Retardados completos
2 Tudo por causa dos doces
Notas iniciais
– I HATE TO TURN UP OUT OF THE BLUE UNINVITED — eu cantava com toda a minha linda e magnifica voz enquanto varria o chalé — BUT I COULDN'T STAY AWAY, I COULDN'T FIGHT IT I HOPED YOU'D SEE MY FACE AND THAT YUO'D BE REMINDED THAT FOR ME, IT ISN'T OVER...
– EVYLLA? — gritou alguém que estava fora do chalé.
– Entre.
– Cara, quem é que estava cantando? Que voz ridicula! — perguntou Drew, a puta do acampamento.
– NINGUÉM! Hã, ér... quer dizer, ninguém que você deva saber! Agora fala logo, o que você quer?
– Bom, eu fiquei sabendo que você faz parte da CIA, do FBI, e da mafia, verdade? — ela perguntou baixinho para ninguém escutar. O que foi desnecessário, já que lá só estávamos eu e ela.
Puxei ela pela blusa para dentro do chalé, e fechei a porta com o pé. ( Oh, rimou. )
– Quem foi que te disse isso? — perguntei desconfiada.
– Uma pessoa.
– Não me diga! Você ta ligada que eu faço parte da mafia, né? Então me responde, quem foi que te disse isso?
– Então é verdade.
– Me responda!
– Primeiro me diga se é verdade.
– Sim, é verdade. Agora me responda!
– Foi Clarisse.
– Eu sabia!
– Se você sabia, porque me preguntou?
– Nada, nada. O que você queria mesmo?
– Que você me ajudasse a invadir uma loja de doces.
– O que eu vou ganhar com isso?
– Doces, oras!
– Você promete?
– Sim.
– Okay. Quando? — perguntei já interessada.
– Hoje a noite. As dez horas me encontre na frente do pinheiro da Thalia. Tudo bem por você?
– Tudo bem.
Drew sorriu e saiu saltitante. Então eu terminei de varrer o chalé e comecei a passar pano.
Dois minutos depois Nico apareceu na porta do chalé todo suado e sujo de barro.
– Opa, opa, opa. Pode ir parando ai! — disse antes que ele entrasse e fizesse com que todo o meu trabalho fosse por água abaixo — Aonde você estava?
– Brincando com a Sra O'Leary. Porque?
– Porque, não sei se a Sra O'Leary arrancou seus olhos e te deixou cego, mas eu acabei de limpar o chão!
– Porque você não me deixa passar e depois limpa de novo? — ele perguntou sem se importar com o meu trabalho.
– Porque? — repeti indignada — Porque se eu for limpar de novo, eu vou limpar com a sua cara!
Nico olhou bem no fundo dos meus olhos e fez cara do gatinho do Shrek.
– Não! Definitivamente não! — disse firme e desviei o olhar para sua blusa antes que cedesse.
Ele apontou para algum ponto atrás de mim e gritou:
– UMA BARATA!
– AHH! SAI! SAL, JOGA SAL NO CAPETA! — quando olhei para onde ele havia apontado não tinha nada a não ser ar. Mas o filho da mãe tinha corrido para o banheiro e se trancado.
– NICOLAU! EU VOU FAZER VOCÊ LIMPAR ESSE CHÃO COM A LÍNGUA! — gritei e acho que até os animais que vivem no fundo do mar de Tókio ouviram.
– Também te amo irmãzinha linda do meu coração, eu te love de montão!
Isso não vai me convencer a não colocar pó de mico na cueca dele.
Funguei e voltei a limpar o chão.
P . O . V Nico
Terminei de tomar banho e fui pegar uma roupa para me trocar no banheiro. Peguei uma cueca óbvio, uma calça jeans clara e a camiseta do acampamento. Voltei para o banheiro e me troquei. Joguei minha toalha em cima da minha cama e segui caminho para o pavilhão de jantar, quando meus país de baixo começou a coçar. ( N/Autora: cara, eu estou fazendo rimas demais hoje, preciso ir no médico! )
Coçava, coçava, coçava e coçava mais. Mas eu não podia coçar porque estava fora do chalé.
