Rise Of The Hogwarts Guardians
14 A Ala Secreta De Hogwarts
Notas iniciais
Alguns dias depois…
Os cinco estavam com mais problemas. Com a volta das aulas, os alunos que foram viajar retornaram à escola, e assim ficou mais difícil para os jovens poderem pegar o livro da Elphaba de volta. E ainda tinha o sumiço de Rapunzel, que não souberam explicar como poderia ter acontecido. Um ponto bom é que já não estavam mais castigados pelo ocorrido com Merida e não precisam mais vigiar a Floresta Proibida com Hagrid. Anna e Soluço estavam mais do que agradecidos por terminar.
Os professores precisavam rever os livros que usarão para as próximas aulas. A diretora McGonagall estava em sua sala, revendo as provas dos alunos que tinha dado a um mês antes. Ela, além de diretora, cuida de dar aula de Transfiguração para os alunos. Os outros professores acharam muito puxado ser diretora e professora ao mesmo tempo, mas ela disse que cuidaria de tudo.
Minerva observava o desempenho dos alunos. Sempre os alunos da Corvinal se sobressaíam, comparado as outras casas, e a Sonserina era a casa com mais alunos reprovados na prova. Os alunos da Grifinória e da Lufa-Lufa eram regulares, na maior parte.
“TOC TOC!”, ouviu a porta bater.
—Entre!- Disse impaciente.
A porta foi aberta e Jack Frost entrou, um pouco envergonhado.
—Senhor Frost, mais uma vez aqui?...- Minerva perguntou, já que Jack costumava ir na sala de Minerva todo dia, e isso virou hábito para a diretora. -...Veio perguntar novamente sobre a senhorita Gothel?
—Sim.- Respondeu envergonhado. Jack estava mais preocupado com Rapunzel, comparado à todos os seus amigos. Ele e a loira conversavam bastante quando o albino brigou com o lufano. Ela sempre aconselhava a ignorar os erros, e assim puderam reatar a amizade.
—Perdoe-me, mas não sabemos dela. Como disse antes: Informarei ao senhor, caso souber de algo.
—Mas…
—Olha, senhor Frost…- Interrompeu o albino, se levantando. Deixou as provas na mesa e se aproximou de Jack, ainda parado na porta da sala. -...Eu entendo o que está passando. O senhor se importa muito com seus amigos, mas não posso ajudá-lo agora…- Esperou a reação do albino para continuar. Ele assentiu, ainda triste pelo sumiço da amiga. -...Eu lamento por isso. Prometo que iremos encontrá-la, mas se algo acontecer com ela…- Calou-se, vendo que Jack estava lacrimejando. Por isso, achou melhor abraçá-lo e aconselhar a acalmá-lo. -...Vamos encontrá-la, eu prometo.
Dito isso, Jack se retirou, encontrando com seus amigos no corredor. Minerva fechou a porta e voltou a sua mesa.
—E então?- Anna perguntou.
Porém Jack não disse nada, e isso bastou para responder a pergunta dela. Caminharam em direção às suas salas. Grifinória e Sonserina teriam aula de História da Magia, e Corvinal e Lufa-Lufa, Feitiços.
…
—Queridos alunos, iremos falar mais um dos fundadores da escola: Salazar Slytherin!...- Disse Norte com seu entusiasmo, porém os alunos não pareciam animados. -...Ele era um bruxo astuto, inteligente e malicioso, que não tinha medo de ser arriscar para conseguir o que quer. Digamos que ele era… Esforçado.
Norte assistia os alunos desinteressados e alguns dormindo, sendo a maior parte da Sonserina, e isso o irritou. Bateu pé no chão para todos ficarem atentos no professor.
—O próximo a dormir, perderá 20 pontos!...- Disse severamente, e isso fez os alunos acordarem e prestarem atenção por conta do susto. Norte voltou a contar. -...Bem, Salazar Slytherin era um dos fundadores da escola, Junto aos bruxos Godrig Gryffindor, Rowena Ravenclaw e Helga Hufflepuff. Quando a escola foi fundada, foi preciso organizar como seria a seleção dos alunos. Os três concordavam que qualquer aluno pode estudar em Hogwarts, seja puro ou não. Porém, Salazar não concordava com isso.
—Tinha que ser Slytherin.- Merida comentou em voz baixa para Anna, porquê não queria que mais alguém ouvisse.
