Notas iniciais
Olá pessoas, eu havia prometido uam segunda temporada, esse é o primeiro capitulo espero que gostem.
Deixem um comentário, os capitulos serão postados uma ou duas vezes por semana, acho que não consigo postar mais do que isso.
Angel cresceu e as novas aventuras vão se basear nas suas descobertas e em que pessoa ela se tornou, até onde ela pode ir.

Pov –Angel

─Oi – Sorrio chegando ao telhado, Brian Tyler sorri de volta, me sento na cadeira a seu lado, ele suspira olhando o horizonte.

─O que faz aqui? Detesta ficar de vigia no telhado.

Depois de todos esses anos Brian Tyler me conhece tão bem quanto o resto da família, eu o encaro, sorrio de modo fraco, ele nota, sempre sou mais alegre e hoje estou mesmo triste.

─Preciso ficar um pouco sozinha, então vim pedir para deixar eu fazer a vigia no seu lugar.

─Por mim tudo bem, deve mesmo estar precisando.

─É, até eu as vezes fico melancólica, mas deixa isso para lá, e a Beth, está bem?

─Muito, acho que se vai ficar no meu lugar, vou passar esse tempo com ela, faltam quatro meses, nossa, parece que esse bebê não chega nunca!

─Sei como é, com o Max foi assim, vai lá ficar com a Beth, ela está assustada, mas acho que é normal, minha mãe também ficou, dá um beijo nela por mim!

Brian beija minha testa, sorri carinhoso e depois me deixa só, agora era só esperar meu pai, Brian Tyler correria para dizer a ele que eu estava triste, ele subiria feito o vento atrás de mim, me recosto na cadeira, não tem nada para vigiar, não tem nada a não ser um zumbi ou outro caminhando a esmo, decrépitos, rastejantes, e perigosos.

─Sabia que viria! – Digo quando escuto passos atrás de mim.

─Oi cara de esquilo! – Meu pai se senta ao meu lado, meu melhor amigo, meu companheiro de aventuras sem fim.

─Minha mãe onde está?

─Dando aulas, seu irmão está com ela e vim saber porque minha esquilinha se isolou.

─Para pensar um pouco, sabia que viria.

─Quer ficar sozinha? – Ele pergunta decepcionado.

─Não, penso melhor com você por perto.

─Já fez a ronda?

─Sim, eu o Brian Tyler, o Carl e a cara de infeliz dele.

─Entendi, brigaram.

─Não realmente, um desentendimento, mas a culpa é minha, bom sempre é, sabe que eu sou meio...

─Linda! – Ele me dá a mão – E perfeita, é minha filha, só pode ser assim.

─Pai, vou te contar, e precisa me entender, não é o melhor assunto do mundo, mas não consigo confiar em mais ninguém, e que minha mãe me desculpe.

─Vamos falar de sexo! – ele diz sorrindo – Ok, já falamos disso antes.

─Vamos falar do não sexo.

─Achei que já tinha acontecido, são três meses de namoro! – Ele ri – Assim que eu gosto, garota difícil! – Acabo rindo também.

─Mais difícil do que queria ser na verdade, eu quero e não quero e isso deixa o Carl meio sem chão, não que ele force nada, ele me disse que esperaria o tempo que fosse preciso, mas acontece que mais de uma vez eu meio que me deixei levar e quando estávamos perto quis parar.

─E ele ficou bravo? – Meu pai não esconde a irritação.

─Não, da primeira vez ele parou na hora, disse que tudo bem, que seria no meu tempo e ficou tudo bem, mas ontem...

─Vai cara de esquilo eu aguento, não pode ser pior que limpar seu vômito!

─Ontem, a gente estava comemorando três meses, achei que estava pronta, e... lá vai, vou contar, está pronto?

─Para de me torturar, se tenho que saber melhor falar de uma vez.

─Esperei todo mundo dormir e fui no quarto dele.

─É um esquilo ou um rato? – Reviro os olhos.

─Pai! – reclamo – Queria que fosse na frente de todo mundo? Espera eu contar, ele ficou feliz, e começamos a namorar e mudei de ideia, fiquei com medo, medo de muitas coisas, mas então eu empurrei ele, e disse que ia me machucar, ou algo assim, o Carl ficou magoado comigo, disse que não podia pensar isso dele, sei lá, quando vi a gente tinha brigado.

─Você não é mais criança esquilinha, queria que fosse, mas não é, já falamos sobre tudo, inclusive o que aconteceu com a mamãe quando ela te deixou naquele apartamento.

─Odeio pensar no que ela passou, acho que se ela não fosse tão feliz agora com você até me sentiria um pouco culpada.

─Ela te ama, não tem culpa de coisa nenhuma, a busca dela por você a trouxe até mim, e nos deu o Max, então só podemos amar e agradecer você.

Faço cara de esquilo, ele ri, beija minha mão que segurava.

