Ressaca
6 Roll one, smoke one, and we all just having fun
Notas iniciais
P.O.V Temari
Ninguém consegue imaginar o quanto eu estou feliz! É como se tivesse ganhado na loteria!
Sakura, Hinata e eu estamos na frente do tal motel em que o Kakashi-taradinho-de-merda disse que Tenten está hospedada, devo dizer: Eu imaginei o lugar um “pouquinho” melhor. Parece que ninguém limpa aqui há anos, a pintura está desbotando, as paredes descascando e tem umas prostitutas encostadas na parede com plaquinhas dizendo o, ér, preço.
– E pensar que a Pucca tinha bom gosto. – Pelo visto Sakura pensou o mesmo que eu em relação a essa budega. – Tem certeza que é aqui?
– Sim, não está vendo a placa? – Hinata apontou para uma plaquinha toda fudida, nela estava escrito “Puppets and Love”. – Que nome mais tosco para um motel, parece aquelas uma marca de artigos eróticos.
– Né?! – Dissemos juntas.
– Vamos entrar logo, quero ver logo a Tenten. – Falei cruzando os braços logo em seguida.
Entramos pela porta (Elric: Jura? Achei que tinham jogada uma pedra na janela e entraram por lá!) e fomos para a ‘recepção’, se é que posso chamá-la assim. Não passa de uma mesa com um radinho estranho.
– O que querem? – Perguntou o ruivo que sentava na cadeira da recepção, ele estava claramente mal-humorado.
– É, queremos saber em qual quarto Hyuuga Tenten se hospedou. – Falei desconfortável, o olhar dele me assustava.
O ruivinho revirou os olhos impaciente.
– Por acaso isso é da conta de alguma de vocês? – Questionou.
– E se eu disser que sim?! – Sakura se irritou, mas tratou de se acalmar, pois Hina pôs a mão em seu ombro.
– Desculpe a grosseria, é que tivemos uma manhã complicada. – A perolada se desculpou. Qual o plano dela?! – Qual o seu nome?
– Sasori, e só para saberem: Sou o dono desse motel. – Sorriu cínico.
– Tudo bem, pode parecer meio estranho, mas... – Hina tentou ser educada, mas eu a corte.
– Vai nos dizer ou não onde a garota está?!
– Não direi nada, a não ser que me façam um favorzinho. – Sua voz saiu maliciosa.
Pronto, perdi a minha classe! Pulei sobre a mesa e agarrei o pescoço de Sasori cheia de ódio.
– TEMARI! – As duas gritaram assustadas, mas ignorei. Puff, acham que vou deixar ele sair em pune!?
– Eu estou de saco cheio dos homens de Las Vegas nos tratarem como se não passássemos de um bando de putas famintas ao dispor deles! – Comecei. – Minha paciência se esgotou há muito tempo, então acho bom você falar agora onde fica a porra do quarto!
Ele estava com medo, mas tentava não demonstrar. Depois do Kakashi nunca mais serei boazinha a ponto de me rebaixar a um homem, vou agarrar as rédeas (Mitsue: Não sei se isso é bom ou ruim para o Shika... Hehe.)!
Fui afrouxando o aperto em seu pescoço até que minha mão se soltou. Minhas unhas tinham deixado marca nele.
– Ok, ok! Eu falo para vocês. – Massageou a área vermelha. – Isso doeu sabia loira?
–Foda-se, apenas fale. – A azulada foi direta.
– Ela está no quarto 723, no segundo andar.
Nem nos demos ao trabalho de agradecer, apenas seguimos até as escadas.
– Uou, vocês duas estão muito violentas! – Disse rindo, ótimo, até a meiga da Hina acha isso! Foi autodefesa!
– A culpa é da cidade! Ela muda a gente cara. – Sakura esclareceu coçando a nuca.
– Não é a toa que tem o apelido de “Cidade do pecado”. – Disse um pouco mais relaxada, realmente, nunca mais quero vir para Las Vegas.
Apressamos o passo e eu quase tropecei em Saky, mas finalmente chegamos até o quarto designado. A porta estava meio rachada, isso não me surpreende, já que o motel INTEIRO está em um estado deplorável!
Hinata bateu na porta com urgência, esperamos, mas ninguém apareceu para abri-la. Então ela forçou a maçaneta, mas, novamente, a tentativa foi em vão.
– Cacete. – Ela murmurou. – Está trancada.
– Plano número cinquenta e dois, meninas? – A rosada sorriu marota.
Nós três trocamos um olhar e assentimos. Pegamos distancia e depois corremos para a porta, com facilidade ela foi ao chão. Não é que somos fortes, mas, como já falei mais de mil vezes: Essa porra está toda arregaçada! Sério, como a vigilância sanitária não veio aqui e fechou essa budega...?
– Foi realmente fácil. – Sakura deu de ombros.
Limpei a sujeira de minhas roupas e tentei entender porque raios alguém entraria em um lugar desse jeito, ou como Sasori ainda não foi a falência.
