Resistance

7 Capítulo 7 - Reencontro


Notas iniciais
Oie pessoal! Como vocês estão? Espero que bem! ; ) Eu sei que tenho demorado para postar, mas como eu já havia escrito para algumas leitoras, eu tenho colégio e faço cursinho agora, então o meu tempo está bem corrido. Não se preocupe, pois eu iriei continuar a fic, só que com mais intervalos de tempo. Sobre o capitulo, ele está um pouquinho grande, mas tudo o que está escrito, eu acho essencial para a historia. Para aqueles que quiserem ver como eu imaginei o Instituo, aqui está: http://www.polyvore.com/instituto_charles_xavier/collection?id=3756928 coloquei no capitulo também. E finalmente o momento que todos estavam esperando. O grande Reencontro. Então Enjoy.

Barulho de folhas sendo pisadas por passos rápidos eram ecoados na floresta. Havia mais ou menos uma semana que Steve foi salvar a 107, agora Bucky estava correndo pela floresta com sua mão entrelaçada com a da Roxie, puxando a com ele.

Era dez horas da manha, e era uma manha de folga, todos haviam sidos liberados para ter um tempo atoa, para fazer o que quisessem e sem esperar Bucky pegou a mão da ruiva a arrastando para fora da sala.

– Bucky? Pra você está nos levando? – por mais que a ruiva confiasse plenamente em seu namorado, a curiosidade tomava o corpo dela. Seu relacionamento com Bucky estava esquisito, depois que Roxie e Steve contaram sobre o experimento que eles participaram voluntariamente, Buck não gostou nem um pouco dessa história, ele ficou com raiva e meio que evitava sua namorada e seu melhor amigo.

– Espere só mais um pouco – ele ainda puxava a garota, eles correram mais um pouco pela floresta, então o moreno parou e se virou para sempre da ruiva – Feche os olhos.

–Bucky? Eu não estou entendendo? – o homem olhava a confusão nos lindos olhos verdes dela.

– Não confia em mim? – o sargento questionou sabendo que sua namorada não gostaria da pergunta.

– Confio minha vida a você – havia um pequeno tom de raiva na voz dela – E você sabe disso – a garota olhava para ele e seu rosto formava uma careta.

– Então feche os olhos – Roxie suspirou, mas fez o que ele estava pedindo. Sentiu um pano sendo colocado em seus olhos, Buck pegou sua mão e começou a puxar ela de novo – Não se preocupe boneca, eu estou com você – ele sussurrou perto de seu ouvido.

Deram mais alguns passos e, então pararam de novo, seja lá o que Bucky estava aprontando, a ruiva estava feliz que ele não estava mais a evitando porque querendo ou não, machucava quando ele fazia isso com ela.

– Eu vou tirar a faixa de seus olhos – ela sentiu o calor de seu namorado atrás dela – Mas continue com seus olhos fechados, entendeu boneca? – a garota balançou a cabeça em concordância. A faixa já não estava mais cobrindo seus olhos, ouviu os passos de Buck se afastando dela – Abra os olhos Roxanne.

E assim que ela fez, a claridade bateu em seus olhos a fazendo fechá-los de novo, abriu de novo lentamente desta fez e ficou sem folego, eles estavam bem no meio que uma clareira.

As árvores estavam em círculos deixando um grande espaço para a luz da manha entrar, o chão era coberto por grama e pequenas flores e Bucky estava lá parado na frente dela, o sol batia nele, o iluminando, essa cena deixava a garota ainda mais sem folego porque ele era lindo demais, tão lindo e ela o amava tanto que sentia um aperto em seu peito.


– Eu achei isso quando precisava pensar – ela sabia bem o motivo – Eu estava andando e acabei descobrindo essa clareira – Buck olhou em volta da clareira – E primeira coisa que veio em minha mente era que eu precisava trazer você aqui – ele abriu um sorriso para ela – Que você precisava vir aqui comigo.

Os olhos de Roxie estavam úmidos e um lindo sorriso estava em seu rosto, ela observava seu namorado abrir o zíper de sua jaqueta e tirar um cobertor de dentro, ele estendeu o cobertor no chão.

– Vem aqui – o moreno esticou a mão a chamando para perto dele. O coração da ruiva estava aliviado, seu Buck não estava mais estranho com ela. A garota andou rapidamente em direção a ele pegando na sua mão estendida. Bucky a puxou para perto dele e passou seus braços na cintura da garota a abraçando fortemente como se sua vida dependesse daquele abraço.

Ela se afastou dele, por que queria olhar dentro daqueles olhos azuis cinzentos, quando Peggy disse para ela e para Steve que Schmidt tomou a 107, seu coração se acelerou, o medo de perder o amor da sua vida era demais.

Agora ela estava olhando pra ele, mas para Bucky o sentimento não era tão diferente. O moreno passava as mãos nos cabelos alaranjados dela, ele enfiava seus dedos descendo até os cachos na ponta. Passava as mãos no rosto da garota apertando levemente, olhando tudo atentamente como se quisesse gravar em sua mente.

– Pensei em você o tempo todo em que eu estive naquele inferno – a voz do moreno foi falhando – Eu estava com… – sua voz vacilou.

– Shiiiu – a ruiva colocou seu dedo indicador nos lábios dele, não deixando ele terminar o que falaria – Você não precisa – Roxanne puxou ele para baixo fazendo ele se sentar no cobertor que trouxe e ela se sentou no colo dele.

– Você está aqui. Você está aqui comigo – as lágrimas deixam de seus olhos, porém havia um sorriso no rosto dela – E é isso que importa – balançou a cabeça – O resto é o resto – Roxie segurava com as duas mãos o rosto dele, fazendo o a olhar bem.

– Eu te amo – Buck sussurrou para ela.

– Eu te amo mais – ele soltou um suspiro e fez uma pausa enquanto olhava para ela

– Se você diz – abriu um sorriso e sua namorada soltou uma risadinha, encostando sua testa na dele.