─Quando a gente começou a se entender, antes de me obrigar a pedir ela em namoro – rimos, eu e essa minha mania de arrumar a vida amorosa das pessoas e ferrar com a minha – Bom aconteceu a mesma coisa, acho que avancei um pouco o sinal, ela me disse o mesmo, ela tinha seus traumas, eu entendi, mas no fundo fiquei magoado com ela, por ela pensar algo assim de mim, me comparar com aqueles caras.

─Acha que fiz o mesmo não é? Joguei a culpa nele e deixei ele se sentindo mal.

─Acho que sim, mas também acho que foi sem pensar, então ele vai entender, aposto como já entendeu, é difícil para ele também, quando você diz não e põe um limite ele sabe até onde pode ir.

─Mas não faço isso, sinalizo que quero e depois me arrependo, sou mesmo uma cara de esquilo.

─Seu problema não é o Carl, um pedido de desculpas e tudo fica bem, o que precisa saber é porque fica com medo.

─Isso é culpa sua pai!

─Minha? Nem vem com essa.

─É sim pai, me acostumou mal, me fez acreditar que podia ter tudo, agora quero tudo, quero o mistério das botas toda manhã, quero ir lá fora saber como é o mundo, quero ser do Carl e quero ser sua cara de esquilo.

─Um dia vai lá fora saber do mundo, não posso evitar isso, não depende da sua vida amorosa, sempre vai ser minha cara de esquilo, começamos isso juntos, por um bom tempo só tínhamos um ao outro, o que construímos nunca vai se apagar, as botas, bom, nada é eterno não é? Temos outras coisas que nos liga, sempre pode enfiar o dedo na garganta e vomitar nos meus sapatos.

─Pai! – Choramingo, ele ri de mim quando me encosto nele, depois suspiro – O que eu faço?

─Depende!

─Não pai, sem depende, detesto depende.

─Depende do que quer realmente, sabe que não se pode ter tudo, você sempre teve medo de mudanças, é independente, corajosa, mas tem medo de mudanças, teve medo quando o Merle voltou para nós naqueles poucos dias antes dele morrer, grudou em mim feito carrapato.

─Culpa do tio Merle pai, ele dizia que eu acabaria num orfanato! – Ele ri – O tio não tinha jeito com crianças.

─Teve medo quando a sua mãe nos encontrou, nunca mais me chamou de Daryl, chorou e tudo, mas depois ficou bem, e quando o Max nasceu amou muito o seu irmão, mas não ficou cem por cento confortável.

─É verdade.

─Está só com um pouco de medo de mudar as coisas, mas vai se acostumar, acho que até estar pronta devia dizer não e quando tiver certeza dizer um sim definitivo, o meio termo faz o garoto sofrer.

─Acha que ele vai entender?

─Tenho certeza, na verdade vai ficar feliz, vocês podem relaxar sobre isso e ele vai se impor limites.

─Entendi, vou fazer isso, minha mãe vai dizer que só gosto de você!

─O que é a mais pura verdade, o que podemos fazer?

─Obrigada pai, amo você.

─Também amo você cara de esquilo.

─Depois vá dizer ao seu caçador de vampiros que está bem, ele foi correndo me buscar, disse que você estava triste.

─O Brian Tyler é meu amigo, adoro ele e o Connor, sempre me dou melhor com os meninos, isso também é culpa sua pai.

─Sempre é culpa minha.

─É sim, me criou assim meio moleque, nada de saia, sempre falando bobagens comigo, agora sou assim.

─Você é perfeita! Meio melequenta, mas é minha, isso é o que importa.

Ficamos ali os dois, olhando para um grande vazio de vida, nada de gente ou o que quer que lembrasse a humanidade a não ser os escombros de uma cidade a alguns quilômetros.

Me distraio e então fixo meu olhar, pisco algumas vezes, pego o binóculo, fumaça, sim depois da cidade velha, como chamávamos a cidade mais próxima a nossa casa, um lugar que não íamos há muito tempo porque não precisávamos.

─Fumaça pai, olha – Aponto a direção estendendo o binóculo, ele olha – Está vendo?

─Sim, é na outra extremidade da cidade.

─Zumbis não colocam fogo em nada pai, o que pode ser?

─Não sei filha, nem faço ideia.

─Combustão espontânea? – Meu pai me olha – Filha de professora! – Dou de ombros, ele meneia a cabeça.

─Vai lá chamar o Eugene, ele é o cientista.

─Espera, fica olhando pai!

Corro até a sala do nosso inventor, o cara que tornou esse lugar completamente sustentável.

─Fumaça Eugene! – Eu digo quando entro, ele ergue o olhar dos papeis que lia, está assustado.

─Incêndio, vamos temos muito que salvar...

─Calma! – Acabo rindo dele – Não aqui, vem ver do telhado, meu pai me mandou busca-lo.

Subimos os dois, felizmente não cruzo com Carl não saberia como agir e quero muito descobrir do que se trata aquele fogo, ninguém mais do que eu quer descobrir vida após nossa casa.

