Ressurgente

2 Paisagem do medo


Notas iniciais
Depois de uma semana de espera, eis mais um capítulo.
Espero que gostem (:

Esperei por este dia há muito tempo. Não preciso temer às simulações, tenho mais facilidade ao lidar com elas do que os outros iniciandos. Os líderes das facções, principalmente os da Audácia não devem desconfiar nem por um segundo que sou Divergente, mesmo que eu não saiba bem o que a Divergência significa – só sei que não devo exibir minhas habilidades às simulações e não ser abnegado demais –.

Sinto um sentimento estranho, uma mistura de angústia e coragem, um sentimento que nunca experimentei na Abnegação, já que lá, nós – eles – não são submetidos à atividades que os obriguem a pensar em si mesmos.

Os iniciandos nascidos na Audácia já começaram a simulação. Serei o último à realizar o teste final, já que estou na primeira colocação. Lembro-me que nesse estágio, todos da turma de transferidos sabem que está tudo em nossas cabeças – diferentemente do segundo estágio, no qual os iniciandos ficavam tão perdidos em suas próprias mentes, que não conseguiriam perceber que era apenas uma simulação nem se quisessem –, portanto, enfrentaremos nossos medos igualmente, usando coragem e raciocínio, então não poderei recorrer à minha Divergência.

– Tobias.

Levanto a cabeça quando escuto alguém chamar meu nome.

Caminho até o centro da sala, onde Amar me espera com uma seringa contendo um soro laranja.

Estou de olhos fechados quando ele injeta a agulha em meu pescoço, e quando os abro, já estou em minha paisagem. Em cima de um prédio

Meus batimentos cardíacos aceleram, e quase consigo ouvi-los.

Notas finais
O capítulo não ficou grande, mas acho que fica melhor assim. Quero dar mais detalhes aos sentimentos e pensamentos do Tobias, do que colocar descrições desnecessárias, já que no livro Divergente, já sabemos as descrições de cenários e estágios e ficaria cansativo e chato repeti-las aqui.
Espero que estejam gostando, até o próximo capítulo (;