Norte continuou:
—Ele acreditava que apenas podiam ser selecionados alunos de famílias bruxas. Então, para assegurar que não teriam alunos considerados “não-bruxos”, ele criou um monstro dentro da escola, e ficava escondido num local que não se sabe onde é. Esperava que um herdeiro seu pudesse libertar este monstro para matar os “não-bruxo”…- Viu a reação dos alunos. Todos ficaram chocados, exceto alguns alunos da Sonserina, que concordavam que apenas pessoas de sangue bruxo teriam direito a estudar em Hogwarts, como Hans e Engel. -...Porém, este monstro já foi destruído anos atrás pelo famoso Harry Potter, mas o local que o monstro habitava, ninguém sabe onde fica. Exceto, claro, pelo próprio Potter.
…
Elsa e Soluço sentaram juntos na aula de Feitiços, que estavam estudando sobre feitiços de defesa.
—Uma pergunta, meus alunos…- Disse Jafar, enquanto observava os alunos corvinos curiosos e os lufanos um pouco cansados. -...Se, por acaso, uma pessoa tivesse passado por um certo lugar sem saber quem era, qual feitiço usaria para revelar a sua presença no local?
Todos da Corvinal levantaram o braço, e nenhum aluno da Lufa-Lufa. Porém, para a infelicidade de um dos lufanos, Jafar chamou:
—Senhor Haddock?
Soluço balançou a cabeça, distraído por conta do sono. Ficou confuso porque não se lembra do que Jafar conversava.
—Homenum Revelio.- Elsa sussurrou para o lufano, porém não compreendeu.
—O quê?
—Diga “Homenum Revelio”.- Exigiu.
Soluço continuava confuso, e perguntaria o que seria aquilo, se Jafar não tivesse chamado-o novamente.
Senhor Haddock…- Soluço voltou a encará-lo. -...Não vai responder a minha pergunta?
Soluço piscou duas vezes e ficou calado, tentando lembrar da pergunta que ele fizera, porém sem sucesso. Então olhou de relance para Elsa, que assentiu com a cabeça, indicando o que dissera a pouco tempo. E assim o fez.
—Homenum Revelio.
Jafar arqueou a sobrancelha e deu um sorriso.
—Certo, mas para quê serve este feitiço mesmo?...- Jafar pôs o dedo indicador no queixo e franziu o cenho, para fingir que estava confuso. -...Eu esqueci!
Soluço “congelou”, sem saber a resposta. Não estava ouvindo o que Jafar dizia, ficou constrangido com toda a atenção da sala para ele.
Olhou para a sua mesa.
—Bem…
Jafar riu, e Soluço voltou a encará-lo, vendo o sorriso cínico dele. Depois, o sorriso desapareceu.
—Senhorita Arendelle…- Chamou, se aproximando da mesa dos dois amigos. -...Da próxima vez, não responda por seu amigo…- Parou em frente à mesa e abaixou para o seu rosto ficasse próximo ao de Elsa, que afastou uns centímetros por medo. -...Apenas deixe que ele acerte, ou erre…- Virou o rosto para Soluço, que engoliu em seco. -...sozinho. Só não podem errar no mundo lá fora…- Virou de costa para os dois bruxos. -...Menos 5 pontos para os dois.- Finalizou, deixando os dois de queixo caído, indignados.
Caminhou de volta para a frente da lousa para continuar ensinando sobre o feitiço e, desta vez, Soluço ficou mais atento às questões do professor.
…
—Aquele professor é muito pirado!...- Soluço comentou para os quatro amigos, ligeiramente bravo com Jafar. -...Lembrem-me que tenho que ter cuidado com ele.
Estavam caminhando pelos corredores, rumo à biblioteca para estudar. Um conselho dado por Elsa, depois de o lufano ser humilhado pelo professor de Feitiços. Como tinha terminado as aulas do dia, poderiam aproveitar e ficar o dia inteiro, e mesmo com alguns de seus recusando a oferta, como o sonserino, mas conseguiu convencê-lo a estudar junto.
—Talvez aprende a assistir as aulas dele agora.- Merida comentou, rindo de deboche do moreno.
Os amigos riram junto a ruiva valente, e Soluço ficou corado de vergonha. Porém pararam de rir quando chegaram no corredor da biblioteca, pois viram Elphaba e Mills conversando seriamente. Os cinco se afastaram, voltando ao corredor anterior, e lá ficaram quietos vendo como elas estavam. Elphaba segurava o livro que Merida achou na biblioteca, e as duas pareciam aflitas com algo, o que deixava os jovens bruxos mais curiosos. Depois, foram caminhando na direção dos cinco, que ficaram nervosos. Disfarçaram para conseguir enganá-las. Porém, sem sucesso.
