Ressurreição - O julgamento final 2

4 Capítulo 4 - preparando uma nova visita


Notas iniciais
Oi gente! Mais um capitulo! Esse é especial para uma linda amiga que está sempre por perto e me deixou uma linda recomendação Rosie Santana OBRIGADA!!! Adorei, fiquei muito feliz, é isso que me faz querer continuar sempre, o carinho de vocês, faz realmente valer a pena me esforçar. Espero que gostem!

Pov – Amy

─Preocupada mãe? – Max para diante de mim, eu tinha os olhos perdidos em direção ao portão, se fosse mais corajosa estaria no telhado para ser a primeira a vê-los chegando, mas este é um medo que simplesmente não superei.

─Sim filho, estou preocupada.

─Porque meu pai saiu? Porque levou minha irmã ou porque não está com ele?

─Todas as alternativas.

─Eu te atrapalho mãe? – Max me pergunta um tanto triste – Queria ter ido junto?

─Claro que não, amo ficar com você, é meu príncipe! – Puxo Max para meu colo, aperto seu corpo contra mim, beijo sua bochecha e ele resmunga me empurrando.

─Para mãe, isso é constrangedor, me chamar de príncipe na frente das pessoas!

─Vocês Dixons! – Reclamo quando tenho que solta-lo – Que custa deixar a mamãe te apertar um pouco?

─Porque não é um pouco mamãe, é muito e toda hora, você e meu pai!

─Amo você pequeno, isso é amor! – eu o abraço mais uma vez, dessa vez ele acaba rindo, depois se afasta.

─Acha que demoram?

─Pelo menos mais uma ou duas horas.

─Vou com o Eugene então, ando ajudando ele numas coisas, você vai ficar normal ou vai chorar quando eu sair?

─Vou ficar normal pequeno Dixon, pode ir ajudar o Eugene, vou ver a Beth um pouco.

─Certo! – Ele me beija e corre antes que volte a aperta-lo, suspiro olhando mais uma vez o portão, peço ao universo que os proteja, respiro fundo e sigo em busca de Beth, ela está sentada nos fundos da fábrica, me lembro de quando era apenas um vasto e vazio terreno, agora tem uma boa horta, um galinheiro, além dos estábulos e o pequeno viveiro com pelo menos trinta coelhos.

─Tensa? – Beth pergunta, afirmo me sentando a seu lado num banco de praça que Tyler e Daryl haviam trazido há alguns anos a pedido de Angel.

─Muito, mas o que posso fazer? Angel precisa ficar pronta, não somos eternos, mas não muda o medo que tenho, queria ir junto, mas deixar o Max aqui, não consigo, nem o Daryl.

─Os dois já perderam a Angel, acho que ficaram apenas traumatizados, Max ficaria bem aqui.

─Mas nós dois ficaríamos tão nervosos e apressados que poderíamos cometer uma tolice, quer dizer já tivemos que fazer isso algumas vezes, mas se podemos evitar e agora podemos então eu prefiro.

─Fiquei feliz que o Tyler ficou, está me dando muito medo de quando chegar a hora.

Toco sua barriga, me lembro do tempo em que Max estava na minha crescendo protegido pelo meu amor e o amor do pai, de Daryl me ajudando a trazer nosso filho ao mundo, o momento mais insano e emocionante da minha vida.

─Quando penso no seu parto... Quer dizer o Daryl fazendo aquilo, o Tyler teria um ataque, correria quilômetros e me deixaria sozinha! – Ela sorri com olhos brilhantes, construíram uma linda história.

─Que malvada, ele não faria isso, agiria como o Daryl, e te ajudaria a trazer seu bebê ao mundo.

─Mas temos o Taylor e um lugar apropriado e preciso me convencer que vai dar certo, com a Maggie foi tão fácil.

─Fácil? – Eu rio – Com o Glenn quase tendo um ataque? Meu Deus aquilo foi divertido e desesperador, Maggie xingando meio mundo por causa da dor, nossa acho que com você sim é que vai ser fácil.

─Já pensou que um dia pode ser a Angel?

─Não! – Resmungo – Não quero que minha filha cresça tanto assim, me dê uns anos Beth!

─Ela não se deixa intimidar não é, Angel virou uma guerreira como você, sabia que seria assim, forte e determinada.

─Sim e por isso agora está lá fora, enlouquecendo o pai.

─É um tipo de amor difícil de compreender não acha? Quer dizer, são ligados de um modo que transcende esse mundo.

─Você está certa Beth, quando os encontrei já era assim, ela me ama como uma mãe, sei disso, mas o pai, ele simplesmente sente quando algo está ruim para ela, falam sobre coisas intimas, ela prefere falar de sexo com ele do que comigo.

─Coitado! – Beth ri, Eugene surge com Max e Tyler, acenamos e eles se aproximam.

