Rewrite

16 Desfoque.


Notas iniciais
Pessoal me desculpem pela longa demora, esse mês eu estive viajando e fiquei do 4 a 19 em SP pq meu namorado mora la e como eu sou do RJ, eu tinha que aproveitar melhor o tempo já que só nos vemos durante as férias.

Antes da viagm tive que resolver problemas com matricula na faculdade e após, quando retornei estav sem internet, então mil perdões pela longa demora. ^_^

Agradeço a todos os leitores que fielmente continuam acompanhando a fanfic, apesar da minha demora, agradeço por todos os reviews, recomendações e favoritos sobre a fanfic, é muito bom que nosso trabalho tem um retorno -rs

Vamos ao capíulo, tenham uma boa leitura. ^^

Estranhamente quando alguém morre o céu fica escuro e ameaça a chover. Para a manhã seguinte tudo o que Sakura desejava era talvez que o céu falasse com ela também. Ela pretendia passar a madrugada no colégio, recusava-se a sair dali. Com certeza por estar com a ferida a policia lhe faria mais interrogatórios, e com isto, já era o terceiro atentado que presenciava.

Quem mais tinha uma arma naquele local? Ela reconhecia muito bem a lâmina com as iniciais S.U, que uma vez Sasuke usará para salvá-la de estupradores, se é que de fato eles eram, já que aquela poderia ser mais uma das várias armações de Sasuke.

E por falar nisso onde estava o Uchiha? Que tinha desaparecido faz tanto tempo, não havia sinal dele, do terrorista ou de qualquer pessoa suspeita naquele local, apesar de que as provas eram mais do que incriminadoras. Sakura sentia tontura e dor de cabeça por causa daquela pressão; era como se fosse sufocar com toda aquela dúvida e... Afinal de contas porque ainda tinha dúvidas de algo? Era obvio, estava tudo claro, o que a estava atrapalhando de ver o que estava estampado em sua frente? Diante de fatos, tragédias, não havia muito que se pensar.

"Eu não sei quem você é... Apenas apague e reescreva."

Aquilo não podia ficar assim, não daquela vez, ele já estava indo longe de mais, e por quê? Por quê? Não... Era um pouco obvio de mais, Ino tinha apresentado Sasori a Sakura, e se aquilo fosse uma vingança? Mas... Na época do assassino Sasuke? E se ele tivesse mesmo contratado aquelas pessoas, não era possível, mas era obvio.

Sakura caminhou meio desnorteada pelo corredor do colégio. – Hei Sakura-chan! — Naruto gritou tentando contê-la, ele realmente não sabia o que fazer, deixava Ino lá, ia atrás de Sakura ou iria procurar Hinata? O loiro ficou confuso, de mais. Quando pode notar Sakura já não estava a sua vista, ele precisava procurá-la afinal era sua amiga.

A Haruno subiu uma escadaria para o terceiro andar e continuou a caminhar sem prestar atenção ao seu redor, havia alguns corpos pelo chão naquele local, não sabia se alguém estava morto e na verdade aquilo não importava. O som e a percepção das coisas eram vagos, por um momento parecia que um silêncio enorme tinha se estabelecido, para sem seguida algo acordá-la.

Ela viu a parede a sua frente ser explodida, estilhaçando vidros e blocos de cimento, o chão estava ruindo, alguns outros sons de explosão foram escutados em outros pontos do colégio.

O som dos alto-falantes começou a ecoar pelo colégio. – Haruno Sakura-san esta gostando da surpresa especialmente preparada para você?

Sakura foi desperta ao ouvir seu nome, todos os pensamentos naquele instante voltavam-se para ela. Obviamente aquela voz era do terrorista, mas onde ele estava naquele momento? Talvez o possível local fosse à diretoria, mas isso era muito obvio para que alguém no mínimo tão esperto pudesse estar lá. O que ela deveria fazer? Por alguma razão, ela no fundo desejava que Sasuke estivesse por perto, ele saberia o que fazer. Será que ele tinha desistido de protegê-la?

– Eu implantei várias bombas ao longo do colégio, ninguém mais irá se machucar se você pacientemente se dirigir até o terraço. — As transmissões através do alto falante se encerraram por aquele momento.

O medo a consumia de uma forma incontrolável, afinal nem todo ser-humano é altruísta o suficiente para por sua vida em risco por outras, mas ela queria chegar ao fundo desse mistério. No fim... Mais nada importava... Certo?

Ela começou a caminhar na direção contrária, onde a sua frente encontraria algumas escadarias. Os corredores ao seu redor estavam vazios, boa parte dos alunos já tinham fugido, tendo em vista que a maioria encontrava-se no ginásio devido à festa, os poucos feridos no fim das contas foram apenas aqueles que devido ao pânico pegaram o caminho errado. O caminho errado era irônico lembrar que tudo aquilo era por culpa de um simples atalho.

