Ressaca

7 For the lines that I take / Pelas vidas que tiro


Notas iniciais
Mitsue: Novamente eu tive que escrever o capitulo da Elric Elric: Vai a merda, eu não tive tempo Mitsue: Quando você tem tempo?! Elric: Eu sou ocupada... Mitsue: Fia da pu**

P.O.V Hinata

Vou ter um piripaque a qualquer momento! Eu juro!

– Hinata, se acalma. – Pede a loira. – Respire fundo.

– Respirar fundo?! Estamos presas! – Levanto minhas mãos para mostrar minha indignação.

– Eu sei, mas não adianta surtar agora. Pode ter certeza, surtar só piora as coisas.

– Eu nunca fiquei presa, NUNCA! Minha ficha é limpinha!

Estamos no corredor esperando os três policiais nos chamarem novamente, Sakura está usando o telefone da cadeia e falando com alguém, mas não consigo saber.

– Com quem ela está falando? O que ela está falando? – Pergunto para Temari.

–Não sei, ela desligou, pergunte a ela. – Sugeriu.

– Voltei meninas. – Falou, sua voz saiu tensa.

– Por que usou nossa ligação?

– Eu tive que inventar uma desculpa para Naruto, ué! Sabia que era para termos ido hoje de manhã para casa? – Arqueou a sobrancelha. – Já é hora do almoço e nem aparecemos.

– Droga, meu casamento é amanhã e eu estou na cadeia!

– Eu dei a desculpa de que ganhamos uma noite a mais no hotel, então pode tratar de baixar a bola. Até hoje à noite estaremos lá.

Ia criticar sua escolha, mas o policial nos chamou. Respirei fundo e segui até a sala designada.

...

– Vou perguntar mais uma vez: Onde está Hyuuga Tenten?! – O policial aumentou o tom de voz.

Eu estou tremendo de tanto nervosismo! Primeiro temos que ir para Las Vegas, depois Temari tem que dançar em um poste, descobriu que no quarto temporário de Tenten tinha drogas, agora a polícia nos pegou, pois acha que somos cúmplices dela! Estou começando a entender a Temari... EU VOU ESTRANGULAR AQUELA PUCCA FILHA DA MÃE!

– Não sabemos de porcaria nenhuma desse caso! – Disse Sakura, ok, isso não é verdade.

O outro policial pegou uma pasta e nos olhou ameaçadoramente.

– Aqui diz que vocês perguntaram para um policial onde ela estava e nós as encontramos no mesmo motel em que a procurada passou a noite! – Jogou na mesa a pasta fazendo um barulho alto.

– D-desculpa, e-eu juro, não sabemos onde ela está! Por favor, acredite! – Pedi, nem conseguia olhar nos olhos do policial.

– E você se insinuou para um policial! – Apontou diretamente para mim. – Podemos prendê-la por estar envolvida em um caso e por mexer com prostituição.

Senti meu rosto corar violentamente. Eu não acredito que esse... Esse... Esse filho da puta me chamou de puta! Minha roupa nem é de puta, estou usando uma calça social e uma regata! Que prostituta usa uma roupa dessas (Mitsue: Uma que não recebe tanto quanto as outras)?! Tudo bem que minha situação dentária não é a melhor, mas não quer dizer que eu esteja assim porque não tenho dinheiro o suficiente para ir ao dentista!

– Escuta aqui meu querido! – Temari se levantou e pulou em cima do policial que me insultou. – Eu não admito que chame a minha amiga de puta, então pode tratar de calar essa maldita bo...

Sakura e eu gritamos quando vimos Temari se contorcendo no chão. O terceiro policial chegou por trás e deu um choque nela! Sabe aquelas arminhas de choque?! Ela levou uma no pescoço! NO PESCOÇO!

– Temari! – Gritamos, depois pulamos no chão para ver nossa amiga.

– Por que fez isso?! Você é doido por acaso?! – Perguntei sacudindo o corpo desmaiado da loira e olhando brava para o policial que a deu um choque.

– Ela tentou agredir um policial, tivemos que detê-la. – Explicou impaciente, como se isso fosse totalmente normal. – Agora digam tudo que sabem sobre o caso Tenten!

Sakura puxou o corpo dela e colocou na cadeira, teremos que cuidar dela mais tarde, dela e de sua raiva.

– Tudo bem! Mas em troca queremos que nos digam o que sabem também. – Negociou a rosada.

Arregalei os olhos, o que ela está tentando fazer dessa vez? Meu Deus acho que preferia que ela tivesse desmaiado e não a Tema.

– Ér, Sakura, podemos conversar um minutinho? – Pedi.

Ela se levantou e fomos para o canto da sala.

