Retalhos

10 Capítulo X


Notas iniciais
Moças vocês quase me mataram do coração com seus reviews, estou tão feliz ♥; Não tenho palavras para agradecer o apoio de vocês, infelizmente não tenho tempo para responder todos os reviews, mas eu leio cada um deles com muito carinho. Boa Leitura.

RETALHOS

Escrita por Coffee

Onde posso encontrar um coração sem uma única cicatriz? Aqua Timez

CAPÍTULO X

– Achei lindo da sua parte.

Disse sorrindo. A morena sorriu também.

– Mas... O que ficou decidido?

– De ele conversar com ela, mas eu própria vou fazer isso.

– Admirável.

– E você?

– Eu o quê?

– Sasuke...

– Não falei mais com ele desde que acabamos a missão – Mordeu o lábio inferior – Nem pretendo falar.

– Vai desistir dele assim?

– Minhas forças acabaram Hinata... Acabaram...

[...]

– Sabe ruiva... Você é forte demais para uma garota.

Uma veia de sua testa saltou.

– Está supondo que mulheres devem ser fracas e indefesas?

– Não é claro que não.

Ele respondeu, andando para trás e colocando as mãos em frente ao corpo.

Quando estava pronto para socá-lo, ele virou água. E reapareceu atrás de si tão rápido que ela mal percebeu o movimento.

– Se bem que eu adoraria te proteger.

Ele disse, e ela riu tamanha a estupidez.

Ele se juntou a ela, rindo também. Os dois sabiam que algo daquele tipo jamais aconteceria.

Como se você enxergasse algo sem ser Karin.

Quis dizer, mas permaneceu em silencio, sabia que aquilo o machucaria.

– Karin não está mais indo até Sasuke.

Era uma surpresa, mas ela não deu tanta atenção, estava farta daquela ladainha.

– Eu não sei qual dos dois deu um basta, mas... Aconteceu de forma gradativa, primeiro diminuiu a frequência de dias alternados para semanas, depois para de quinze em quinze dias até parar completamente.

Acenou positivamente com a cabeça. Olhando viu que ele parecia cheio de esperanças e aquilo lhe deu pena.

Duvido muito que Karin vá atrás de você.

Pensou, mas também não disse.

Ela havia “concertado” Hinata, mas não sabia como fazê-lo com Suigetsu.

– Você acha que ela não vai vir atrás de mim não é?

Sem graça acenou positivamente com a cabeça, fazendo uma careta.

– Eu sinto muito...

– Tudo bem ruiva. Acha que ele vai atrás de você?

Deu os ombros.

– De todo modo... Não importa. Estou cansada.

Disse e ele se aproximou.

– Queria gostar de você ruiva.

Acenou com a cabeça, o sentindo tirar uma mecha rosa do seu cabelo de seu rosto e colocar atrás de sua orelha.

– Pena que você é desbotada.

Disse sério, mas quando o olhou viu o sorriso brincalhão. Socou-o levemente no peito. Ele se aproximou mais, e ela não se afastou, então ele se aproximou, até seus lábios se colarem.

Ele entreabriu seus lábios com os seus próprios e moveu a boca na sua, tão leve. Ela sentia o calor humano tão ausente ultimamente e sorriu ali mesmo, em meio ao beijo. Ele rodeou o interior de sua boca com a língua e segurou seu rosto.

Ela estava prestes a segurá-lo também quando ele sumiu, assim, tão de repente.

Abrindo os olhos viu-o caído há alguns metros de si, e antes que pudesse olhar para os lados, viu Sasuke levantando-o pelo colarinho, vermelho de raiva.

– O que está acontecendo aqui?

A voz de Sasuke estava carregada com tanto rancor e tanto... Desprezo... Que ela estremeceu.

– Oh do sharingan é o seguin-

– Estávamos nos beijando. – Respondeu, cortando a fala de Suigetsu.

Viu as mãos dele se fecharem mais em torno do pescoço de Suigetsu.

– Solte-o.

Ele não o fez.

– Solte-o Sasuke!

Andou irritada até ele, empurrando, e tirando a mão enorme do pescoço de Suigetsu. O garoto-água caiu em um baque surdo no chão.

– O que diabos passou pela sua cabeça Sakura?

