Notas iniciais
Feliz páscoa, meu povo! Foi mal pelo atraso, mas não demorei muito, né? Ganharam muito chocolate? Vamos combinar, né, a páscoa é a melhor data comemorativa! Mas não esqueçam o principal motivo, a ressurreição de Cristo! Espero que gostem e obrigada pelos comentários, vocês são os melhores! "Porque Deus amo o mundo de tal maneira que deu o seu Filho Unigênito, para que todo aquele que Nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna." João 3:16

— Que história triste, Mike. Você gostou? — perguntei tirando os olhos do livro, mirando no garoto. — Oh! Dormiu...

Os cabelos ainda levemente molhados caíam sobre seus olhos, e realmente ele dormia, feito um anjinho. Guardei o livro e dei um beijo na testa do pestinha, apaguei a luz e fechei a porta devagar, sem fazer barulho.

Em silêncio, fui para o meu quarto. Todas as luzes estavam apagadas e enfim cheguei. Deitei em minha cama pensando no quão cansada eu estava e que eu tinha que me matricular na academia. Tô comendo muito aqui e logo fico cansada, tenho que fazer alguma atividade... Pensei antes de adormecer.

Acordei mais animada do que no dia anterior, Mitchel me deu carona e disse que eu não precisaria pedir para nenhum amigo me levar porque voltaríamos juntos.

— Terça-feira, sinônimo de educação física. — disse Mitchel quando entrávamos no colégio.

— E qual o problema? Eu também tenho no... — falei mostrando meu horário. — Primeiro tempo e no segundo, e você?

— Junto com você, é claro! – ele respondeu entediado.

— Sério?

— Todo o segundo ano tem junto, Pandinha.

— Haha, — disse séria. — tá brincando, né?

— Não, ué! Por que a preocupação?

— N-nada... – disse colocando uma mecha do cabelo atrás da orelha, só tem um problema, não falei pro Mitchel quem são meus novos amigos, acho que ele não vai gostar muito de saber...

— Vou poder conhecer seus novos "amiguinhos".

— Acho que você já conhece. — decidi abrir o jogo. — Emma, Andrew, Willian e bem...

— Clary?

— Aham...

— Você não sabe, né?

— Sei o quê? — menti.

— Nada não. É melhor você ficar lá com eles, vou esperar o Matthew aqui.

— Você não se importa?

— Não, sério, de boa.

Nos despedimos com um beijo no rosto e eu saí rumo ao ginásio.

Chegando lá, algumas pessoas conversavam na quadra, algumas já com o uniforme (que consiste em uma bermuda de lycra e um top com uma blusa larga por cima para as meninas e, para os meninos, uma blusa, igualmente larga, e uma bermuda solta.), outras ainda não haviam trocado. Olhei em volta e não achei ninguém conhecido, então, cabisbaixa, resolvi entrar no vestiário,

— Você devia pelo menos tentar dar uma chance a ela, — ouvi Emma falar enquanto entrava. — ela é diferente do irmão.

Esperei que Clary respondesse, porém foi em vão, ela não disse nada e após alguns segundos sem nenhuma resposta, entrei. Além das duas, um grupo de quatro meninas conversa em um canto e uma outra mais afastada entrava em uma cabine.

— Bom dia, meninas. — as cumprimentei sem demonstrar ter ouvido a conversa.

— Bom dia. — responderam.

Conversamos rapidamente sobre coisas fúteis e logo que Clary terminou de fazer seu rabo de cavalo, ficou pronta e saiu.

— Pode ir na frente também, se quiser.

— Não, eu te espero. – Emma disse solidária.

Ela sentou em um banco onde deixavam algumas bolsas e me esperou trocar de roupa mexendo no celular.

— Eu sei que a Clary não gosta de mim, — falei sem conseguir me segurar. — mas faz tanto tempo...

— Ela é muito sensível, ainda tá mexida. Mas daqui a pouco ela se acostuma com você! — ela disse por fim, sorrindo.

— Espero que esteja certa... — respondi enquanto saíamos.

Lá fora o professor se apresentava e dava algumas ordens:

— Muito prazer segundo ano! Meu nome é Richard — geralmente meus professores eram bem bronzeados, ao contrário deste que tem a pele branca, olhos extremamente pretos e cabelo igualmente preto. — e eu serei o professor de Educação Física de vocês durante esse ano letivo. — ele tinha um leve sotaque, mas não consegui distinguir de onde. — Podem dar duas voltas na quadra sem parar, correndo. Vamos, agora!

Meio surpresa, fiz o que me foi dito. Em meio à corrida encontrei Andrew que me deu um sorriso de lado e acabou me passando a frente. Emma continuava ao meu lado e Clary se aproximou de nós, deixando Emma no meio. Willian também deu o ar de sua graça trotando com Andrew, mas ele não chegou a nos ver.