– MUAHAHAHAHA! — escutei uma risada maligna atrás de mim.
Evylla. Maldita seja!
– Nada que pó de mico não faça. Não é querido? — ela afagou meus cabelos e saiu gargalhando para o pavilhão de jantar.
Desgraçada!
P . O . V Evylla
Pronto! Trabalho feito. Agora é só deixar aquele otário lá sofrendo porque tem pó de mico na sua cueca.
Sentei-me na mesa de Hades depois do ofertório sozinha, pois Nico está com alguns "problemas".
Jantei alegremente e depois fomos todos para a fogueira. Cantamos, comemos marshmallow, contamos piadas, zuamos uns com os outros e no final todos foram dormir. Menos eu. Que vesti uma roupa preta de espião e fui a encontro de Drew na frente do pinheiro de Thalia.
Chegando lá encontrei Travis e Connor encostados em uma árvore.
– O que vocês estão fazendo aqui? — perguntei.
– O que você está fazendo aqui? — perguntou Connor de volta.
– Diga você primeiro. — dissemos em uníssono.
– Não, você primeiro! — dissemos novamente em uníssono.
– Ah, eu vim ajudar a Drew a arrombar uma loja de doces! — dissemos juntos. Mano, que bruxaria é essa? Joga sal no capeta!
Demos de ombros para a anormalidade do momento e ficamos esperando Drew chegar.
Dois minutos depois ela chegou parecendo uma piriguete. Espera, ela é uma piriguete. Usava um short jeans tão curto que tenho certeza que dava para ver os pelo da sua bunda. Uma blusa cheia de purpurina rosa que me fez estremecer ( sim, fiquei traumatizada depois daquele episódio em minha vida ), e um sapato com um salto de mais ou menos dezessete centímetros. Como ela consegue usar aquilo? Não me pergunte. Só de olhar para aquele sapato meu pé ficou doendo.
– Drew, que merda de roupa é essa? — perguntei abismada. Íamos assaltar uma loja, e se tivéssemos que correr?
– É uma roupa minha, oras. — ela respondeu normalmente.
– Vai trocar essa bosta dessa roupa agora! — mandou Travis. Mas ela foi? Não!
Eu sou o pesadelo dos pesadelos. Filha de Hades, abençoada de Ares, Atena, Hermes, Fobos, Deimos, Poseidon, Tique, Hipnos, Hécate e Momo. Bruxa da grifinória. Amiga de Prometeu. Vou botar ordem nessa bagaça.
– Drew Godofreda da Silva Sauro — ela ficou surpresa por eu saber seu nome todo — Vá trocar de roupa se tem amor pelos seus dentes, cabelos e maquiagem.
Ela estremeceu e saiu correndo para trocar de roupa.
Cinco minutos depois ela voltou vestida com uma roupa parecida com a minha.
– Podemos ir agora? — ela perguntou assim que se aproximou.
– Sim. Mas como nós vamos mesmo?
Connor sorriu e eu imediatamente senti que isso ia dar em merda.
– Venham.
Nós o seguimos até a estrada de terra e vimos uma Ferrari vermelha.
– Connor — comecei desconfiada. Afinal, ele é filho do Deus dos ladrões — aonde você conseguiu essa Ferrari?
– Por ai. Como eu consegui não é segredo para ninguém.
– Han, você saqueou uma loja de carros? — perguntou Drew desesperada.
– Oque? Claro que não! — ele disse com um sorriso sínico — Eu peguei emprestada.
– Hum, sei. — falei.
– Quem vai dirigindo? — ela perguntou sem nenhum interesse em dirigir.
– EU! — dissemos eu, Travis e Connor juntos.
– Tirem pedra, papel e tesoura. Quem vencer vai dirigindo.
– Okay. — eu concordei.
Mexemos as mãos e jogamos. Eu joguei pedra assim como Connor. Travis foi o único que jogou papel.
– Ah venci! Eu vou dirigindo.
– Deixa de ser iludido! — dei-lhe um tapa na cara — Eu vou dirigindo, otário.
