Ressurreição - O julgamento final 2

16 capitulo 16 - Novas familias, velhas familias


Notas iniciais
Olá pessoas! Aqui mais um capitulo espero que gostem, como disse quando comecei a escrever essa fic, ela seria curta e está acabando, então teremos mais dois capitulos e acabou, gosto dessa história, dos personagens, mas de outro modo não posso voltar a escrever Caminhando entre os mortos e isso é algo que quero muito fazer.

Pov – Eugene

Elliot fica me olhando trabalhar, vez por outra ergo a cabeça e ele fica ali, me encarando mudo, aquilo começa a me incomodar, olho para a porta, onde foi Rosita afinal, o menino está sentado ali faz pelo menos uma hora, sozinho e agora com cara de sono.

Foi um dia longo, os últimos dias foram repletos de confusão e problemas, as coisas agora parecem bem, Angel e Carl está em casa e seguros, todos estamos e isso vai trazer a vida tranquila de antes, acho bom, tenho tido boas ideias para expandir um pouco, algumas coisas podem nos trazer muito conforto e acho que se tudo voltou ao normal podemos colocar em pratica.

─Eugene, onde vou dormir agora? – Elliot me pergunta, eu olho para ele sem ter a menor ideia do que responder, desde que chegou o pequeno anda um pouco atrás de mim, é sempre curioso e aprende rápido, mas de noite ia ficar com Vickie e não era problema meu, ainda não é na verdade, dou de ombros, ele só se encosta mais uma vez na poltrona e de novo fixa seus olhos em mim, me empertigo.

─O que aconteceu com seu quarto?

─Está lá! – Ele me diz e sorrio meio sem jeito – Mas Vickie não está mais.

─E? – Questiono.

─Sou criança, quem vai me proteger? – Esse negócio de proteção não é comigo, onde Rosita se enfiou afinal?

─E eu um incompetente, ao menos sobre segurança, então vai ter que... – Me calo, não sei mesmo o que fazer e então me ergo – Vem, vamos falar com a Rosita.

─Acha que ela pode dormir comigo?

─Não tão rápido garoto, passei anos lutando para conseguir isso! – Ele me olha sem entender e acho que é bom.

Dou de cara com Rosita, seus quadris e aquela boca grande que me alucina a vida toda.

─Onde se enfiou?

─Com Amy e Maggie fazendo umas mudanças, tudo bem? Já terminou por hoje?

─Já – Aponto o menino de modo discreto, ela se abaixa para olha-lo nos olhos, acaricia seus cabelos.

─Elliot, precisa saber que não está sozinho está bem, eu vou cuidar de você agora, o que acha disso? – O que eu acho disso? Será que não importa? Parece que não, o menino afirma, os olhos cansados, ela o abraça – Vai ficar agora num quarto ao lado do meu, vou colocá-lo na cama e esperar que durma e qualquer coisa é só me chamar.

─Vai cuidar de mim como se fosse minha mãe? – Ele pergunta segurando sua mão, e para minha surpresa Rosita fica com os olhos marejados, acho que nunca vi Rosita assim antes, nem com tudo que já passamos, claro que já a vi chorando, mas nunca para uma emoção positiva, aquilo causa espanto e confusão.

─Se for o que quer sim como uma mãe! – Ela diz tentando controlar as lágrimas, continuo ali, completamente ignorado, e agora um tanto tenso – Vamos, vou te colocar na cama.

─O quarto ao lado do nosso que antes era de Glenn e Maggie agora pertencia a Elliot, para ficar perto de Rosita, ela mostra a ele o próprio quarto.

─Se sentir medo, ou qualquer outra coisa é só entrar. – Ela afirma tenta sorrir, mas acho que é cedo para ele, olhando com mais atenção o garoto perdeu absolutamente tudo, toda referência que tinha de amigos, família e proteção, não sei como isso deve funcionar na cabeça de uma criança. – Agora venha, hora de dormir.

Ela abre a porta do novo quarto do garoto, ele me puxa pela mão quando entrava.

─Vem também Eugene! – Eu fico sem escolha, vejo Rosita colocá-lo na cama, cobrir, beijar sua testa, desejar boa noite e fico achando um pouco incrível tudo aquilo, um lado Rosita que não desconfiava que existia.

Elliot me acena, aceno de volta com um sorriso meio amarelo, logo ele dorme, Rosita seca uma lagrima que me deixa sem fala e fica de pé, sai para o corredor e então para na porta, olha para ela sem saber o que fazer.

─isso é... Nunca tinha realmente me dado conta.

─Do que?

─O perigo, não vê claramente agora?

─Rosita acho que vejo isso desde o começo.

─Pensei em deixar a porta aberta, para o caso de ele acordar com medo – Ela me olha, eu a abraço sem entender bem – Mas pense Eugene, alguém pode morrer no meio da noite, se transformar numa máquina assassina e então... A porta, ela precisa ficar fechada.

