Notas iniciais
Ola pessoas, desculpem a demora, o proximo vai demorar menos prometo!

Pov – Angel

─Oi cara de esquilo, Tyler disse que estava chorando? – Finalmente meu pai chega, ele sempre sabe o que dizer, me sento na cama tentando secar as lágrimas, ele ajuda a seca-las se sentando ao meu lado – Me diz o que o seu namorado fez, é sempre ele não é?

─Ele não é mais meu namorado!

─Isso é grave então, o que aconteceu? Quer dizer, foi ele que colocou um fim? Porque isso parece mais coisa sua em algum momento de irritação, mal começaram.

─Ele foi o motivo pai, não tinha nada que pudesse fazer depois do que vi.

─Quer me dizer o que viu?

─Aquela Vickie estava abraçando ele, toda oferecida.

─E ele?

─Que diferença faz, sai correndo, nem vi direito, depois ele veio aqui, brigamos, disse que acabou.

─Ele explicou?

─Pai! – Gemo, o que ele quer, sabe que não paro para ouvir muito.

─Bom esquilinha você ama o garoto, acho que antes de dizer que acabou devia ter ouvido um pouco ele, quem sabe saber como ou o que aconteceu.

─Estava muito brava.

─Sei... – Meu pai fica pensando o que me dizer, quer me dar uma volta e me fazer me sentir arrependida e talvez consiga, já estou um pouquinho arrependida – Entende que um abraça não é assim grande coisa?

─Pai e se fosse sua mulher?

─Amy não abraça muito ninguém que não seja eu o você e seu irmão, é o jeito dela, mas acho que se a visse abraçada a alguém, um homem, eu pensaria que o estava consolando ou qualquer coisa assim.

─Ela mal chegou, ele já vai consolar a garota, pedi que ficasse longe.

─Isso é um tanto difícil cara de esquilo, a gente mora aqui, todos juntos, não se consegue evitar muito as pessoas.

─Pai acha que eu sou uma burra é isso?

─Acho! – A honestidade Dixon, suspiro – Está entregando ele de mãos beijadas, só para se mostrar superior.

─Sou meio idiota eu sei, mas agora não volto mais atrás, ele disse que sou uma mimada!

Meu pai fica mudo um longo momento, acho que a sinceridade Dixon vem de novo me atingir em cheio, mesmo ele parecendo agora um tanto triste com isso, me encosto em seu ombro.

─Talvez eu tenha alguma culpa nisso, mas não acho que o que ele disse num momento de raiva conte muito.

─O que eu faço pai? – Me afasto para olha-lo, depois pego meu Ringo star jogado sobre a cama, meu pai só me olha, sempre que ele me olha sei o quanto me ama, o quanto faria por mim e sei que dói quando não pode fazer nada, como agora.

─Acho que vou te deixar aqui pensando sobre isso, pensando o quanto amo ou não seu namorado, o quanto quer lutar por ele e por uma vida juntos, sei de como me sinto, nunca desisti da sua mãe, sabe que a gente teve problemas no começo, mas não abri mão dela, não desisti.

─Não acredita no meu amor?

─Acredito que o ama, mas não sei se ama o bastante, se o ama mais do que esse seu jeitinho dominador de ser, talvez precise procura-lo, mostrar que o ama, pode fazer isso?

─Desde criança procuro por ele, caço o Carl, quando está triste eu o faço sorrir, quando está bravo o acalmo. Nunca é o contrário, talvez ele precise lutar um pouco por mim agora.

─Ninguém que está fora pode saber realmente como são as coisas entre vocês, não fique ouvindo conselhos, e para de chorar, não gosto da minha cara de esquilo chorando.

─vou parar, e vou pensar também pai, juro, mas não vou sair correndo atrás dele, sei o que vi, não confio naquela bruxa com cara de santinha.

─Está melhor, isso é a única coisa que me importa.

─Muito, mais tarde dá uma volta comigo a cavalo?

─claro, mais tarde, vou te deixar aqui sem chorar e vou ver seu irmão, não quero que passe o dia trancada chorando.

Meu pai me beija, agora vai conversar com minha mãe, depois com o Carl, ele sempre faz isso, só então vai tirar suas próprias conclusões, fico sozinha, me deito mais uma vez, tudo confuso em minha cabeça.

