Ressurreição - O julgamento final 2
6 cAPÍTULO 6 - Refém
Notas iniciais
Pov – Amy
Dormir sem Daryl, como se faz isso? Não sei e não acho que vá aprender nessa noite, nem quero, Max se senta ao meu lado no refeitório, os olhos cansados de sono, fico enrolando para subir com ele, adiando a hora de me deitar e me dar conta que Daryl não vai entrar no quarto com a besta nas costas depois de tirar os sapatos dos filhos e isso me deixa angustiada, sei que ele volta, que vai chegar e que minha filha está segura, mas não posso mudar o que sinto, o medo e a saudade.
─Mãe posso dormir com você hoje? Não quero ficar sem o papai e a Angel.
─Claro que pode, e não está sem o seu pai ou sua irmã, eles estão bem e pela manhã vão chegar cheios de novidades.
─Eu sei, meu pai é forte, sempre cuida de tudo, mas é ruim sem ele, não quero mais que ele faça isso.
─Eu sei, também não quero, quando ele chegar vamos dizer isso a ele, chega de passear lá fora e deixar a gente aqui!
─Isso, agora vamos deitar para chegar logo amanhã.
─Muito boa ideia.
Subimos os dois, Max se deita no lugar do pai e isso deixa meu coração apertado, a ideia de que se algo aconteceu eu só vou começar a pensar amanhã me consome, saudades de um celular.
─Não tira meus sapatos quando eu dormir, quero ficar assim, sem o pai não quero brincar disso.
─Combinado, não vou tirar, vai estar assim pela manhã, prometo.
─E não faz as perguntas, ele que faz.
─Sim senhor! – Eu faço bico, ele me dá um beijo, não duvido do seu amor, não sinto ciúme e acho bonita a ligação que ele criou com os filhos, sei o quanto isso é importante para ele e me lembro da nossa conversa sobre Angel e seu sentimento de culpa, minha esquilinha precisa mostrar a ele que isso é uma tolice.
─Me conta como foi quando eu nasci.
─Adora essa história não é?
─Adoro, mas meu pai conta direitinho, quando o bebê da Beth nascer é o Tyler que vai ajudar?
─Não nesse caso será o doutor Taylor.
─Vai me conta do papai.
Max boceja, se encolhe na cama, fecha os olhos e começo a contar a história, mas ele tem razão, papai faz isso muito melhor que a mamãe, Daryl torna o momento tenso e emocionante, exagera só para fazer o filho sorrir, não sei fazer como ele, felizmente meu pequeno adormece nos primeiros minutos da história e só posso agradecer por ele estar aqui, comigo e seguro.
Faço um carinho em seu cabelo, beijo sua testa e fico olhando para seu rosto, ele lembra tanto o pai, os olhos, a boca, as expressões, a mesma cara de bravo quando alguém o contraria, meu pequeno Dixon tão cercado de amor.
Não vou dormir, mas Daryl onde quer que esteja também não vai e vamos poder dizer que continuamos não dormindo separados, já Angel eu tenho certeza vai apagar na primeira chance, a confiança que tem na presença de Daryl é absurda, nada abala a certeza que ela tem de que se está com ele nada pode atingi-la.
Adoro sua alegria de viver, as enrascadas que se mete ás vezes, o sorriso largo, o nariz franzido em cara de esquilo, os romances que cria para todos, o modo como enche o lugar de vida, Angel ocupa espaço, simplesmente chega e se faz presente, não consegue ser diferente, ela apenas abre caminho, domina tudo e deixou Carl completamente tonto.
O pobre não teve chance de dizer não a ela, Angel agarrou o garoto de jeito quando eram ainda pequenos e ele simplesmente gosta disso.
As horas vão passando e quando o dia começa a clarear fico agradecida, agora não falta muito, logo vou estar abraçando minha família, me sento na cama a espera do meu pequeno abrir os olhos, depois sigo até a janela, fico vendo o céu clarear, os sons da fábrica ganharem vida, as pessoas passarem pelos corredores e quando me viro Max se espreguiçava, depois olha para os pés conferindo se os sapatos estavam lá e então se levanta.
