demonstrou.
Elsa, por outro lado, estava rindo da confusa e cômica situação, o que deixou os amigos indignados. Depois, pôde enfim explicar para os amigos e para Murta sobre o engano cometido.
—Murta, não se preocupe com isso. Ele está apenas te cumprimentando. Estamos todos aqui ocupados, resolvendo um problema, e agora precisamos de sua ajuda.
Murta assentiu alegre, se sentindo importante. Os outros, por outro lado, não entenderam o que aconteceu.
—Como assim “sua ajuda”, Elsa?- Merida perguntou.
Porém Elsa não respondeu, apenas voltou a abrir o livro e folhear as páginas até chegar numa que chamou sua atenção. Assim, chamou os amigos.
—Pessoal, encontrei algo interessante!
Os quatro, mais a Murta, aproximaram da corvina para ver o que ela tinha encontrado. O livro estava numa das primeiras páginas, a qual se falava sobre os “Aliados”. Esta página tinha uma imagem de duas pessoas encapuzadas, sendo uma negra e outra azul escuro. Jack imaginou quem poderia ser a pessoa no capuz negro, mas não ousou falar em voz alta para seus colegas ouvirem. Isso era assunto apenas para ele e os guardiões. Porém, desconhecia a pessoa de capuz azul.
Elsa leu um trecho do texto, embaixo da imagem.
—”Estes, meus caros alunos, serão seus novos professores. Os nomes deles, vocês sabem. E se querem saber mais, mande-nos cartas, e responderemos onde podemos nos encontrar.”
Todos ali presentes ficaram confusos com esse trecho.
—Que estranho…- Soluço comentou, encarando a imagem das pessoas encapuzadas. -...Até parece que este livro é uma carta e que foi escrita por eles.- Apontou para a imagem.
Os outros concordaram.
—Onde encontraram este livro?- Murta perguntou.
—Na biblioteca…- Merida respondeu. -...Mas agora me perguntou se realmente devia estar lá, ou se a professora Elphaba e a Mills que levou até para, talvez para ninguém ver.
Murta fez uma careta.
—Elphaba?
Merida assentiu.
—É nossa professora de DCAT. Ela tem a pele verde e parece sempre estar de mal humor.
Murta pareceu lembrar de algo.
—Engraçado. Eu vi uma mulher verde no outro aqui, bem aqui neste banheiro.
Os cinco encararam-na.
—E o que ela estava fazendo?- Jack perguntou.
—Eu não sei…- Balançou a cabeça. -...Eu fiquei com medo dela e me escondi para que não me visse. Mas eu juro que a ouvi sussurrar algo estranho, algo…- Olhou para o lado e para o outro, causando suspense. -...Misterioso.
Os colegas assentiram, absorvendo tudo que ouviram e se perguntando o que poderia ser. Agora não só Jack que suspeitava da professora.
Murta voltou a encarar a imagem das pessoas encapuzadas e comentou:
—Se bem que parece que eu já vi essas pessoas antes.
—Sério? Onde?- Anna perguntou.
—Aqui.- Apontou para a pia do banheiro.
Os cinco viraram para a pia com mais atenção, para ver se encontravam mais algo nele. Porém, foram impedidos com a porta do banheiro sendo aberta, assustando-os. A professora Elphaba entrou no banheiro, e encarou os cinco surpresa e irritada.
—O que estão fazendo aqui!?
Murta logo foi se esconder, indo para um box e entrando no vaso sanitário, numa tentativa de escapar da professora. Era algo que os cinco gostaria de fazer, depois do susto que levaram.
Mantiveram-se calados, sem saber o que falar. Isso deixou Elphaba mais impaciente.
—Eu vou perguntar mais uma vez: O que estão fazendo aqui?
Novamente, não houve resposta, e Elphaba iria perguntar mais uma vez se não tivesse visto algo familiar nas mãos de Elsa.
—Onde encontraram isto?- Apontou para o livro.
Todos ficaram calados, exceto Jack, que se mostrou ousado.
—Por que quer saber?
Elphaba, brava, andou até a roda do grupo e pegou o livro das mãos de Elsa à força.
—Não ousem pegar este livro novamente!- Ameaçou, encarando Elsa, que segurava, e Jack, que ousou desafiá-la. E então caminhou de volta para a porta, saindo do local.
Todos ficaram surpresos com o que aconteceu, e pensaram em seguí-la, porém quando saíram, ela tinha sumido.
Todos voltaram no banheiro, confusos e um pouco chateados por perderem o livro. Murta saiu do box em que estava escondida.
—Ela já foi?- Perguntou, com receio de que ela ainda estivesse no local.
—Já…- Jack respondeu, revoltado. -...E ela levou o livro. Droga!
—E agora? O que iremos fazer?- Merida perguntou.
Todos ficaram quietos, esperando que o outro pudesse dar uma resposta agradável à todos. Como ninguém havia dito uma palavra, Anna decidiu que iria acabar com o silêncio.
