Notas iniciais
Olá pessoas que eu amo! Espero que estejam todos bem, como disse quando essa fic começou, ela seria curta, apenas duraria até TWD voltar, adorei escrever essa história e seria apenas um modo de matarmos as saudades de Angel e Daryl juntos, então este é o último capítulo, não posso dizer que é para sempre, talvez um dia sinta vontade de revisita-los, quem sabe, nunca me desligo muito dos meus personagens. Mas quero mesmo é agradecer o carinho de todos o cuidado que sempre tiveram com a história, agradecer as recomendações, as pessoas que favoritaram acompanharam e me ajudaram a contar um pouco essa história, a todos os comentários e a cada leitor "Fantasma" Adoro todos vocês. Se puderem só dessa vez deixarem um comentário vou adorar poder agradecer pessoalmente e sim, já sinto falta daquela cara de esquilo maluquinha, mas acho que agora ela cresceu e vai viver ainda muitas aventuras, quem sabe contamos algumas delas no futuro. BEIJOS!!!!

Pov – Angel

Três dias que voltamos da pior aventura da minha vida, Carl está fisicamente recuperado, ainda evita um pouco meu pai e sei que é por conta do que estamos vivendo, nunca mais dormi no meu antigo quarto, isso não um problema para meu pai, não mais, ele está orgulhoso de mim, sabe que um dia eu cresceria e aceita que tenha acontecido, mas Carl ainda se reserva um pouco.

São duas tardes que se tranca em seu quarto e passa horas lá, sempre que chego ele se mostra apreensivo e apressado, como se estivesse me escondendo algo, procuro não me preocupar muito com isso, todo mundo tem direito a seus momentos de privacidade e solidão.

Max caminha correndo para mim quando chego com Brian Tyler e os cavalos de nossa ronda, desço do cavalo e meu irmão pega a escova.

─O pai disse que agora precisa a me ensinar a lidar com os cavalos, porque logo vou começar a cavalgar também! – Ele me diz firme e sorrio beijando seu rosto que ele limpa apressado, depois que paramos de dividir o quarto sinto falta dele, nem sabia que sentiria tanta, acho que por isso meu pai o colocou para aprender a lidar com os cavalos, assim passamos um tempo juntos.

─Ótimo, já que vão cuidar dos cavalos vou ver minha Beth! – Brian Tyler desce do cavalo, entrega as rédeas para Max e caminha para dentro.

─Brian Tyler, você é um folgado! – Ele sorri me acenando e ficamos eu e Max.

─Angel, você sabe que ele não chama Brian não sabe?

─Claro que chama, e mata vampiros também, nem imagina o que tem por trás daquela carinha de bom moço! – Aperto o nariz de Max que sorri e começamos a trabalhar.

─Amanhã eu e o pai vamos treinar com a besta, vou ser besteiro como ele, você não aprendeu muito.

─Não Max, mas o papai me ensinou muitas outras coisas.

─É ele é bem forte, igual a mãe, ela é fortona também, acho que vou ser igual, quero ter uma besta e ser cientista, sabia que o Elliot é filho do Eugene agora, chama ele de pai e tudo.

─Eu sei – Rimos os dois nos lembrando do quanto Eugene andava esquisito agora que tinha um filho.

─Aqui Max, eles adoram isso, sempre seja gentil.

─Certo!

Acabamos e caminho para dentro com ele, meu pai se aproxima, minha mãe está com ele, os dois sempre que podem fazem tudo juntos.

─Como está lá fora cara de esquilo?

─Tudo em ordem papai! – beijo meu pai, Max pede colo e acabo rindo, ele é grande demais para isso, mas que se dane, se pudesse ainda adoraria caber em seu colo.

─Vai ver a Beth filha, ela não pode ficar nervosa e sempre que saem ela fica.

─O Brian Tyler já foi.

Beijo minha mãe e caminho para encontrar Carl, ele detestou não poder me acompanhar, mas achamos mais seguro, se fosse preciso correr ele não estaria pronto.

Carl estava com o pai, os dois sorriam de um modo estranho, estava claro que aquilo era uma conversa particular e caminho para meu quarto, agora seria a hora que Connor correria para mim, me chamando de coração e me contando fofocas engraçadas, sinto sua falta.

Só desço na hora do almoço, adoro ver todos reunidos, rindo e brincando despreocupados, me sento com Carl.

─Hoje é minha tarde de telhado, vem comigo? – Eu o convido.