—O que houve?- Professora Mills perguntou para os cinco, que apenas encararam-na de forma suspeita, sem resposta.
—Precisamos ir, Regina.- Elphaba chamou, ignorando os olhares dos alunos. Estava acostumada a ser vista de forma estranha, principalmente por conta da cor de sua pele.
Regina assentiu e virou para os alunos.
—Se estão com uma dúvida, podem perguntar a mim.
E Mills seguiu Elphaba, que estava um pouco distante, e continuaram andando, porém Jack chamou:
—Eu tenho uma pergunta, professora.
Os quatro não entenderam o que o sonserino estava fazendo, mas não impediram. Elphaba e Regina viraram e encararam-no.
—E qual seria?- Regina perguntou.
Jack aproximou das duas.
—Pra quê serve este livro?- Apontou para o livro na mão de Elphaba.
Regina encarou Elphaba, pois não sabia o que responder e esperou que a amiga respondesse de forma convincente, a ponto que o menino não voltasse a perguntar. Já a professora de DCAT, arqueou a sobrancelha, acreditando que ele está a desafiando.
—Para ler. O que mais seria?
—Eu estava me referindo ao conteúdo do livro. O que ele conta?
Elsa aproximou do sonserino e sussurrou no ouvido dele.
—Jack, pare com isso!
Ele ia rebater, porém a professora Elphaba o interrompeu, respondendo a pergunta que fizera:
—Eu acho que não é de sua conta, senhor Frost. E mesmo que fosse importante saber, eu creio que não vai gostar.
Virou e voltou a caminhar na direção que estava seguindo, e Regina caminhou junto a ela. Jack ia seguí-las porém seus amigos interceptaram-no antes, e assim perderam as professoras de vista.
—Por que fizeram isso!?- Jack perguntou revoltado.
—Porque nós vamos à biblioteca, Jack…- Elsa respondeu. -...Não viemos atrás delas.
Jack, apesar de estar curioso, se acalmou. Porém, Soluço também ficou curioso com as duas.
—Se bem que, onde elas estão indo, é o banheiro feminino.
Os outros se encararam, imaginando o que aconteceria. E Elsa não queria isso.
—Não…- Alertou. -...Nós devemos ir à bi…
Porém os quatro correram atrás das professoras, deixando a loura só sem terminar de falar. Por fim, Elsa os seguiu para o banheiro feminino.
…
Chegaram ao banheiro e não encontraram ninguém. Murta apareceu de cima da pia, chorando.
—Murta, o que houve?- Anna perguntou, preocupada com a fantasma.
—Veio uma pessoa aqui, e disse que sou uma péssima Murta, e eu estava de costa.- Fungou.
—Quem veio aqui?- Jack perguntou, e suspeitou que fosse a professora Elphaba.
Logo Murta ficou brava e aproximou de Jack, que recuou.
—EU NÃO SEI, SEU IDIOTA! EU NÃO VI QUEM ERA!!
Jack ficou assustado com a atitude de Murta.
—Mas não sabe reconhecer a voz da pessoa? Se é homem ou mulher?- Soluço perguntou.
Logo Murta se acalmou e pensou.
—Bem, pela voz era uma mulher, mas depois ouvi a voz de um homem.
Os cinco se encararam, achando estranho o fato de ser um homem e uma mulher.
—Tem certeza?- Merida perguntou.
Murta assentiu com a cabeça.
—Então como vamos saber quem era!?- Soluço perguntou, cabisbaixo.
Então Elsa retirou sua varinha de dentro de suas vestes e disse para o lufano:
—Foi a aula de hoje, Soluço…- Apontou a varinha para o centro do banheiro. -...Homenum Revelio!
Então apareceu uma imagem de quatro pessoas: Duas delas estavam encapuzadas nas cores azul e preto, que Jack suspeitava quem fosse a segunda; e as professoras Elphaba e Mills.
Todos focaram surpresos, apesar de suas suspeitas sobre as professoras estavam certas.
“Eu sabia!”, pensou Jack, forçando o punho pela raiva que ao ver a imagem das professoras.
