Rewrite

17 Orgulho


Notas iniciais
Demorei pra postar de novo, por causa da faculdade, mas dessa vez a fic engata e vai com tudo até o final, junto com The kill. Espero que gostem. -rs

Na sala de Genma onde ele pegava o depoimento de Sakura foram ouvidas batidas na porta, e imediatamente uma figura alta adentrou o local.

– Itachi-san, novidades? — Genma dirigiu-se ao outro detetive, e quase que por extinto talvez, Sakura gelou.

A imagem de Itachi atacando o velho e Naruto amarrado em uma árvore ainda não saiam de sua cabeça, por alguma razão, ainda mais devido a sua extrema frieza natural Itachi lhe causava calafrios. Ele olhou fixamente a rosada, mas sem nenhuma expressão, parecia apenas que a analisava tentando adivinhar qual o próximo passo que ela tomaria, mas para melhorar aquele clima tenso o silêncio devia ser quebrado por alguém.

– A pericia no sistema de segurança do colégio terminou e não encontramos mais pistas, parece que o conteúdo das câmeras foi deletado antes da policia chegar e não conseguimos recuperá-los. Isso quer dizer que o terrorista estava protegendo alguém. — O Uchiha concluiu.

– Assim as coisas ficam complicadas, com certeza tinha algum infiltrado lá. Por ser uma festa de alunos euduvido muito que eles vão se lembrar de alguém em especial, mas não temos opção vamos ter que interrogar todos. — Genma concluiu. – Esse é um dos casos mais difíceis que eu já peguei.

– Haha, isso só mostra que estamos lidando com alguém inteligente. Eu não devia achar graça, mas é mais do que fato que isso foi cuidadosamente planejado, mas pra ser exato existem muitas coisas que não se encaixam ainda. — Itachi voltou à seriedade. – Nessa ocasião não é bom descartar que talvez o terrorista tivesse dois ou mais aliados lá dentro. — Naquele momento Sakura assustou-se, respirou fundo por um instante e se recompôs.

Será que Uchiha Itachi estava mesmo tentando intimida-la? Genma estava um pouco desatendo as reações da Haruno, entretanto voltou a colher depoimentos. – Haruno-san, tem mais alguma coisa, uma pista que pode nos ajudar?

Sakura se lembrou da imagem da cena do crime, do suposto nome de Sasuke escrito no chão que não estava mais lá. Ela por algum motivo não se atrevia a citar o Uchiha na frente de seu irmão mais velho, por mais que eles não fossem tão próximos. – Não sei de nada. — Ela ficou um pouco nervosa. – Você disse que prenderam o terrorista, quem foi?

– Itachi-san, ele chegou ao colégio antes de todo mundo. — Por um momento o coração de Sakura acelerou e ela sentiu-se que suas suspeitas se confirmavam. Não sabia o que pensar sobre Itachi, aparentemente ninguém sabia da suposta conversa que ela teve com ele.

– Algum problema Sakura-san? — Itachi pegou-a de surpresa ao fazer a pergunta. A rosada estava tremendo um pouco, suas pupilas ficavam pesadas. – Acho melhor ela dormir Genma, acho que ela não descansou ainda.

“Se você está com medo, apenas apague e reescreva.”

– Concordo senhorita Haruno não me parece bem. — Genma concordou e liberou-a do depoimento.

Mas onde descansar? Sakura, não sabia para onde poderia ir. Sua casa? A de Ino? Qualquer lugar, até mesmo a delegacia pareciam perigosos, ela tinha medo de repente Sasuke invadir o local matando todos, já que ele já entrou armado onde não deveria.

"Eu não sou burro, posso ser impulsivo e muitas coisas, mas meus atos são muito bem pensados." — Naquele momento as palavras de Sasuke ecoavam em sua mente.

Se Sakura tivesse pelo menos o mínimo de noticias do Uchiha, ela talvez não estivesse tão preocupada, afinal não saber o que ele estava fazendo era pior e mais torturante do que se pudesse ler seus pensamentos. Os pensamentos, ela se lembrava de deles, do dia em que seu conto de fadas se desfez e que até então surgira duvida se Sasuke era um maníaco ou um doente, mas parando pra pensar... Qual a diferença entre as duas coisas afinal?

– Você pode ficar no meu apartamento. — Itachi sugeriu fazendo com que mais uma vez Sakura gelasse.

