Reviravoltas

12 No hospital


Notas iniciais
Queria saber a opinião de vocês é muito importante! Estão gostando?

Alguns minutos depois de chegarmos no hospital os pais de Kate chegaram também, estavam desesperados, não era para menos.

Levaram Kate na maca para sala de cirurgia. Tentei acompanhá-la, mas me barraram.

– Cadê minha filha? Cadê minha filha? O que fizeram com ela? — A mãe de Kate gritava e chorava sem parar.

– A senhora tem que se acalmar, aqui tem outros pacientes! — Disse uma enfermeira.

– Calma? Você está pedindo para eu ter calma? Não é sua filha que está lá dentro — Disse empurrando seus ombros com força.

Rapidamente apareceu os seguranças para separá-las. Eu estava sentado no chão, com a cabeça baixa.

A todo momento eu ia na recepção perguntar se tinham alguma informação.

– Você não é meu vizinho? O que está fazendo aqui?

– Sim, sou eu. Eu vi quando Kate.... — Não consegui completar a frase.

Ela assentiu com a cabeça e ficou em silêncio.

Mais tarde vi os pais de Kate discutindo no banco da sala de espera, um colocava a culpa no outro sobre o que havia acontecido, era a última coisa que eles tinham que fazer naquele momento. Brigar!

Era cerca de 5:00 horas da manhã quando um médico veio nos atualizar. O hospital não parava, era gente e médicos de um lado para o outro a todo momento, barulho de ambulância...

Levantei-me rapidamente e o observei atentamente.

– Olá sou o doutor George, sou cirurgião geral de plantão — Disse nos cumprimentando com um aperto na mão.

Eu estava ansioso, queria saber logo o que estava acontecendo, não aguentava mais esperar.

– O estado de Kate é grave, porém estável. Ela quebrou o braço direito, levou alguns pontos na cabeça. Acredito que o carro tenha batido com muita força em sua barriga, por isso ela vai precisar de um transplante de rim.

A mãe de Kate desmaiou nos braços de seu marido.

– Diana, Diana! — Ele a chamava chacoalhando levemente.

Logo ela acordou foi apenas um mal-estar por causa da notícia.

Eu dormi sentado no chão do hospital, acordei com Diana agachada ao meu lado.

– Vá para casa.

Acordei assustado.

– O que aconteceu?

– Não aconteceu nada, está tudo na mesma. Vá para casa tomar um banho e descanse um pouco, seus pais devem estar muito preocupados com você!

Vi pela janela que o dia estava começando a clarear e o sol começando a nascer.

– Que horas são?

– São 06:30. Qual é o seu nome?

– Tyler.

Pensou por alguns segundos

– Tyler...acho que Kate já mencionou esse nome, se não me engano. Não me lembro muito bem.

– Eu vou, mais tarde eu volto. Anota o meu número, qualquer coisa pode me ligar!

– Ta bom — Disse anotando em seu celular.

Chamei um táxi. Quando entrei em casa, minha mãe estava assistindo o noticiário.

– Tyler, o que aconteceu? Por que não veio para casa? — Perguntou preocupada.

Contei o que havia ocorrido, omiti algumas coisas. Ela ficou chocada com a situação.

– Nossa, fale para família dessa moça que eles podem contar com a gente para qualquer coisa.

– Ta bom mãe, eu digo.

Fui tomar um banho, minha roupa já havia secado em meu corpo. Me olhei no espelho do banheiro, minhas olheiras estavam fundas, eu estava muito cansado, meus olhos estavam pequenos e pesados.

Depois que eu tomei banho, dormi por mais ou menos 2 horas. Levantei 08:30, o único pensamento que não saia da minha cabeça era de culpa. Como eu queria meu pai perto de mim nesse momento.

Me troquei para voltar ao hospital, assim que eu abri a porta Diana estava saindo de sua casa com uma sacola de roupas para Kate.

– Seu vagabundo! Eu te odeio, não quero você perto da Kate nunca mais — Ela disse furiosa, largou a sacola no chão e partiu para cima de mim.

Segurei seus braços para evitar que continuasse me batendo.

– O que eu fiz? — Perguntei assustado sem entender o que estava acontecendo.

– O que você fez? Ainda tem coragem de perguntar?! Foi isso que você fez! Kate estava com essa carta no bolso do casaco quando aconteceu o acidente — Disse me entregando uma carta, em seguida entrou no elevador secando as lágrimas.

Entrei em meu quarto e comecei a ler a tal carta.

Ela dizia:

" Talvez eu não mereça nada que eu quero, infelizmente a vida é assim. Quando eu finalmente pensei ter alguém que eu pudesse contar, ele estava tão perto de mim. Mas claro que eu estava errada, NOVAMENTE. Vê-lo com Lucy me doeu tanto. Chega até ser irônico eu gostar tanto de uma pessoa que me faz tanto mal, que não percebe minha existência, que me esnoba. O vídeo...eu não acredito que ele foi capaz de fazer aquilo comigo, ele só quer me machucar necessito esquece-lo.

Tudo isso veio como uma avalanche, uma avalanche que levou minha felicidade embora e não sei se vou tê-la novamente."

As lágrimas começaram a escorrer pelo rosto logo no inicio da carta, aquilo acabou comigo, acabou! Ela tentava me dizer isso a todo instante, mas eu estava ocupado demais com outras coisas, na maioria das vezes comigo mesmo.

No envelope junto com a carta estava a rosa branca que eu havia lhe dado para me desculpar. Ela estava amassada e murcha.

Eu estava inconsolável.