Sentei no banco do motorista e esperei os outros entrarem também. Travis foi no banco da frente e Connor e Drew no de trás.
– Podemos ir? — perguntei.
– Sim.
– Okay.
P . O . V Travis
A lunática sorriu e saiu cantando pneu rumo a pobre loja de doces.
Logo após sete longos e torturantes minutos, chegamos a loja. Descemos todos do carro.
– O que fazemos agora? — meu irmão perguntou.
– Sei lá. — respondeu Drew — Os ladrões aqui são vocês. — Ela apontou para mim, Evylla e Connor.
Evylla revirou os olhos.
– Vocês são umas antas! — ela disse e apontou para uma janelinha que tinha ali — Estão vendo aquela janelinha? — todos assentimos — É por lá que vamos entrar.
– Okay. — comecei — Primeiro você Drew.
– Por que eu? — ela protestou.
– Porque mais magra que você só um galho! — Evylla respondeu por mim.
Drew bufou mais aceitou que parecia uma gazela com diarreia.
Ajudamos ela deixando que subisse nas nossas costas e conseguisse segurar na janela.
– O que eu faço agora? — ela perguntou desesperada por estar pendurada na janela.
– Pegue impulso e entre, ué. — respondeu Evylla obviamente.
– Ah, minha Zeuza! — Drew pegou impulso e entrou. Mas como ela é muito burra se desequilibrou e caiu de cara no chão.
Ela se levantou e cambaleou um pouco, até que sinalizou que estava bem.
Saiu andando pela loja quando pisou em uma chave. Ela pegou-a e analisou. Por fim jogou a chave em um lugar qualquer. Evylla bateu a mão na testa e suspirou.
– Drew, sua anta, aquela é a chave da porta. — ela disse. Mas Drew parecia não escutar.
Bati na porta de vidro e ela olhou para mim. Apontei para a chave e gesticulei com as mãos alguém abrindo uma porta. Ela pareceu entender, pois pegou a chave e abriu a porta para a gente.
– Ah finalmente! — Evylla jogou os braços no ar.
– Oque vamos pegar? — ela perguntou.
– Tudo o que conseguirmos. — eu respondi.
– Olhem, carrinhos. — Connor disse e correu para pegar um. — Vamos usá-los para levar os doces até o carro.
– Okay, vamos nos separar. — eu disse.
Cada um pegou um carrinho e seguiu por um corredor diferente.
No corredor em que eu estava eu peguei: m&m, hershey' s, nutella ( sim, tinha nutella lá), caixas de chocolate, e mais um monte de coisas.
Exatamente meia hora depois nos encontramos perto do caixa. Todos com as bocas e mãos sujas de chocolate e os carrinhos cheios.
– Vamos embora? — perguntei não muito animado para ir embora.
– Vamos, né, fazer oque? — respondeu Connor triste.
Conduzimos nossos carrinhos até o carro e jogamos os doces no porta-malas.
Deixamos os carrinhos nas loja todos arrumadinhos do jeito que pegamos, fechamos a porta, jogamos a chave pela janela e fomos embora.
– Aonde vamos guardar os doces? — perguntei assim que chegamos na colina meio sangue.
– Podem deixar no meu chalé. — disse Drew — Ninguém vai roubar. — ela olhou para mim e meu irmão.
. . .
P . O . V Evylla
Acordei animada para pegar os doces no chalé dez. Por isso me troquei rapidamente e fui para lá. Quando cheguei perto do chalé de Afrodite vi que tinha um pequeno tumulto por lá. Leia como: todos os campistas do acampamento estavam lá pedindo doces para Drew, que não deu nenhum para ninguém.
Me aproximei um pouco mais e vi que Travis e Connor também estavam lá pedindo sua parte. Mas como eu disse, Drew não deu nada para ninguém.
– Drew...
– Não! Não vou te dar nada. — ela disse antes que eu terminasse a frase. Ela estava com saco de pirulitos na mão.
– Oque? — perguntei indignada — Mas eu, Travis e Connor te ajudamos!
– Não importa!
– Mas você prometeu!
