Notas iniciais
Olá pessoas! Mais um capitulo, são uns lindos!!!!

Pov –Carl

Estava tudo indo bem demais para ser verdade, dias tranquilos, eu e Angel finalmente juntos, felizes, aprendendo a lidar com essa coisa de namorar, e então damos de cara com problemas.

Não importa o quanto fique pronto, o quanto cuide do que te pertence, sempre vem algo de encontro a você.

A nova comunidade que está prestes a se formar é de pessoas boas, mas com inimigos, inimigos perigosos que podem ou não vir em busca de problemas e está mais do que certo que virão, eles sempre vêm.

Não faz diferença se são vingativos ou necessitados sempre voltam, foi assim conosco e perdemos tudo, mais de uma vez perdemos tudo, demos sorte de termos ficado juntos, podia ter sido muito pior.

Como se não bastasse os novos vizinhos a tal Vickie tinha que cair bem aqui, justo tão perto, só para fazer meus dias um inferno, Angel simplesmente odiou a garota, tem ciúme e eu pago o preço, sabia que aquela cabeça de vento iria jogar tudo sobre mim, é sempre assim que ela faz, me atira ao fogo cada vez que algo da errado, culpa do Carl.

Agora tenho que ficar em alerta, tão alerta para não ter problema que se tiver que escolher entre a garota e uma horda prefiro seguir em direção a horda, só para minha namorada não me acusar de estar traindo seu amor.

Uma grande merda isso sim, a menina chegou ontem e já tivemos uma briga, depois ficou tudo bem, mas até lá Angel ficou uma fera só porque eu dei dois minutos de atenção a ela.

Agora isso, sozinho escovando os cavalos porque Angel tem que cuidar da vida de sei lá quem.

─Sim Ringo Star, ela nos deixou na mão, sua mãe é muito espertinha, chegou da ronda e você viu, nos deixou aqui!

─Como vai Carl! – Escuto a voz e adoraria sumir dali, respiro fundo antes de me virar e dar de cara com Vickie a um metro de mim – Que lindo esse cavalo! – Ela acaricia o cavalo, ele reclama, se afasta, sente, é o cavalo de Angel o que ela queria.

─Melhor não se aproximar muito, ele é meio arisco, é o cavalo da Angel.

─Possessivo como a dona? – Ela pergunta e finjo não ouvir – Ringo, como está? – Ela o toca de novo, mais uma vez ele reclama.

─Star, Ringo Star! – Eu digo, o rostinho de Angel pequena me vem a mente com aquele ursinho na mão para cima e para baixo me incomodando dia e noite com aquela história que um dia seria minha namorada, me corrigindo cada vez que chamava o bicho de Ringo apenas – Acho que precisa saber que cavalos mordem! – aviso já meio incomodado.

─Desculpe! – Ela sorri e finalmente se afasta dele – Só queria mesmo falar com você, dizer que não estou interessada em estragar a vida de ninguém.

─Ótimo! – Eu guardo a escova, melhor sair logo dali antes que ela me arrume problemas – Vamos?

─Calma Carl, está com medo?

─Não! – Digo um tanto irritado, não sou o mais gentil dos caras – Apressado, tenho mais trabalho.

─Eu sinto muito, por tudo, não quero te colocar numa situação difícil, sei que sua namorada é dona de tudo e todos por aqui, mas...

─Veio mesmo apenas para falar da Angel? Porque eu conheço ela minha vida toda, não tem nada que vá me dizer que mude qualquer coisa.

─A vida toda?

─Sim, estamos juntos desde crianças, ela tinha oito anos, um bom tempo como pode ver então acho que podemos pular essa parte.

─Então sabe como ela é – A menina fica triste, já vi que Angel aprontou.

─Pretende me dizer alguma coisa?

─Fui falar com ela ontem, só queria desfazer o mal-entendido, me desculpar, tentei fazer amizade, sinto muito, não quero criar problemas, mas ela foi tão má comigo – Vickie começa a chorar – Me maltratou, ameaçou, eu não sei o que fazer, estou tão assustada, é tão difícil para mim, vim em busca de proteção e só recebi ameaças.

