Reviravoltas Do Amor (hiato)
1 Capitulo 1
Notas iniciais
Boa leitura.
Isabella era uma garota de apenas 16 anos que estava no 2 º ano do Ensino Médio. Ela tinha cabelos escuros bem ondulados que desciam em cascata até o meio das costas e olhos castanhos.
Isabella atraia muitos garotos que se apaixonavam por ela. Todos os dias surgia um novo garoto que se declarava para ela e que era rejeitado depois que ela se divertia com os sentimentos do mesmo.
Ela nunca gostou de ''relacionamentos sérios'' principalmente depois que o seu primeiro (e último) namorado á traiu com a sua melhor amiga na maior cara de pau. Depois disso ela jurou para si mesma que nunca iria se envolver com outro homem... Até que um aluno transferido do 3 º ano chega em seu colégio e muda totalmente o seu jeito de pensar.
Joseph era um garoto alto de cabelos escuro e volumosos que iam até a nuca, pele morena e olhos exoticamente lindos.
Isabella achou o garoto muito bonito mas logo não iria se interessar mais já ele que ele iria ser mais um garoto que viria se declarar como todos os outros... Mas não foi bem assim que aconteceu.
Depois de 1 semana ele ainda não viera se declarar então ela começou a se aproximar mais do garoto para fazer com que ele se apaixonasse e se declarasse.
Com o passar do tempo eles se tornaram amigos, bem próximos, e passavam a maior parte do tempo juntos. Eles conversavam sobre varias coisa e assuntos como por exemplo o que iriam fazer quando terminarem o Ensino Médio, em que faculdade eles iam se formar, coisas assim.
Um dia um garoto pediu para conversar com o Joseph em particular. Ele achou estranho mas acabou concordando. Eles combinaram de se encontrar depois da escola em um Café que ficava umas 3 quadras depois do Colégio.
– Vamos Seph! — Falou Isabella da porta da minha sala. Eu esqueci de avisa pra ela!
– Oi Isa. Hoje eu não vou poder ir com você, desculpa!
– Por que? — ela falou com a voz manhosa
– Eu vou me encontrar com um amigo. Ele disse que quer falar comigo...
Ela fez uma expressão de choque, mas só por um segundo.
– E sobre o que ele quer falar com você?
– Hmm.. Não sei .
Ela riu — Como assim não sabe? — Perguntou depois de parar de rir
– Sei la! Ele não falou sobre o que era, só disse que queria falar comigo
– Huum, sei!
– É sério!!
– Ok, eu acredito em você. — Falou com um sorriso nos lábios — Então, você se importaria se eu for junto com você?
Eu fiquei um pouco surpreso com a pergunta mas no fim acabei concordando.
– Claro, acho que ele não vai se importar de eu te levar junto.
Trocamos um sorriso e quando eu cheguei em frente a porta ela perguntou
– Aonde vocês marcaram?
– Naquele Café que tem à umas quadras daqui.- falei enquanto andávamos pelo corredor em direção à saída.
– Ah, eu sei onde fica! Não é aquele que a gente foi na semana passada?
– Esse mesmo.
– E quem é que nós vamos encontrar? — ela perguntou curiosa
– É um garoto da sua sala eu acho... Ele se chama Luan.
– Luan?!
– Sim, você conhece ele?
Na verdade eu já dei um fora nele duas vezes mas deixa isso pra la!– Não, só de vista mesmo. — dei um sorriso amarelo
Tanta gente pra querer falar com o Seph e justo o Luan! Aposto que ele vai falar um monte de besteira para o Seph... Ainda bem que eu vou estar presente também.
– Oi Luan, desculpa a demora — cumprimentou Seph. O Luan ficou surpreso em me ver. Claro. Ele não esperava por essa! — Eu trouxe a Isabella junto. Você se importa?
– N- não, claro que não... Boa tarde Isabella — falou com um sorrisinho forçado
– Boa tarde, Luan. E então o que você queria falar com o Seph?
Ele ficou meio indeciso por um momento, sobre o que responder -Eu... Não era nada de importante...
Eu não posso deixar os dois sozinhos...
Ficamos conversando por um tempo mas o Luan disse que tinha que voltar porque tinha que fazer o trabalho de Inglês. E eu também é claro, já que somos da mesma sala, então pedimos a conta e dividimos igualmente. o Seph me acompanhou até o meu apartamento e então foi para a casa dele.
Eu estava chegando no metro quando eu escutei alguém me chamar e me virei para ver quem era
– Luan? — perguntei surpreso
– Oi Seph.
– Você não tinha ido pra casa?
– Na verdade eu ainda tinha que te falar um negócio mas só que não podia ser na frente da Isabella,entendeu?
– Entendi, então fala logo porque amanhã a gente acorda cedo.
– É o seguinte, a Isabella não é quem você pensa que ela é.
–Como assim? O que você esta falando?
– Antes de você chegar a Isabella recebia declarações de amor praticamente todos os dias.
– Eu sei, ela já tinha me falado isso antes. E o que isso tem a ver com o que você quer me falar?
– A Isabella alguma vez já te falou o que ela fazia com os garotos que se declaravam para ela?
–Não... — pensou um pouco para confirmar — Não ela nunca me disse isso.
