Resistance
6 Capítulo 6 - A Ligação
Notas iniciais
Charles Xavier estava em seu escritório com a companhia de Logan, Ororo, Jean e Scott, eles estavam discutindo a presença do Winter Soldier na mansão X.
– Professor, o senhor tem que concordar que este homem é perigoso – Jean bufou irritada.
– Eu sei minha querida – Charles concordou pacientemente.
Enquanto Scott, Jean tentavam fazer Charles perceber que eles não poderiam ter um assassino soviético no instituto, porém Logan defendia ferozmente a sua permanência e Ororo tinha uma opinião neutra, mas vendo a atitude de Logan, o quanto que ele estava se importando com James, acabou dando o seu voto a favor.
– Ele é um perigo para qualquer pessoa – Scott colocou as mãos nos ombros de Jean – Ele jogou Jean com muita força, sorte que ela fez um campo absorver o impacto.
– Charles, eu sei e você sabe que é importante que ele fique – Logan estava com os braços cruzados e com uma expressão de seriedade.
– Defendendo um vilão? – questionou Scott – Isso não faz muito o seu estilo.
– Por que você se importa tanto com ele? – Jean deu alguns passos em direção ao Wolverine e a confusão era evidente em seu rosto. Logan não podia vacilar, mesmo que ela mexesse com ele.
– Eu não me importo com ele – negou Logan – Eu me importo com ela – os três mutantes na sala não entenderam o que ele quis dizer, mas Charles entendia perfeitamente – Ele tem que ficar.
– Não se preocupe com isso – Charles abriu um sorriso gentil – Ele ficará aqui conosco – as palavras do professor eram firmes e verdadeiras, o que fez Logan se sentir aliviado. Ele assentiu para o professor e saiu do escritório.
– Eu confio em você Charles. Você sabe o que faz – afirmou Ororo.
Logan suspirou frustrado, tudo o que ele queria era ligar, era avisar, mas Charles disse que era cedo demais para isso, ele não concordava. O homem com garras entrou no elevador que o levou para a parte de baixo da mansão, ele se dirigia para o quarto do James.
Chegando lá bateu fortemente na porta e esperou, a resposta veio alguns minutos e o tom de voz do soldado era vacilante. Quando Logan abriu a porta, James estava no canto mais distante possível em uma posição de ataque.
– Calma aí garoto, sou eu – Howlett entrou no quarto e levantou as mãos – Preciso falar com você, algo importante – O soldado ficava normal na presença de Charles Xavier e Logan Howlett. Bucky fez uma careta ao ouvir do que Wolverine o chamou, mas balançou a cabeça em sinal que o homem poderia prosseguir.
– Eu preciso saber o que o nome Roxanne Weitz significa pra você? – Bucky enrijeceu.
– Eu não sei – o ex assassino desvio o olhar do homem na porta e olhou para o chão. Sentiu um aperto no peito – Eu não sei, mas aparentemente Roxanne Weitz significa muito para James Barnes.
– Eu a conheço – disse Logan – Eu posso ligar pra ela e então ela viria aqui para ver você.
– Eu não quero – seu tom de voz era rude – Eu não a quero perto de mim.
– Por que? Se aparentemente ela significa muito pra você – Logan estava confuso.
– Olhe pra mim – o soldado apontou para ele mesmo – Quando ela ver que eu não sou James Barnes, que não sou como antes, ela não vai querer ter nada a ver comigo – ele praticamente rosnava a cada palavra.
– Tem medo que ela te rejeite? – Logan entendia o receio de James. Todo dia ele via a mulher que ela ama com outro homem, ela o rejeitou e por mais que doa ele teve que levantar a cabeça, fingir que aquilo não o incomodava e seguir em frente.
– Ela é uma pessoa boa e eu sou um mostro – o soldado cruzou os braços – Então não a chame, porque eu não a quero perto de mim – o soldado estava mentindo, porém ele não queria que ela o visse nesse estado.
– Ok – concordou Logan – Mais sabia que Roxanne nunca te rejeitaria – Aquela garota havia rapidamente conquistado ele, tentou negar, mas ela já havia ganhado sua simpatia. Roxanne era como uma irmãzinha para Logan assim como Anne Marie e Kitty.