Uma volta e meia e eu não aguentava mais. Clary estava na mesma situação que eu, já Emma ainda corria como no início, não perdera o ritmo e estava passando de nós, que nos esforçávamos para acompanhá-la. O professor dava ordens dentro da quadra, onde quem chegava entrava na fila que ele mandava. Não podíamos escolher.

Na quadra um burburinho era notável, mas quem ainda corria, a maioria meninas, estava em completo silêncio, exceto pelo som das respirações pesadas. Enfim, chegamos. Eram quatro filas e cada uma ficou em uma diferente. Andrew ficou na mesma que Emma, Willian na minha e Mitchel com Clary. E ainda sobrava uma fila onde de longe vi Matthew, era como se o professor soubesse que essa rixa existia e quisesse nos testar.

O professor então explicou:

— Como vocês são muitos, faremos um jogo de queimada. A primeira fila contra a terceira — eu e Willian contra Clary e Mitchel. — e a segunda contra a quarta. — Emma e Andrew contra Matthew.

No ginásio há duas quadras, então cada um foi para seu canto.

— Que time maravilhoso o meu... — comentou Will me seguindo.

— Não posso dizer o mesmo... — disse irônica.

Dei um sorriso e nos abraçamos.

— Bom dia, Collins. — ele disse em meu ouvido e senti seu hálito refrescante.

— Bom dia, Müller. — respondi desfazendo o abraço.

Meu time, além de mim e Willian, têm dois garotos altos e magros, que parecem amigos, uma menina que parecia chateada por ser separada das amigas, mais três formando um grupinho, um garoto baixinho gordinho e um dos capangas de Brad, que observei estar no time do Matthew.

Não consegui analisar o adversário como queria, pois o professor anunciou o inicio do jogo com o soar do apito.

A bola começava conosco e Willian estava com ela, olhou com raiva e mirou Mitchel. O Lerdão conseguiu agarrar a bola e arremessou contra o gordinho que, não me pergunte como, conseguiu desviar. A bola, então, venho para minha mão e observei os olhos de Clary em mim. Um garoto forte do outro time estava distraído piscando para uma loira do mesmo time, sem pensar muito arremessei nas pernas dela inutilmente, pois a garota se retirou antes que a bola a "queimasse". O jogo continuou e Willian e Mitchel se desafiavam, enquanto Clary, uma vez ou outra tentava me queimar, o gordinho do meu time já estava queimado e o forte do time adversário também.

Quinze minutos haviam passado e faltavam cinco para fazermos um intervalo para água e banheiro. Estava apertada e pensava em pedir para o professor para ir ao banheiro, mas com certeza ele diria para esperar os cinco minutos restantes.

Direcionei meu foco ao jogo e vi a bola saindo da mão de Clary, tão rápido que não consegui desviar. Meu último pensamento foi agradecer por não usar meus óculos para praticar esportes, pois estariam destruídos quando a bola acertou em cheio meu rosto. A dor em meu nariz foi estupenda e a força foi tamanha que caí no chão. Tonta, ouvi Mitchel gritar meu nome, pisquei devagar e vi o Müller tentando chamar minha atenção inutilmente, minha mente estava embaralhada, vi Clary vir correndo até mim e, ao contrário de um ar de vitória, ela parecia preocupada, lágrimas brotavam em seus olhos, quando vi o professor chegando e me olhando com uma cara feia imaginei como estaria meu rosto que doía como nunca, me senti suspensa e vi que era Willian, Clary ainda não tinha chegado a mim, mesmo correndo, parecia que todos estavam em câmera lenta, sem consegui entender, por fim, desmaiei.

[...]

Luzes brancas, branco, muito branco, tudo branco, olhei ao redor, muita claridade, fechei os olhos e, como se só agora minha audição voltasse, ouvi:

— Calma Clary. Vai ficar tudo bem com ela.

Reconhecendo a voz, uma garota de cabelos azulados apareceu em minha mente. Um som estranho saiu involuntariamente de meus lábios. Alguns fios do meu cabelo atrapalhavam minha visão

— Bruna? — um garoto com cabelo castanho levemente claro, me chamou. — Ainda bem que você acordou!

O garoto tirou o cabelo do meu rosto e eu o agradeci mentalmente, duas meninas se aproximaram e um garoto do outro lado perguntou:

— Você está se sentindo bem? — seus olhos cinzentos estavam nebulosos com tanta atenção e preocupação.

— E-eu... Mas... — minha voz falhou, e eu me repreendi por isso, engoli em seco, meus sentidos começavam a voltar ao normal, então perguntei, agora minha voz voltando ao normal. — Quem são vocês?

Notas finais
Eu ouvi alguém dizer comentários? hehe