Reviravoltas

21 Vou e não volto mais!


Uma semana se passou, estava tudo na mesma, Kate continuava me ignorando na verdade eu já estava me cansando disso.

Mas num sábado, uma semana antes da festa do Derick e John quando pensei que nada poderia piorar na minha vida, eu estava totalmente enganado.

Sábado 09:30

Eu e meu pai tínhamos combinado de correr no parque pela manhã. Ele entrou no meu quarto e se surpreendeu ao ver que já estava acordado calçando os tênis.

– Milagres acontecem! — Brincou.

– Posso te surpreender! — Falei lançando-lhe um sorriso.

Retribuiu o sorriso.

– O café já está na mesa! — Disse segurando uma garrada de água na mão, estava visivelmente animado.

– Minha mãe está aqui?

– Está sim, ainda está deitada. Achei ela um pouco estranha, mas deve ser coisas de mulheres.

– Deve ser — Concordei caminhando até a cozinha.

Comi ovos mexidos com bacon e suco de laranja, peguei algumas barrinhas de cereais e coloquei no bolso da bermuda para comer durante o exercício. Coloquei um boné e peguei minha garrafinha de água que estava em cima da pia.

– Vamos! Quero ver você ganhar de mim... — Brinquei dando um tapinha em seu peito.

– Só porque sou velho, não quer dizer que não possa ganhar de você — Brincou enquanto entrávamos no elevador.

O dia estava lindo, o sol estava brilhando no céu, era aquele clima que tirava todo mundo de casa para fazer programas em família.

Corremos próximo ao lago, coloquei meu fone e meu óculos de sol. Havia muitas pessoas fazendo piquenique, caminhando com seus animais de estimação, correndo...

Corremos por trinta minutos e sentamos no banco de um quiosque que vendia água, sucos naturais e algumas guloseimas.

– Duas garrafas de água por favor! — Pediu meu pai ofegante.

As garrafas que havíamos levado não deu nem para os quinze primeiros minutos de corrida.

– Aqui está! — Disse pegando o dinheiro da mão do meu pai.

Fomos caminhando em seguida, para descansar um pouco.

– Estou morrendo de calor! — Falei tirando a camiseta.

Alguns minutos depois encontrei Lucy e duas amigas caminhando pelo parque também. As três ficaram me olhando e sorrindo, logo depois comentavam algo entre elas.

– Como é bom ser jovem! Ter um corpo sarado...- Disse meu pai, quebrando o silêncio.

Dei um sorriso espontâneo.

– Você está em forma pai! — Comentei.

Meia hora depois, totalizando uma hora de corrida voltamos para casa.

– Ah nem vem com essa... eu ganhei!

– Roubando, até eu ganho! — Disse meu pai sorrindo, enquanto entrávamos em casa.

A primeira coisa que vimos ao entrar foi umas malas encostadas ao lado do sofá. Em seguida minha mãe apareceu na sala.

– Parece que se divertiram! Fico feliz por vocês serem tão amigos.

– Primeiro vocês me deixam aqui em casa com fome, agora vão viajar e me deixar aqui também! — Brinquei sentando no chão, pois estava todo suado.

– Eu não vou viajar! — Disse meu pai com uma expressão séria.

Fiquei sem entender o que estava acontecendo.

– Eu vou viajar! — Disse minha mãe, que já estava vestida.

– Que legal! Vai pra onde? — Perguntei.

– Vou, e não vou voltar mais!

Meu coração disparou, levante rapidamente.

– Você está brincando né mãe? — Senti meus olhos se encherem de lágrimas.

– Preciso conversar com vocês.

Meu pai ficou sem reação.

– Que besteira é essa que você está dizendo Clair? — Perguntou ele.

Ela sentou-se no sofá nos encarando.

– Eu conheci outro homem, o nome dele é Thomas e eu quero construir uma vida ao seu lado. Pensei muito nisso praticamente 24 horas por dia, pensei nas consequência também, mas não estou aguentando viver no meio de mentira, desculpe Christian mas eu não te amo como antes — Falou com olhar de pena — Tyler eu vou vir sempre te ver, se você quiser pode me visitar também a casa vai está sempre aberta pra você! — Completou com algumas lágrimas escorrendo em seus olhos.

Ela se aproximou para tentar me abraçar, mas eu afastei seus braços de mim e levantei bruscamente. Senti meu rosto se corar e ficar quente.

– Eu não acredito que você vai fazer isso com a gente, você nunca me amou, nunca! Te odeio — Gritei enquanto as lágrimas escorriam pelo meu rosto.

– Não fale isso Tyler, você é a melhor coisa que poderia ter acontecido na minha vida.

– É assim que você agradece?

– Vai Clair, não quero que fique nem mais um minuto dentro dessa casa! — Disse meu pai jogando todas suas malas no corredor, em frente ao elevador.

– Christian não faz isso! A gente precisa conversar a sós. Preciso te explicar tudo.

Ele fechou a porta fazendo um estrondo.

– Abra a porta! — Insistiu chorando por alguns minutos até se cansar.

Abri a porta do meu quarto e bati com força em seguida. Deitei na minha cama e fiquei lá o dia inteiro.

Notas finais
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