Bucky o encarou sem expressão no rosto e sem dizer qualquer palavra, Logan soltou um suspiro, ele sabia que não seria fácil, mas Logan não poderia deixar Roxie sofrendo porque sim, ele sabia que ela estava sofrendo, sabendo que James estava bem aqui na mansão. O homem saiu do quarto fechando a porta, ele daria mais algum tempo para o soldado e depois ligaria para Roxie, que se foda o ex assassino, ele não deve nada a ele, mas deve muito para Roxanne.
Assim que Logan fechou a porta do quarto, o soldado deitou em sua cama olhando para o teto de metal. As quatro paredes do quarto eram de metal, não tinha janela, o soldado reconhecia que era sufocante, mas era assim que ele preferia. Passava a maior parte do tempo lendo sobre tudo o que já aconteceu no mundo. Foi inevitável não cair no sono.
Havia uma variedade de cartazes, bandeiras e vozes lá fora, crianças, mulheres e homens com expressões de ansiedade em seus rostos. A população de Dallas no estado do Texas, estavam entusiasmados esperando o presidente dos Estados Unidos passar com a comitiva, o barulho foi ficando mais alto e medida que o conversível que o presidente estava se aproximava.
As ordens do soldado haviam sido muito claras. Sua missão era matar o presidente JFK, então ele estava ali no quarto daquele armazém com a espingarda posicionada perfeitamente. O ativo se lembrou das instruções sobre o assassinato, ele não poderia matar JFK logo de cara, não poderia parecer profissional.
O primeiro disparo errado propositalmente pelo soldado foi desviado por uma árvore, e carro do presidente já havia passado pelo armazém, olhando pela luneta o soldado mirou e acertou perfeitamente atrás do pescoço, porém o tiro não foi fatal e assim ajustando a precisão da luneta o soldado disparou a espingarda e acertou mais uma vez perfeitamente na cabeça do alvo e o Winter Soldier sabia que não teria como o presidente sobreviver.
A missão escalada para o soldado estava concluída e seu trabalho estava feito, ele deu a espingarda para o homem ao seu lado e saiu tranquilamente do armazém entrando em um carro que estava o esperando, ouvindo gritos de dor e desespero. No dia 22 de novembro de 1963, o Winter Soldier assassinou o presidente dos Estados Unidos, John F. Kennedy.
Já eram quatro da manha quando ele acordou com a respiração falha e suado, culpa de mais um terrível pesadelo, era sangue, gritos de sofrimento e barulhos de tiros e choro muito choro.
Era insuportável para James, ele assassinou o trigésimo quinto presidente dos Estados Unidos, não conseguiria voltar a dormir e mesmo assim, ele não queria mais, saiu do seu quarto e saiu para área comum da mansão que estava escuro e silenciosa e se dirigiu para o telhado, um lugar que ele tinha um pouco de calma e se sentou olhando as estrelas.
Já havia se passado alguns dias desde que ele conversou com o Charles Xavier e decidiu ficar no instituto, o professor estava mesmo o ajudando a lembrar sobre sua vida, ele entrava em sua mente e forçava James e ver suas memórias, não era fácil e doía muito, mas ele tinha que ser forte e se lembrar de quem ele era antigamente.
Ele se lembrou em pouco sobre seu pai e sua mãe. O nome do seu pai era George Barnes e de sua mãe era Winifred Barnes e ela odiava seu nome e gostava que as pessoas a chamasse de Winnie, ele também viu uma garotinha de longos cabelos castanhos como o dele, mas não conseguia se lembrar do seu nome ou quem ela era.
Todos os dias ele ia até o escritório do professor, trabalhando em suas memórias e ficava cerca de menos duas horas, era cansativo. As vezes ela não via nenhuma memória, tinha apenas lapsos do rosto das pessoas principalmente do Rogers e da Weitz. Em umas dessas sessões ele se lembrou de uma memória de quando ele era um adolescente.
Um garoto moreno parecia ter quatorze ou quinze anos estava sentado no meio-fio ao lado que um garoto loiro e bem magro que parecia ter entre dez e doze anos de idade, eles estava batendo figuras no chão e era a vez do moreno bater nos cardes quando um furacão ruivo passou se sentando entre eles.