– Hum, otária! — ninguém me xinga de otária assim, na minha cara — Vocês são todos otários. Ninguém aqui jurou pelo rio Estige. Querem doces? Vão comprar.
– Então é assim? — perguntei.
– É!
– Pois saiba Drew, que eu quero que enquanto você chupa um desses pirulitos, ele entre na sua garganta com palitinho e tudo e vá parar no seu estomago. – eu disse e Travis e Connor assentiram — Que você sinta a dor de ter um filho, e que ao final do dia, ele saia por essa sua bunda cheia de pelos quando você for ao banheiro! — terminei e fui para o pavilhão de jantar tomar café da manhã.
Logo depois fomos todos para a parede de escalada.
– Muito bem meus queridos — disse Quíron — Quem chegar primeiro ao topo da parede, ganhara uma bolsa de viagens cheia de potes de nutella. Quando eu apitar. Um, dois, três. — ele apitou e eu sai correndo.
Comecei a escalar a parede com toda a minha habilidade. Ou seja: nenhuma. Então dei um soco em algum palerma que tinha por lá, peguei duas facas e comecei a escalar fincando-as na parede. Uma pedra veio na minha direção e eu desviei.
Faltavam poucos metros para eu conseguir chegar ao topo, quando senti alguém puxar meu pé. Dei um chute na tal pessoa e olhei para baixo para ver quem era.
– Você?! — sim, por mais incrível que pareça, Drew estava participando da parede de escalada.
Voltei meu olhar para cima e continuei a escalar, só que dessa vez mais rápido. Sempre desviando das pedras fumegantes que vinham em minha direção.
Quando finalmente cheguei ao topo derrubei todos os que estavam chegando, menos Nico ( sim, eu sou uma boa pessoa ). Então voltei minha atenção para Drew.
Ela colocou suas duas mãos no topo e se preparou para subir. Finquei minha faca entre suas duas mãos e olhei bem no fundo dos seus olhos.
– Não me deixe cair. Por favor. Eu te dou todos os doces que você quiser.
Sorri malignamente e lhe dei um chute na cara, fazendo com que caísse da parede.
Peguei uma corda que tinha lá e desci para o chão.
– Como prometido, sua mala de nutella. — Quíron me entregou uma super mala de viagem cheia de nutella dentro.
– Obrigada, cavalo. — Quíron fez uma careta, ofendido. — Bem melhor que pirulitos, não acha Drew? — ela fez uma careta, me mostrou a língua e saiu desfilando ( se arrastando ).
Fui para o meu chalé e dividi a nutella com Nico. Passei o resto da tarde lá, comendo e assistindo desenhos animados. Quando Clarisse entrou ofegante no chalé.
– Você... tem que, ver aquilo! — ela disse parando para respirar. — Vem, rápido!
Acompanhei ela até a porta do chalé dez.
– Oque foi? — perguntei curiosa.
– Oque você desejou a Drew mesmo? — perguntou um filho de Apolo.
– Hã... que ela engolisse um pirulito com palitinho, e que ao final do dia ela digerisse ele quando fosse ao banheiro. — respondi sem entender.
– Aconteceu! Ela engoliu o pirulito que estava chupando. Uma hora depois começou a gritar coisas como "vai nascer", "é agora, me levem para o médico". Foi ao banheiro e... o resto você sabe.
Drew apareceu na porta do chalé pálida, e com a aparência cansada. Mas em sua roupa não tinha sangue.
– Você! — ela apontou para a minha linda pessoa — EU VOU ACABAR COM A SUA RAÇA! — ela gritou e saiu correndo atrás de mim.
Eu? Eu fiz algo que qualquer pessoa normal faria, sai correndo e gritando:
– SOCORRO!!!
[ Nico: e o que aprendemos hoje? ]
[ Clarisse: que não se deve mexer com a Evylla, ou ela coloca pó de mico na sua cueca. ]
[ Nico: não. Quer dizer, também. ]
[ Evylla: que eu devo ameaçar mais as pessoas? ]
[ Nico: não. ]
[ Clarisse: então não sabemos ]
[ Nico: ~ le revirando os olhos ~ que se deve sempre cumprir o que promete ]
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