─O que foi? – Pergunto quando noto a preocupação deles.

─Quero ir lá fora dar uma olhada numas coisas que andei pensando e o Tyler aqui acha que pode me proibir.

─E ele pode Eugene, não faz sentido sair agora sozinho, uma coisa de cada vez, espere o grupo chegar depois forme outro grupo para ir lá fora, acho melhor assim.

Eugene nos dá as costas, suspira de modo pesado e marcha para dentro, nos olhamos, ele não gosta da proteção excessiva agora, quando nos encontramos era tão covarde que inventou uma mentira sórdida e perigosa para sobreviver, depois superou isso, mas de uns dias para cá anda querendo mostrar sua coragem.

─O que deu nele? – Pergunto e Tyler sorri.

─Não quero falar nada, mas como acho que isso pode acabar ficando perigoso acho melhor dizer de uma vez, é a Rosita, ele anda querendo mostrar a ela sua coragem.

─Meu amor, deve estar enganado, Rosita e David estão juntos há dois anos ou mais.

─Por isso digo que anda ficando perigoso, todo mundo sabe que David não é um homem fácil, Eugene não tinha nada que se meter com ela.

─Já falou com o Rick sobre isso? – Eu pergunto preocupada.

─Eu andava achando que era coisa da cabeça dele, mas fiquei de olho e acho que ele anda sendo correspondido, então acho que agora é melhor o Rick saber.

─Mas acham que isso é da nossa conta? – Beth questiona.

─Se o David ficar sabendo e tentar matar o Eugene é dá conta de todos! – Eu respondo, ela concorda, David era um braço forte, trabalhador e fiel ao grupo, mas era também um homem explosivo, irritável e muito mal humorado, eu não tinha certeza se aceitaria uma traição.

─Quando o Rick chegar converso com ele – Tyler se senta ao lado de Beth, a mão segue direto para a barriga da mulher, ele é realmente um homem carinhoso e apaixonado, além dela apenas Angel tem tanta atenção, para ela ele é ainda o caçador de vampiros e ninguém consegue mudar isso.

─Vou ficar lá na frente esperando por eles! – Aviso me erguendo.

Esperar é algo infernal, mas depois de todos esses anos aprendi que não tenho escolha, é o que me resta, então escuto o barulho de motor, meu coração fica aos pulos quando Jean abria os portões, o mesmo medo de sempre, olhar para dentro do carro e faltar alguém, pior, uma parte de mim.

O carro entra, meu coração dispara, minhas mãos suam e então relaxo quando percebo todos lá dentro, Max surge correndo, passa por mim feito uma rajada de vento e quando Daryl descia ele já esperava pelo pai, os dois se abraçam, Daryl é o melhor pai do mundo, o mais presente, carinhoso e especial pai que já vi, uma vida de abandono e solidão produziram uma ilimitada capacidade de amar os filhos, e a mim, tenho de admitir quando caminho para eles.

─Foi muito bom mãe! – Angel me abraça.

─Cara de esquilo linda! Que saudade! – Eu a aperto, quando solto ele me olhava sorrindo, lindo como sempre foi, o homem que me devolveu a vida, abraço Daryl, sinto seu cheiro, seus braços firmes ao redor de mim e nada mais importa.

─Te amo! – Digo emocionada, ele me beija, toco seu rosto, o puxo para mais um beijo e depois entramos, nos reunimos no refeitório, quase todos os moradores estão ali, querendo saber como foi.

Rick nos conta tudo, fico indecisa entre ficar feliz e ficar preocupada, não sei o que pensar sobre isso.

─Preocupada? – Daryl me pergunta quando subimos para nossa cama depois do jantar.

─Um pouco amor, mas vá colocar seus filhos na cama enquanto arrumo tudo, depois conversamos.

Adoro que ainda hoje ele repita o mesmo ritual de sempre, as perguntas do papai que agora ele faz também a Max, depois vem para mim, ou fica até que durmam e ele lhes tire os sapatos.

Sempre deixo que faça isso sozinho, tenho meus rituais também, mas sei que aquilo pertence a eles, não sinto ciúme ou coisa assim, aceito e aprecio que tenham isso, esse mundo é cruel, a vida de Daryl já era mesmo antes do mundo acabar, ele merece tudo que tem, todo amor que construiu a sua volta.

─Dormiram! – Ele diz quando entra – Já tirei os sapatos e agora sou todo seu!

─Senti sua falta, nossa tive tanto medo!

─Eu sei, pensei em vocês aqui, no meu menininho e na mamãe, senti saudade, queria que pudéssemos fazer essas coisas juntos.

─Quando Max tiver idade vamos estar velhos! – Rimos da ideia.

─Agora minha esposa ousada vai dizer o que a aflige?