─Não dá, tenho umas coisas para fazer, amanhã é a minha, podemos ficar juntos se quiser.

Aquilo é bem estranho e fico pensando se ele não estava de algum modo fugindo de mim, dou de ombros sem querer dar uma de menina mimada de novo, mas é impossível não pensar que ele talvez esteja incomodado com nosso novo modo de vida.

A tarde é tediosa, nenhuma companhia, uma chatice, depois é Glenn que me substitui, Maggie e Henry sobem com ele, pego Henry no colo, ele é uma delícia com aqueles olhinhos puxados e sorriso fácil e cheio como Maggie, sempre adorei ele.

─Ficou sozinha cara de esquilo?

─Uma droga Maggie, não aconteceu nada, nenhum sinal de vida após nossos muros, odeio isso, tive tanta esperança, fiz tantos planos!

─Devia parar com essa mania de fazer planos, não é tempo para isso.

─Gosto de planos e de esperança.

─Parece meu pai! – Maggie me diz com um sorriso de saudade.

─Sim, nossa como sinto falta dele! – Nos abraçamos e depois entrego Henry para Glenn, desço e vou ao encontro da família, me sento no colo de minha mãe já que Max está no colo do meu pai, ela ri quando a aperto matando as saudades, ficamos ali os quatro em silencio um pouco, só assistindo o dia seguir.

O doutor Taylor passa com um livro aberto, acena e segue seu caminho, depois é a vez de Eugene, com Elliot em seu encalço e Rosita reclamando de algo, rimos os quatro, era uma família engraçada.

Brian Tyler caminha em nossa direção apoiando Beth, a pobre mal pode andar sem ter ajuda, meu pai e Glenn adoram criticar o pobre Brian, eles seguem para o pátio para os dez minutos de ar puro que Beth consegue convence-los por dia, depois é só aquele monte de cuidados, amo Beth, muito, é mais que uma amiga, está comigo quando não estou com meus pais e isso sempre foi assim, meu pai tem uma gratidão enorme por ela, muitas vezes ele só teve ela para dividir com ele as preocupações que eu causava, me dar banho quando me entupia de chocolates e vomitava, escovar meus cabelos, dormir comigo se acaso ele não voltasse.

Rick vem com Mich em nossa direção, adoro como ficam perfeitos juntos, são o casal mais discreto que já vi, acho que nunca trocaram mais do que dois beijos na frente de alguém, mas ela é uma ótima mãe para Judy que corria na frente para chamar Max, os dois somem para brincar e troco o colo da minha mãe pelo do meu pai, ela faz careta e respondo com cara de esquilo, rimos e Rick e Mich se sentam conosco.

─O que está havendo? Melancolia? – Rick questiona e me dou conta que estávamos todos envolvidos em nossos pensamentos do passado.

─Acho que sim, minha mãe diz sorrindo, foram tempo difíceis e importantes.

─Sim, e acabaram, agora vai ser bom, aprendemos a última lição, somos apenas isso, o que temos aqui, assim que deve ser, chega de nos envolvermos com as coisas lá fora, elas sempre nos arrancam algo.

Concordo com Rick, dessa vez me arrancaram Connor e embora eu o amasse muito acho que ele só tinha a mim e isso é triste.

─Eugene tem novos planos para expansão, algo sobre agua quente e gás.

Rimos mais uma vez, Eugene sempre tem planos, adora ser nosso mestre das invenções.

─Cadê seu filho Rick?

─No quarto, está terminando... – Mich o cutuca e ele fica sem graça – Umas coisas para mim.

Não engulo, mas deixo passar, jantamos juntos Carl finalmente se junta ao grupo, depois vou dar boa noite aos cavalos, ver se tudo estava em ordem, ele se recusa a ir, começo realmente a me irritar.

Demoro o máximo que posso com Ringo Star e quando entro todos tinham se recolhido, devia era ir para minha velha cama isso sim, mandar Carl para o inferno, mas a nova Angel não faz esse tipo de coisa e decido que era hora de uma conversa definitiva, entro no quarto e Carl sorri ao me ver, parece feliz e tranquilo, já eu estou brava e triste.

─A gente precisa ter uma conversa Carl, uma bem série sobre nós dois.

─Concordo, mas antes quero que leia o quadrinho, acabei de terminar.

─O que? Escreveu mais um capítulo e nem pediu minha opinião? – sempre ficava por perto quando ele escrevia dando palpitas, que claro ele nunca aceitava, pedindo para colorir meu vestido de rosa, o que ele sempre respondia com uma careta e uma negação, e agora ele escreveu sozinho.