"Você esta caminhando para o fim... Apenas apague e reescreva.”

O som de novas explosões ao redor estavam ocorrendo imediatamente. – Não faça isso Sakura-chan. — Corajosamente Naruto seguia pelos corredores, ele a tinha encontrado e estendeu a mão para que ela o seguisse até um lugar seguro. Ela estava receosa quanto a isso, sua sanidade mental começava a ficar escassa e palavras claras tornavam-se desconexas devido a sua confusão. Por um instante ela começava a perder a noção da realidade novamente, sua visão escurecia enquanto que os sons ao seu redor ficavam distantes, ela deixou de sentir seu corpo. Aquela estranha sensação tomava-a novamente, por um breve momento desejava que fosse a morte tomando-a em seus braços, mas para complicar era novamente, apenas um labirinto de confusões traumáticas e agonizantes junto a alucinações desconexas.

"Reescreva... Você continua a viver."

As explosões pararam por toda parte, e imediatamente as sirenes dos carros de policia chegavam ao local. Quando Sakura abriu seus olhos percebeu que o cheiro familiar misturado ao sangue estava presente, seu corpo ainda mole era amparado por braços quentes e firmes, enquanto uma mão levemente acariciava seus cabelos. Ao olhar para cima o encontro com os orbes negros e profundos fazia com que ela desejasse se perder neles e nunca mais recuperar sua razão, tudo era vago e confuso como se num sonho e naquele momento ela desejava dormir para sempre antes de acordar para um pesadelo real.

– Sasuke... — Ela sussurrou antes de adormecer novamente em seus braços.

[...]

No dia seguinte acordar como sempre parecia uma espécie de tortura que na opinião de Sakura deveria acabar logo. Ela estava deitada na enfermaria do colégio, aparentemente sem nenhum arranhão, era cerca de quatro horas da manhã e logo iria amanhecer. Naruto e Hinata aguardavam junto a ela na enfermaria e do lado de fora uma escolta policial vigiava a porta, os outros estudantes já estavam fora do colégio e a policia isolava o local para colher pistas e respostas. O único motivo para os três estarem ali era que de fato seu testemunho sobre os fatos seriam importantes, tanto Naruto quanto Hinata já tinha relatado o que presenciaram ao redor da Haruno e faltava apenas a própria contar o que viu, ainda mais porque talvez essa confusão toda acontecesse por sua causa.

Quando observou a porta da enfermaria podia ver que os pais de Ino passavam do lado de fora, a mãe era calmamente amparada pelo senhor Yamanaka e naquele momento Sakura não tinha outra vontade a não ser a de chorar. Ela abraçou os joelhos e escondeu o rosto após se sentar, as lagrimas caiam por toda parte. Hinata docemente colocou a mão em seu ombro para dar-lhe forças e Naruto apenas desviou o olhar. Era uma grande quantidade de pessoas que passavam pelo local, testemunhas e policiais, detetives, ela estava preparada para um torturante interrogatório obrigando-a a remoer lembranças que não era necessário esforço para recordar.

– Senhorita Haruno, você... — A voz do detetive Genma era familiar, mas antes que ele terminasse a frase, Sakura o cortou.


– Já sei o que me espera, pelo menos tenham um pouco de respeito a minha dor e permitam que eu vá ao enterro me despedir, antes de voltar a esse inferno. — A voz da rosada era seca e amarga.


– Acho compreensível, porém para sua segurança mandaremos alguns policiais disfarçados para garantir que novos atentados não aconteçam.

Sakura não retrucou a respeito da decisão, se bem que não fazia diferença no fim das contas. Após a autópsia da causa da morte o corpo de Ino foi liberado no fim do dia, aproximadamente às cinco da tarde o enterro já acontecia, um tanto breve para o caso em questão. Vestida com roupas negras, em Sakura a única cor viva era a de seus cabelos. Ela olhou todos os familiares e amigos, o desespero dos pais de Ino em aceitar a perda. A mãe da amiga teve um acesso de nervosismo e antes que pudessem jogar a terra para cobrir o elegante caixão; desesperada pela perda de sua única filha ela tentou se jogar dentro da cova, tendo de ser tirada do cemitério a força. A rosada não tinha cara para voltar para casa dos Yamanaka, seu coração e sua consciência não deixariam.