As quatro pessoas aproximaram da pia, mas não puderam ver o resto porque a imagem, acabara ali mesmo. Não podiam ver o que acontecera depois, mas a imagem era o bastante para começar a investigar.
—Esse não é o feitiço que você sussurrou no meu ouvido na aula do Jafar?- Soluço perguntou para Elsa.
—Sim, porque o Jafar perguntou sobre este feitiço para você, mas não prestou atenção.- Respondeu, deixando Soluço constrangido.
—Bem, se sabemos que vieram pra cá, onde será que eles foram?- Anna perguntou.
Os cinco pensaram sobre isso e não acharam nenhuma resposta, até que Murta palpita:
—Talvez tenham entrado na Câmara Secreta.
O grupo todo ficou surpreso, exceto Jack que não conhecia o local.
—A Câmara Secreta fica aqui!?- Anna perguntou.
Murta assentiu.
—É por ali.- Apontou para a pia.
—Mas o que é a “Câmara Secreta”?- O albino perguntou.
—Sabe a história que o professor Norte contou hoje, na aula dele?...- Merida lembrou-o, e Jack assentiu. -...É a Câmara Secreta!
Jack assentiu, compreendendo.
—É ali, certo?- Perguntou para Murta, apontando para a pia. Ela assentiu.
Então os cinco rodearam a pia, procurando a entrada da câmara, porém não acharam, e isso os deixou frustrados, principalmente o albino.
—Não há como entrar!- Reclamou, fazendo uma careta, enquanto os outros concordaram.
Murta começou a rir, incomodando os cinco bruxos.
—Seus tolos, não se tem uma entrada aberta…- Murta disse, parando de rir. -...Existe uma senha. Uma senha diferente, difícil de pronunciar.
—Por que?- Merida perguntou.
—Porque é uma língua diferente que deve pronunciar. Uma língua de cobra, que quase ninguém consegue fazer.
—Então como vamos entrar na câmara!?- Merida perguntou.
Os amigos não souberam como responder, e então Jack arriscou perguntar à Murta.
—Conhece alguém que fala essa língua?
—Somente o meu amado Harry, mas ele não está aqui comigo…- Respondeu, entristecida. -...Sinto falta dele!
Murta começou a choramingar, deixando os jovens bruxos um pouco envergonhados, pois não queriam deixar a fantasma triste. Então Jack disse, para acalmá-la:
—Não chore! Tenho certeza que, onde ele estiver, estará pensando em você.
Mesmo não sabendo se isso era realmente verdade, falou de modo sincero, pois Murta era uma fantasma muito delicada e não merece esse sofrimento. E sua ideia funcionou, pois a fez parar de chorar e deu um sorriso amigável para ele.
—Você é muito legal…- Disse, e isso deixou o albino feliz pelo elogio. Não estava mais triste. -...Deve ser por isso que a Elsa fala tanto de você, mais do que os seus amigos.
Elsa ficou chocada e envergonhada pela revelação de a Murta fez dela, que só percebera o erro que cometeu depois, o que a fez tampar a sua própria boca com as mãos. Enquanto que os outros ficaram confusos, principalmente Anna. Jack, apesar de chocado, ficou feliz ao ouvir, e não deixou de perguntar:
—É verdade, Elsa?
Elsa ficou chocada com a pergunta e corou logo em seguida, porém ela também ficou brava com a insinuação do sonserino. Sempre a incomoda.
Elsa ia dar uma resposta à altura, se não fosse por um estranho acontecimento vindo da pia do banheiro. Primeiro, a moldura de cobras que desenha o objeto se mexeram, e foram liberando uma parte dela. Depois, a pia começou a girar e uma parte aberta foi se expandido, e assim pôde ser visto um túnel escuro, sem ser possível ver seu fim. Não sabiam o que era isso nem como aconteceu.
—É a entrada da Câmara Secreta!- Murta exclamou, tão surpresa quanto os bruxos que assistiam junto a ela.
Os cinco encararam a fantasma, bem surpresos e confusos.
—Como!? Não disse que apenas quem fala a língua das cobras pode abrir a câmara!?- Soluço foi o primeiro a perguntar.
—Exatamente!...- Respondeu chocada. -...Não entendo por que isso aconteceu.
Mesmo com a estranha abertura da Câmara Secreta, era a oportunidade de explorar o local e finalmente verem o que tem lá, e mal esperavam para entrar. Porém, não sabiam como.