Olhares e sorrisos trocados, o desejo aflorando em ambos, a necessidade de sentir o sabor de seus lábios juntos e então o beijo aconteceu, no início era lento, suave e delicado, já havia se passava muito tempo desda última vez em que se beijaram, a saudade era presente em ambos, porém era inevitável que o beijo não aumentasse, agora era forte e rápido, um pouco desesperado.

Mas Bucky precisava de ar, ele ainda era humano, diferente de Roxanne que havia sido geneticamente modificada, com o soro de super espiã em suas veias, o folego dá garota era muito mais resistente agora.

Enquanto Buck recuperava o folego, o casal não havia tirado os olhos um do outro. Roxanne sentiu as mãos dele passando em sua barriga e subindo até o primeiro botão da sua blusa, Bucky foi abrindo um por um, até que sua blusa não estava mais em seu corpo.

E depois ele foi descendo suas mãos para o zíper da saia dela, a ruiva levantou seu corpo deixando seu namorado puxar sua saia para baixo também tirando a de seu corpo e agora Roxie estava apenas de calcinha e sutiã.

Roxanne saiu do mundo das memórias com o barulho de Nova York que ela observava pela parede de vidro enquanto arrumava suas malas. Aquela era umas das memórias favoritas dela, se fechasse os olhos, ela ainda poderia sentir cada toque de Buck em seu corpo e o modo como eles fizeram amor naquele dia, foi tão intenso, pois ambos ansiavam por isso.

– Hey – Clint estava encostado na soleira da sua porta – Eu soube da novidade.

– Sim – concordou sem ânimo em sua voz.

– Não me parece feliz? – questionou o arqueiro.

– Eu estou – ela cruzou os braços – Eu estou com medo Clint – soltou um sussurro sofrido – Eu estou com tanto medo – a ruiva já havia perdido a conta de quantas vezes ela já havia chorado ou até mesmo derrubado lágrimas. Seu amigo deu um sorriso de lado e caminhou até a ruiva a abraçando.

– Está tudo bem – a voz dele era calma – Você pode sentir medo é completamente normal – ele mesmo quebrou o abraço para olhar pra garota – Só não deixe o medo te impedir de ser feliz e fazer a coisa certa. Garota, você merece ser feliz – exclamou o homem.

– Você também Clint. Você também merece ser feliz – ela colocou levemente sua mão sobre o peito dele – Só tem que abrir seu coração.

– Eu não sei do que você está falando – ele tentou desconversar.

– Não deixe o medo te impedir de ser feliz – ela repetiu a mesma frase que ela havia dito a ela pouco tempo atrás – Skye.

– Eu não sei – Gavião nervoso, não olhava para a garota e sim para o chão.

– Oh vamos lá Clint – Roxie deu um tapinha nos ombros dele – O que você tem a perder?

– Nada – porque ele sabia que não tinha nada a perder ao tentar algo com Skye.

– Foi isso que eu imaginei – acariciou o braço do amigo – Se arrisque.

– Agente Barton e Senhorita Weitz – ambos ouviram a voz eletrônica e britânica de Jarvis – O senhor Stark solicita a presença dos dois no piso comum da torre.

– É mesmo necessário Jarvis? – questionou a ruiva olhando para o teto – É muito importante? – ela tinha algo mais importante do que as invenções do Stark.
– Receio que seja mesmo importante Senhorita Weitz – confirmou Jarvis.

– Vamos ver o que ele quer – Clint lhe lançou em sorriso encorajador.

Ambos entraram no elevador e Jarvis os direcionou para o piso onde ficava o laboratório de visualizações, quando as portas se abriram, Roxie e Clint avistaram Phil e sua equipe além de Tony, Bruce, Sam e Steve.

– O que aconteceu? – perguntou Roxanne para Steve.

– Eu não sei – respondeu seu amigo – Tony e Skye só querem mostrar com todo mundo estiver reunido.

– Vocês precisam ver o que Skye achou – o tom de voz do Tony era cauteloso – Jarvis rodar a visualização selecionada.

Nenhuma das pessoas além de Tony e Skye estavam entendendo, mas sabiam que era algo importante. A imagem começou a rodar, era imagem gravada de uma câmera de segurança, Roxanne ofegou quando percebeu que mostrava Bucky sem camisa sentado em uma máquina esquisita, havia alguns homens com jaleco branco que cutucavam ele sem parar e também havia muitos homens de preto fortemente armados.

Bucky estava ali sentado sem qualquer expressão no rosto, como se ele não sentisse absolutamente nada, ver aquela imagem machucou tanto Roxie quanto Steve. Uma raiva cresceu no peito dos amigos quando Alexander Pierce entrou na sala indo diretamente na direção do Buck.

Pierce perguntou relatório da missão, mas o soldado continuava inexpressivo, sem nem olhar para o rosto do homem em pé a sua frente, como se ele tivesse perdido, o que acabou irritando Pierce e então ele acertou um forte tapa no rosto do Buck e aquela cena não provocou indignação só em Steve e Roxie, mas para todos que estavam naquela sala vendo a gravação.

Então finalmente depois do tapa, Bucky parecia ter alguma reação e olhou para Pierce com um olhar de confusão e perguntou:

– O casal na ponte – piscou seus olhos em confusão – Quem era eles? – questionou

– Você encontrou com eles essa semana numa missão anterior – respondeu Pierce com um ar de impaciência.

– Eu conhecia eles – afirmou. Seu rosto era uma tortura, como se ele estivesse lembrando de alguma coisa.

Claramente o homem na frente do soldado não estava gostando do rumo que aquela conversa ia indo, puxou uma cadeira sentando na frente do homem com braço de metal. Alexander começou um discurso ridículo e tão mentiroso, cada palavra que ele dizia dava nojo a aqueles que assistiam.