Amo aquele idiota, acredito mesmo que ele me ama, mas até onde o amor pode vencer o desejo, a curiosidade, suspiro, fecho os olhos e evito mais lagrimas, não quero descer com o rosto todo inchado só para ele se sentir todo orgulhoso do quanto o amo.

Vickie é uma grande vaca, ninguém dá muita importância para isso, é como se apenas eu pudesse vê-la como ela realmente é, mas vou mostrar para o resto que ela não presta.

Quando desço o grupo conversava com um cara, eu me lembro dele, é dá nova comunidade, um cara simpático, trocamos algumas palavras quando estive lá, me aproximo do grupo.

Carl está lá, mas ignoro sua presença.

─Redan está mesmo sendo honesto?

─Sim Rick, sai pouco depois de vocês, com alguma comida e uma simples direção, quando saíram as pessoas ficaram um pouco tensas, quer dizer, quem entrega uma criança a desconhecidos no meio de um apocalipse?

Isso bem era verdade, ele me acena quando me junto a eles, aceno de volta, nem me atrevo a olhar para o lado sei bem a cara que o Carl está fazendo nesse minuto.

─Mas agora ele sabe onde estamos! – Carl reclama.

─Olha a gente lá não quer mesmo problemas, eu sei que é difícil confiar, mas não vamos começar a frequentar as terras de vocês nem nada, só vim para ter certeza e já vi que o Elliot está muito bem, vou voltar agora mesmo, dizer a ele e vamos seguir nosso caminho.

─Voltar agora? – Minha mãe questiona – Sozinho? Não acho boa ideia, fique pelo menos essa noite, alguém te acompanha amanhã.

─Desculpe senhora, mas eu não quero incomodar e muito menos trazer problemas, de qualquer modo cheguei aqui, posso chegar lá.

─Rick ele não deve voltar sozinho – Minha mãe o ignora – Se algo acontecer com ele e não chegar só vamos ter mais problemas, outro vira atrás de notícias, quem pode garantir que vão a creditar que o menino saiu bem e que se não chegou não temos nada com isso?

─Amy está certa! – Meu pai comenta – Fica essa noite Redan, amanhã formamos um grupo para te acompanhar de volta e decidir se afinal o garoto fica ou não conosco.

─Concordo, vai passar a noite aqui, volta amanhã.

─Obrigado! – Ele responde apenas, Elliot chega sorrindo para Redan, os dois se abraçam.

─Fica aqui comigo, a Vickie não me dá muita atenção! – Elliot reclama.

─Isso era de se esperar não é pequeno? Mas eu tenho que retornar, não quer que fique tudo seguro lá e você possa voltar?

─Não, quero que todos venham para cá, aqui é seguro, só é ruim porque não tem vocês.

As pessoas começam a se dispersar, eu fico, sinto que ele não gosta da tal Vickie e vou descobrir porque, me sento a seu lado, ele me sorri, depois volta sua atenção ao pequeno.

─Tenho uns amiguinhos aqui, sabia disso, o Max é o mais legal, é irmão dela! – Me aponta e afirmo – Vou chamar ele para brincar e trago ele para te conhecer, espera aqui.

─Vai lá pequeno! – Elliot corre para longe – Sou Redan! – Ele me estende a mão.

─Angel! – Aperto a mão estendida, Carl sumiu, não sei onde está, pelo visto o ciúme não é mais um problema para ele, acho que já se conformou quem terminamos, fico triste.

─Algo errado? – O rapaz me pergunta e nego com a cabeça.

─Não, quer dizer que veio sozinho? Uma boa aventura, teve problemas?

─Nada demais, nenhuma horda, um zumbi ou outro, apenas fui meio que fugindo, não quis me arriscar muito!

─Ficar sozinho dá muito medo, não é? Fiquei uma vez, quando era pequena, acho que tinha uns oito anos, dormi na floresta, mas meu pai me encontrou, claro que ele me encontraria, é um rastreador, agora acho que posso dizer que sou também, aprendi muito com ele.

─Da para ver que todos aqui têm muito talento.

─Sim, mas vocês estão muito bem, qualquer um que sobreviveu a tudo isso está.

Vickie passa por nós, está distante, nos olha e depois caminha de queixo erguido, fazemos careta, nos olhamos espantados.

─Não gosta dela? – Dizemos em uníssono e rimos depois.

─Não, ela é uma vadia idiota que tentou... na verdade está tentando roubar meu namorado.