– Vamos fazer algo divertido essa noite? – perguntou a garota. Ele estava com um vestido verde e uma fita branca com um pequeno laço em seus cabelos, James não pode deixar de notar o quão linda e encantadora ela estava e ele simplesmente ficou olhando para Roxanne e, com certeza, ele estava com cara de bobo.
– Bucky? – a garota passava a mão na frente do rosto do garoto. E ao lado ele ouviu Steve soltar um suspiro antes de cutucar Bucky para voltar ao mundo. Steve poderia ser magro, mas aquele cutucão doeu.
– O que? – perguntou ainda meio avoado acariciando o local onde seu amigo cutucou.
– Vamos ao cinema? – ela levantou uma sobrancelha em um claro sinal de questionamento.
– Eu tenho um encontro com Abigail Brandon – respondeu automaticamente, mas se arrependeu quando viu a expressão no rosto de sua amiga.
– Eu não acredito? —disse a ruiva descrente – Você vai deixar de sair comigo e com o Steve, pra sair com Abigail Brandon? – sua voz era estridente – Aquela garota é ridícula.
– Abigail é a garota mais cobiçada do colégio – Bucky deu os ombros – Apostei com os meninos que sairia com ela – o moreno estava com um sorriso presunçoso nos lábios.
– Pois, então tenha um ótimo encontro – tudo na voz de Roxanne indicava que ela queria exatamente o contrário – Por que Steve e eu vamos ao cinema – a garota se levantou e arrumou sem vestido – Sem você e pode ter certeza que será muito divertido – Steve estava com uma expressão de quem duvidava. A garota ralhou e foi embora batendo os pés fortemente no chão.
– Você é burro, ingênuo ao só se faz? – perguntou Steve.
– Calma punk – levantou os braços – Também não precisa ofender.
– Deus Buck – Steve recolheu suas figurinhas – Você precisa enxergar logo – balançou a cabeça negativamente.
– Enxergar o que? Steve? – o loiro já se afastava do amigo, indo em direção a sua casa e Bucky ficou parado la sozinho, em sua cabeça rodava apenas uma coisa, o que foi que ele fez de errado? Sinceramente não sabia.
Estava mais do que claro para o soldado que a Roxanne não queria que Bucky fosse ao tal encontro e estava claro que ele não deveria ir ao encontro, o soldado não se lembra se foi ao encontro ou não.
Existia tanto para ele lembrar, prometeu a si mesmo que procuraria a ruiva do Potomac, mas agora ele não queria mais vê-la, sentia vergonha e sabia que ela não merecia alguém assim tão imundo ao seu lado e tentava convencer a si mesmo disso, sabendo que no seu interior existia uma grande parte que queria vê-la mais uma vez, ele sentia desejo de tocá-la e tê-la em seus braços, mas ele não poderia, nunca.
Sua rotina da mansão era sempre mesma coisa, ele ia para as suas sessões, sempre comia sozinho, não gostava que as pessoas ficassem ao seu redor, só conversava com o professor Xavier, Logan. A menina que encontrou ele no carro era um caso estranho.
Katrina ou Kate como ela queria ser chamada, insistiu em ficar ao lado dele quando estava andando pelo instituto, no começo aquilo o irritou profundamente, mas depois ele resolveu ignorar. O soldado não falava muito com ela e achava que ela falava demais, porém era melhor do que quando ela ficava perguntando sobre vida que ele ao menos sabia.
Ele também não era idiota e sabia que ela esperava algo a mais dele, o que nunca aconteceria. Kate olhava para ele como Logan olhava para a mulher, Jean que ele jogou na parede.
Todo o que importava para o soldado é se lembrar sobre sua vida passada e era apenas por este motivo que ele continuava na mansão. Ele reconhecia que eles eram boas pessoas, mas que ele não era.
(…)
A convivência na Torre dos Vingadores era amigável, mas o clima para alguns deles ainda não era tão bom assim. Cada um com seus demônios e problemas pessoais para lutar e resolver.
Phil junto com Melinda era os que menos ficavam na torre, como novo diretor da SHIELD ele tive novas e maiores responsabilidades e a agente May como seu braço direito, o segue aonde quer que ele fosse.
Jemma ficava todas as horas possíveis ao lado de Fitz, a situação do rapaz era estável não tinha nenhuma melhora, mas também nenhuma piora e sua amiga ficava ao seu lado conversando com ele, contando tudo o que estava acontecendo, as vezes ela acariciava seus cabelos e rapidamente selava seus lábios no deles. A meta de Jemma agora era única e exclusivamente Leo Fitz, o dono do seu coração.