Todos na sala haviam percebido que Pierce estava tentando moldar Bucky com palavras fracas e vazias, mas para o soldado, ele mal havia se importado com tudo que o homem grisalho havia dito.

Roxanne percebeu que enquanto Pierce derramava suas ideias malucas, Bucky formava um pequeno beicinho nos lábios, beicinho que ele costumava fazer antigamente quando estava chateado e por mais que o estômago da garota desse voltas, ela não pode deixar de sentir novamente a esperança, pois o homem que ela amava estava se lembrando deles e ele fez a mesmo expressão que costuma a fazer antes.

– Mas eu conhecia eles – o soldado disse novamente com o beicinho nos lábios.

Aquilo frustrou Pierce porque ele sabia que todo o que disse não significou nada para o soldado, ele também sabia que o soldado estava se lembrando. Com um suspiro ele se levantou e mandou o cientista preparar o Bucky, mas o cientista negou, então Pierce mandou apagar a memória dele e começar de novo.

E assim a máquina começou a fazer barulho, os cientistas empurraram o soldado encostando ele na máquina, colocaram algo na boca dele, uma trava se fechou nos braços do homem e ele respirava fortemente como se estivesse se preparando para o que estava por vir. Uma parte dessa máquina foi em direção a cabeça de Buck e dava para perceber os raios que formava naquilo.

A parte se encaixou corretamente na cabeça de Bucky e sendo assim o soldado soltou um grito de pura dor, aquilo era muito desumano. Roxanne que já sentia seu estômago dando voltas, sentia o vômito subindo, ela correu para fora da sala, entrou no banheiro e se curvou sobre vaso sanitário.

Roxie estava tão enjoada, quando ela leu o relatório sentiu náusea, mas agora que viu uma pequena parcela do que Bucky passou, foi impossível segurar e evitar o vômito. Notou que Steve segurava seus cabelos e acariciava amavelmente suas costas.

Parecia que não havia mais nada para a ruiva colocar pra fora, apertou a descarga e tentou se levantar, mas suas pernas fraquejaram, ela se encostou no vaso fechando os olhos e aquela cena ficava rondando na sua cabeça.

Steve pegou em seus braços a levantando, olhou para sua amiga e ficou preocupado, já havia vista ela daquele jeito antes e não queria nunca mais ver de novo. Quando ela ficou assim foi difícil para fazê-la voltar.

– Roxie! – a chamou bem baixinho, mas ela ao menos olhava para ele – Roxie! – o desespero estava começando a aparecer em Steve – Roxie! – ele a balançou e ainda nada da amiga reagir. Steve olhou para fora do banheiro onde todos estavam lá olhando preocupados – ROXANNE! – Steve gritou o nome dela e a balançou mais forte – Por favor Roxanne! Não faça isso comigo de novo – lentamente a ruiva foi virando seu rosto, olhando para Steve.

Seu olhar era tão cheio de dor e pouco a pouco grosas lágrimas começaram a deslizar em seu rosto de porcelana, Steve preocupado ainda olhava para ela, tentando encontrar qualquer sinal de catatonismo. Ela começou a soltar barulhos altos e sofridos até que soltou tudo de uma vez, ela estava chorando de soluçar, de não conseguir ver nada de tantas lágrimas que se acumulavam em seus olhos.

O loiro passou um de seus braços em volta dos ombros dela e o outro braço em seus cabelos, os acariciando, encostando o rosto dela em seus ombros. Para os outros que estavam assistindo era desesperador, viam Roxanne chorar tão alto, soluçando e engasgando e a maioria deles nunca havia visto Steve chorar como ele estava chorando agora, não era barulhento, era silencioso.

Aquela cena dava tristeza para todos, eles viam duas pessoas boas sofrendo tanto que o sentimento de enterrar a HIDRA cresceu mais ainda em seus peitos, acabariam com ela dê uma vez por todas, se o lema deles eram cortem uma cabeça e outras duas nascem no lugar, então eles atirariam fogo, queimando toda aquele corja.

O barulho que Roxanne estava fazendo foi diminuindo aos poucos e ela se desvincilhou dos braços de Steve, saindo do banheiro e indo de novo para sala de visualizações, chegando perto da imagem onde tinha Bucky apenas sentado na cadeira como se estivesse dormindo, não pode evitar de tentar passar as mãos no holograma.

– Que lugar é esse? – perguntou porque sabia que todos estavam atrás dela

– Fica em baixo de um banco – respondeu Skye – Na parte dos cofres.

– Onde? – perguntou a ruiva

– Washington – quem respondeu foi Tony – A HIDRA ainda o mantém funcionando – informou ele.

– Sério? – perguntou Sam incrédulo – Já se passou meses e ao invés deles se esconderem, eles ainda mantém o lugar? – Sam balançou a cabeça – Eu achei que eles eram mais espertos, mas acho que me enganei.

– Eles são prepotentes – afirmou Bruce.

– O que vamos fazer? – perguntou Clint que ainda olhava para a ruiva na sua frente.

– Simples – disse Coulson cruzando os braços – Vamos invadir e tomar qualquer coisa que estiver nessa droga.

– Mas Phil – Clint chamou sua atenção – Temos homens o suficiente para isso?

– Você não faz ideia – um sorriso convencido estava no rosto do diretor da S.H.I.E.L.D – Se preparem – ordenhou e saiu da sala e foi seguido pela agente May.

– Eu vou – disse Roxie, secando suas lágrimas.

– Mas e o Bucky? – perguntou Skye

– Bucky está protegido – a ruiva suspirou – Tenho certeza que Logan vai cuidar dele – ela olhou para o loiro para saber se seu amigo concordava com ela e percebeu que ele concordava.

– Se vocês não se importam – Bruce chamou a atenção deles – Mas acho melhor o outro cara não ir – afirmou calmamente.