─Vai! – Me estende a revista que ele aprendeu a fabricar um maço de papeis de dobrados lembravam os velhos quadrinhos da infância – Lê.

─Agora? Não podemos conversar antes?

─Custa ler agora e depois falamos, quero saber o que acha.

─Sem capa? – Eu pergunto quando finalmente decido me sentar com o quadrinho nas mãos.

─A capa depende de você.

Não sei porque aquela cara de bobo que ele está, mas com um suspiro de resignação eu abro os quadrinhos.

A primeira coisa que noto, antes mesmo de ler a primeira linha é que meu vestido está finalmente colorido de rosa, olho para ele espantada.

─Rosa? – Fico emocionada.

─É uma edição especial, Eugene me ajudou a conseguir fabricar a cor já que não tinha nenhum lápis no tom que eu queria.

─Sério?

─Precisa ler – Ele incentiva e me arrumo para atender seu pedido.

A história começa como de costume, os dois sozinhos e caminhando por entre os mortos, alguns poucos diálogos sobre estarem em busca de um paraíso de que ouviram falar, nenhuma violência, só a cidade morta e em preto e branco ao fundo.

Umas páginas depois eles chegam a um portal, os dois param diante dele, se pode ver muitas cores do outro lado, jardins e flores, esquilos e pássaros, mas do lado de fora o preto e branco habitual.

Ele pergunta se gostaria de entrar, respondo que sim, nos primeiros números não tínhamos nomes, depois eu o convenci a sermos Angel e Carl e ele aceitou por fim.

Carl diz que precisa fazer um pedido, que se dissesse sim, então entraríamos por aquele portal e o mundo seria sempre colorido e cheio de vida, mas que se dissesse não ele voltaria a viver nas sombras, eu olho para ele por um instante, ali de pé me esperando continuar, meus olhos ficam marejados.

─Vire a página! – ele pede e depois de piscar algumas vezes para afastar as lágrimas e conseguir continuar eu viro a folha com cuidado.

Pagina única, os dois ainda no mesmo lugar, de mãos dadas se olhando e o pedido no balão.

“Quer se casar comigo?” Sorrio emocionada, corro para a página seguinte ávida pela continuação, mas está em branco, olho para ele.

─Agora é com você o fim da história, passamos pelo portal ou ficamos no mundo das sombras? – As lágrimas escorrem porque com ou sem fim de mundo nenhuma garota jamais teve um pedido de casamente tão lindo, tento seca-las ficando de pé.

─Passamos pelo portal, juntos e de mãos dadas, vamos viver os dois nesse mundo colorido que criou para nós. Amo você! – Ele me envolve carinhoso, me beija longamente.

─Você criou, esse mundo colorido vive em você e nesses anos todos, me emprestou um pouquinho, amo você Angel.

Aquele é nosso casamento, somos finalmente um casal de verdade, por isso ele andou fugido, estava me preparando isso e fico feliz por não ter estragado tudo, sim, eu cresci e gosto de ser assim.

Quando me dou conta estamos nos amando na cama, esquecidos de tudo, nossa noite de núpcias, nosso amor finalmente completo, depois me deito em seu peito.

─Agora tem que terminar os desenhos, e fazer a capa, quero guardar para sempre, é nossa aliança.

─Sim eu amor, é nossa aliança!

Olho para ele, sorrio muito feliz, o dia mais feliz de toda minha vida, ele me beija mais uma vez.

─Mas vamos deixar isso para amanhã, hoje quero só você.

─Pensei que tinha algo errado entre nós, que não me queria mais.

─Sempre pensa o pior de mim.

─Não briga comigo Carl, sou sua única opção. – Rio, ele faz careta, depois me beija e está tudo de volta.

Pov – Daryl

─Daryl podemos falar um instante agora que a Angel está nos estábulos?

─Finalmente, anda fugindo de mim garoto, já estava começando a me zangar.

─Bom você é sempre um pouco zangado! – Carl me diz quando entramos na sala de Eugene que está vazia, me encosto na parede e faço sinal para que fale, não estou nem um pouco a fim de facilitar para ele, o garoto teve três dias para conversar comigo sobre minha filha estar dormindo com ele todas as noites.

─Vamos! – Incentivo quando vejo que está em dúvida.

─Vai parecer meio bobo para você, mas pode ler isso?

─O que é isso? – Pergunto pegando os papéis meio confusos.