– Ela iludia o garoto e depois dava um fora como quem não queria nada. Ela usava os garotos como se nós fossemos descartáveis. Comigo mesmo ela já fez isso. Duas vezes. Comigo e com mais de a metade dos garotos daquela escola.
Eu fiquei chocado diante daquela história. Como pode? Uma garota tão engraçada como ela ter um passado tão sujo?!
Era quinta — feira graças a Deus. Eu não consegui pregar o olho a noite inteira por causa daquela história sobre a Isabella que o Luan me contou na terça — feira, desde aquele dia eu estive, inconscientemente, evitando a Isabella.
Já estava na hora do intervalo e eu estava planejando ficar na biblioteca que era um lugar bastante movimentado àquela hora. Me levantei para ir em direção a porta e chegar à biblioteca o mais rápido possível. Mas tão logo eu tive que parar. Assim que eu olhei na direção da porta, lá estava ela encostada no batente da porta olhando diretamente para min. Eu não tinha como fugir. Eu sabia que mais cedo ou mais tarde eu teria que dar alguma explicação para ela mas eu preferiria que fosse mais tarde, tipo daqui a uns dez anos talvez. Tá bom sem exageros.
– O-oi Isa, tudo bem com você? — Fui cumprimentá-la normalmente tentando fazer com que a voz saísse firme.
– Olá senhor Joseph. Tudo sim, e você? — ela o examinou da cabeça aos pés como se estivesse procurando alguma pista sobre o comportamento estranho dele nesses últimos dias.
– Eu estou bem, por que? Não pareço estar bem? — ela não disse nada apenas o observou — Bom eu estou com um pouco de pressa eu.. Er... Eu preciso ir até a biblioteca para estudar uns... Uns livros.
Eu estava quase que saindo correndo para evitar as perguntas que eu tinha certeza de que ela faria, mas ela me segurou pela manga do meu uniforme
– Não senhor. — falou enquanto me arrastava para fora da sala em direção ao terraço, onde costumávamos passar os intervalos juntos. Quando chegarmos lá eu não vou ter escapatória mesmo.
– Desembucha, pode ir falando o que aconteceu pra você ficar me evitando.
– Mas eu não estou te evitando. — tentei falar com uma voz firme mas falhei completamente.
– Corta essa! Você achou mesmo que eu não ia perceber? Vamos, fala logo!
Dei um suspiro, eu não podia mais ficar evitando ela e também não iria mentir.
– Eu... Como você era antes?... Antes de eu vir para cá, digo.
Ela ficou meio surpresa com a minha pergunta — C-como assim? Do que você está falando, assim tão de repente...
– Eu quero saber.
– Bom, me parece que você já sabe, não? — falou arqueando uma das sobrancelhas em um tom irritado. O que me deixou com mais raiva ainda.
Respirei fundo, tentando manter a calma.
– Eu quero ouvir da sua boca. — falei num tom seco
– De quem você ouviu?
– Do Luan. Na terça — feira, quando eu estava voltando da sua casa. E então, é verdade?
– Aquele idiota...Sim, é verdade. Mas eu tinha os meus motivos para fazer isso!- tentou se defender
– E que motivos eram esses, em que você se quer se importava com os sentimentos dos outros?!
– Não interessa...
– Eu sabia. Então esse papo de ''eu tenho os meus motivos'' era só uma desculpa esfarrapada pra justificar os seus erros né?
– NÃO, NÃO ERA! — gritou ela
–AH NÃO? ENTÃO ERA O QUE? — falei sem nem fazer esforço para disfarçar a minha raiva.
Ela se calou como se realmente não quisesse falar sobre isso, e por um momento eu tive a impressão de ter visto lágrimas nos olhos dela.
Eu comecei a andar passando por ela e falei, em um tom mais baixo dessa vez, — Foda- se os seus motivos... Nada justifica o fato de você ter pisado nos sentimentos dos outros, sem nem se importar em como eles ficariam depois...
Quando eu estava prestes a passar pela porta eu dei uma última olhada para trás e então voltei para a minha sala de aula já que o sinal já tinha batido indicando o começo da quarta aula.
Durante a aula o meu celular tocou umas três vezes, por sorte estava no silencioso. O número que estava escrito na tela do celular era o da Isabella. Eu estranhei já que era para ela estar em sala de aula mas resolvi deixar pra lá porque eu não estava nem um pouco afim de falar com ela. Pleo menos não tão cedo.
Assim que saí da minha sala para ir embora uma das amigas de Isabella me chamou
– Seph você viu a Isabella?
Fiquei um pouco confuso com a pergunta. -Como assim? Ela não estava na sala?
Ela balançou a cabeça. — Não, eu não vejo ela desde o intervalo. Ela nem chegou a entrar na sala pra falar a verdade.
Eu entrei em desespero. Onde ela se meteu dessa vez? O meu celular tocou de novo. Era a Isabella.
– Isabella, aonde você está?!!
–Boa tarde, por favor o Joseph? — falou uma voz de homem
– S-sou eu , quem é você?
– Aqui é o Dr. Marcio, médico da Isabella.
– Médico?
– Sim, ela disse que os pais estão viajando e me pediu pra ligar para você.
– O que aconteceu com ela? Ela está bem? -Ele estava começando a ficar preocupado.
– Teria como você vir até aqui?
– Sim, claro. Me passe o endereço por favor. — falei quase entrando em desespero
–Ok...
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