Ela nunca havia ouvido a voz de Sasuke tão alta.

Ele perguntou, olhando-a nos olhos com o sharingan ativo.

– O que diabos passa pela sua Sasuke?

– Desde quando você dorme com homens que nem conhece, e agora beija homens qu-

– Que o que? – Suigetsu perguntou, ainda jogado no chão.

Sasuke o ignorou.

– E desde quando você tem direito de pedir alguma explicação?

Ele virou-se furioso lhe dando as costas e começando a andar para a saída do campo de treinamento.

– Lembre-se que foi você quem não me quis! Eu te dei tudo, meu amor, meu carinho, meu corpo, minha alma! Foi você quem me rejeitou! Foi você que me tratou como se eu fosse uma puta!

Ele parou, diante a sua explosão.

– Quando você vai entender Sakura que eu quase a matei?

E antes que ela respondesse, ou sequer pensasse na resposta, ele sumiu.

[...]

– Você beijou Sakura?

Karin o perguntou, quando ele chegou em casa horas depois do ocorrido.

– Sim.

Respondeu, não ligando e subindo as escadas.

– Por quê? – Ela perguntou subindo as escadas atrás de si.

– Sasuke te contou?

– Sim, chegou aqui furioso. Eu o pressionei até ele me contar.

Seguiu no corredor indo para o seu quarto.

– Você nem ao menos gosta dela!

A ruiva o disse.

– É isso? – Perguntou irônico – Você não está com ciúmes, você apenas quer que eu fique gostando de você o resto da vida para que você se sinta bem, vaidosa e amada? Enquanto passa o tempo com o um cara que nem ao menos te ama?

– Suigetsu não é nad-

– Estou cansado Karin. Vou dormir.

Disse, fechando a porta na cara da ruiva embora aquilo o doesse.

Era mentira, ele não conseguiria dormir aquela noite.

[...]

Já havia se passado uma semana desde sua conversa com Suigetsu e dá ultima vez que vira Sasuke. Deitada na sua cama, com os cabelos pingando água e o pente ainda na mão sua mente repetia vezes e vezes seguidas – sem o seu consentimento – a cena do campo de treinamento.

Quando você vai entender Sakura que eu quase a matei?

Sasuke dissera aquele dia.

Então era isso? Ele se mantinha afastado porque quase a matara? Era esse o motivo? Mas e Karin? Porque ela ficava tão junto dela? Dormia com ela?

As perguntas giravam em sua cabeça tão rápido que a deixavam zonza.

– Sakura?

Em um pulo, com os olhos arregalados ela observou Sasuke em sua frente, com calças e blusa pretas, olheiras, barba por fazer e o cabelo ainda mais desalinhado.

Ela não se deu o trabalho de levantar.

Ela sabia muito bem porque ele estava daquele jeito, naquela bagunça, com aquelas olheiras e aquele peso sobre os ombros.

Era o dia, o dia do massacre de seu clã.

Da morte de todos os seus familiares.

Oh sim, ela sabia disso muito bem, como se fossem sua própria família.

– Vá embora, por favor.

– Sakura...

– Vá embora. Por favor, Sasuke vá embora.

– Eu preciso de você.

Ele disse, tão simples, como se observasse o tempo.

E aquilo a quebrou, de novo. Fechou os olhos, com força e abaixou a cabeça.

– Vá embora.

Repetiu, mesmo que aquilo a quebrasse.

– Sakura eu-

– Por favor, Sasuke... Vá.

Ele permaneceu em pé a sua frente durante alguns minutos, enquanto ela observava seus sapatos e sentia água escorrer de seus cabelos recém lavados.

Mesmo que aquilo a doesse, a machucasse deixa-lo assim, tão quebrado em um dia tão doloroso para ele, ela sabia que aquele era o certo.

Não posso me machucar mais.

Não posso me machucar mais para curar você.

Desculpe.

Ela havia feito aquilo por muitos anos. Se machucado para curá-lo.

E sabia que não devia voltar a fazê-lo.

Um tempo depois ela viu que os pés sumiram tão silenciosos e rápidos como sempre foram.

Eu o amo.

Mas preciso que você decida se sente algo por mim também.

Ela não ia mais se contentar com migalhas.

Já fizera isso por tempo demais.