—Eu acho melhor vemos isso mais tarde.- Sugeriu, e todos a encararam. Por fim, concordaram com a ruivinha.
Todos se despediram de Murta e saíram do banheiro também, rumo à pequena casa de Hagrid, pois estava anoitecendo e precisavam ajudá-lo a vigiar a Floresta Proibida. Enquanto isso, discutiam sobre o que aconteceu no banheiro feminino.
—Eu lembrei de uma coisa…- Merida comentou. -...O que a Murta queria dizer sobre ter um namorado?
—Isso, principalmente quando eu fui cumprimentá-la.- Soluço disse, concordaram com a ruiva valente.
Elsa riu, lembrando da cena.
—É que ela apenas achou que você queria algo, mas não pode porque está namorando.
—Mas por que ela pensou isso?- Jack perguntou.
—E quem ela namora?- Anna ficou curiosa com essa parte.
—Ela pensou nisso porque ela é um tanto… Diferente. E ela namora o Harry Potter.
Como!?- Os quatro questionaram, e isso fez Elsa rir.
—Ela é apaixonada pelo Potter, então por isso disse que é namorada.- Respondeu, e os outros pareceram compreender.
—E então, o que vamos fazer amanhã?...- Anna perguntou, animada pelo grande dia. -...Afinal é Natal. Podemos brincar na neve!
Todos riram pela animação de Anna, uma qualidade que só ela e Rapunzel têm dentre todos os seis.
—Ou podemos fazer algo para a Rapunzel…- Elsa sugeriu, evitando ir brincar na neve como Anna queria. -...Ela está presa lá e nem pode visitar a mãe nem nada. Poderíamos fazer algo para ela e deixar na enfermaria até acordar. Ela teria uma surpresa.
Os outros pensaram na ideia da amiga, e enfim concordaram. Acharam melhor porque se tratava de uma amiga que está inconsciente.
—Podemos fazer isso hoje mesmo, já que não vamos ver precisar ir na Floresta Proibida por ser véspera de Natal, e amanhã entregamos para Rapunzel…- Jack disse, feliz pela ideia que tivera. -...Podemos ir em Hogsmeade.
—Mas só alunos do terceiro ano podem visitar Hogsmeade, e somente acompanhados de um responsável adulto.- Soluço disse, lembrando o albino. Porém, parece que este não se importou.
—Eu posso conversar com o Norte, e assim podemos ir com ele.
—Só porque é o aluno favorito dele, não signifique que ele vai deixar.- Merida falou.
—É claro que vai deixar. Veja.
Então Jack correu na direção oposta, indo até a sala do vice-diretor. Os outros seguiram o amigo, tentando pará-lo. Aquilo divertiu o albino, pois achava engraçado ver os amigos preocupados com ele.
…
—Eu não disse que deixaria?- Perguntou Jack de forma irônica, contrariando as palavras de Merida, ditas pouco tempo antes. Ela mostrou a língua para ele, o que deixou a situação mais engraçada.
Os cinco saíram com Norte, depois que ele pediu diversas vezes para a diretora Minerva aceitar a proposta de visitar Hogsmeade à procura de algo que agradasse a loira petrificada, depois que for curada. Compraram quadros, tintas e pincéis, pois de acordo com Elsa, ela sempre redecora em volta da cama dela. Foram levar os presentes até o Salão Comunal da Corvinal e deixaram guardados no dormitório que Elsa e Rapunzel dividem, e depois foram seguir até seus dormitórios descansar.
...
No dia seguinte…
Os cinco levantaram felizes pelos presentes que receberam de Natal. Soluço ganhou belos livros sobre criaturas mágicas, como queria; Merida ganhou um par de luvas para usar nos jogos de Quadribol, e ela adorou; Jack recebeu umas blusas, e apesar de não ser o que queria, agradeceu ao bom a velho amigo Papai Noel; Elsa recebeu uma coleção de livros sobre feitiços defensivos e chocolate; e Anna ganhou bastante chocolate, que a alegrou muito. E o Papai Noel também deixou presentes para Rapunzel embaixo da árvore do Salão Comunal da Corvinal, e Elsa pensou em levar para a enfermaria junto às coisas que os cinco compraram para ela.
—Adorei meu presente!- Anna disse, feliz e pulando pelos corredores até a enfermaria para deixar os presentes, juntos aos outros. Seu rosto estava sujo de chocolate por comê-lo todo assim que acordou.
—Imagino que tenha gostado.- Comentou Soluço, achando graça do modo que a ruivinha estava agindo.
—É claro que gostou. Não vê que a macaca aqui não para de pular?- Perguntou Jack de forma irônica, apontando para Anna.
Anna ignorou o modo de como foi chamada pelo albino e caminhou feliz até o lado de sua irmã.
—Elsa, tem mais chocolate com você?- Perguntou andando em volta da loura, que ria do momento. Elsa segurava os pincéis e as tintas da Rapunzel, enquanto Jack carregava as telas e Soluço, os presentes que Papai Noel deu a ela.
