Retalhos

3 Capítulo III


Notas iniciais
Obrigada a todos que tem me mandado reviews e tem me apoiado neste novo projeto. Boa Leitura.

RETALHOS

Escrita por Coffee

Onde posso encontrar um coração sem uma única cicatriz? Aqua Timez

CAPÍTULO III

Havia algo quente em baixo de si.

Mas o que...?

Abriu os olhos, eles doeram, assim como sua cabeça. Quando seus olhos se acostumaram com a claridade, olhou para a cama.

Essa não é a minha cama. Nem o meu quarto.

E ela com certeza não conhecia aquele homem.

Olhou para si, estava sem vestido, mas estava com a calcinha. Só esperava que não tivesse acontecido mais nada.

Procurou pelo seu vestido no quarto.

Levantou-se cautelosa tomando cuidado para não fazer barulho e não o acordar. O homem tinha cabelos castanhos, e um porte físico maravilhoso. Ela já o tinha visto em algum lugar, mas sua cabeça doía demais para lembrar-se de onde.

Colocou o vestido rapidamente, e os sapatos, e saiu fechando em um baque suave a porta do apartamento.

Era cedo, muito cedo. Agradeceu por não ter quase ninguém na rua. Depois de identificar em qual prédio de Konoha estava, fez em sua mente dolorida uma rota de como chegar à sua casa.

[...]

– Planeta terra chamando Sa-ku-ra...

– Ino... Fique quieta.

– Parece que tem alguém de ressaca.

– Não estou de ressaca.

– Então admite que saiu com Beku ontem a noite de livre e espontânea vontade?

– Beku?

– Acredite, os meninos não gostaram nem um pouco. Naruto achou um absurdo.

– Ã?

– Até o Uchiha ficou com cara de poucos amigos.

– Ino... Eu não...

– Como foi à noite? Ele é bom de c-

– Ino! Eu... Eu não me lembro de nada.

Mordeu o lábio inferior sentindo suas bochechas queimarem.

– Oh! Você estava tão chapada assim?

– Eu... Vou ver meus pacientes.

Viu Ino rolar os olhos.

– Sempre a mesma desculpa.

Ignorou-a andando pelos corredores do hospital.

Horas mais tarde, sentada em sua sala no hospital, percebia o quão cansados seus pés, seu corpo e sua mente estavam.

Ouviu duas batidas na porta, e em seguida ela foi aberta.

– Sakura?

– Karin?

– Juugo se machucou em uma missão, eu não sou especialista em fraturas como aquela você poderia dar uma olhada?

– Claro, em que quarto ele está?

– Está em casa, no distrito. Ele odeia hospitais.

Uma corrente elétrica percorreu seu corpo.

Karin, Juugo e Suigetsu moravam em uma casa do distrito Uchiha. E Sasuke, morava na casa principal, ela sabia, e não queria encontra-lo.

– Eu...

– Só preciso que confirme, tenho medo de aplicar chakra e for mais do que isso.

– Ino saiu, não posso deixar o hospital sozinho.

– Fico no seu lugar. Vá, e volte.

– Certo.

Pegou a bolsa em cima da cadeira, e pegou sua outra bolsa com medicamentos, gazes e faixas, e deixando Karin sentada no seu escritório, saiu indo em direção do distrito.

Mania idiota de não negar ajuda.

Vai se machucar, de novo.

Mais uma vez.

Idiota.

Andou pelas ruas, era tarde e o crepúsculo era visível no céu.

O distrito parecia abandonado, mas cuidado ao mesmo tempo. Ele tinha um triste ar de melancolia, mas as casas estavam reformadas.

Então o adentrou, não havia armadilhas nem grossas grades em nenhuma parte, e nem precisava, nenhum cidadão de Konoha era idiota o suficiente para entrar no distrito sem convite, ou para roubar algo.

Quando chegou ao interior, viu o moreno parado em frente a uma casa, era grande, e bonita, mas não era a casa principal. Pode ver em frente dessa a casa principal, era ainda maior, ainda mais bonita e parecia ainda mais solitária.

Ele lhe deu um aceno de cabeça, que retribuiu chegando mais perto.

A porta da casa estava aberta, e deitado no sofá, com a metade do corpo pra fora estava Juugo com Suigetsu ao seu lado.

Incerta, tentando ignorar o fato que Sasuke estava bem atrás de si, fazendo com que correntes elétricas passassem por todo o seu corpo rapidamente, entrou na casa, deixando suas bolsas no chão, ao lado do sofá, e pondo-se a olhar Juugo.

O silencio lhe incomodava, mas não parecia afetar mais nenhum dos três homens ali dentro.

– Como fez isso?

Perguntou quebrando o silencio, e analisando o corte profundo no abdômen.

– Um ninja, era uma espada, parecida com a de Suigetsu, mas está ardendo mais do que o normal.

– Estava envenenada.

Disse por fim.

– Tenho um antídoto que funciona para a maioria dos venenos. Vou testar ele por enquanto, e depois usarei uma amostra do seu sangue para ver se funcionará corretamente. Tenho que fechar isso primeiro.

– O veneno não é perigoso?

– É, mas está em pouca quantidade, acho que duas doses de antídoto serão o suficiente. Vou fechar isso com a linha e agulha tudo bem? O chakra pode influenciar na eficiência do veneno.

Abriu a bolsa, pegando anestésico, a linha e a agulha.

Após limpar o ferimento, desinfeta-lo, e costura-lo corretamente, tirou o frasco de antídoto o entregando a Juugo.

– Pode beber metade de cada vez.

Disse, tirou outro frasco menor de sua bolsa, e usando uma agulha furou o dedo de Juugo tirando um pouco de sangue, e colocando-o no vidro.

– Vou analisar, caso esse antídoto não funcione, eu venho lhe dar outro dentro de meia hora. Caso eu veja que ele funciona e não aparecer dentro dessa meia hora, pode tomar o mesmo antídoto daqui duas horas. Eu volto amanhã de manhã para ver como o corte estará.

Viu-o acenar positivamente com a cabeça, segurando o frasco nas mãos grandes. Juugo na maioria das vezes era silencioso, mas gostava dele, ele lhe parecia ser uma boa pessoa e ter um bom coração.

– Obrigada Sakura-san.

Sorriu, levantando e pegando suas bolsas no chão.

– Quanto é?

Sasuke perguntou por fim, quando sairá da casa. Ele estava ao seu lado, com as mãos no bolso.

– Não é nada. Recebo a mais no hospital para fazer visitas em casas quando necessário.

Viu-o acenar positivamente com a cabeça, e lhe acompanhar até a saída.

Envergonhada por não ter o que falar, quando chegaram a frente do distrito, encolheu os ombros esperando que ele não percebesse.

– Não deixe que ele se levante rapidamente nem faça esforços.

Disse por fim, virando-se de frente a ele, e depois voltando-se para frente.

– Eu vou indo.

Ele apenas lhe deu outro aceno com a cabeça, vendo-a sumir pelas ruas.

Notas finais
Capítulo de transição mesmo... Postei uma nova história, passem lá: http://fanfiction.com.br/historia/453916/Terremoto/