─Hoje não tem aula não é?
─Não, a mamãe aqui não consegue se concentrar nisso, vamos comer e esperar o seu pai.
─O Eugene será que vai dar aula de ciências hoje?
─Pode ser que sim, depois de comer vai conversar com ele, assim se distrai um pouco.
Depois de alimentar meu pequeno ele corre em busca de Eugene, penso que logo vamos ter um belo problema pela frente, saio em direção ao nosso portão, o dia está limpo, fico grata, que tudo fique bem e meu amor chegue rápido trazendo minha gatinha com ele.
─Oi! – Me viro e Rosita para ao meu lado, é uma boa ideia conversar com ela agora, somos amigas, não como Maggie e Beth, mas somos sim boas amigas e acho que seria bom saber a versão dela, Eugene é um bom homem, mas não é segredo o quanto se atrapalha quando o assunto é mulher.
─Seu turno? ─ Pergunto quando ela para no portão dando uma olhada em direção à rua tão limpa como quase todos os dias.
─Sim, eu iria sair com o Tyler para a ronda, mas ele cancelou, Beth está enjoada e ele nunca sai se ela tem qualquer mau estar – Sorrimos, aqueles dois são a coisa mais linda de se ver, ele é romântico e cuida de Beth como de uma flor, o que é bom porque Daryl e Glenn estão sempre de olho nele, Beth é a protegida dos dois desde sempre.
─Rosita, o Eugene conversou conosco sobre vocês dois, tem mesmo algo ai?
─É estranho não é? Quer dizer eu e o Eugene tivemos nossa chance e não aconteceu e agora...
─Não sente mais nada pelo David? Ama o Eugene?
─Amy eu gosto muito de você, sabe disso, da sua força e coragem, do modo como enfrenta a vida e não se esconde, mas nesse ponto acho que não entenderia, você tem um amor desses que para mim parece meio coisa de novela mexicana e olhe que entendo disso.
Acabo rindo, mudo o peso do corpo de uma perna para outra, olho me volta, amo Daryl e ele me ama, mas essa ideia que ela faz do nosso amor está muito longe da verdade.
─Está completamente errada Rosita, as coisas conosco não foram fáceis, nem perfeitas desde o começo, esse amor foi construído, não idealizado. Eu passei por coisas horríveis quando o apocalipse chegou, sabe disso, não é segredo aqui e não me envergonho disso, perdi Angel, virei uma pessoa amarga, solitária e dura, Daryl encontrou Angel, e fez o caminho contrário, ficou mais leve, feliz, e então no encontramos e tivemos a mesma impressão um do outro, eu achava que ele estava me roubando tudo que eu tinha, ele achava que eu queria fazer o mesmo.
─Brigavam no começo?
─Muito, claro que eu me sentia atraída por ele, Daryl é o cara mais sexy que já vi na vida e não concorde por que sou ciumenta, mas não foi fácil, fomos aos poucos, eu tinha traumas, medos e ele foi paciente, muitas coisas aconteceram, mas a gente nunca se cansou de tentar, quando um ficava fraco o outro ficava forte, fomos fortalecendo esse amor.
─Quer que fique com o David, que continue tentando? – Rosita me olha triste.
─Claro que não, nem me imagino dividindo a vida com alguém que não amo, só estou dizendo que com o David, o Eugene ou qualquer outro vai ter problemas.
─Eu tinha com o Abe, o pragmatismo dele me irritava um pouco, mas se ele estivesse vivo eu nunca teria deixado ele, acho que Abe era esse tipo de amor, David foi só uma fuga da solidão, do desespero que é não ter ninguém ao meu lado nesse caos.
─E o Eugene, sabe como gosto dele, não tivemos um começo bom, mas ele não é mais aquele cara, gosta dele?