─Sinto muito, Angel não vai fazer nada, apenas se não se deram bem fiquem longe uma da outra! – Que mais eu podia dizer? As duas são adultas, Angel me prometeu não criar problemas, mas foi tolice achar que cumpriria isso ela é problema, mas isso não me põe na obrigação de consolar sua inimiga.

─Estou com medo Carl! – Ela soluça — Vim com Elliot para ficar um tempo, mas acho que se Angel continuar me ameaçando o tempo todo não vou poder ficar.

Isso seria mesmo muito bom, acabaria com metade dos meus problemas, acontece que isso não é problema meu, não fui eu quem a trouxe, não tenho nada com isso, por mim jamais teríamos nos aproximado dessa gente.

Estava completamente sem saber o que fazer quando ela me abraça chorando, não me movo, não a abraço de volta, fico imóvel um segundo depois a afasto, ela me oferece os lábios, se inclina um pouco, e apenas a empurro mais.

─Se pensa que posso beijar você está enganada! – Agora eu estou bravo, que garota idiota.

─Oh! Me desculpe, não sei o que me deu, me sinto frágil e sozinha, foi um...

─Não sei o que foi e nem me interessa, eu e Angel nunca beijamos mais ninguém e gosto que seja assim, não quero experimentar mais nada, esquece e tenho que ir.

Deixo a menina sozinha, é isso, ela é mesmo perigosa, nem quarenta e oito horas faz que chegou e já atacou com tudo, acho que seu único erro foi não pensar que eu realmente amo Angel.

Sigo para meu trabalho no portão, Tyler caminha em minha direção com um ar preocupado.

─Que foi? – Pergunto sem saber qual problemas temos agora.

─Isso eu não sei, mas você tem um problema eu acho, Angel subiu chorando não faz muito, não quis me atender, o Daryl está com a Amy lá fora olhando as armadilhas, acho que devia ir saber você.

─Fica aqui para mim?

─Foi isso que vim fazer.

─Obrigado!

Subo as escadas de dois em dois, não foi nada com Vickie já que a garota estava comigo então, paro no meio da escada, ela me viu, só pode ser isso, suspiro sabendo que tenho um problema gigante pela frente.

Bato na porta meio tenso, nenhuma resposta logo de cara, insisto.

─Angel! – Chamo por ela – Não vou sair então é melhor falar comigo.

─Ontem estava fazendo discurso apaixonado e hoje com ela nos braços! – Ela grita abrindo a porta – Vá para o inferno Carl Grimes!

─Não foi assim! – Grito tão bravo quanto ela, garota irritante – Eu não...

─Acabou! Ouviu, está tudo acabado, fique com ela, danem-se vocês dois!

─Assim? Fácil, sem nem me ouvir?

─Eu vi!

─Angel, você não viu nada demais, não teve nada que pudesse levar a esse ataque.

─Ataque? Sai daqui, não quero nunca mais falar com você! – Ela grita batendo a porta na minha cara.

─Não vou implorar! – Grito fora de mim, ela sempre me deixa no limite.

─Você nunca faria isso, é um arrogante! – Ela diz abrindo de novo a porta.

─Mimada!

─Babaca! – A porta bate mais uma vez e deixo o corredor cuspindo fogo, não acredito no que acaba de acontecer, definitivamente não acredito.

Dou de cara com Vickie, ela sorri, a infeliz sorri e eu adoraria poder dar um soco naquela cara de pau idiota.

─Porque fez isso?

─Desculpe, não foi com você, não queria nada com você, de verdade, acho você meio novinho demais, gosto de homens mais velhos, decididos, não garotinhos chorões, mas ela pediu por isso, como bem disse é uma mimada.

─Seus dias aqui estão contados garota, fique longe de mim, não sabe o que acaba de destruir!

Deixo a víbora sozinha, fico sem direção, com vontade de me enfiar num buraco e nunca mais sair de lá.

Caminho de volta para o estabulo, os cavalos me acalmam, acalmam Angel também, mas sei que se me vir aqui não virá, me encosto na cerca, a cabeça girando, ela não pode ter falado sério, estamos juntos a vida toda, como pode abrir mão assim?

─Quer conversar? – Mich me pergunta parando ao meu lado.

─Cai numa maldita armadilha feminina, Angel acha que estava me agarrando sei lá o que com a Vickie, terminou tudo.