─Típico! – Redan diz e me olha sério – Ela não perde tempo, acredite não é por ele, é só para causar desavença, ela vive disso, é um vampiro!

─Ótimo, temos um caçador de vampiros aqui! – Ele me olha sorrindo – Uma hora te explico! – Ele concorda, Brian já tem o que fazer.

─Nunca nos entendemos muito bem, se quer saber ela sempre causa esses probleminhas internos.

─Vickie tentou te tirar da sua namorada? – Eu pergunto e por alguma razão ele fica tímido, desvia o olhar – Conseguiu e depois não te quis mais?

Eu nem devia perguntar, o cara está claro que não quer contar, mas o que posso fazer sou muito curiosa.

─Prefiro não falar mais sobre isso, só não cai na conversa dela se isso ajuda, ela só quer mesmo que você sofra, Vickie se diverte com isso, não basta a droga do mundo que nos restou, para ela é preciso mais sofrimento.

Concordo e continuamos ali, sentados um ao lado do outro, agora em silencio, envolvidos em nossos próprios pensamentos.

─São pessoas boas não é? Sinto que são, acredito mesmo nisso.

─Angel se quer saber se já fizemos coisas ruins eu acho que sim, eu mesmo, já deixei pessoas para traz, já menti, mas tudo que fiz foi para ficar vivo, e apenas isso, nunca matei, nunca roubei, nem vi nenhuma daquelas pessoas fazerem coisas assim.

─Que bom, acho que todo mundo tem uma coisa ou outra para se arrepender, mas a verdade é que esse mundo não deixou muita escolha.

─Não. Posso perguntar uma coisa? – Ele me pede e concordo – Ela já conseguiu não foi? Separar você do seu namorado?

─Talvez, estamos brigados, mas eu o amo, só tenho medo que ele tenha caído de encantos por ela.

─Acho que não, quando cheguei o Rick pediu a ele que fosse buscar Vickie para confirmar se me conhecia, ele se recusou, disse que queria distância dela, ou algo assim.

Sorrio, meus olhos brilham um pouco, ele percebe, sorri de volta, então Connor passa carregando o cesto de pão, nos olha e apenas continua a caminhar.

─Quem é ele? – Redan pergunta.

─Aquele é meu melhor amigo, Connor, ele é muito especial para mim, chegou faz pouco mais de um ano, passou por muitas... – Olho para Redan, um pensamento passa por minha cabeça, e quando um pensamento passa por minha cabeça eu simplesmente deixo que ele tome forma e salte pela boca, nunca penso muito se vou criar confusão por isso – Você é gay, ela não tentou te tirar de uma namorada, ela tentou tirar seu namorado, é isso?

─Angel eu...

─Tudo bem, não precisa me contar se não quiser, eu entendo, sei que as pessoas... Bom, mesmo com o mundo assim isso ainda é problema em alguns lugares, mas não aqui, Connor é a prova disso, ele é feliz aqui, todo mundo sabe e ninguém diz nada, não acho que seja tranquilo para todo mundo, não sou assim tão inocente, mas se alguém não gosta também não diz, não o condena, depois o Rick, meu pai, Glenn, Eugene, Brian Tyler, os líderes, eles nunca permitiriam algum desrespeito com ele.

─Chase e eu mantínhamos tudo em segredo, sabíamos que não seria muito bem visto pelo grupo se descobrissem, eles lá são meio antiquados, sei lá, radicais.

─E a Vickie descobriu?

─Sim, então começou a jogar charme, indiretas, para ele, para mim, soltava veneno quando o grupo estava reunido, fazia insinuações.

─E separou vocês?

─Não, a morte do Chase nos separou, ele morreu quando fomos atacados, a questão é que todos descobriram, antes do ataque, as coisas entre a gente estavam difíceis, quando o grupo descobriu foi um escândalo, tivemos que nos separar, não podíamos fazer tudo juntos e ele não lutava, apenas aceitava as ordens.

Redan fica triste, sinto pena, com tudo destruído, com tantas mortes, fome e medo, porque alguém se preocupa em acabar com uma história de amor?

─Quando ele morreu estávamos distantes, não separados, apenas... Isso me magoa até hoje, perde-lo foi triste, mas esperado, todo mundo morre afinal, sabíamos que um dia a morte nos separaria, mas daquele modo? Eu odeio o que Vickie fez.

─Eu sinto muito Redan, espero que supere isso, que consiga uma nova chance.