─Ele é... – Rosita sorri, isso já torna tudo mais claro, é obvio que ela gosta dele – Eugene é engraçado sem querer ser, ele me diverte, é um bom amigo e esteve do meu lado no momento mais difícil da minha vida, a morte do Abe, não tentou nenhuma vez se aproveitar disso, mesmo eu sabendo que ele gostava de mim, acho que eu amadureci agora, não quero apenas alguém na minha cama, quero alguém na minha vida e esse alguém é o Eugene.
─Falou com o David?
─Ele não é o tipo que se tem uma conversa madura, eu apenas disse que não estava feliz e desde então tudo ficou um inferno, está insustentável, tenho medo.
─Eu também, ele é o tipo irascível, pode fazer uma tolice com o Eugene.
─Amy ele vai fazer, não tenho dúvidas, parece que veio das cavernas quando o assunto é relacionamento afetivo, nem acho mais que ele sabe o que é afeto.
─Acha que ele é capaz de matar?
─Acho, acho que faria isso, não vai me deixar ficar com o Eugene e isso é um fato, é o tipo não fica comigo não fica com mais ninguém e se descobrir que eu o traí...
─Fez isso?
─Eu sei que pediram para esperarmos o grupo retornar, mas passei a noite com o Eugene, ele não sabe que estive com ele, mas sabe que não estive em nosso quarto, já deve ter tirado suas conclusões.
Sinto um aperto no coração, um medo de algo dar errado, sempre vivemos tão em paz aqui, unidos, lutando juntos e agora isso? Um problema amoroso que não devia ser da conta de ninguém ganha essa proporção absurda e perigosa.
─Quando diz conclusões... Quer dizer que ele desconfia do Eugene?
─Sim, porque eu e Eugene somos muito próximos, não tem ninguém em minhas relações que se compare a ele e David é intratável, mas não burro.
─Então vamos ficar de olhos abertos, de olho no Eugene, sabe que armas de fogo não são seu talento, ele se defende tão bem quanto há dez anos atrás.
─Eu sei, pedi a ele que não desse aula para as crianças hoje e ficasse na sala dele fechado até todos voltarem, ainda não vi o David, mas sei que ele vem com tudo e o Eugene acha que precisa me provar que é forte e vai querer enfrenta-lo.
Fico calada, o coração apertado, olho mais uma vez para os portões, só quero que cheguem logo, então me lembro de Max querendo ir atrás de Eugene e meu coração salta de medo.
─Vou atrás do Max Rosita, conte com minha ajuda, entendo você.
─Obrigada Amy! – Abraço Rosita porque sinto que ela precisa disso e caminho para dentro com passos rápidos olhando em tudo a procura do meu pequeno.
─Aparece maldito! – Ouço o grito de David ecoar pelo ambiente, meu coração falha – Vai deixar o garoto morrer em seu lugar? Covarde!
Encontro Tyler enquanto corria em direção ao som, Glenn nos alcança, Maggie se afasta com o Bebê.
─Maggie vai ficar com a Beth! – Tyler grita e ela obedece então eu chego ao local que era nossa sala de recreação, meu coração para pôr um segundo.
David mantinha Max preso a ele, sua faca encostada no pescoço do meu filho, puxo minha pistola e aponto para ele, não sinto medo nesse momento, apenas um ódio sem fim que me domina e poderia abrir aquele homem com minhas próprias mãos.
─Larga meu filho David.
─Abaixa a arma Amy, eu não quero nem saber, ou o Eugene aparece ou mato o garoto e quem mais estiver no meu caminho.
─David, mantenha a calma, isso não resolve nada! ─ Tyler argumenta.
─Aquele desgraçado dormiu com a minha mulher! – Ele grita, olho para Max, os olhos assustados me implorando ajuda, meu sangue fervendo, tento mostrar calma para meu filho.
─Está tudo bem filho, vou resolver isso, não vai se machucar, prometo!
─Não vai resolver merda nenhuma, quero o Eugene aqui, não vou esperar muito!
─David solta isso! – Rosita entra e para ao meu lado, ele olha para ela com raiva, aperta mais a faca e Max geme, minha paciência começa a se esgotar.