─Bela encrenca!

─Belo conselho Mich! – Ela sorri, ficamos em silencio um tempo – Amo a Angel, não tem mais ninguém para mim, achei que ela sabia.

─Ela sabe, com o coração, isso passa.

─A menina me abraçou, isso aconteceu, mas nem mesmo abracei de volta, ela não me viu envolvendo a garota nem nada, simplesmente porque não fiz isso, fiquei um segundo confuso e a afastei.

─Entendo.

─O que faria se visse uma garota abraçando meu pai?

─Para mim é mais fácil Carl, tenho minha Katana, eu cortaria os braços dela e a garota nunca mais abraçaria ninguém.

─É sério Mich.

─Estou falando sério Carl, não deixaria alguém atravessar meu caminho, mas sou uma mulher, não uma menina vivendo seu primeiro amor.

─Único, único amor, não vai ter segundo.

─Acho que logo ela supera, quem sabe não pede ajuda ao Daryl? Ele já enfrentou uma coisa bem parecida com a Amy.

─Daryl nem vai me ouvir, vai ficar do lado da Angel.

─Claro que via ficar do lado dela, por isso vai te ouvir e ajudar, ele quer a esquilinha feliz, espere e verá.

─Obrigado Mich, até lá o que eu faço?

─Leva a vida Carl segue em frente, é assim que as coisas são, se não te mata te deixa mais forte, não é o que dizem?

─É, vou fazer meu trabalho, ficar no portão, sei que assim que aquela cabeça oca parar de chorar vira correndo para cá ficar com o Ringo Star.

Mich me acompanha até o portão, pego a arma da mão de Tyler, ele me sorri preocupado, sei que quer saber como estão as coisas, mas acho que minha cara responde sua pergunta.

─Daryl passou agora por aqui, eu disse a ele, bom acho que foi vê-la

─Melhor assim Tyler, obrigado pela ajuda.

Fico com a mente vagando, Angel, nós dois, essa garota maldita que só quis estragar uma coisa especial que ela nunca vai saber o quanto era importante.

Uma, duas, três horas e nada de me sentir melhor, de me acalmar, meu coração está apertado, não sei muito como conviver com ela sem poder falar, tocar, Angel é minha razão, era antes da gente ser um casal.

Escuto um movimento do lado de fora, fico em alerta, puxo minha pistola e um rapaz surge, aponto a arma mesmo ele estando do lado de fora.

─Você é o filho do Rick, eu sou Redan, da comunidade, vim saber do Elliot! – Ele tinha a mão erguida em sinal de rendição, não me lembro do rosto, mas vi umas pessoas e não sei se reconheceria alguém.

─O que foi Carl? – Meu pai se aproxima.

─Visita! – Aponto mostrando o rapaz – Diz que veio saber de Elliot.

─Está sozinho? – Meu pai pergunta.

─Sim, vim caminhando, só para ter certeza, não foi difícil chegar aqui.

Meu pai abre o portão, mantenho o rapaz na mira enquanto meu pai fecha o portão e puxa sua colt.

─Carl vá chamar a Vickie para confirmar isso.

─Quero distância daquela garota, vai você! – Meu pai revira os olhos, Michonne já deve ter dito a ele.

─Já! Aquela garota não vale mesmo nada! – O rapaz diz enquanto meu pai caminhava.

─Não gosta dela?

─Quero que morra, vim porque me mandaram e pelo pequeno, ela eu espero que termine devorada por uma horda! – Ergo a sobrancelha, começo a gostar da ideia do rapaz estar aqui, quem sabe me ajuda – Pode baixar a arma, só vim saber do menino mesmo, caminhei um dia e meio, não teria sequer forças para reagir.

Vickie se aproxima, olha de modo superior para Raden, ele a encara, seria uma velha história de amor? Ou apenas ódio mesmo?

─Raden, sabia que te mandariam, ele vivia na comunidade sim! – Ela dá as costas a ele e some de volta para dentro da fábrica, meu pai baixa a arma, faço o mesmo, Daryl surge também.

─Entre, deve estar com fome e sede, depois quero saber mais sobre você e o que faz aqui! – Meu pai avisa e o jovem que devia ter minha idade, talvez pouco mais o segue.