– N-não é necessário. — Ao responder ela demonstrou certo nervosismo, mas então o que fazer na realidade? Já estava ficando sem opções.

– Considerando que você é um alvo iremos adicioná-la ao programa de proteção a testemunhas. — Genma apareceu com uma suposta solução. – Sakura-san devido ao fato das investigações não terem terminado ainda que esteja no programa, terá de permanecer na cidade até o término. Irá usar um nome falso, ficará em um hotel e alguns policiais farão sua escolta. Itachi-san irá levá-la, qualquer coisa é só ligar.

Perfeito! Ela agora era refém da policia, mais precisamente de Itachi talvez. Não sabia se poderia confiar, mas tinha opção? Ele a levou até um elegante hotel e a registrou com um nome falso apresentando ao gerente, já hospedava muitas pessoas ali enquanto recebia uma boa quantia do governo para isso. Havia na verdade, um andar particular, onde apenas policiais tinham credenciais para entrar.

Segundo as informações Sakura por enquanto era uma turista da Suécia e não ficaria na cidade por muito tempo. Quando chegou ao quarto a Haruno ficou um pouco aliviada, era uma suíte grande, bem mobiliada e bastante luxuosa. Sakura deitou na enorme cama e meio que sem opção desabou no sono. Quando acordou viu que Itachi a observava enquanto esperava sentado em uma poltrona.

– Dormiu bem? — Ele disse em seu tom costumeiro e calmo, sua voz rouca era serena e Sakura apenas sacudiu a cabeça em afirmação. – Você deve estar confusa sobre tudo, vi que ficou intimidada com a minha presença no interrogatório. — Ele sorriu sutilmente. – Não quero que tenha uma opinião má formada de mim. Aquele senhor em quem eu atirei no parque era Hidan, ele estava te seguindo e talvez tivesse te matado se eu não estivesse lá. Eu achei o disfarce suspeito e o prendi, mas não conte a ninguém. Sou um agente da policia secreta e aos olhos das outras pessoas por enquanto sou apenas um empresário a negócios.

Aquela explicação era bastante convincente e plausível, talvez Itachi não fosse a ameaça que a rosada esperava no fim das contas. Ele parecia bastante sincero, mas por ser irmão de Sasuke poderia confiar nele? Não deveria, mas não havia opções, por hora a rosada ia apenas observar e ver como as coisas prosseguiam aquela altura mais nada importava.

Batidas foram ouvidas na porta, e então, Itachi foi abri-la. Sakura permaneceu onde estava, de certo modo envergonhada, afinal estava sozinha em um quarto de hotel, com um empresário bastante atraente, se não fossem as circunstancias, com certeza ela estaria em maus lençóis.

Itachi retornou trazendo um carrinho com uma xicara de café, uma de chocolate quente e alguns biscoitos. – Está fazendo muito frio, e creio que deva estar com fome, então pedi o serviço de quarto.

Ele pegou a xícara de café, e entregou a de chocolate quente a ela. – Não se preocupe, eu não seria idiota por veneno ai. – A piada tinha surgido numa hora inapropriada, e Sakura não sabia se aquele era uma espécie de humor típica aos Uchiha, ou uma ameaça mascarada.

Embora de um porte elegante e politicamente correto, Itachi exalava uma aura imponente e grandiosa, ele parecia o tipo de pessoa que conseguia tudo o que queria, parecia o tipo que não teria restrições em usar os outros ao seu favor. Sua natureza manipuladora ficava estampada em suas palavras, complexas, de duplas facetas, ele conseguia arrancar das pessoas exatamente o que queria, enquanto ao mesmo tempo, era tão misterioso que era impossível saber o que ele estava pensando. Aqueles sorrisos sutis pareciam querer devorá-la, embora a expressão do Uchiha, não demonstrasse o menor interesse.

– Obrigada, Itachi-san. – Sakura agradeceu tomando um gole do chocolate quente, que estava incrivelmente perfeito.

– Bom não é? Eu tomei a liberdade de investigar pra saber exatamente como você gosta. Visitei a senhora Haruno no hospital, ela me parece melhor. Disse que está com saudades. – Sakura parecia atônita ao ouvir aquelas afirmações enquanto Itachi sequer parecia interessado pelo café na xicara em suas mãos. – Não se preocupe, seus pais estão em boas mãos. Se qualquer coisa acontecer, eu vou tomar os devidos cuidados. – De uma forma assustadora, tudo o que Itachi dizia parecia uma ameaça mascarada. Seria possível que ele estivesse jogando com ela? Por quê?