─Vou! – Me arrumo em seus braços – Disse que eles fugiram, ou sobraram depois de um ataque de gente má, certo?

─Sim.

─Quem são, onde estão? Porque fizeram isso? Muitas perguntas sem respostas, todas importantes, e se foram seguidos, se estão sendo caçados, se trouxeram com eles problemas que podem de algum modo nos alcançar?

─Não sei porque não te levei comigo! – Daryl me beija – É sempre esse seu lado família de militar presente deixando a gente para trás, está certa sobre tudo, já que estávamos lá devíamos ter esclarecido tudo de uma vez.

─Concordo! – Ele me beija.

─Ficamos com medo, quisemos ser prudentes, para não assusta-los, vou falar com o Rick logo cedo, acho que devemos voltar lá de uma vez, esclarecer tudo.

─Queria ir! – Eu digo me encolhendo em seus braços.

─Acho que pode ser boa ideia, foi uma viagem segura, a minha cara de esquilo fica e você vai.

─Como se a gente conseguisse dizer não a ela.

Adormeço na segurança de seus braços, acordo quando amanhecia com Max se enfiando entre nós, me afasto um pouco ele se encolhe.

─Acorda pai, tive um sonho ruim! – Daryl já está acordado é claro, sei que acordou no minuto que a porta se abriu, Max se enrola em mim, mas quer a voz do pai para tranquiliza-lo.

─Estamos aqui filho está tudo bem! – Daryl diz fazendo um carinho em seus cabelos.

─Quer contar? – Pergunto dando um beijo em sua testa, ele nega, fecha os olhos, abre logo em seguida, acho que se lembra.

─Não dorme pai! – Pede e Daryl apoia a cabeça na mão, Max puxa meus braços para envolve-lo mais – A Angel que me acordou porque me ouviu resmungar, disse para vir aqui que passa o medo, mas ainda não está passando.

─Já vai passar, já teve sonho ruim antes e quando veio dormir com a gente passou.

─Está de olho aberto mãe?

─Claro! – mesmo com toda proteção que temos aqui meu pequeno sabe do mundo lá fora, de onde ele veio, das coisas que passou na rua quando era ainda um bebê, já perdeu pessoas queridas, e depois de um dia de espera e preocupação só podia acabar assim, num pesadelo.

─Pai, me conta como foi que eu nasci?

─Conto! – Daryl adora contar a ele seu nascimento, que ele mesmo o trouxe ao mundo, que foi o primeiro a ver seu rosto, também gosto de ouvir, no fim Max está sorrindo um tanto sonolento, Daryl beija sua testa e Max adormece, ficamos um tempo ali, silenciosos olhando nosso pequeno dormir, depois Daryl me beija suave – Boa noite amor! – Me diz carinhoso e nos ajeitamos para tentar dormir um pouco.

Só descemos quando Max desperta, ele se senta na cama, nos olha sorrindo.

─Aqui é muito melhor de dormir! – Eu o puxo para um abraço que ele não recusa já que não tem plateia – Eu devia dormir aqui todo dia.

Daryl me olha assustado, sei que se o filho quisesse ele permitiria e adeus noites de amor, sorrio.

─Pode vir filho, não sei se ficaria bem para um menino de nove anos, mas...

─Melhor não, vou indo me arrumar, vejo vocês lá em baixo.

Daryl suspira aliviado, me beija e ficamos abraçados na cama mais um pouco.

─Já pensou esse bebê gigante entre nós todas as noites?

─Eu sem meu marido? – Ele ri – Você já estava deixando! Mas ainda bem que tenho minha psicologia de professora chata!

─Te amo!

Nos reunimos na sala de Eugene, eu, Daryl, Rick, Glenn, Mich e Tyler, temos alguns assuntos urgentes para tratar, nada que pudesse ser dividido com o grupo todo.

─Andei conversando com a Amy e acho que deixamos passar pontos importantes na visita que fizemos ao grupo, quem sabe voltamos de uma vez, esclarecemos tudo e levamos alguns suprimentos?

─Daryl eu e a Mich pensamos muito sobre isso essa noite, acho que é isso mesmo que temos que fazer.

─Ótimo, temos suprimentos disponível? – Amy pergunta, olhamos para Glenn e Mich, aquilo era com eles agora que Beth estava grávida e Maggie acabara de ter um bebê.

─Sim, a população de coelhos está em alta, podemos mandar alguns vivos e eles decidem se comem ou criam, temos farinha, mas se não tem um lugar apropriado podemos assar uma boa quantidade de pão e levar, temos mais algumas coisas que podemos dispor.

Glenn comunica anotando tudo num caderno, Eugene está calado, Tyler também e algo me diz que Amy sabe do que se trata.

─Fica pronto na hora do almoço se providenciarmos agora, mas então ou levam amanhã ou passam a noite lá, quem quer que vá – Mich avisa.