─Daryl. – eu o chamo e ele caminha para mim, respiro fundo, não vai ser uma conversa fácil.

─Eu sei que brigaram, eu estava com ela até agora.

─Ela está bem?

─Não, claro que não, mas já parou de chorar.

─Pode ouvir minha versão?

Ele afirma, caminhamos até um banco largo e nos sentamos, eu fico um tempo calado, não sei muito como começar, mas sei que Daryl é a única pessoa que pode me ajudar.

─Amo mesmo a Angel.

─Eu sei, me disse isso há anos, nunca me esqueci.

─Então sabe que não fiz o que ela acha que fiz.

─Tem algumas pessoas que conseguem separar isso, não é meu caso.

─Nem o meu Daryl, eu nunca nem pensei em algo assim – É bem estranho falar sobre essas coisas com ele, mas não vou perder Angel sem lutar – Quando penso... nessas coisas, você sabe, sempre é com ela.

─Sem detalhes Carl, ao menos você pode me poupar! – Daryl diz e nem imagino o que ela já disse para ele, mas aposto que tudo que acontece com a gente.

─A garota, ela não presta, cai numa armadilha, e Daryl, não era para mim, ela não me quer, ela só queria prejudicar sua filha, precisa me ajudar.

─Conta essa história direito Carl! – Ele me olha firme, agora sim toquei em algo sagrado, ela não pode com os Dixons, Vickie está bem encrencada.

Conto cada detalhe, da implicância entre as duas até a armação, Daryl escuta calado, os olhos cheios de ódio.

─Ela te disse isso, que queria dar uma lição em Angel?

─Com todas as letras, só queria se vingar, destruiu algo que nem tem ideia do que era.

─Não destruiu nada.

─Não? Angel me odeia!

Eu estou cansado, me encosto no banco, os olhos perdidos, a espera de uma ajuda, um bom conselho.

─Se lembra que já passei por isso? Lá na prisão, aquela louca que depois sequestrou a Amy?

─Verdade, ela armou para você, vai falar com meu pai e mandar a víbora embora não é?

─Está maluco? Minha cara de esquilo é o demônio de teimosa, a garota fica até provarmos sua inocência, depois ela toma o rumo de casa pode apostar nisso, sei que parece difícil agora, mas Angel ama mesmo você e vão ficar bem, pode ter um pouco de paciência?

─Que jeito, mas e ela, Angel está sofrendo e isso me dói! – Daryl me olha sorrindo.

─Vai passar, é bom saber que isso te preocupa, e mais uma coisa, chamou minha cara de esquilo de mimada, isso vai ser ruim de ela esquecer!

─Mas você admite que ela é?

─Eu sei, a culpa é minha, um dia Carl, eu não sei se vai lembrar, mas no CDC, entreguei ela para Carol e sua mãe e depois ela se perdeu e...

─Serio isso? Sente mesmo culpa por isso? Angel lida com esse assunto tão bem? Sempre brinca sobre isso, nunca disse nada que parecesse alguma magoa, acho que mimou ela à toa! – Daryl ri, me faz sorrir também.

─Pode ser, mas agora já foi e de qualquer modo, eu a teria mimado do mesmo modo, ela era tudo que tinha.

─E você era tudo que ela tinha, e depois ela foi juntando pessoas ao redor dela e criando essa corrente de gente que morre por ela, não tinha jeito de Angel ser diferente.

─Por isso você a ama e aprende com isso Carl, ela puxou a mãe, ciumenta, apenas saiba disso e fique longe de garotas, todas elas.

─Farei isso, aprendi, mas se visse alguém abraçando a Amy colocaria fim a tudo?

─Amy tem... traumas, nunca a veria assim, ela não abraça muito ninguém, só nossa família mesmo, mas digo que se fosse eu no seu lugar eu estava encrencado eternamente, ela só de saber já me deu meia dúzia de ordens do tipo não chega perto dela.

─Cuidado, ela gosta de homens mais velhos! – Ele bufa, depois se ergue.

─Vamos ver esse tal de Redan, tem sempre uma droga acontecendo!

Sempre essa gente está mesmo disposta a nos criar problemas.

Notas finais
Beijos!!! Posto mais um na sexta!