– Acho que você está enganado Bruce – Steve sorriu – Talvez o Hulk seja uma ótima ajuda se nos precisarmos. Vamos destruir todo aquilo de cima para baixo.

– Mas é um banco – todos perceberam aflição na voz de Banner – E os civis?

– Não se preocupe – Tony tocou no ombro de Bruce, num gesto de conforto – Nós estamos com você – Bruce olhou para rosto de cada um dos seus companheiros vingadores, cada rosto tinha um sorriso. Eles eram uma equipe, um time e precisavam confiar uns nos outros e foi o que Bruce fez.

– Avante Vingadores – disse Steve com um tom de incerteza.

– Avante Vingadores – repetiram todos.

– Aí isso é tão legal – exclamou Skye enquanto eles saiam da sala. Roxanne estava saindo quando Steve segurou braço, a garota se virou para seu melhor amigo.

– Me deixou com medo – disse Steve

– Desculpe – desviou o olhar, não era algo que ela se orgulhava.

– Achei que você entraria em estado catatônico de novo – ele nem conseguia imaginar passar por isso mais uma vez.

– Acho que eu entrei por um momento – ela abraçou Steve – Está tudo bem agora – não, nada estava bem e ela ainda se sentia horrível, mas não poderia vacilar agora.

– Não minta para mim – resmungou o loiro – Eu quero que me diga quando você começar a se sentir desse jeito, ouviu?

– Eu te amo Steve – suspirou a ruiva – Eu sou tão sortuda de ter você como amigo, você é incrível – o Capitão balançou a cabeça.

– Vamos – disse Steve.

(…)

Havia dois dias desde que eles haviam chegado em Washington. A primeira coisa foi observar o movimento do banco como, por exemplo, quem entra, quem sai, depois analisaram a planilha do lugar. Hoje seria o dia que eles invadiriam. Já haviam revisado o plano que o Steve elaborou.

Phil não estava brincando, tinha muito novos agentes, segundo o diretor todos eles foram testados e analisados por ele mesmo e sua equipe e pelo Fury também. Recrutaram pessoas de todos os lugares e de muitas organizações como CIA, FBI, INTERPOL, então não havia nenhum verme da HIDRA infiltrado nessa nova fase da SHIELD.

Skye tinha todas as câmeras do lugar hackeadas. A segurança não era tão forte assim, havia mais cientistas e como Bruce havia dito, sem cientista a HIDRA não seria muita coisa, bom é claro que os cientistas não eram muitos e, com certeza, tinha mais, pelo menos já era algo. Seria apenas Steve, Roxie, Sam, Clint, Tony, Melinda e alguns outros agentes.

– Nos vamos invadir uma localização da HIDRA – Steve estava usando seu tom de Capitão – Não é exatamente uma base, funcionada mais como um laboratório, mas isso não significa que nos vamos relaxar. Eu quero que vocês entra lá e imobilizem todos – Steve colou sua máscara – Vamos acabar com aqueles bastardos. Prontos?

– Yeah Cap – Sam estava se sentindo um máximo. Tony havia feito novas e mais tecnológicas assas, elas eram melhores e mais firme, depois que Bucky arrancou uma delas.

– Então vamos lá – disse Steve colocando sua máscara, virou para sua amiga, perguntando – Tem certeza que pode fazer isso?

– Uma parte de mim diz que não – disse ela baixinho – Outra parte mais forte diz que sim.

– Fique sempre ao meu lado – se sua amiga tivesse algum problema ele poderia ajudá-la.

– Não sou criança Steve – Roxy fez um biquinho – Eu tenho noventa e seis anos, posso cuidar de mim mesma.

– Injusto – exclamou o loiro – Eu passei parte da minha vida inteira dizendo isso a você e mesmo assim, você continuou me ignorando e cuidando de mim.

– Você é meu amigo, além do mais eu prometi a tia Sarah – sim, Sarah Rogers era uma mulher incrível, ela adotou Bucky e Roxie como filhos e eles a amavam como mãe. Steve tinha muito sorte, todos sofreram muito quando o médico disse que Sarah não aguentaria mais muitos dias. Em um dia Roxanne estava cuidando de Sarah quando a prometeu que cuidaria do seu pequeno Stevie.

– Penso nela todos os dias – sua voz era melancólica.

– Eu também. De uma coisa eu sei – ela ajeitou os fios loiros que caim na testa dele – Ela teria muito orgulho de você Stevie, na verdade ela tem muito orgulho de você – eles sorriam um para o outro.

– Vocês vão ficar ai namorando ou nos vamos invadir logo essa bosta? – ambos amigos fizeram uma careta de nojo quando Tony abriu a boca pra falar isso.

Steve pegou seu escudo do chão, fez o sinal para a equipe tática entrar primeiro. Gritos foram ouvidos e os civis começaram a sair desesperadamente do banco. Olhou para sua equipe e todos pareciam preparados, então fez sinal para eles invadirem também.

Ao entrar no banco eles poderão ver a equipe tática trocando tiros com os da HIDRA. Clint foi pulando de mesa em mesa desviando perfeitamente dos tiros, se agarrou a grade que do segundo andar, tomou impulso e subiu. Era uma posição melhor para acertar seus alvos.

– Se preparem. Eu vou jogar uma flecha de fumaça – informou para todos na equipe pelo comunicador. Assim que fez, a fumaça foi subindo deixando os capangas da HIDRA sem conseguir localizar os invasores. Steve pulou com o punho erguido socando o homem que tinha uma metralhadora automática, pegou a arma e jogou para Wilson.

– Cara! – Sam exclamou, admirando a arma – É disso que eu to falando.

Roxie e Melinda brigavam na escada enquanto os outros cuidavam dos que estavam no saguão. Agente May puxou uma cadeira, jogando os homens na escada, os distraindo, então Roxanne jogou adaga, acertando os perfeitamente na parte que não era protegida.