Tony e Skye estavam ajudando Steve e Roxie a achar Bucky, eles hackearam um satélite e colocaram reconhecimento facial, então se a imagem de Bucky passasse por qualquer câmera do mundo, eles saberiam. Fora isso, Stark passava seu tempo construindo novas armaduras, depois que ele destruiu todas que ele tinha para provar seu amor a Pepper, a mulher que viu o caos que o mundo estava reconheceu que seria tolice se ele ficasse sem elas.
Já Skye além de ajudar a encontrar Winter Soldier, também hackeava todas as bases da HIDRA que eles tinham conhecimento, a garota queria acabar e sem deixar qualquer rastro com a organização maldita. Aquela equipe era o mais perto que pode chamar de família, na verdade era sua família e a HIDRA quis simplesmente acabar com tudo, ela não deixaria isso acontecer e faria cada pessoa responsável pagar pelos seus crimes.
A garota soltou um forte suspiro para aliviar a tensão que borbulhava dentro dela, não queria pensar em Ward, mas era tão difícil, ela mesma se proibia de pensar naquele miserável, tentando ocupar sua mente com algo diferente e então lá estava ela olhando Clint Barton atirar flechas nos alvos, a morena estava admirada porque ele não errava nenhum alvo.
Skye não poderiam negar que Clint era um homem bastante interessante, já ouviu muito sobre ele através do Phil, afinal eles eram bem amigos. Clint Barton fazia alguma coisa dentro da garota se revirar, sempre quando estava na companhia do homem, Skye conseguia esquecer dos problemas, conseguia relaxar, ele a fazia rir e sempre dividia seus famosos sanduíches com ela, ele era divertido e ao mesmo tempo tão estranho, Barton sempre andava nos tubos de ventilação e gostava de sentar em lugares altos, uma vez a garota pegou ele em cima de um armário.
O que ela mais gostava era que quando não conseguia dormir, quando os pesadelos tomavam conta do seu sono, Clint cantava para ela, sim uma grande surpresa, mas Clint Barton tinha uma voz linda, era forte e meio rouca e meio suave e cada vez que ele cantava fazia a garota se sentir leve.
– Quanto tempo você vai ficar parada ai? – Skye se surpreendeu quando Barton falou com ela – Eu posso vê-la, eu sempre posso ver tudo – por mais que ele estivesse de costas, a garota pode sentir que ele estava sorrindo. Ela deslizou para perto do arqueiro pegando uma das flechas e analisando
– Essas não são as flechas que você usa em combate? – perguntou Skye.
– Não – ele negou – São apenas para treinar, minhas flechas de combate são especias – o homem não olhava para a garota.
– Tony disse que estava fazendo novos modelos – questinou.
– Sim – Gavião respondeu ainda concentrando.
– Mas então qual é o lance com arco? – ela sempre via Clint com o arco e não gostava que ninguém tocasse no seu preciso arco.
– Aprendi quando vivi no circo com Barney – por mais que a hacker quisesse perguntar quem era Barney, ela sabia que aquilo não era assunto para se perguntar.
– Então qualquer um pode brincar de arco e flecha? – um sorriso malicioso cresceu nos lábios da menina.
– Qualquer um pode atirar com arco e flecha – agora o homem olhava bem para o rosto da garota – Mas acertar o alvo com exata precisão não é pra todos e eu sou o melhor nisso
– Não seja convencido – Clint foi chegando mais perto dela.
– É um fato morena – o modo baixo e sensual que ele disse morena, arrepio completamente Skye. Ela estava confusa, eles estavam flertando? Oh Deus, por favor que seja um sim, uma parte dela desejava fortemente – Já que o você é o senhor fodão, então me ajuda – ela pegou um arco comum.
Skye colocou a flecha no arco, puxando a corda, o arqueiro fez um som de desaprovação, alguma coisa de errada a morena estava fazendo, então Clint se posicionou atrás de Skye passando suavemente suas fortes mãos sobre os braços da garota, por onde as mãos do homem passavam, deixava os braços da morena todo arrepiado e ela pode sentir um sorriso de Barton. O homem ajudou ela a segurar corretamente o arco e colocar perfeitamente a flecha, movendo os braços da garota junto com ele e enquadrou a posição dela.
