Ressurgente
3 Alturas e Confinamento
Notas iniciais
Tentarei deixar os capítulos maiores, eles estão curtos e isso me incomoda '-'
O título ficou ruim... sou péssima nesse aspecto.
Eu já havia estado neste lugar algumas vezes, durante as simulações, mas sempre me sentia sempre igual Ainda tinha esperança de vencer esse medo patético, eu já tinha certeza que iria passar em todos os estágios com altas colocações, mas sempre me incomodava porque eu sabia que morando no complexo da Audácia eu teria que pular de prédios praticamente todos os dias.
Analiso minhas opções. Posso utilizar a mesma tática que Eric – um transferido da Erudição quieto, porém perigoso graças à sua inteligência – e tentar controlar os meus batimentos cardíacos e mantê-los estáveis até eu ser levado à minha segunda alucinação ou posso parar de ser covarde por apenas dois segundos e pular do edifício.
A decisão já estava tomada muito antes de eu analisar as duas opções. Afinal, viver na Audácia e não pular de prédios é como viver na Erudição e não saber ligar um computador.
Cruzo as mãos atrás da cabeça e suspiro. Começo a sentir um misto de medo e excitação– a adrenalina misturada ao meu sangue, pulsando em minhas veias – quando cerro minhas mãos rapidamente para conter a hesitação e subo no parapeito do edifício.
Flexiono os joelhos e pulo.
Com os olhos fechados, estou caindo. Sinto o frio do rastro do vento contra meu corpo. Preciso parar de lembrar que estou caindo de um prédio e lembrar que estou em uma simulação. Conto quantos segundos a queda dura. Um, dois, três, quatro, cinco, seis, sete...
Sinto meu corpo bater contra o chão, não sinto dor alguma. De repente me encontro em uma sala fechada, um pouco menor que meu quarto na Abnegação. Não adianta me levantar agora. As paredes vão se estreitar, assim como o teto vai se abaixar. Acho estranho meu primeiro medo ser relacionado a profundidade grande demais em um lugar aberto enquanto o segundo ser em um espaço pequeno demais em um lugar fechado.
Me encolho como uma bola enquanto espero a sala diminuir, o teto e as paredes em direção a mim. Esse é apenas um dos medos relacionados à minha vida de antes.
Minhas roupas se colam em meu corpo encharcado de suor. Meu Deus, que isso acabe logo. Esta é a única alucinação que eu me permito conter meus batimentos instáveis. É a pior sensação do mundo tentar ficar cada vez melhor enquanto tudo se encolhe ao meu redor.
Devo ir logo para a próxima paisagem do medo, preciso compensar o tempo gasto quando fiquei pensando em cima daquele prédio. Luto para conter meus batimentos instáveis. Fecho os olhos e me concentro apenas em controlar minha respiração alta e desesperada. Inspiro e expiro lentamente, até encontrar um ritmo entre meu coração que palpita e minha respiração ofegante.
Não ouço mais a sala se movendo.
Notas finais
Essa fanfic não terá muitos capítulos porque eu não me foquei na iniciação inteira do Quatro, mas somente no último estágio, então não ficará muito grande.
Bem, como todos os leitores de Divergente devem saber, foi revelado que a autora escreverá mais contos narrados pelo Tobias... fiquei feliz, mas provavelmente ela vai escrever sobre o estágio final assim como eu estou fazendo nessa fic, porém mesmo assim vou continuar escrevendo (:
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