– Uma mira espetacular – ela ouviu Clint a elogiando.

– Você se esqueceu – Roxanne tinha um sorriso nos rosto – Eu namorava em franco-atirador – ela e Melinda avançam descendo as escadas.

– Vamos competir mais tarde – o Gavião ouviu o riso da Dama.

– O perdedor paga pizza – disse Roxie.

– Eu to dentro – concordou Tony.

– Vamos focar pessoal – Steve chamou a atenção deles.

– Capitão – Skye o chamou pelo comunicador – Eles chamaram reforços.

– Ok. Clint e Tony ficam aqui em cima comigo e Sam vá atrás das meninas – comandou o Capitão.

– Pode deixar Cap – Samuel foi em direção a escada, ao chegar no andar de baixo o homem notou vários homens caídos. Vagando lentamente de corredor em corredor até que Sam localizou as meninas, elas estavam na sala que eles viram no vídeo.

– Não tem mais ninguém aqui – disse agente May.

– Não tem como tirar esse troço daqui pela porta – resmusgou Weitz – Vai ter que explodir o teto… – a ruiva não terminou a frase quando observou uma sombra na porta, olhou para Melinda que também havia percebido, apenas Sam que não, pois ele estava de costas.

Aconteceu rápido, Roxanne se abaixou e deu uma rasteira no Sam o fazendo cair no chão com tudo, depois sentiu sendo puxado para atrás de uma grande mesa, e então percebeu que alguém estava atirando neles.

Roxie sem nem pensar duas vezes, pegou as bolinhas de fumaça que Tony havia dado para eles, jogou na direção da sombra e quando explodiu ela rapidamente pulou sobre a mesa em direção ao atirador.

Chutou a arma para longe e logo em seguida chutou com toda sua força o rosto do de seu alvo fazendo soltar em gemido de dor e cair de cara no chão, a ruiva pegou nos cabelos e puxou seu rosto, logo reconheceu, era April Stone, uma mulher ridícula que fazia parte da equipe S.T.R.I.K.E

– Feliz em me ver? – perguntou a mulher, cuspindo sangue no chão. Roxanne não respondeu a mulher – Pensou que eu estava morta ou presa, não é mesmo?

– Na verdade, eu não parei nenhum segundo para pensar em você – tom de voz da ruiva era entediado.

– Você se acha – a mulher tentou se levantar – Saiba que a HIDRA está sempre um passo a frente que vocês. Admita logo que você perdeu – um sorriso desdenhoso estava no rosto dela.

– Deixa de ser ridícula – a ruiva soltou com força os cabelos da mulher, fazendo a mesma bater o rosto no chão frio – Não importa, todas as vezes que eu cair, saiba que sempre levantarei. A HIDRA pode ter ganhado uma batalha, mas não a guerra, querida.

– Você sempre foi ingênua – April zombou.

– Não – discordou Roxie e um sorriso maroto cresceu em seus lábios – Apenas não sou uma vaca maldita e patética.

– Eu sempre quis te dar uma lição – a agente da HIDRA se levantou, limpando o sangue que estava no canto de sua boca.

– Eu quero ver você tentar garotinha – Roxanne não via nenhum problema em ensinar uma lição a mulher na sua frente.

Sua atenção estava toda focada na mulher em sua frente, mas quando ouviu um barulho acabou se distraindo por alguns segundo, porém foi o suficiente para mulher da sua frente sair correndo, “covarde” pensou a garota ruiva enquanto seguia sua fugitiva.

Ao que parede April estava se dirigindo ao teto Roxanne diminui seus passos, entrando no aceso que dava para o telhado, quando entrou definitivamente não viu aonde April estava, mas a ruiva podia ver que havia uma confusão lá fora, pessoas, policias, mídia, percebeu que um helicóptero estava a filmando.

A heroína podia estar de costas, mesmo assim, notou que April se aproximava lentamente atrás dela, a mulher tinha uma faca em sua mão e colocaria no pescoço da ruiva e quando estava perto o suficiente Roxie cravou suas unhas na mão dela, até que Stone largasse a faca, depois agarrou firmemente a mão e puxou com toda força, fazendo o corpo da outra mulher passar por cima de seu ombro e batendo com tudo no chão.

Weitz estava simplesmente cansada e sentia tanta raiva, por ela, por Bucky, por Steve, por Peggy, pelo que eles não poderão ser, pelo que eles não poderão fazer, sentia ânsia de sangue e ela queria sangue.

Caminhou com passos letais em direção a mulher, a pegou pelo pescoço, levantando até que elas ficassem quase na mesma atura, olhando nos olhos de April, ela viu desespero, ela viu a vida saindo de seus olhos, não, não era aquilo que ela queria, ela não era assim. Largou o pescoço e a mulher caiu em seus pés.

Ainda olhando, ouvia a mulher buscar ar, decidiu ir embora, contudo quando deu as costas, a mulher agarrou suas pernas, desequilibrando e a fazendo cair. Na queba seu comunicar saiu do seu ouvido e April o pegou jogando longe.

– Sem poder chamar seus amiguinhos para te ajudarem – Stone montou em Roxanne segurando seus dois braços juntos.

– Imbecil – rosnou a ruiva – Você acha mesmo que eu preciso de ajudar para acabar com a sua raça.

– Eu acho que você precisa – um sorriso sínico estava no rosto da mulher, e aquilo só deu mais raiva na ruiva. April deu um soco no rosto da ruiva.

Roxanne não mentia e diria que não doeu, mas nunca ela deixaria transparecer para a mulher que estava em cima dela, e logo depois sentiu algo rasgando seu braço direito, depois sentiu algo quente escorrendo. “Ok! Agora já chega” pensou com muita raiva.

Deu um impulso, depois deu uma joelhada nas costas da mulher, a tirando de cima dela, olhou para seu braço e havia um corte médio, ainda escorria sangue, mas ela resolveu ignorar isso por enquanto.