─Cala a boca sua vadia imprestável, vai ter o que merece também, mas antes vai ver seu amante morrer, Eugene! – Ele grita com todas as suas forças, nem imagino onde Eugene está e o porque ele não vem imediatamente, sei que ele não é o homem mais corajoso do mundo, mas duvido que permitisse que uma criança sofresse as consequências em seu lugar.
─David está errado, não tenho nada com o Eugene!
─Rosita você é uma piranha, isso é o que é, me enganou, me fez de otário na frente de todos, as pessoas falam de mim pelas minhas costas, riem, não tem jeito de isso acabar de outra maneira, vou para o inferno e vou levar os dois comigo.
─David, abaixa a arma, solta o Max, vamos nos acalmar, encontrar o Eugene e resolver isso como adultos, pode ficar tudo bem.
─Ficar tudo bem Glenn? – Ele grita, chacoalha meu filho que chora mais – Olha aqui, Max está sob a minha mira, acha que vou viver depois disso? – Não, ele não vai viver – Acha que Daryl Dixon vai deixar que continue vivo depois disso, não e já que vou sair dessa vida vou em grande estilo!
─Pego minhas coisas e vou embora com você agora, apenas solta o menino! – Rosita implora.
─Eu e a vadia que me botou chifres? – Ele grita, fixo minha arma em sua testa, a única com a arma em punho, todos tentando convencer o lunático a soltar meu filho, aquele homem não conhece minha obstinação, não quando se trata da minha família – Não vou sair daqui, abaixa a porra da arma Amy! – Ele grita comigo.
─Solta meu filho David ou eu vou matar você.
─Não me põe medo Amy, se errar acerta o Max, ou eu o acerto, não vai arriscar.
─Eu não erro David, nunca, não com essa arma, não dessa distância, e muito menos quando meu filho está em perigo, solte meu filho agora.
─Cala a boca, não manda em nada, não é tão boa assim, se fosse estaria lá fora, não aqui com os mais fracos.
─Amy fica para proteger os mais fracos David, ela é a melhor, solte o menino! – Glenn pede.
─Acho o Eugene, solte ele e acho o Eugene trago ele aqui e ninguém vai se intrometer, resolvem como querem! – Tyler diz tenso, meus olhos ainda fixos em David a arma erguida.
─Eu fico no lugar do Max, deixa eu ficar ai e o Eugene aparece! – Rosita diz tremendo ao meu lado, ele está irredutível.
─Viu pelo que está me trocando? Um covarde, um maldito covarde que vai deixar uma criança morrer no lugar dele, depois disso sei que vou para o inferno, mas nunca mais vão ter coragem de se deitar juntos depois de terem matado uma criança inocente.
─É você quem está fazendo isso David, não eles, solte o menino! – Glenn insiste.
─essa droga de apocalipse mudou as coisas, as pessoas, mas algumas são ainda do mesmo jeito, não se pode aceitar algo assim, não vou permitir isso, vou lavar minha honra, vou ser conhecido como assassino, não como corno.
─Mamãe! – Max geme, para mim já chega, olho um segundo para meu filho, é minha melhor parte, feito e criado com todo amor do mundo, David não sabe quem eu sou, o que já fiz, quantos inimigos derrubei quando mal podia ficar de pé, as marcas no meu corpo são a memória de quem eu posso me tornar.
─Está tudo bem filho – Olho para David – Solte meu filho, não vou pedir de novo!
─Abaixa a maldita arma, não vou pedir de novo! – Ele diz e vejo um fio de sangue escorrer do pescoço de Max, apenas um arranhão, um arranhão que aquele imbecil nunca deveria ter causado, disparo sem pensar, um único tiro, rápido e certeiro, no meio da testa de David que cai junto com a faca enquanto Max corre para meus braços assustado.
Ele soluça enquanto o envolvo apertado, olho me volta e estão todos lá, me olhando incrédulos, não fiquei nesse mundo sendo frágil, fiquei porque quando a vida me põe em prova eu fico de pé, não choro, nunca choro quando o assunto é a segurança de um filho, aprendi da pior maneira, na primeira semana do apocalipse, nas mãos de monstros que ainda respiravam, mas dei um jeito neles e em todos que atravessaram meu caminho.
