Resistance

3 Capítulo 3 - Instituto Charles Xavier


Notas iniciais
Oii voltei. Obrigada aos meus leitores, vocês são maravilhosos. E a Eleanor Kenway, seu comentário me incentivou muito. Vamos ao terceiro capitulo. Espero que gostem!

Katrina estava de saco cheio dessas das aulas de história, sociologia e entre outras, afinal qual o motivo que em herói precisa saber dessas merdas? Para a morena era completamente inútil, ela gostava quando tinha aulas praticas de combate corpo a corpo, agora se ela tivesse que sentar e assistir Logan dar uma aula de história provavelmente se mataria, no começo assistir as aulas do grande Wolverine era interessante porque a garota o achava gostoso, mas não era só ela, outras garotas também o achavam gostoso.

Agora ela nem achava interessante assim, já havia mais ou menos oito meses em que Charles Xavier veio a sua casa e estendeu a mão a ela, deu a ela um lugar para morar, a tirou daquele inferno que ela chamava de casa, então sempre seria grata ao professor Xavier, mas ela estava entediada achou que teria mais emoção, o problema é que ela nunca saia para uma missão, sempre era Logan, Ororo, Scott, Jean, Kitty, Anne Marie, Bob e outros.

Kate queria uma vida agitada, sair, bater em malfeitores e não ficar presa dentro daquela enorme mansão. Uma coisa que ela achava bom da mansão Xavier era os jardins, simplesmente apaixonantes, ela gostava de andar entres as flores e muitas vezes ela andava pela floresta perto da mansão e era exatamente o que ela estava fazendo.

Enquanto ela sentava em um tronco apreciando a sol gostoso em sua pele, sentiu um cheiro estranho, olhando em volta ela viu fumaça e quando tem presença de fumaça na maioria das vezes não era bom sinal, porém a fumaça estava distante e não dava para identificar a causa, seria um problema para outra pessoa, menos pra ela.

A morena se concentrou na direção aonde vinha a fumaça e sentiu as veias na lateral de seus olhos saltarem e suas íris se movimentando, então a floresta se passava rapidamente como um borrão em seus olhos, se aproximando até a grande causa da fumaça, era um carro capotado, perfeito.

Situação perfeita para ela, resgataria as pessoas do carro, os levando para a mansão, o professor Xavier e os outros veriam o quão útil ela poderia ser e assim ela poderia entrar em missões de alto nível, tão perfeito.

Sem mais perder tempo a garota correu com toda sua força aonde o carro estava, chegando la a morena de abaixou na porta do motorista, notou que só havia um homem dentro do carro, bom não era uma família, mas ainda valia a pena. Foi se aproximando devagar.

– Hey? Moço? – perguntou relutante para saber se o homem estava acordado, mas por ficar sem resposta ela supos que ele estava desacordado.

Kate colocou dois dedos no pescoço do homem, havia um pulso fraco, ele ainda estava vivo, porém ele teria que receber ajuda médica logo. A garota tentou abrir a porta do passageiro, estava emperrada, droga, ela amaldiçoou desejando ter a mutação de super força.

– Porra! – chutou a porcaria da porta. Como ela salvaria o homem se ao menos conseguia abrir o caralho da porta. Bufou irritada, não tinha outra escolha se não pedir ajuda para alguém da mansão.
Correu em direção a mansão, seu plano foi furado, que merda, era o que ela pensava, entretanto talvez não seria tão mal, quer dizer ela não teria todo o crédito, ainda assim ela conseguiria algum crédito. Abriu a porta da mansão desesperado e o Hall de entrada estava vazio, era horário de aula, o melhor era torcer para o professor Xavier estar no seu escritório. Kate estava tão desesperada que nem viu alguém na sua frente, só percebeu quando bateu com todo em algo duro e caiu de costas na chão.

– Ai! – resmungou. Respirou fundo para obter a quantidade de ar que seu pulmão precisava.

– Oh guria, aonde é o incêndio? – a garota resistiu o impulso de revirar os olhos com essa piadinha escrota. Logan estava a olhando atentamente com uma sobrancelha levantado

– Será que dá pra me ajudar a levantar? – Kate questionou o mais velho. Logan estendeu a mão a ela sem dizer nada, apenas continuava com a sobrancelha levantada. Ele a puxou ficando perfeitamente em pé de novo – Obrigado – agradeceu

– Você não foi na minha aula – ele não disse como uma pergunta, ele a acusou mesmo.

– Tenho um bom motivo – deu seu melhor sorriso pra, quando Logan lhe deu um olhar questionador ela acrescentou – Eu juro.

– Hum tá bom – uma coisa que ela odiava era a ironia, a pior era a do Wolverine.