─Quero ir hoje, talvez passar uma noite lá seja boa ideia, conviver um pouco com eles para ter certeza – Rick comenta e se for o caso posso aceitar, vou detestar ficar longe da família, mas não seria a primeira vez.

─Tyler – Amy incentiva e ele afirma.

─Acho que temos outra questão – Ele olha para Eugene que se senta de braços cruzados – Eugene prefiro falar assim na sua frente para não parecer fofoca.

─Quanta preocupação! – Eugene diz cínico.

─O que foi? – Daryl pergunta e trocamos um olhar.

─Anda rolando algo entre o Eugene e a Rosita, ando preocupado com a reação do David se ele souber disso.

Tyler conta e trocamos olhares, é difícil ter que tratar de algo tão particular como a vida amorosa de um membro do grupo.

─A Rosita Eugene? – Rick questiona – Meu Deus depois de todos esses anos, quer dizer, teve sua chance quando o Abe morreu, nós achamos que vocês ficariam juntos não aconteceu, e agora...

─É fácil para vocês, construíram suas histórias, suas famílias, ficaria longe da Amy, Daryl? Para não criar problemas com um fortão metido a machão?

Aquilo era um ponto de vista, claro que eu e Daryl enfrentaríamos qualquer coisa para ficarmos juntos.

─Mas é disso que estamos falando? Amor? – Meu coração acelera com as palavras de Daryl, isso não tinha que passar um dia, todos esses anos e ainda não me acostumei?

─Eu gostava dela desde sempre, desde que a vi com o Abraham, mas ele se tornou um irmão, eu sufoquei isso, acabamos aqui, então eu quis sair, quis ir junto naquela maldita busca, podia ter anotado o que precisava, mas não fiz isso, insisti, fui com ele e se lembram o que aconteceu, estavam lá – Eugene ainda se atormenta por aquela perda, a maior que tivemos desde que chegamos aqui – Ele tinha aquela mania de se apegar a algo e lutar por aquilo como se nada mais importasse, decidiu que eu precisava viver para reconstruir a sociedade a partir desse lugar.

─Não foi culpado pela morte dele Eugene – Glenn tenta acalma-lo.

─Será? Porque o que me lembro é que se atirou na frente de uma horda para me deixar viver.

─Fez por todos nós! – Mich garante ─ Estávamos lá.

─Mas não teria sido preciso se eu não estivesse, vocês se atrasaram e se complicaram por minha causa.

─Isso... – Rick tenta ele o interrompe.

─Depois disso como podia me envolver com ela? Me enchi de culpa, vergonha, me enfiei no trabalho de construir esse lugar e nos perdemos.

─E agora ela está com o David.

─É Tyler, está, mas não quer estar, as coisas foram acontecendo aos poucos, conversamos sobre o passado, Abe e nós dois e quando vi tudo estava de volta, mas não tivemos nada, ainda.

─Pode esperar irmos até essa comunidade? – Daryl pede – Sério Eugene, depois ela pode dar fim ao relacionamento se for mesmo isso que quer e estaremos aqui para apoiar vocês.

─Não temos nada com isso Eugene, sabemos, mas se o David criar problemas é melhor estarmos juntos – Rick continua e ele concorda.

─Não conversamos seriamente sobre isso ainda, posso esperar até estarmos todos aqui em segurança.

─Desculpe Eugene, pode parecer intromissão mas só estou preocupado com você! – Tyler se desculpa e encerramos a reunião.

─Esse negócio de democracia de vocês é um grande embuste! – Angel surge resmungando – Aposto que estão decidindo um monte de coisas legais e nem posso participar, eu quero ir pai, eu sei que vão voltar lá.

─Esquilinha...

─Se ela for eu também vou! – Carl surge e eles dão as mãos.

─Você já conheceu eles Carl, não fez nada direito, não descobriu nada de útil.

─Vão os dois! – Rick avisa.

─Amor – Daryl me olha, eu o beijo, depois dessa história de Eugene e Rosita prefiro ficar, não vou deixar Max aqui caso algo dê errado.

─Eu fico amor, não se preocupe, acho que devia voltar o mesmo grupo, para não assusta-los.

─Certo, então vamos providenciar tudo!

Nos dispersamos, vou ajudar com o pão ou não ficaria pronto a tempo, Daryl e Rick vão revisar as armas com Angel, ela era ainda tão boa em fazer a manutenção quanto quando tinha oito anos.

Notas finais
Acho que viram que temos dois problemas distintos agora, um interno e outro esterno, as coisas começam a tomar forma, próximo Pov Angel, adoro os Pov dela, são tão bos quanto escrever os do Daryl! Beijos, quero ver se posto até sexta, depois só segunda! OBRIGADA!!!!