─Deixa eu ver! – Eugene pega o binóculo do meu pai, observa um momento, depois sorri.

─O que acha?

─Parece algo como uma fogueira, um fogo muito especifico, controlado, não se espalha, não pode ser em casas ou prédios.

─Acha que tem gente lá?

─É possível, claro que pode ser qualquer coisa, combustão espontânea, algum vestígio de gás, não sei ao certo, vamos esperar, acompanhar isso mais um tempo, ver se o foco se alastra, se apaga ou se mantem, depois conversamos.

─Se for pessoas, quem sabe um grupo, gente reconstruindo, seria bom descobrir.

─É uma viagem meio longa não acha. Não dá para ir de cavalo porque pode ser perigoso, então é melhor ter certeza antes de uma aventura.

─Mas vou falar com o Rick, preparar as coisas.

─Isso é com vocês Daryl, vou voltar ao trabalho e me avise se tiver uma mudança.

─Pai, se forem até lá...

─Quer ir, eu sei, vamos ver, quem sabe não levo você?

─Pode ir falar com o Rick, eu fico até a hora do Glenn assumir.

Meu pai me beija a testa e desce, volto a me sentar, agora muito interessada em tudo, seria maravilhoso se fossem pessoas, uma nova comunidade, gente diferente e seus novos planos, eu iria amar.

Glenn sobe umas horas depois, sorrio, já estava cansada dessa coisa chata de cuidar do vazio, sempre detestei ficar de vigia, só quando era pequena e podia ficar com meu pai é que gostava, dormia no colo dele.

Nisso minha mãe e aquele medo maluco de altura levam vantagem ela nunca vem aqui, de jeito nenhum, faz mil recomendações a todo mundo que encontra vindo para cá.

─Onde é o tal sinal de fumaça que tenho que cuidar?

─Ali, com o binóculo fica melhor! – Aponto a direção ele olha um instante, depois afasta o binóculo – Viu?

─Vi, mas que visão boa em Angel, será que já tinha isso antes e nunca notamos?

─Não sei, mas tomara que a gente tenha que ir até lá e seja um monte de pessoas e fiquemos todos amigos.

─De vez em quando parece um bebê, sabe que as coisas não são faceias assim, não cria muita esperança.

Abraço Glenn, ele me faz um carinho no cabelo e depois me afasto, não sei viver sem me encher de planos.

─Tchau!

Agora é hora de encontrar meu namorado e me desculpar com ele, Carl está nos estábulos, me aproximo, acaricio Ringo Star, ele me olha e desvia a atenção para ventania a quem ele escova meticulosamente só para não ter que olhar para mim.

─Desculpe!

─Já passou! – Me diz sem me olhar.

─Mas ainda não me olhou, nem sorriu.

─Nem sempre dá para sorrir como você.

─É uma critica? – Me encosto em Ringo Star enquanto acaricio seu peito.

─Uma constatação, não sou como você, sabe que sou mais fechado.

─Nada do que aconteceu foi sua culpa, errei feio, quero ser sua namorada, mas quero que fique nos beijos até realmente me sentir pronta, falei com meu pai e...

─Falou com o Daryl? – Ele quase grita largando a escova, os cavalos se agitam.

─Calma, é meu pai, não tem nada demais, ele me entendeu.

─E porque não entenderia, você disse não, ele deve ter adorado, o fato é que comigo as coisas são diferentes.

─Errado, ele disse que o erro foi meu e que fiz você sofrer, ou algo assim.

─Está certo Angel, vamos seguir em frente, esquecer tudo isso, essa história já deu muita confusão.

─E a gente ainda está namorando? Sabe que você continua sem opção, só tem eu mesmo!

Carl sorri, dá uns passos em minha direção, faz meu coração confuso disparar, segura minha mão.

─Tem outras garotas aqui, sabe disso.

─Isso não quer dizer nada, para você eu sou a única opção sempre!

Ele me beija, me envolve a cintura, mergulho minhas mãos em seus cabelos, quando estamos assim eu quero, e depois mudo de ideia, uma cabeça confusa, aposto que é culpa do meu pai eu ser assim atrapalhada.

─Eu não quero outra garota e isso não tem nada a ver com opções, amo você!

─Também te amo!

Ele me beija mais uma vez, depois se afasta, balança a cabeça em negação, suspira longamente.

─Maluca, agora me diz como posso olhar para a cara do seu pai depois de saber que ele sabe?

─Bobagem, ele é o cara mais legal do mundo, viu o sinal de fumaça?

─Fiquei sabendo, aposto que já está cheia de planos, e de ideias, já formou uma nova comunidade e deu até nomes as pessoas que vivem lá.

─Quase isso, é o começo Carl, um novo começo, vai ver só como será bom se for como acho que é.

Notas finais
Esperando ansiosa a opinião de vocês. Normalmente os capítulos são maiores, mas esse é só uma introdução.
Beijos