─Um quadrinho novo.

─Está me testando Carl? Minha filha dorme na sua cama há três noites e me chamou aqui para ler seus quadrinhos?

─Pode ler por favor? – ele tenta parecer firme e de má vontade começo a virar as folhas, leio a última página e sorrio, depois está em branco.

Devolvo a ele e ficamos nos olhando em silencio, é um bom menino, o conheço a vida toda e não teria mais ninguém para minha cara de esquilo.

─Falta a resposta dela para terminar, vou mostrar hoje a noite, estava trabalhando nisso e por isso fiquei meio sumido, não tem mais cerimonias, cartórios e essas coisas, não teve para nenhum de nós desde que o mundo começou e achei que esse era um jeito de fazer você e ela entenderem que é sério para mim.

─Sei que sim!

─Vim mostrar a você primeiro porque quero sua autorização para mostrar a ela e fazer o pedido, não estou brincando com a sua cara de esquilo, eu a amo e ficar sozinho lá fora achando que a tinha perdido para sempre mudou tudo dentro de mim.

─Dentro de mim também, faço o pedido Carl, ela vai gostar e cuide bem dela depois disso, ela é minha vida e estou entregando a você.

─Eu sei, pode confiar, só quero que ela seja feliz.

Apertamos as mãos, depois ele some apressado porque quer espera-la, sigo com meu pequeno para colocá-lo para dormir, Amy vem comigo, beija Max, deseja boa noite e nos deixa, ela sabe o quanto esses momentos com eles é importante para mim.

Conversamos um pouco, Max está crescendo e adora saber que agora tem tarefas como todos, demora a adormecer, tiro seus sapatos, beijo meu filho e mais uma vez me lembro que fui eu o primeiro a vê-lo, que foi a mim que ele viu antes de qualquer coisa, isso nos liga para sempre, saio em silencio e meu amor me espera na cama, sorri quando me vê entrar e apoiar a besta na parede, sigo para ela.

─Pronto meu amor, já coloquei nosso menino na cama, e a cara de esquilo está lá respondendo a um pedido de casamento! – ela me puxa para um beijo.

─Amo papai Daryl carinho e protetor, mas acho que ando querendo meu marido hoje, aliás como quis ontem e vou querer amanhã.

─Minha namorada ousada dando as caras! – Brinco roubando um beijo dela.

─Sim, e louca por uma atençãozinha! – ela me diz quando começa a tirar minha camisa, me faz sorrir antes de tomar seus lábios, só Amy e seu amor para afastar toda essa sensação de tempo correndo e me tirando coisas, me esqueço de tudo e nos entregamos a paixão que nunca nos abandonou.

A noite é perfeita, no fim estou feliz, meus filhos estão vivos, seguindo seus caminhos e tenho minha família, não posso e não vou lamentar.

Angel corre logo cedo para me contar as novidades, está feliz como nunca e isso é o bastante.

Os dias vão passando, as coisas voltam completamente ao normal, as ideias de Eugene vão sendo colocadas em pratica o que significa muito trabalho, algumas saídas, zumbis e perigo e voltas para casa cheias de saudades, três meses e tudo está perfeito, nenhum inimigo além dos mortos, esses são íntimos demais para nos causar pânico.

─Daryl! – Eu passava pelo corredor dos quartos quando ouço a voz urgente de Beth, me aproximo e ela está sentada na cama, pálida e com a mão na barriga – Que bom, ninguém aparecia, me ajuda! – Ela me chama e corro para perto dela.

─O que foi?

─Vai nascer! – Ela sorri nervosa.

─Não! Agora não Beth, merda! Cadê aquele seu marido matador de vampiros?

─Está trabalhando lá em baixo, chama ele e o doutor, acho que vai nascer super agora.

─Super agora não que eu não vou fazer mais nenhum parto! – Ela sorri em meio a uma crise de dor.

─Então se mexe e para de ficar com essa cara! – Ela grita comigo.

─Você não tem que ir lá para sala do Taylor?

─Não consigo nem respirar, quer que ande como? – Ela grita comigo de novo e se não estivesse nervoso demais acharia divertido, eu a ergo no colo, ainda bem que é Beth ou minha mulher me mataria.

─Vamos, a sala está pronta para isso! – Começo a descer as escadas com ela nos braços e todo cuidado do mundo.

─Obrigada Daryl! – Ela diz fechando os olhos mais uma vez.

─Sem sua ajuda nunca teria criado minha esquilinha, seu filho tem um protetor para toda a vida, está tudo bem, só não quero é fazer isso!