Sakura não sabia como agir diante daquele homem, ela precisava escapar e rápido. Ela precisava desviar das palavras dele, antes que entrasse em pânico. – Sasuke-kun e você, que tipo de relação vocês tem?

Por instante o semblante de Itachi mudou, aquela aura de imponência pareceu levemente ameaçada, mas ele retribuiu apenas com frieza.

“Apenas apague e reescreva... O passado ainda vive.”

– Sasuke era muito apegado a mim quando pequeno, nós tínhamos uma boa vida, apesar de tudo. Lembro-me que uma vez, ele ficou muito empolgado quando o levei a um depósito antigo numa ilha aqui perto. É propriedade de nossa família, e bem, eu disse a ele que poderíamos caçar fantasmas lá.

Uma leve satisfação tomou o semblante de Itachi, ao lembrar-se do passado, quando a vida era boa e a vida de pessoas não era uma preocupação. Sakura ficou levemente comovida com o relato, parecia sincero de mais para alguém, que a pouco parecia estar jogando com palavras. Era a primeira vez que via Itachi falar com algum resquício de sentimentalismo e boa vontade. Elea encarou por instante, vendo que ela parecia entretida, quase implorando por mais relatos. – Você realmente gosta dele, certo?

“Se as dúvidas açoitam, e não sabe o que dizer. Apenas Apague e reescreva.”

Sakura foi pega de surpresa com a pergunta. Não era um absurdo pensar que Itachi provavelmente sabia de seu suposto namoro com Sasuke, pelo fato deles serem irmãos, obvio, e principalmente pelo Uchiha mais velho pertencer a policia. Mas para aquela pergunta, não havia resposta no momento, ela não poderia simplesmente dizer “não gosto do seu irmão, ele tentou me matar.” Ou pior ainda “eu ainda gosto dele, apesar de ter tentado me matar’”. Não havia respostas, ela apenas se calou.

– Deve ser um assunto tenso pra você, principalmente porque Sasuke é o maior suspeito do caso.- Aquela afirmação acertou-a como uma facada certeira. – Só estava curioso, afinal ele é meu irmão, apesar de não nos darmos mais tão bem.

– E o que aconteceu? – Por um momento, a rosada foi tomada por curiosidade novamente.

– Quando nossos pais morreram, eu fui para o exterior. Sasuke nunca me perdoou por isso. – Itachi respondeu de forma calma. – Eu não o culpo, deve ter pensado que sou um covarde, mas fiz o que achei que tinha de fazer. Não me arrependo.

Itachi parecia muito convicto em suas indagações, ele com certeza era um homem decidido, que definitivamente sabia o que queria no fim das contas. Enquanto Sasuke parecia alguém confuso, desinteressado e de certo modo muito perturbado.

Será que os traumas da vida teriam feito dele o que era atualmente? Sakura tinha passado por duas grandes perdas recentemente, então por um momento ela pensou no quanto provavelmente foi doloroso para o Uchiha, perde os pais e em seguida o irmão mais velho. Ela sabia como era essa dor, quase passou pelo mesmo quando Hidan tinha atacado seus pais, e Sasuke a tinha salvo do pior. Se é que ele realmente tinha salvo de algo.

Apague e reescreva... Eu entendo você.”

Aquelas eram coisas a se pensar, refletir, no fundo, Sasuke também era humano. Por mais que errasse, ele também tinha sentimentos, ele também merecia uma chance, ele também provavelmente estava sofrendo.

Sakura pegou no sono novamente, o estresse e correria estavam lhe dando um cansaço demasiado. Ela estava bastante confusa com tudo, mas em que hora não estava? Quando acordou novamente, sentiu uma mão tocando seus cabelos de leve, acariciando seu rosto de uma forma terna e quente. Quando abriu os olhos, reconheceu o rapaz de cabelos negros, mas estava tão sonolenta e entorpecida que queria acreditar que aquilo fosse um sonho. Pois nos sonhos, não há certo ou errado, não repreensões, apenas desejos. Nos sonhos tudo é seguro, não há problemas ou dúvidas, apenas o que você gostaria que fosse na realidade.