– Cadê aquela pestinha?! – Perguntei.
Hinata e Sakura foram ver-nos outros cômodos, só tinham mais duas portas, devem ser o banheiro e a varandinha. Podem não acreditar, mas o quarto estava normal. Nenhuma destruição selvagem, nada de bebidas espalhadas... Estranho, muito, MUITO estranho.
– A acharam? – Questionei ansiosa. Ainda tenho esperanças que ela esteja jogada no banheiro. – Respondam!
– Aquela filha da puta sumiu! – Gritou Sakura irada.
– É o que?!
Ah não. Eu cuspi na cruz por acaso?! Pois para ter o azar que estou tendo ultimamente ta difícil!
Senti meus olhos ficarem úmidos, mas não era tristeza, eram lágrimas de raiva.
– Meninas! Corram aqui, RÁPIDO! – Gritou Hina do banheiro.
Um sorriso enorme brotou em mim e em Saky, praticamente voamos para o banheiro de onde Hinata nos chamava. Entrei lá e meu sorriso murchou, nada de Tenten, nenhum sinal humano! Apenas um jardinzinho improvisado, deve ter um em cada quarto.
– Por que nos mandou correr aqui? – Perguntei franzindo o cenho.
De repente a rosada começou a rir igual à debimental que sempre foi.
– Ãh? Rindo de quê?
– É a cara de Ten ter uma coisa dessas no apartamento, principalmente bêbada!
– Q-que?! N-não ria de uma coisa dessas Sakura! – Hinata corou levemente ao dizer isso, parecia irritada.
Olhei direito para o jardim. Ele era normal, uma caixa com areia branca e umas plantinhas verdes fofas, por que a graça? Epa, essa planta não me é estranha, acho que já a vi em algum lugar, na televisão eu acho.
– Hina, que planta é essa afinal de contas? Acho que conheço. – Cocei a cabeça.
Ela arregalou os olhos e me olhou assustada.
– Ah, você conhece BEM essa planta, né Tema? – Mais um ataque de risadas por parte da outra.
– É-é, ma... – Não escutei o resto.
– “Ma” o que?! Fala mais alto Hinata!
– Ai meu Deus! É só falar Hina. Essa “planta” se chama maconha Temari.
Minhas pernas bambearam, acho que ouvi errado o que ela disse. Maconha? Não, aposto que foi outra coisa. TEM que ser outra coisa!
– Isso é ilegal! Totalmente ilegal! – A perolada repetia sem parar.
– Completamente. – Assenti. – Ai meu glorioso e poderoso Deus! O que ela fez?!
– Acham que é a pior coisa? – Sakura chamou nossa atenção, tinha parado de rir. – Sabem o que é essa “areia” branca?
Puta que pariu, acho que sei muito bem o que ela quer dizer.
– O que é dessa vez? O que tem de mais na areia? – Hina perguntou meio nervosa.
– Uma dica: Começa com “co” e termina com “caína”.
Yep! Minhas dúvidas foram esclarecidas em apenas uma simples, porém assustadora palavrinha.
Hinata desmaiou em meus braços, poxa, ela engordou um pouquinho sabiam?
– Hina? Hina? Acorda garota! – A balancei nem um pouco gentilmente.
– Que tal abaná-la com a plantinha? – Sugeriu brincalhona.
Coloquei minha amiga no chão e voei para cima de Sakura, a prendi na parede com meus braços e encarei seus olhos verdes irritada, ela estava confusa e assustada.
– O que está fazendo?! Me solta. – Falou tentando se soltar de meus braços, mas não cedi.
– Escuta que só vou falar uma vez! – Avisei com a voz mais elevada. – Nós não estamos de férias! Muito pelo contrário, estamos atrás da idiota da sua amiga Tenten! Amanhã é o casamento da Hina e precisamos encontrar aquela garota até hoje à noite, ou estamos ferradas! Não ouse levar na brincadeira tudo isso, pois isso é uma das coisas mais sérias que já fizemos!
A solta e sai do banheiro. Não queria falar desse jeito com Sakura, a amo de coração, mas precisamos muito encontrar Tenten hoje, se ela não levar a sério isso estaremos muito ferradas.
Depois de segundos as duas apareceram, tinham uma expressão determinada no rosto.
– Você estava certa Temari, como sempre. – Sakura assimilou, sorri de canto para ela que correspondeu. – De agora em diante levarei a sério essa bagaça!
– Eu também, já levava, mas agora não me abalarei com certas coisas. – Sorriu Hinata.
Abraçamos-nos animadas. Assim que nos soltamos à rosada tirou algo de sua bolsa, era um óculo escuro. Ela colocou no rosto e fez cara de má.
– Agora a porra ficou séria. – Estalou os dedos.
– Super séria. – Concordamos.
Estávamos saindo do motel, mas fomos paradas por três caras.
– Ei, larguem a gente! – Sakura se debateu.
– Quem são vocês?! –Perguntei.
– Polícia de Las Vegas, vocês estão presas! – Gritou um deles.
É, me fudi novamente.
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