Ela ri ainda nervosa o doutor me vê e corre para sala.

─Amy, Tyler, Maggie! – Grito e logo vem gente de tudo que é lado, deixo Beth na cama e logo Tyler estava segurando sua mão apavorado, saio da sala e minha mulher me abraça, Maggie se agarra a Glenn, Rick se aproxima e ficamos todos ali, a espera, minha esquilinha grudada na porta.

─Meia hora já! – Maggie resmunga – Que mulher lenta!

Então ouvimos um choro e logo estamos aliviados, Taylor abre a porta uns minutos depois.

─Saiu tudo bem, é um menino! – Comemoramos e como somos uma família e o mundo é uma droga que sabemos que pode piorar a qualquer momento entramos todos de uma vez para ver o bebê e a cara de choro de Tyler que abraça Angel e depois a leva até o bebê.

─Brian Tyler que bebê mais lindo você tem! – Ela diz beijando a cabecinha do bebê que descansava nos braços de Beth toda sorridente.

─Eu e a Beth conversamos e quero te apresentar, Brian.

─Que nome lindo! – ela beija de novo o bebê – Igual o do papai! – Rimos, essa é minha cara de esquilo.

Depois de olhar o bebê desejar sorte e essas coisas deixamos Beth com Maggie e Amy e saímos, elas vão cuidar de tudo, é bom saber que estamos todos bem e que ter um bebê não nos apavora como antes.

─Hoje eu e o Carl comemoramos três meses de casados e temos um novo bebê, então vamos dar uma festa.

Olho para minha cara de esquilo, por mim tudo bem, tínhamos um bom estoque de comida e podíamos nos dar ao luxo de um jantar especial.

Beth se junta a nós depois de muito insistir, as mulheres tinham feito massa com molho de tomates que plantávamos na nossa horta e claro que depois de chocolate aquilo era o que minha cara de esquilo mais gostava.

Ela se acaba de comer, com tanta energia que gasta nos tirando do sério não tinha como engordar e sempre foi uma comilona.

─Você vai vomitar Angel, já comeu três pratos! – Carl reclama.

─A gente só come bem assim uma vez por ano, me deixa Carl!

─Gulosa!

A festa não dura muito e logo vamos nos retirando, coloco meu pequeno na cama e sigo ao encontro de Amy, ela e beija carinhosa como sempre foi, essa mulher me salvou de muitas maneiras, venceu muitas coisas para poder ser minha e eu a amo mais que tudo, mas sou obrigada a afasta-la um pouco.

─Não vou ter uma atençãozinha hoje é? – ela brinca quando a trago para os meus braços carinhoso.

─Sempre meu amor, só espera a cara de esquilo vir choramingar que está passando mal.

─Agora ela tem marido amor! – Amy brinca e adoraria acreditar que ela vai se virar sozinha sobre isso, mas sei que não e nem preciso me esforçar para provar minha teoria, logo ouvimos uma leve batida na porta, abro e lá está ela pálida e Carl ao seu lado de cara amarrada.

─Pai eu comi demais! – Ela resmunga e então lá está minha esquilinha vomitando mais uma vez na terrível aparição de O Exorcista 129, faço o que sei fazer, seguro seus cabelos e espero que termine.

─Está ficando verde esquilinha.

─Não estou nada, está me enganando pai! – Ela resmunga toda melequenta, me faz rir da cara de Carl ao seu lado.

─É mesmo uma menina? Não sei não, nunca vi menininhas sujas assim! É muito melequenta!

─Pai! – Ela reclama e depois se ergue – Estou melhor.

─Alguém tinha que estar! – Resmungo – Ainda bem que calcei os sapatos, mas dessa vez é a senhorita que vai limpar a sujeira.

─Pai! – Ela reclama – Carl a culpa é sua, devia me ajudar.

─Minha? – Ele fica indignado.

─É meu marido, não devia ter me deixado comer tudo aquilo.

─Decidam-se, vou limpar meus sapatos! – Olho para minha Amy deitada na cama sorrindo – Já venho amor e falamos sobre aquele outro assunto.

Minha esquilinha me abraça antes, beijo seus cabelos, sorrio para ela, agora de novo corada.

─Amo você!

─Também te amo pai.

Notas finais
Agora como sabem vou voltar com Caminhando entre os mortos 2, sim, vamos ter Alice de volta, espero vê-los lá! Beijos e mais uma vez OBRIGADA!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!