Os toques eram muito vividos e familiares. Logo, o rapaz inclinou-se tomando-lhe os lábios de forma doce e calma. Não era com a selvageria e desespero habitual, ele parecia estar impondo limites dessa vez. Sasuke, continha indecifrável como sempre. Temendo que ele se afastasse, querendo permanecer naquele doce fantasia, Sakura esticou os braços e o abraçou segurando-o pela nuca.

– Sasuke-kun, apenas me diga a verdade. Você...- A pergunta fora interrompida com o dedo indicador, pedindo um silencio. Sem acusações ou dúvidas, sem nada.

Sakura não entendia o porquê daquilo, estava ainda, muito sonolenta. De uma maneira que mal conseguia manter seus olhos verdes abertos, uma pequena escorreu de seus olhos, ela não queria, que ele fosse embora, quando fechasse os olhos.

A verdade, é que a bebida de mais cedo tinha um sonífero bem forte, que apesar de tudo, demoraria algum tempo para passar. Sasuke saiu do quarto, embora sua vontade fosse de ficar ali enfrentando quem quer fosse. Mas, indiscutivelmente fora convencido por Itachi, que lhe tinha dito que o estado mental da garota já não era dos melhores.

Itachi, por sua vez, aguardava do lado de fora do quarto, para dar privacidade ao irmão. Ele tinha facilidade para fazer o que quisesse, e arrumar a visita não fora tão difícil, desde que Sasuke respeitasse suas condições. Primeiro, ele iria dar um sonífero para acalmar Sakura, e fazer parecer que tudo fora um sonho, o irmão mais novo não gostava muito da ideia, mas concordou apenas por saber que se o visse, Sasuke provavelmente sairia correndo como uma louca.

Encostado a parede, do lado de fora Itachi apenas aguarda, com seu semblante calmo e os braços cruzados. – Você demorou demais, irmãozinho tolo.

Sasuke lhe lançou um olhar de desdém. –Tcs. – Sibilou, de forma costumeira, Itachi lançou lhe um sorriso com ironia em retribuição. – Não pense que isso me fará perdoá-lo, traidor.

– Não fiz isso para pedir desculpas irmãozinho tolo. – Itachi respondeu com frieza, obviamente o orgulho era um mal de família, mas apesar disso, Itachi estava se sentido meio em divida, ao ver o desespero do irmão. – Sasuke, apenas entenda que eu tive meus motivos pra fazer o que fiz.

– Ah, claro. O grande empresário Uchiha não queria descuidar dos negócios da família, queria cuidar do meu futuro, do dinheiro, e etc.. .Afinal, o que importa além do dinheiro e do poder, certo?

– Você nunca se perguntou o motivo de eu ter entrado pra policia secreta? – Itachi, pela primeira vez perguntou, esperando que o irmão ao menos o compreendesse. – Não sabe o que dinheiro e poder pode conseguir, irmãozinho tolo.

– Deixe-me adivinhar, queria espionar seus concorrentes. Você é um homem bem sucedido, estou orgulhoso e obviamente dessa vez lhe mandarei um cartão de natal. Nii-san. – A ultima palavra fora uma ironia.

Sasuke parecia mal agradecido, e por mais que o irmão tivesse lhe feito um favor, ele não conseguia engolir que ele estivesse sendo legal depois de ter sumido por vários anos. Sem vir, passar um tempo sequer. Sasuke era orgulhoso de mais para perdoar, para aceitar esse descaso. Não era justo que Itachi o tivesse abandonado logo após a morte dos pais, sem ampara-lo, sem dar apoio, deixando-o carregar tudo sozinho. Jamais o perdoaria por isso, para Sasuke o irmão definitivamente não merecia gentilezas, ainda que lhe fizesse favores. Aquilo não podia compensar anos de solidão.

“Não da para mudar o passado. Apenas apague e reescreva.”

Notas finais
Bom galera, desculpem mesmo pela demora. Os ultimos capitulos da fanfic já estão sendo escritos, talvez ela termine no 20, se tudo sair como planejo, ou até um pouco mais -sou meio perfeccionista com números. Mas enfim, o importante é que voltou. Não deixem de comentar, e obrigada por não abandonarem essa autora atrazilda. Devo dizer, que a função de programar postagem do Nyah foi genial, ela vai ajudar muito na hora de conciliar a falta do tempo. Sobre o capitulo. Itachi-san, é legal, mas suspeito. Ele realmente deixou o Sasuke entrar no quarto, ele sabe muito mais do que aparenta. -rs.