─Não penso mais nisso, acho que agora só quero sobreviver.

─Para mim isso é sempre muito pouco, eu não aceito apenas ser uma sobrevivente, quero mais, quero ser feliz.

Fico de pé, ele faz o mesmo, me sorri de um modo largo, me abraça em gratidão, quando nos afastamos as coisas fazem mais sentido, acabo de abraçar um quase desconhecido, não sinto nada por ele, nem ele por mim, apenas foi um momento de respeito e carinho, por que com Carl tinha de ser diferente?

Talvez eu tenha mesmo me precipitado, talvez eu seja apenas a menina mimada que ele me acusou e meu pai de algum modo concordou, fico feliz e triste, tudo ao mesmo tempo, mas isso sempre é assim comigo, sinto tudo ao mesmo tempo e só faço tolices.

─Redan – Beth se aproxima, sorrimos uma para outra, eu a abraço, acaricio sua barriga, adoro a ideia de bebês.

─Você está tão linda! – Eu digo e ela me sorri.

─Obrigada sua bajuladora! – Ela me beija – Sinto falta do tempo que usava esse tipo de elogios para fugir da escova de cabelo!

─Também sinto!

─Redan, venha eu arrumei um quarto para você, e acho que quer um banho e comida.

─Adoraria! – Redan me acena seguindo com Beth, só então Connor se aproxima.

─Ele já foi?

─Já, o que achou dele?

─Você tem namorado coração, estão brigados, mas ele ainda é seu namorado.

─Connor não se faça de tolo, sabe o que quis dizer, acho que o Redan pode ter gostado de você, na hora do jantar vou apresenta-los.

─Acha? – Connor sorri, depois o sorriso se desfaz, ele suspira – Que adianta, já soube que ele vai embora amanhã, seria apenas para me iludir.

─Você quem sabe, viu o Carl?

─Humm! Vai se desculpar?

─Acha que devia?

─Acho, se não já sabe, eu ataco! – Ele ri, sei que adora me provocar com essa brincadeira, mas no momento não tenho ânimo para rir.

─Viu ou não?

─Foi para os estábulos.

Aceno e caminho para os estábulos, Carl está lá, encostado na cerca, olhando para dentro, os cavalos relincham sentindo minha presença, me encosto na cerca a seu lado, ele parece bem irritado, não me olha.

─Carl... eu queria...

─Abraçar seu novo amigo? Pode ir, afinal suas regras são bem amplas quando não se aplicam a mim.

─Eu...

─Não me deve explicações, é livre, não foi isso que gritou para todos que quisessem ouvir, que acabou.

Ele me deixa ali e se afasta, eu mereci, comecei tudo isso e agora Carl está com raiva, não tem importância, posso mudar isso, não sou o tipo que desiste de nada.

Fico com os cavalos até a hora do jantar, meu pai se envolve no trabalho e não saímos, no jantar Rick e Michonne avisam que vão acompanhar Redan, Carl vai com eles.

─E eu?

─Não será preciso ir muita gente, só vamos deixa-lo e voltamos! – Rick não dá chance de protestar, aceito, fico triste, mas talvez seja bom, quando ele voltar vai estar mais calmo e vamos poder conversar.

Redan vai embora, Vickie vai ficar e acho uma pena, por mim, por Connor, mas ainda tenho esperança de que um dia as duas comunidades possam viver próximas e em harmonia, de qualquer modo apresento Connor e Redan, os dois ficam conversando e eu os deixo, passo por Vickie.

─Brincando de cupido? – Ela me provoca.

─Diferente de você, gosto de ver as pessoas felizes, por isso sou cercada de amigos enquanto você está sempre sozinha, pelo que entendi nem lá na sua comunidade é muito querida.

─Só acho estranho, quer dizer, não conseguiu nem manter seu namorado, como vai ajudar outros casais.

─Será Vickie, não sei, realmente não sei se o perdi, acho que está contando vitória antes do tempo.

─Angel! – Meu pai me chama de longe, me viro, ele nunca usa meu nome, nem quando está furioso comigo, sigo até ele – Fique longe dela, não quero você falando ou brigando com essa garota, muito menos, sozinha com ela, ouviu?

─Certo pai, porque está tão bravo?

─Só estou em alerta e deve ficar também!

Notas finais
Agora a história vai começar a realmente acontecer, então os momentos mais calmos vão diminuir! Beijos!!! Quarta devo postar.