Ela observou e algo a incomodou imediatamente, o longe Sasuke observava o ocorrido, mas antes que o Uchiha pudesse se aproximar ou Sakura pudesse ir até ele para socá-lo e dizer umas verdades, alguém inesperadamente a abraçou. – Sinto muito Sakura. — Era Sasori que até então, não tinha dado noticias, mas ele tinha em seu corpo alguns hematomas e ferimentos. A atenção sob Sasuke tinha sido desviada por um instante, e quando os olhos da rosada voltaram-se novamente ele já não estava mais lá, o que não significava necessariamente que ele ainda não a observasse.

Depois do velório, Sakura estava bastante cansada, a noite tinha sido e ela na verdade não sabia o que fazer. Tanto Hinata quanto Naruto tinham oferecido suas casas à rosada, e novamente os pais de Ino, porém ela os recusou temendo que a vida deles pudesse ser posta em risco. Sasori também lhe tinha oferecido sua casa, porém Sakura não achava isso muito correto, não o conhecia há tanto tempo e, além disso, ele parecia estar interessado nela, isso seria desconfortável. As opções se acabavam, sua casa, qualquer lugar que fosse traria más recordações, ela já não sabia para onde poderia ir, onde poderia estar segura.

– Sakura-san, esta na hora de ir. — Genma o detetive de antes a chamou parado frente a um carro preto, obviamente para não dar indícios de que pertencia a policia, tudo era feito com o maior sigilo possível. Talvez passar a noite na delegacia não fosse tão ruim, lá era seguro e no momento a rosada não se importava muito em dar um interrogatório.

Para a felicidade da rosada aparentemente tanto o terrorista quanto o assassino anterior tinham sido presos, informação que até então ela não tinha. Genma não parecia revelar mais do que isso, o que não quer dizer que ela estava segura, afinal vários outros poderiam vir sem que ela pudesse sequer se defender. Estava cansada.

– Isso é pouco comum, mas olhe. — Genma estendeu uma pasta com detalhes da investigação para a rosada.

As tragédias e fatos estavam enumerados uma a uma desde o primeiro ataque, quando Shizune foi feita uma vitima. Aparentemente, até aquele momento as vitimas do serial Killer Hidan eram aleatórias, até que Sakura tornou-se uma testemunha, logo após os policiai levantaram a hipótese que aquela era uma possível queima de arquivo, entretanto em algum momento a possibilidade deixou de fazer sentido.

Que relação um terrorista internacional poderia ter com um típico maníaco como Hidan? Porque o maior empenho deles em persegui-La? Afinal outras coisas não se encaixavam. Tinha a gravação da mensagem de Deidara: "especialmente preparada para você". Algo era bastante claro ali, Sakura era o alvo, então era possível que no fim das contas Shizune não fosse o alvo, mas sim... A pessoa que estava no lugar errado e na hora errada.

– Segundo as investigações o primeiro assassino não tem relação com o segundo. — Genma reforçou a hipótese. – O primeiro no qual você era a “testemunha”, Hidan realmente era um serial Killer aleatório, descobrimos que ele tinha costume de fazer rituais com suas vitimas e tomava seu sangue. Já o terrorista Deidara é conhecido por atentados a museus famosos e ele veio do exterior, o que posso concluir é que alguém que tem muito conhecimento, contatos e dinheiro esta fazendo isso Sakura-san, mas queremos saber o por que...

– Estou vendo aqui que além das explosões, vários alunos foram mortos por cortes, assim como a Ino. — Genma assentiu confirmando a informação. – Por causa do apagão ninguém conseguiu identificar um culpado, mas ficou mais do que óbvio que havia mais alguém com o terrorista, talvez uma ou mais pessoas.

As peças se encaixavam de forma muito completa, Sasuke tinha um potencial grande de mais para armar aquilo tudo, embora muitas outras pistas faltassem, parecia que aquela loucura tomava cada vez proporções mais assustadoras, entretanto apenas uma coisa chamou a atenção da Haruno no fim do relatório. Na foto do local onde Ino tinha morrido algo estava errado. A mensagem escrita com sangue estava borrada e nome de Sasuke era ilegível. Quem apagou a mensagem?

“Apenas apague e reescreva.”

Notas finais
O capítulo ficou maior do que eu esperava, espero que tenham gostado.

Acabou que ele ficou mais descritivo e teve dessa vez poucos dialogos, mas espero que não esteja ruim. A fanfic já esta se aproximando de seu climax pra o desfecho e enfim...

Nota 1: Sakura realmente viu o Sasuke, era ele que estava com ela, não foi uma alunação. Teve uma carencia de informações porque a história girou em torno do que aconteceu com a Sakura, assim deixando pouco evidente outros acontecimentos naquele mesmo momento.

Nota 2: O que o Deidara disse é mais do que fato consumado e de algum modo o Genma estava certo.

Bom, em breve vocês terão mais pistas para finalmente resolver o mistério ou simplesmente confundir ainda mais a cabecinha de vocês. =)