─Tudo bem Rosita, ele meio que sabe abrir eu acho.

─Odeio quando faz isso! – Ela passa por mim e eu a sigo sabendo que vamos ter uma pequena briga sobre minha insensibilidade.

─O que foi que eu fiz?

─Usa a razão o tempo todo, calcula tudo, como se a vida fosse uma porcaria de ciência exata!

─Certo, do que estamos mesmo falando, porque não é sobre o garoto ter idade para abrir uma porta sozinho!

─Não. É sobre eu querer isso, sobre querer isso com você, uma vida, uma família, eu vou cuidar dele Eugene, a questão é, vamos fazer isso juntos ou vou fazer sozinha?

─Juntos? – Soa como uma pergunta e ela se irrita, acontece que o sangue latino de Rosita me apavora um pouco e dou um passo para trás quando ela me olha furiosa, mas então me dá as costas e começa a juntar coisas, as coisas dela por sinal. – O que está fazendo?

─Se vou fazer isso sozinha então vou fazer mesmo sozinha, se me quer na sua cama porque me acha gostosa desde que isso começou então dane-se, arrume outra bunda para admirar e vá para o inferno!

─Eu amo você! – Acho que nunca disse isso a ela, não assim com todas as palavras, Rosita para o que está fazendo e me olha, acho que espera que eu continue e nunca vou entender as mulheres – Amo e se quer criar o garotinho podemos fazer isso juntos, esperei você anos, sabe disso, respeitei seu tempo, suas escolhas, enfrentamos problemas e podemos fazer isso.

─Tem certeza, porque se for só um meio de me convencer a ficar aqui...

─Não. O garoto me segue o dia todo, a verdade é que ele passou mais tempo comigo que com qualquer outra pessoa, eu posso... Você sabe, ser o conselheiro dele – Ela faísca de raiva – O pai, eu quis dizer o pai dele e você a mãe! – Me apresso em consertar e então ela abre o maior sorriso que já vi, caminho até ela, que me abraça, beijo Rosita, amo essa maluca desde que a vi pela primeira vez, faria qualquer coisa por ela.

─Ok, pode continuar admirando minha bunda! – Ela brinca.

─Admiro você toda, é forte e corajosa, fez por mim mais do que qualquer pessoa, nunca deixou nada nos afetar.

─Amo você Eugene! – Ela também nunca tinha dito com todas as palavras e gosto de ouvir.

Ela faz aquele olhar sexy que me deixa maluco e me empurra para cama, minha Rosita, a mulher dos meus sonhos e mãe do meu mais novo filho, só ela pode me fazer feliz e corajoso.

Pov – Daryl

─Pai posso dormir com você e a mamãe hoje?

─Pode filho, estou mesmo com muita saudade de ficar com você pertinho.

─Dei um pouco de trabalho para a Beth sabe? Não devia por causa do bebê, mas não conseguia parar de chorar e de noite então que não tinha nem você, nem a minha mãe e nem a minha irmã, foi muito triste!

─Sei disso! – Pego meu pequeno no colo, eu sei que ele nem é tão pequeno assim, mas que se dane, um dia vai ter uma garota e vai querer do dia para noite, num piscar de olhos dormir no quarto dela.

─Pai, acha que a Angel vai ficar para sempre no quarto do Carl?

Que pergunta difícil e que coisa confusa, sim, eu achava isso, esperava por esse dia a um tempo, mas sabia que não seria fácil quando chegasse o momento.

─Talvez filho, mas ela já é grande e gosta dele, então tudo bem não acha?

─Acho, mas então eu vou ficar sozinho no quarto, não é melhor me arrumar um irmão novo, um bebê como o da Beth? – Amy se aproximava e me olha de olhos arregalados.

─Ideia dele não tenho nada com isso! – Digo rindo quando ela se senta ao meu lado e beija Max.

─Podemos mãe, ter um bebê?

─Definitivamente não podemos! – Ela diz e beijo Amy, não que fosse ficar bravo, acho que eu bem que iria gostar, mas quando penso em tudo que passamos na gravidez e nos meses em que ele era um bebê de colo, sinto medo.

─Está bem! – Max responde desanimado – A gente já vai dormir, eu quero é de noite e nem dormi de medo.

─Vamos! – Amy responde segurando sua mão – Vou te colocar na cama e o papai vai lá...

─Vou dormir com vocês hoje. Não é pai? O meu pai deixou!

─Que bom filho, vou adorar você lá com a gente, bem no meio! – Olho para Daryl que faz cara de desculpe não sei dizer não, rimos, beijo meu marido, no fundo quero mesmo meu pequeno conosco, tive tanto medo de nunca mais vê-lo de algo dar errado lá fora, ou aqui dentro.