Ela se levantou e foi em direção da April, chutando com força suas costelas que até ouviu o barulho delas sendo quebradas, Stone gritou de dor. Consumida pelo ódio, a ruiva chutou mais uma vez, o grito que a mulher soltou foi satisfatório de ouvir. Virou o corpo de April para frente.

– Olha para mim vadia – olhando para o chão percebeu que ele estava rachando muito rápido. Roxanne não era idiota, sabia que uma hora o banco desmoronaria, ela foi até a borda, mas Tony logo apareceu.

– Alguém precisa de uma carona? – a ruiva sorriu e levantou uma mão. Tony passou os braços da armadura na cintura da garota. Então o banco começou a desmoronar, a poeira subindo e ela viu a corpo de April desaparecendo.

– Você tá sentindo esse clima entre a gente? – Tony falou galante, a fazendo desviar sua atenção do banco caindo aos pedaços.

– Não – negou Weiz com o mesmo tom – Mas eu posso saber se a Pepper sente? O que você acha?

– Credo – resmungou Tony – Não pode nem mais brincar.

– Ah – deu batidinhas no capacete dele – Emburrou bebe? – ela ouviu alguns resmungos de Tony, ele a deixou de pé na frente de Steve.

Seu amigo a abraçou forte, a garota gemeu de dor, o loiro pegou delicadamente o queijo da ruiva, analisando seu rosto, depois pegou seu braço direito e olhou para o corte que agora já não sangrava tanto assim. Roxanne sorriu como se quisesse dizer a ele que estava tudo bem, estava tudo bem. Ela estaria indo encontrar Bucky e isso fazia a dor que estava sentindo ser perfeitamente bem.

(…)

James tinha suas mãos enrolados fortemente em seus cabelos, ele estava em mais uma sessão com Xavier, sua cabeça parecia que ia explodir, se lembrou da sua infância. Lembrou mais uma vez de seus pais, lembrou de bater em uns garotos de irritavam Rogers, lembrou da Weitz fazendo carinhosamente curativos no seu rosto. Porém havia a menina, ele não conseguia lembrar nada daquela garota, por que ele se lembrava dela? Por que ele sentia que ela era importante? Era tão frustrante não saber, não lembrar.

– O que tanto te frustra James? – perguntou Charles com uma voz cordial.

– Há essa garotinha em minha memória – o soldado piscou confuso – Ela sempre está lá, eu me vejo segurando ela em meu colo – ele olhou para o professor – Ela tem olhos e cabelos iguais aos meus, ela tem o mesmo sorriso também, pelo menos que eu vi lá no museu.

– E por que isso te frustra? – Charles pergunta de novo.

– Por que eu não consigo me lembrar quem é ela – Barnes balançou a cabeça – Já procurei e não tem informação nenhuma, eu só sinto algo no meu peito quando penso nela – Charles diria algo, mas foi interrompido por Logan que entrou como um furacão no escritório.

– Charles, você precisa ver algo – comentou Logan pegando o controle da televisão, ligando no canal de notícia, havia uma imagem de algum lugar cercado, cheio de vans pretas, homens saindo do local carregando computadores e entre outras coisas.

O que vemos aqui é apenas mais uma missão dos vingadores, mas o grupo não estava completo, havia apenas Tony Stark com uma armadura nova, Capitão América, Dama da Liberdade e Gavião Arqueiro. O que surpreendeu foi esse cara com essas asas, será que ele é um novo integrante dos Vingadores? Bom, ninguém sabe.

Como vocês podem ver nas imagens, os heróis invadiram esse banco e nos tivemos a informação que pertencia a organização da HIDRA – mostrou Steve e Clint lutando com alguns homens fora do banco, Tony e Sam no céu atirando nos agentes da HIDRA

Agora uma outra cena e da nossa querida Dama – James viu Roxanne no teto do banco, lutando com outra mulher, ela estava a enforcando, mais do nada a soltou dando as costas, um erro pois a mulher reagiu a derrubando e sentou em cima dela, socando e enfiou uma faca em seu braço, cortando o braço da ruiva.

James sentiu um instinto protetor crescendo em seu peito, sentiu que tinha o dever de proteger aquela garota a todo custo, mas gostou muito quando Weitz deu a volta por cima, acabando com a outra mulher e foi até que a estrutura do banco caiu. Logan desligou a televisão quando voltou para os estúdios.

– Acho que eles estão fazendo a limpa – exclamou Logan.

– Eu conheço aquele lugar – James disse – Era o lugar que eu ficava quando estava nos Estados Unidos – por algum tempo a sala ficou em silêncio até que o professor quebrou.

– James – chamou num tom cauteloso – Eles estão vindo para cá – o soldado congelou no lugar que estava. Várias emoções passaram por ele – Eles descobriram que você estava aqui e estão vindo pra cá.

– Eles descobriram ou vocês contaram? – questionou James.

– Escolha o que te satisfazer melhor – respondeu sabiamente o professor, o ativo não disse nada. James não sentia raiva, ele sentia ansiedade. Talvez fosse melhor, talvez Weitz e Rogers podiam ajudar ele a resgatar suas memórias e por mais que estivesse apavorado de que fosse rejeitado enfrentaria essa situação.

Alguns dias haviam se passado, as coisas na mansão estavam uma confusão por que de alguma forma, a notícia que o Capitão América e a Dama da Liberdade estavam vindo para o instituto se espalhou rapidamente, todos estavam eufóricos.

Bom havia uma pessoa que não estava nem um pouco feliz com isso, Katrina apenas não entendia o porque de tanto alvoroçoso, ouviu Kitty e Anne super animadas e comentando que não viam a hora da tal Roxanne chegasse, Meu Deus, o que havia de tão especial nela? Nada!