– Tenha postura – sussurrou no ouvido de Skye, fazendo a mesmo tremer levemente.
– Pos-Postura – gaguejou a hacker, depois forçou a garganta se recompondo – Entendi.
– Solte – e mais uma vez o arqueiro surrou no ouvido da garota, e assim ela fez e soltou a flecha quase acertando no círculo principal – Nada mal para uma primeira vez.
Skye soltou o arco deixando cair no chão e se virou, eles estavam tão perto que acabaram ficando com seus corpos colados um no outro e de frente a frente ambos ficaram se olhando sem dizer qualquer palavra.
Oh sim. Eles queriam se beijar, queriam muito e a aproximação foi acontecendo lentamente. Clint envolveu seus braços na cintura dela enquanto Skye passou os braços no pescoço do vingador, entrelaçando seus dedos no cabelo sedoso dele e então finalmente seus lábios se encostaram e a sensação era diferente, algo que eles nunca haviam sentido.
Eles iriam se beijar corretamente quando ouviram passos e o nome da garota sendo chamado por Phil, o casal de separou rapidamente e ela respondeu que já estava indo, deu a última olhado no rosto de Clint antes de dar as costas e sair rapidamente. O arqueiro e a hacker não entenderam o que acabou de acontecer ou quase acontecer, mas se tem uma coisa que passava na mente dos dois era que aquele assunto não estava acabado e, com certeza, eles queriam acabar.
(…)
Já na mansão X as coisas não estavam tão calmas assim, bom pelo menos na parte de baixo. James estava em uma sessão com o Xavier, o professor queria mexer no gatilho do soldado, mexendo no estímulo da raiva que a HIDRA colocou no cérebro dele, porém sua mente entrou em colapso, como se ele tivesse entrando no modo do Winter Soldier, o homem estava transtornando destruindo tudo que tinha a sua frente.
O ativo gritava coisas em russo ou simplesmente apenas rosnava e grunhia, a situação estava fora do controle, o professor entrou na mente de James congelando seus movimentos, fazendo o homem ficar paralisado, mas gritando e rosnando.
Por mais que Jean, Scott e Ororo mandasse olhares recriminando o soldado, professor reconhecia que essa situação era completamente culpa dele, pois Charles não avisou ao soldado o que faria e talvez Barnes precisasse de preparação. Logan também estava na sala, ele sabia o que era ter um ataque, não culpava James, mas também sabia exatamente o que faria o ativo melhorar e, então saindo da sala, Logan sacou seu telefone e discou os números que queria, na quinta chamada, ele foi atendido.
(…)
Roxanne estava no laboratório de Stark com Skye enquanto Tony explicava o que ele pensou para o novo uniforme de Steve e as meninas conversavam sobre a segunda guerra e as missões que a ruiva já havia participado. A integrante da equipe do Coulson, perguntou a Roxie, se ela não poderia ensiná-la a lutar melhor.
Todos eles foram interrompidos quando Jarvis anunciou que o Stark Phone da ruiva estava recebendo uma chamada, perguntando se ela queria atender normal ou se preferia que ele colocasse a chamada no viva voz para todos ouvirem.
Weitz preferiu atentar por ela mesma, pegou o telefone que estava fora do laboratório em cima de uma mesa. Sorriu ao saber quem era que estava ligando para ela e atendeu feliz.
Steve, Tony e Skye perceberam que ao longo que a ruiva conversava no telefone seu sorriso ia morrendo e Rogers preocupado foi em direção a sua amiga quando chegou perto ela já havia desligado o celular.
– Arrume suas coisas – falou com a voz fraquinha – Acharam o Bucky – o loiro soltou um som surpreso – E ele não está bem – Roxie fechou os olhos – Ele precisa de nós.
Apesar de saber que seu amigo não está bem, ele não pode deixar que sentir felicidade e um grande alívio, tinha medo que eles nunca conseguisse achar Bucky, afinal aquilo que Natasha lhe disse ficava rondando a sua mente, que ele era um fantasma e só seria achado se ele quisesse ser achado, agora haviam o encontrado e loiro poderia cumprir a promessa que fez para a amiga.
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