—Isso não tem escada...- Anna comentou cabisbaixa. -...Como vamos descer?
Os quatro amigos deram de ombros, indicando que não sabiam como entrar na câmara.
—Acham mesmo que vão descer para a Câmara Secreta? Não, não...- Murta disse, balançando a cabeça em negação. -...Vocês devem cair!
Os cinco não compreenderam o que Murta queria dizer.
—Como assim?- Merida perguntou.
—Exatamente…- Engrossou a voz, parecendo mais assustador. -...Vocês devem cair e escorregar até chegar lá.
Os jovens se encararam.
—Então, quem vai primeiro?- Elsa perguntou.
—Eu sugiro que vá primeiro um grande amigo nosso Soluço. Afinal, é o mais corajoso!- Jack disse, rindo de deboche do moreno. Sabia que ele tem medo dessas coisas.
Soluço riu de forma irônica e revirou os olhos, o que fez Jack rir mais. Anna levantou a mão, chamando a atenção de todos.
—Eu vou!
Merida sorriu, satisfeita pela coragem da ruivinha, enquanto Soluço e Jack pareciam surpresos com a vontade de uma menina aparentemente delicada. Porém, a única que não estava contente com a coragem de Anna era sua própria irmã, que não quer vê-la machucada.
—Anna, é melhor ficar aqui. É muito perigoso ir lá!
—Elsa, deixa ela!...- Merida falou, não concordando com a loura. -...Bem que você poderia ter metade da coragem dela.
Elsa ficou chocada e envergonhada com o comentário da ruiva valente e ficou calada. Sentia suas mãos formigando por debaixo das luvas dela. Cruzou os braços e respirou para poder se acalmar. Deve evitar que seus poderes escapem.
—Está bem.- Sussurrou, encarando seus braços cruzados.
Anna andou até a beirada do buraco, e procurou ver se podia ver onde terminava, porém não achou. Ela inspirou e segurou o oxigênio em seus pulmões, fechou os olhos e pulou. Os outros assistiam a ruivinha descer até que toda a escuridão camuflando-a.
—Ela é boa.- Murta comentou, balançando a cabeça.
—E eu sou a próxima.- Merida disse, e foi até beirada para fazer o mesmo que a sua amiga. Fechou os olhos e pulou.
Jack apressou em se posicionar para pular, vendo Merida sumir na escuridão antes entrar. Soluço fez na sequência e, por último, foi a Elsa. Murta via um pequeno rastro de gelo seguindo a loura. Por sorte, a Murta conhecera o seu segredo.
—Boa sorte!
…
Rapunzel estava com as mãos presas em uma espécie de algemas, porém como o lugar estava escuro, ela não podia identificar realmente o que a prendia. Pensara sobre o que seus amigos estava fazendo no momento. Rapunzel nem sabe que dia estão, pois nem petrificada ela sabia, até que as pessoas disseram a ela.
—Quando eu vou sair daqui?- Perguntou para si mesma, preocupada a sua vida. Não sabe o que essas pessoas podem fazer com ela.
Porém, ela não imaginava que alguém escutara.
—Espere, minha curandeira…- Ouviu a voz do homem que a sequestrara, e que assombrou-a pelos dias em que viveu. Achou estranho não ter ouvido os passos. -...Chegará a sua hora de “sair daqui”, porém não será agora…- Riu maleficamente, e Rapunzel virou a cabeça para a esquerda, onde a voz estava vindo. -...A senhorita emagreceu? É melhor se alimentar!
Rapunzel ficou brava pela insinuação. Não se alimentou muito por conta de como estão a tratando.
—É culpa sua.- Sussurrou, porém o homem a escutou.
—Não me desrespeite desta maneira. Pelo menos, há uma área para suas necessidades especiais, mocinha.- Riu no final, deixando a loira mais brava.
Depois, pôde ser ouvido passos se aproximando e pararam bem próximos a loira, porém escutara no lado direito.
—O que houve?- Perguntou o homem que a sequestrou.
—Eles estão vindo.- Respondeu uma voz grave, e este era estranhamente familiar a Rapunzel, mas não lembra onde.
Ouviu uma risada vindo a sua esquerda, e imaginou que algo ruim estava vindo.
—Excelente!...- Disse o homem, e depois falou para a Rapunzel: -...Se prepare, loirinha, pois verá coisas que não são recomendados para menor de 12 anos.- Finalizou a frase rindo, deixando a Rapunzel mais assustada.
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