─Vocês falam demais! – Digo a Glenn que me olhava pálido – Ele não ia mesmo terminar o dia, que se dane!
─Mãe! – Max chora, eu o aperto mais – Desculpe, desculpe, o Eugene queria enfrentar ele, o David começou a gritar que ia matar ele e eu tranquei o Eugene na sala dele, não sabia que o David ia me pegar.
Só então ouvimos os estrondos vindos da sala no fim do corredor e os gritos abafados do lado de dentro, Tyler corre para abrir a porta, Eugene o atropela, corre em nossa direção pálido, nos vê, olha o corpo estendido no chão, põe as duas mãos na cabeça.
─Sinto muito! Fiquei trancado, gritei muito, pelo amor de Deus garoto, porque fez isso?
─Pensei que se ele não te achasse desistia, mas ele me segurou quando tentei passar correndo por ele.
Max me mostra o braço com uma mancha vermelha.
─Desculpe Amy, não queria que tivesse que fazer isso! – Rosita me diz com os olhos marejados, ainda não consigo chorar, acho que só quando ver Daryl entrando é que elas virão todas de uma vez.
─Estou bem, ninguém brinca com meus filhos e fica vivo para contar, não mesmo! – Digo firme, queria me sentir ao menos chocada, mas não sinto, um dia meu próprio irmão tento me matar, eu tive que sobreviver a isso, posso sobreviver a quase tudo, desde que Daryl e meus dois filhos estejam comigo.
─Vem Tyler, vamos limpar isso, levar o corpo, depois de todo esse tempo conosco o cara achou mesmo que podia brincar com a Amy? – Glenn diz pegando o corpo pelos pés enquanto Tyler erguia os braços e então sinto uma movimentação e vejo Daryl entrando, ao lado minha cara de esquilo, meu coração acelera, agora sim posso me deixar sentir.
─Que aconteceu aqui? – Angel pergunta olhando o corpo ser carregado para os fundos.
Max corre para Daryl chorando, eu faço o mesmo, a mulher forte acaba de me deixar na mão, quando estou com ele posso ser apenas eu, Daryl pega Max no colo e me envolve em seus braços, está confuso e preocupado.
─O que aconteceu aqui afinal! – Daryl e Rick perguntam ao mesmo tempo, não consigo parar de chorar para contar.
─David enlouqueceu, de ciúme ou sei lá, pegou o Max de refém e queria matar o Eugene, mas o Eugene estava trancado e então ele não pode vir aqui e o David ficou agressivo e a Amy não teve escolha, ela o matou.
Glenn resume assim que volta com Tyler a seu lado, só então Maggie e Beth aparecem, eu ainda choro nos braços de Daryl que me aperta mais em seus braços quando entende o que aconteceu, beija Max que soluça.
─Que confusão! – Angel diz se abraçando a nós – O David era mesmo muito burro, achou mesmo que podia pegar meu irmão e a mamãe não iria acabar com ele?
─Vem, vamos beber uma água e ficar lá no quarto um pouco, estão bem agora, isso é o que importa, vem também cara de esquilo! – Daryl nos faz caminhar em direção ao carro.
─Já vou pai, Carl não esquece, eu já venho, se comporta!
Não presto muita atenção, mas sei que Angel e Carl estão sempre se provocando então não me preocupo, no quarto tomo um copo de água, Max grudado no pescoço do pai, olho o pequeno corte no meu filho, um centímetro apenas, os olhos de Daryl cintilam, ele me abraça.
─Obrigado meu amor.
─Conta Max, como foi tudo? – Angel pede, o irmão sai do colo do pai, se senta na cama mais calmo e começa a contar enquanto Daryl me beija de leve, me envolve em seus braços e a angustia vai me deixando em paz, no fim estamos todos em casa e todos bem.
─Te amo, é minha vida! – Digo a Daryl, ele me aperta a ele protetor.
─Também te amo! – Ele me beija mais uma vez e finalmente posso apenas sorrir tranquila.
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