Quando perguntou as meninas, Anne Marie lhe deu uma foto aonde estava ela abraçada com uma mulher ruiva de olhos verdes claros, e Kitty tirou um poster, aonde tinha a mesma mulher ruiva.

– Essa é Roxanne Weitz vulgo Dama da Liberdade – exclamou Kitty – Você tem noção que ela é in ícone nacional, não, internacional?

– Nunca liguei muito pra isso – Katrina deu os ombros.

– A questão é que ela ficou algum tempo aqui no instituto – falou Anne enquanto sentava na penteadeira pegando a escova – Tempo o suficiente para fazer todos gostarem dela, uma mulher de personalidade forte, mas também muito gentil, sempre queria saber como eu estava e se eu não estivesse bem, ela sempre me animava.

– Ela é uma ótima amiga – Kitty bateu a mão no ombro da garota – Vai gostar dela, você vai ver – mas algo dentro da garota havia ela duvidar sobre isso. Bufou e se jogou na cama.

Katrina estava de mal humor, já fazia algum tempo de não via seu soldado, ele não vinha mais aos jardins, só ficava na parte de abaixo da mansão e era proibido o acesso, a não ser de pessoas autorizadas e adivinha, ela não era autorizada.

Algo estava errado e ela sabia disso, ela não dava a mínima para qualquer uma das pessoas que viriam, tudo o que ela queriam era saber sobre o seu soldado. Acabou se lembrando das tardes que eles passavam juntos, quando eles sentavam no banco, rodeados de flores.

Conversavam sobre tudo, bom quer dizer, ela falava sobre tudo, já que ele não era muito de falar e ela percebeu que ele não gostava quando ela perguntava algo relacionado a sua vida, ou algo relacionado ao braço de metal.

Mas ele sempre ouvia o que ela dizia, mas nunca falava nada, na opinião da garota ele havia sofrido muito no passado e ele estava apenas fechado em seu mundo, contudo ela tinha certeza que ele gostava da sua companhia.

Kate nunca havia acreditado em amor a primeira vista ou em alma gêmea, mas depois que o viu pela primeira vez, sentiu algo diferente, e afirmava que estava apaixonada. E aquele plano de ser importante no instituto, ela deixaria de lado por um momento, seu mais novo plano era fazer o soldado se apaixonar por ela.

A garota ouviu passos, vários murmúrios no corredor, saiu do quarto e seguiu os outros, descendo as escadas quando notou que no Hall estava a mulher ruiva da foto de Anne. Kate olhou ao redor e todos olhavam ela com admiração, como se ela fosse a joia mais preciosa do mundo inteiro, a garota confessava que ela era bonita, mas não tudo isso, se bem que sua roupa era muito legal. Ao lado dela estava um homem alto, musculoso, loiro e lindo e ao lado do loiro havia outro homem, de altura media, negro, com charme.

Steve e Sam olhavam maravilhados, desde que desceram do helicóptero, Roxanne admitiria que quando ela veio ao instituto pela primeira vez também ficou admirada, a mansão era impressionante. A ruiva, sentiu falta desse lugar.

– Logan – gritou a ruiva e correu para abraçar o homem. Pulou em seus braços – Obrigada, muito obrigada – sussurrou no ouvido dele.

– Sem problemas, guria – respondeu desfazendo o abraço – Rogers e desconhecido – cumprimentou

– Howlett – Steve inclinou um pouco a cabeça – Já faz um tempo, desde da segunda guerra.

– Velhos tempos – concordou Logan.

– Sim. Este é Samuel Wilson – Sam estendeu a mão e Logan a apertou – Um novo amigo – mas quando Logan responderia, foi interrompido por uma voz.

– Olá a todos – o professor vinha na direção deles, atrás de Charles estava Ororo, Jean e Scott – Sejam bem-vindos ao Instituto Xavier.

– Roxanne falou muito sobre o senhor – Steve cumprimentou – É uma honra finalmente conhecê-lo.

– Ah magnífica garota. A honra é toda minha em conhecê-lo – Roxie ficou de joelhos apoiada na cadeira do Xavier, deu um beijo na testa dele.

– Como o senhor está professor? – perguntou ao mais velho.

– Muito bem, minha filha – Xavier pegou na mão dela – E você?

– Melhor do que antes – Roxie sabia que ela não precisava falar muito, Charles já sabia que como ela realmente estava se sentindo – Onde ele está? – perguntou bem baixinho.

O professor sem dizer nenhuma palavra se virou indo na direção do elevador, Roxanne olhou em volta percebeu vários alunos, alguns novos e alguns que ela já conhecia. Olhou até que encontrou Anne, Bob, Kitty e Kurt, abriu um enorme sorriso para eles e acenou, falaria com seus amigos mais tarde. No elevador só entrou Charles, Logan, Steve e Roxanne. Sam decidiu que queria conhecer todo o instituto, então Jean, Scott e Ororo mostrariam a ele.

Charles e Logan explicaram a situação de Bucky, todos os seus colapsos, a notícia boa era que ele já havia se lembrado de muita coisa e as lembranças voltavam relativamente rápido, já a notícia ruim era que ele sofria muito, por tudo o que aconteceu, ele ainda não gostava de ser chamado de Bucky.

Para os amigos aquilo não importavam, eles estavam ali para ajudar e trazer paz ao amigo e era isso que eles fariam. Não sabiam quanto tempo ficariam na mansão X, só sabiam que seria o tempo necessário até que Bucky estivesse bom para ir com eles pra Torre.

– Ele está ai dentro – disse Logan – Não entre de surpresa, se anuncie primeiro, ele não vai te responder, então entre lentamente.

– Você quer ir sozinha ou quer eu já contigo? – Steve questionou a amiga.

– Vamos juntos – a ruiva pequenas batidas na porta e como Logan havia dito, ela não obteve responta, então abriu lentamente, entrando no quarto.