─Mãe o Elliot está sem pai, ele pode ser meu irmão?

─Anda muito mal informado Max! – Ela diz quando entravamos no quarto e o pequeno corre para pular na cama – A Rosita é a nova mãe dele e o Eugene o novo pai.

Aquilo é estranho demais, sorrio contente, Eugene está com problemas, vou me divertir muito a suas custas e Glenn também!

Durmo com meu filho no meio, com ele é tudo tranquilo, ele pega no sono e quase não se move, com minha cara de esquilo era diferente, ela nos chutava a noite toda, faço um carinho em Max, Amy me sorri.

─Vencemos! – Ela diz baixinho, afirmo – Angel está bem triste por conta do Connor.

─Sei disso, mas ela não podia passar por isso sem perdas, ninguém pode.

─Não. Está tranquilo sobre ela e Carl?

─Sim, quero que ela seja feliz, isso é o que importa, foi bom que se entenderam e sinto que a fase rebelde passou, não acho que vá se meter em encrencas mais uma vez.

─Amo que é otimista! – Amy me beija – Sabe amor, eu estava tão ansiosa por uma atençãozinha! – Ela diz num longo suspiro, não mais do que eu, me movo com cuidado para não acordar Max e beijo minha mulher.

─Amanhã, quando nosso pequeno decidir que chega de dormir e sair por ai correndo!

─Melhor dormirmos então! – Ela sorri, tiro os tênis do meu pequeno, beijo sua testa e me arrumo para dormir, depois de tanta confusão não é difícil.

Como imaginei ele pula cedo da cama em busca de Judy e Elliot e acordo Amy com beijos no pescoço.

─Bom dia! – Ela diz sem abrir os olhos – Parece que vou ter minha atenção agora.

─Toda ela, pode apostar! – Ela se vira e eu a beijo, esse é definitivamente um bom jeito de começar o dia e me esquecer de tudo que passamos.

Quando descemos Glenn está com Henry no colo, me aproximo e pego seu bebê, ele é bem bonitinho, penso sorrindo.

─Oi! – Digo ao bebê que bate os braços animado – Eu sei seu pai é inexperiente, mas vou ensinar ele.

─Eu sei segurar bebê seu idiota! – Glenn reclama.

─Que pai bravo Henry, agora vamos para a aula de hoje, Daryl, diz bem bonitinho Daryl!

─Eu já disse que ele vai dizer papai primeiro! – Glenn pega o filho de volta e Maggie se aproxima.

─Já estão de novo nessa implicância? Ele vai dizer mamãe linda primeiro!

Rimos todos, ela me toma o menino, eu e Glenn olhamos de longe Beth caminhando com aquela barriga e penso que agora está mais perto e que felizmente ela suportou bem toda aquela pressão, Beth é nossa irmãzinha caçula e todos nos preocupamos com ela.

─Tyler não devia estar ajudando a Beth a andar? – Glenn pergunta e meio que concordo com ele, Amy e Maggie reviram os olhos.

─Beth aprendeu a andar antes de completar um ano, pelo que me lembro! – Maggie diz e então Tyler surge correndo atrás de Beth.

─Não disse para me esperar que te ajudava a vir?

─Três ridículos! – Amy brinca, depois me dá um beijo e as garotas seguem para nossa cozinha, Mich e Rick surgem, Michonne não é o tipo que se reúne com as garotas na cozinha e então vamos decidir as questões de segurança, a reunião não dura muito porque Eugene chega e não podemos perder a oportunidade de provocar o mais novo papai do grupo.

Então cada um segue seu trabalho, nossa comunidade não podia parar e subo para minha guarda, me sento no telhado e logo minha cara de esquilo se senta ao meu lado.

─Bom dia papai! Estava indo buscar algo para o Carl comer, mas ele decidiu descer e vim te ver.

─Então ele está bom?

─Sim! – Ela tem os olhos brilhantes, um sorriso suave no rosto e não precisa me dizer, eu sei, simplesmente sei que minha cara de esquilo cresceu.

─Amo você! – Digo a ela – Que bom que deu tudo certo!

Angel me abraça, chora um pouco emocionada, eu a abraço.

─Sei que não é fácil, mas queria que fosse o primeiro a saber porque também amo muito você!

─Estou feliz, é minha cara de esquilo do mesmo jeito, nada mudou.

Ela faz aquela linda cara de esquilo que gosto tanto, Max chega logo depois, se senta ao meu lado, faz aquele ar de quem está ocupado fazendo a vigia, pega o binóculo e olha o horizonte, fico ali com meus filhos, aquilo parece meio que um milagre e nunca achei que os Dixons fossem dignos de receberem esse tipo de coisa, mas parece que me enganei sobre isso.

Notas finais
Beijos!!!!!!