– O que foi Hina? – Perguntou sorrindo, POR QUE RAIOS ELA ESTÁ SORRINDO?!

– O que foi?! Você vai tentar negociar com os policiais?! Qual o seu plano afinal de contas?! – Falei baixinho.

– Confie em mim, eu tenho um plano todo na minha cabecinha. – Cutucou a própria cabeça.

– Ah, me sinto bem melhor sabendo que VOCÊ tem um plano. – Minha voz está cheia de sarcasmo.

– Apenas confie, se tudo der certo sairemos aqui livres e desimpedidas.

– E se alguma coisa der errado?

– Perderemos o casamento e talvez fiquemos uns cinco a dez anos na prisão.

Como ela pode falar isso tão naturalmente?!

– Ok, mas eu te mato se não der certo!

Voltamos para a mesa de interrogatório e a rosada tinha uma cara séria e profissional, parece até uma mafiosa.

– O que acham da minha proposta? Contem o que sabem que contamos o que sabemos. – Sorriu de canto.

– Por que faríamos isso? – Um deles perguntou.

– Podem acreditar, sabemos muito mais que vocês sobre o caso da Hyuuga. – Mentira! Não sabemos nada!

Os três trocaram olhares.

– Feito, Yuri, traga a pasta para cá. – Pediu o que estava sentado.

Ele checou algumas coisas e depois olhou para a gente novamente.

– Tudo que sabemos é que a última vez que a viram hoje foi andando por uma área de prostituição e tráfico de drogas, mas depois ela sumiu do mapa. – Disse se uma vez.

– Ela está aonde?! QUE PO... – Tampei a boca de Sakura antes que ela falasse merda, logo se recompôs. – Só isso? Nós já sabíamos dessa informação, ela é antiga.

– Então nos digam tudo que sabem! –Vociferou o policial batendo a mão na mesa.

Olhei assustada para Saky, ela mexeu os lábios, mas não saiu som nenhum.

–DIGAM AGORA! – Repetiu.

A rosada fez os mesmos movimentos, percebi que ela disse: “Manobra número sete”. Assustei-me, mas ela concordou com a cabeça.

– VAI HINA! – Gritou antes de pular em cima do homem com arma de choque.

Fui para cima do que me chamou de prostituta e dei um sossega leão nele, o outro veio pelas minhas costas, mas Sakura foi mais rápida e chutou a “parte sensível” dele. Depois apertei um músculo de seu ombro e ele desmaiou.

A cena era assustadora, quatro policiais treinados caídos no chão.

– Deu certo. – Sorriu animada.

– Estou com medo! E quando eles acordarem? Irão atrás da gente! –Sacudi ela.

– Ah, tive uma ideia!

Sakura agachou e tirou algo do cinto de um dos policiais, vi que era uma arma e gritei.

–Pela amor de Deus, não me mata! Por favor.

– Ai, deixa de drama, eu não vou te matar. –Arrumou o silenciador.

Depois tudo passou muito rápido, só vi ela apertando o gatilho três vezes e a cabeça dos policiais estourando.

Gritei mais ainda e tive vontade de vomitar.

– O QUE VOCÊ FEZ?! – Gritei com medo.

– Foi divertido! – Sorriu mais ainda.

Agora eu estou com medo da minha melhor amiga.

– O que faremos com os corpos? – Perguntei.

– Hina... Saky... São vocês?! – Temari acordou!

– Tema! Que bom que você está de volta!

A ajudei a se levantar, ela estava meio grogue, mas acordou totalmente quando viu os três corpos no chão.

– QUE PORRA É ESSA?! – Colocou as mãos na cabeça. – Eles se mataram?!

– Boa! – Exclamou Sakura. – Viu, nem vamos precisar esconder os corpos. Me dêem um minuto.

A olhamos confusa, mas de repente ela começou a chorar, seus olhos ficaram inchados e a cara de dar pena.

– Já volto. – Mandou um beijinho.

E saiu do escritório.

– Vamos fugir, a culpa vai toda para ela. – Sugeri brincando.

– Pelo que vi, ela matou os caras, não é?

– Exatamente.

– Valeu a pena?

– Sim, conseguimos saber onde ela esteve pela última vez. – Sorri fraca.

– Ótimo, é só ir pra lá! – Sorriu de volta.

A rosada voltou com alguma coisa nas mãos.

– Eles acham que foram dois homicídios e um suicídio. – abriu a mão e mostrou uma chave. – Temos um carro e sabemos para onde ir, vamos, vamos!

Nem questionei, apenas a segui. Mas agora tenho uma coisa na cabeça: NUNCA ME TORNAR INIMIGA DE HARUNO SAKURA!