—Anna, acho que você comeu muito chocolate. Precisa parar.- Elsa exigiu, e Anna fez biquinho.
—Por favor!- Pediu.
—Anna, voceê comeu muito e…
Entraram na enfermaria e viram uma grande movimentação no local, tanto que Elsa não terminou a frase e ficou olhando como os outros faziam. Estavam lá os professores, o inspetor e a enfermeira, todos aflitos, e os cinco não entendiam o por quê.
—O que está acontecendo?- Merida perguntou.
—Eu não sei…- Jack respondeu, observando cada canto da enfermaria. -...Mas agora vamos saber.
Os cinco foram se aproximando dos professores, que estavam ao lado da cama que Rapunzel se encontrava petrificada. Ao chegar lá, os professores rodeavam a cama, sendo que não podiam ver como ela está.
—Professora McGonagall…- Anna chamou a Minerva, que virou para ela. Estava muito preocupada. -...O que houve? Por que estão todos assim?
Minerva pareceu mais nervosa com a pergunta.
—Bem, senhorita Arendelle, a senhorita Gothel não…
Não deu para terminar a frase, pois os cinco foram ver a cama de Rapunzel vê-la, porém não se encontrava deitada na cama petrificada. Rapunzel não estava lá.
—Onde está a Rapunzel?- Merida perguntou.
Minerva gaguejou um pouco. Foi preciso limpar a garganta para anunciar:
—Ela sumiu, senhorita DunBroch.
—Como assim ela sumiu?- Jack perguntou, abaixando para colocar as telas que comprou no chão, pois o peso estava incomodando-o.
—Isso mesmo que ouviu, senhor Frost. Ela sumiu.
Os cinco se encararam, surpresos com a notícia. Afinal, nenhum deles poderia saber como Rapunzel poderia sumir ainda estando petrificada. E agora todos querem saber como a Rapunzel poderia ter sumido.
…
Rapunzel sentia uma forte tontura, assim que acordou da petrificação. Não conseguia enxergar onde estava nem lembra do que aconteceu para se encontrar num lugar escuro. Não conseguia nem saber onde seu corpo deitou, só sabe que não é a sua cama.
—Onde eu estou?- Sussurrava diversas vezes, se perguntando onde estava.
Tentou colocar a mão na cabeça para segurar a dor que estava sentindo, mas não conseguia mexer o braço. Na verdade, não conseguia mexer nenhum membro do corpo, por mais que ela se esforçasse a mover.
—Anna! Elsa! Jack!...- Chamava os nomes dos amigos para ver se seria respondida, porém não funcionou, e isso a deixava mais assustada. -...Alguém está aí!? Soluço!? Meri…- Ouviu passos, e calou para poder ouvir de onde vinham e talvez descobrir onde poderia estar. Imaginou ser alguém conhecido.
Os som dos passos foram aumentando, indicando a aproximação dessa pessoa. Ficou assustada e, sem saber o que fazer, fingiu dormir para poder descobrir algo.
—Não esqueça: Assim que terminar, eu terei o que eu quero!- Disse uma voz masculina, que aparentava ser de alguém mais velho. Rapunzel tentou lembrar de alguém mais velho em Hogwarts com essa voz, como os professores ou dos inspetores. Porém, não lembrou de ninguém.
—Não esquecerei disso, se o senhor não esquecer do que eu quero.- Disse outra voz, desta vez feminina, e também não conseguia reconhecer. Parece que ela não está em Hogwarts.
—Assim que todos os trouxas forem petrificados, podemos dar um jeito no Ministério para que acreditem que Hogwarts não é a mesma.
Já não ouviu mais os passos, e as vozes muito próximos a ela.
—Achei que queria algo mais.- A dona da voz feminina zombou, rindo.
—E quero…- Engrossou a voz, parecendo mais assustador. -...Eu quero que todos aqueles sangues-ruins ganhem o que merecem por invadir o nosso mundo. E para saborearmos nosso glorioso império, vamos começar com essa curandeira.- Disse se referindo a Rapunzel, deixando-a mais assustada, mas evitou expressar o medo, e continuou fingindo que estava dormindo.
—Espere!...- Exclamou a sua amiga. -...Nós não vamos matá-la, e você sabe. Espere matar seus amigos antes.
Rapunzel sentiu o coração bater forte no peito e começou a suar pelas mãos. Começou a sentir também dor no pescoço, por manter a cabeça numa posição pouco favorável. Porém, não podia mudar, pois os estranhos poderiam suspeitar.
Ouviu o homem rir.
—Está certa. Vamos esperar. Até lá, guardaremos esta loirinha num lugar bem escondido, para que não ouse ouvir nossa conversa novamente.
Isso fez Rapunzel surtar, mas não ousou mover um músculo. Ele pegou a mão da loira.
—Está suando muito, Rapunzel.- Disse rindo, fazendo com o que a Rapunzel tremesse. -...Este tônico irá te acalmar.
Cobriu a boca de Rapunzel com algo que parecia ser um pano, e ela acabou adormecendo.
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