Bucky estava lá, no outro canto do quarto, ele a olhava atentamente. Seus cabelos estavam maiores e sua barba também, mas para a ruiva isso não tirava nada da beleza dela, seus olhos azuis cinzentos estavam tão frios e sem vida e ver aquilo machucou ela, antes seus olhos era tão brilhoso e cheios de vida.

Ela não se conteve e se aproximou rápido demais dele, o que fez Bucky se retrair na parede e fez Steve colocar mãos no ombro da ruiva a puxando para perto dele. Roxie se livrou de Steve e se aproximou mais uma vez, só que lentamente agora.

– Eu não vou machucar – Weitz soltou um sussurro sofrido. O soldado tinha certeza que ela não o machucaria, ele só não queria que ela chegasse perto dela com medo que ele machucasse ela e também ele não queria que ela a visse nesse estado.

Não importa todos os olhares recriminadores que ela estava recebendo ela queria tocá-lo, queria abraçá-lo e ela faria isso. Roxanne estava muito perto dele agora e se aproximava mais ainda, sempre olhando dentro dos seus olhos, para certificar a ele que estava tudo bem.

A grande surpresa para todos foi quando Bucky fechou a distância entre eles, o soldado não entendeu a razão que ele fez isso, era como se fossem imãs, ela estendeu a mão esquerda a ele, esperando que ele a pegasse, o soldado suspirou derrotado, “Por que ele não conseguia resistir a ela?” , pensou quando colocou sua mão normal na mão dela.

Ambos estremeceram com o primeiro contado, pele na pela, era como se estivessem se reconhecendo, um calor subia no peito de ambos, Roxie a sensação que ela achou que nunca mais sentiria e para o soldado a sensação gostava, ele se sentia muito à vontade.

Roxanne olhou para as mão dele, as mesmas que ela se lembrava, grandes, seus dedos largos. Ficou surpresa que ela era macia como era antes. Começou acariciar e depois lentamente foi subindo sua mão no braço, ele acompanhava os movimentos dela, olhando para a mão da ruiva e olhando para seus rosto.

A mão da ruiva estava estendida no peito dele, ela escorregou a mão mais para o lado esquerdo, o que fez o soldado prender a respiração, mas antes que ela tocasse a parte de metal, ela parou a mão e fechou os olhos.

Poderia se ridículo. Mas ruiva estava se deliciando sentindo as fortes batidas do coração dele em sua mão, porra! Ele estava vivo em sua frente, o único homem que ela amou estava na frente dela. Abriu seus olhos, quando olhou para Bucky viu que ele a olhava com curiosidade e com afeto, com afeto.

Sorriu para ele, e deslisou sua mão no pescoço dele, percebeu que a respiração dele começou a acelerar e sorriu mais ainda porque ela ainda mexia com Bucky, mesmo que ele não percebesse.

Em questão de segundos os olhos da ruiva se encheram de lágrimas, ela estava feliz, seu peito estava explodindo de felicidade e então finalmente ela colocou sua mão no rosto dele, não se importava com a barba, aquela era o melhor que ela sentiu desde que acordou no S.H.I.E.L.D.

Subia e descia sua mão, acariciando, Roxie olhava nos olhos dele, ela estava chorando, suas lágrimas escorriam em seu rosto. Mesmo chorando ela ainda sorria, e estava agradecendo a Deus porque ele estava vivo, por mais que ele havia passado por tudo de horrível, ela estava vivo, ele estava aqui na frente dela. Ele voltou para ela e ali com ela era aonde ele pertencia.

– Eu me lembro de você – o soldado falou, quebrando o silêncio – Eu te conheço.

– Está tudo bem. Está tudo bem – ela disse com a voz embaçada – Eu te prometo que eu nunca vou deixar você ir novamente, nunca, nunca, nunca, por que você é muito especial pra mim James, e eu só quero o seu bem – ela secou as lágrimas dele – E de agora em diante eu sempre estarei ao seu lado, você acreditada em mim? – ele não disse nada, apenas confirmou com e cabeça – Ok.

– Ok – repetiu. E então ela envolveu seus dois braços no pescoço dele, finalmente o abraçando, o soldado passou apenas seus braço de carne entre as costas e a cintura, mas ela desfez o abraço, o soldado ficou confuso, ele não gostou da falta de aproximação. Roxanne tentou pegar o braço biônico, porém ele se esquivou, mas ele insistia, até que ele a deixou pegar, ela colocou a mão de metal entre as suas duas mãos.

– Isso faz parte de você agora – afirmou. Seu tom de voz era sério e firme – E eu aceito você pelo que você é, entendeu? Eu não tenho nojo, medo ou qualquer coisa ruim que você imagine – Roxie passou os dois braços dela na cintura dela e novamente cruzou seus braços no pescoço de Bucky, deitou sua cabeça no ombro dele.

Ambos sentiram que de agora em diante suas vidas melhoraria. O soldado não conseguia entender como é que ela o abraçava se ele era tão sujo, mas também não consegui se afastar dela, por que Roxanne Weitz lhe a forte sensação de trazia paz e ele tinha certeza de uma coisa, ele tinha certeza que ela seria sua salvação.

Notas finais
Então gente, o soro da Roxanne não é o mesmo que o do Steve. Roxie foi a primeira super espiã do mundo, vocês vão saber dos detalhes ao decorrer da fic. Eu nunca fui muito boa em criar nomes de super heróis. Quando estava contando ao meu irmão a historia da Roxie, ele me disse porque eu não a chamava de "Dama da Liberdade", e eu gostei, pode parecer estranho, mas quando vocês conhecerem a trajetória da ruiva, vocês vão perceber que faz todo o sentindo. Bom é isso, eu espero que vocês tenham gostado do capitulo porque eu sinceramente amei escrever e amei ele. Me digam o que vocês acharam do capitulo? Comentem! Por Favor! É isso. Bom Noite e bom final de semana. Beijos Gábbs