Reviravoltas

11 Isso não pode estar acontecendo


Notas iniciais
Hi! Mais um capítulo!

Mais tarde, Lucy apareceu em casa. Minha mãe que abriu a porta, eu estava jogado na minha cama ouvindo música.

Ela bateu na porta do meu quarto falando em seguida:

– Posso entrar?

– Tá aberta.

Ela entrou e sentou na poltrona que tinha próximo a janela.

– Você me disse que não falava com a esquisita! — Disse chateada.

– Não quero falar sobre isso.

– Foi bem feito para ela, teve uma lição! — Falou Lucy com um sorriso no rosto.

Ignorei seu comentário maldoso.

– Vamos sair?

– Não quero.

– Por favor, faz tempo que não saímos.

Pensei por uns instantes e aceitei, afinal ficar em casa ia me deixar ainda mais deprimido.

– Ta bom! Vamos.

– Vou em casa trocar de roupa! Nos encontramos daqui meia hora na portaria — Disse sorridente.

– Ok.

Tomei um banho e a encontrei lá.

Fomos para um restaurante com o carro de Lucy, que por sinal era muito bonito, tenho certeza que não custou menos de 500 mil dólares. Assim que saímos de casa o relógio marcava 21:00 horas.

Algumas nuvens grandes e negras se formavam no céu, o vento forte não deixava dúvidas sobre a chuva que iria cair a qualquer momento.

Assim que entramos no restaurante, havia bastante casais jovens, grandes grupos de amigos...

Enquanto eu e Lucy esperávamos nosso pedido chegar, conversamos sobre assuntos variados.

– Por que aquela garota está te olhando?

– Quem? — Perguntei olhando para trás.

Era uma garota morena de olhos azuis que me encarava, dava sorrisinhos e comentava algo com as amigas.

– Não sei, vai ver ela gostou de mim — Brinquei.

– Eu vou lá falar com ela.

– Por favor Lucy, não começa! — Repreendi segurando sua mão.

Depois que o garçom trouxe nossos pratos, essa garota fez questão de passar em frente a nossa mesa para ir ao banheiro, fazendo o caminho mais longo. Ela esbarrou seu braço no meu propositalmente.

– Escuta aqui garota! O que você quer com o meu namorado? — Gritou levantando-se da cadeira.

Os olhares se voltaram para nós.

– Ele não é um objeto para ser seu! Ele é um gato — Disse para irritar ainda mais Lucy.

– Lucy senta aí, para com isso — Senti meu rosto ficar corado.

Ela não me escutou e as duas começaram a discutir.

Por fim, a garota voltou para sua mesa foi quando finalmente cessou a discussão.

– Eu vou embora e não venha atrás de mim! — Exclamei furioso.

– Não Tyler, fica aqui por favor! Me desculpa. Está chovendo muito. — Disse com a voz embargada, segurando meu braço.

Saí rapidamente dali, nem cheguei a tocar na comida, havia perdido a fome.

A chuva caía sem parar acompanhada de fortes trovões, caminhei rapidamente pelas ruas vazias próximas dali.

Em poucos segundos estava todinho molhado. Vi uma garota sozinha vindo em direção contrária à minha, apertei os olhos para enxergá-la.

Era Kate, mas por que ela estava andando sozinha à noite nessa chuva?

– Kate! — Gritei, acenando com a mão.

Assim que percebeu que era eu, se assustou. E atravessou a avenida correndo, sem olhar para o lado.

Um carro em alta velocidade freio bruscamente, mas com a pista molhada derrapou e atingiu Kate.

Naquele momento tudo parecia passar em câmera lenta na minha cabeça.

Meu coração disparou, minha respiração ficou ofegante, minhas pernas e mãos ficaram trêmulas na mesma hora.

Corri e me ajoelhei diante dela.

Segurei uma de suas mãos, e comecei a chorar.

– Kate! Fala comigo por favor! Não faz isso comigo Kate! — Eu gritava.

O homem que a atropelou saiu do carro desesperado, estava pálido e gaguejava muito.

Rapidamente uma aglomeração de pessoas se juntaram ali para saber o que havia ocorrido. Alguém já havia ligado para ambulância. Eu coloquei minha cabeça sobre seu peito e gritava:

– Não, não! Isso não pode estar acontecendo.

Assim que a ambulância e o carro de policia chegaram, nesse momento a chuva já tinha cessado. Me tiraram a força de perto dela.

– Você que vai acompanhar a vítima? — Perguntou a paramédica.

– Sim.

– Qual é o seu nome?

– Tyler Collins.

– Você precisa se acalmar Tyler. Vai ficar tudo bem tá? — Disse com um leve sorriso, me abraçando.

Ela conversava comigo enquanto os outros profissionais colocavam ela na maca.

Eu não conseguia parar de chorar.

– A culpa é minha! — Gritei.

A polícia levou o homem que atropelou Kate para delegacia para prestar depoimento, para depois determinar se ele ficaria preso ou não.

Me sentei ao lado dela dentro da ambulância, eles me envolveram em um cobertor pois estava muito molhado, enquanto faziam os primeiros procedimentos. A sirene da ambulância soava alto, e corria a quase 100 Km/h.