– Você pode duvidar depois, ok? – exclamou irritada – Não tenho tempo pra isso. Preciso dá sua ajuda.

– Guria, o que foi que você fez? – ah maldito seja. Porque as pessoas precisam perguntar.

– Só me segue, ok? – ele meio que grunhiu, isso poderia ser considerado um sim.

Kate pegou a mão dele e correu o caminho de volta ao carro capotado, ela pode ouvir o som surpreso que ele soltou. Foram em direção ao carro, ela verificou mais uma vez o pulso do homem que estava um pouco mais fraco

– Ele ainda está vivo – olhou brevemente para seu professor – Eu não consigo abrir a porta – disse e apontou para o carro. Logan colocou suas garras para fora quebrando as dobradiças do carro, segurou a porta e puxou a jogando longe. O homem dentro do carro não estava usando cinto de segurança, então foi fácil o tirar do carro.

Logan percebeu que mesmo que Katrina conseguisse abrir a porta ela não poderia carregar o homem até o instituto, ele bem pesado, diria que uns cem quilos mais ou mesmos. Colocou ele no grama, tirando o boné de basebol.

Kate se aproximou e olhou atentamente para o rosto do homem e ficou sem folego, ele é tão lindo, a morena pensava. Cabelo grande e barba mal feita, mas, mesmo assim, lindo. Adoraria saber qual era a cor dos olhos dele. Ela cuidaria dele, ficaria ao seu lado.

Já Logan olhava para o homem no chão e ele estava surpreso já havia visto esse rosto antes, se lembrava perfeitamente onde tinha visto, não poderia ser? Sua cabeça daqui a pouco daria um nó. A única pessoa que poderia tirar sua duvidas seria Charles.

– Mas que merda – exclamou Logan com os olhos regalados.

– O que? Você conhece ele? – perguntou espantada a menina.

– Vamos levá-lo para o Instituto. — foi única coisa que ele conseguia dizer. Pegou a homem no colo e fez a direção de volta a mansão. Ele desejava que o que estava se passando em sua mente fosse verdade, ele desejava profundamente.

(…)

Já havia uma hora e alguns minutos que Steve foi liberado pelo hospital, ele sentado na cama esperando Roxie buscá-lo. Sua recuperação foi relativamente rápida e já não sentia nenhuma dor, não tinha sinal dos hematomas, algumas cicatrizes, mas nada alarmante.

– Hey bonitão – se virou e Natasha estava encostada na porta com um sorriso sedutor, seus cabelos estavam cacheados e Steve achou que ela estava simplesmente linda – Pronto pra ir? – ela perguntou.

– Aconteceu alguma coisa com Roxie? – sua amiga garantiu que buscaria ele.

– Não esta feliz com minha presença? – rebateu com outra pergunta. Cruzou seus braços.

– NÃO! – gritou alarmado estendendo os braços. Corou quando percebeu que havia se exaltado um pouco – Não foi isso que eu quis dizer, eu só fiquei preocupado com Roxy.

– Relaxa Cap – ela colocou as mãos nos largos ombros do loiro, os massageando – Roxanne foi resolver alguns problemas e me pediu esse favorzinho – Nat sentiu Steve relaxando em seus mãos.

– Isso é bom – afirmou o loiro.

– Massagem é um dos meus dons – será que Steve tinha consciência que estava se aproveitando e passando as mãos em seus largos e fortes ombros? Ela achava que não.

– Ah é? – ele questionou – E quais são seus outros dons?

– Ah isso – ela chegou perto da sua orelha sussurrando – Você tera que descobrir sozinho – ela notou que os pelos do pescoço de Steve se arrepiaram, ficou feliz e em seu rosto estava com um sorriso presunçoso – Vamos?

– Depois de você, madame – um leve tremor passou nas pernas de Natasha quando o Capitão usou uma voz doce e sensual.

– Hora que cavalheiro – ela foi na frente dele e fez questão de rebolar bastante, podia sentir olhares sobre ela, poderia sentir olhares de Steve sobre ela.

Natasha e Steve foram conversando o caminho inteiro sobre a S.H.I.E.L.D e as informações que ela mesma deixou vazar para o mundo e a reunião que teria com uma comissão do senado, conversaram até que a ruiva parou o carro na frente da casa de Sam Wilson, quando o loiro saiu do carro e percebeu que sua motorista não estava saindo também e se curvou sobre a janela do passageiro

– Você não vem? – perguntou para ela. Nat deu a ele um pequeno sorriso. Steve sempre achou que as pessoas sempre ficavam mais bonitas sorrindo e Natasha era prova disso.

– Não – negou – Há algo que eu preciso fazer.

– Nós vemos ainda – o loiro estava esperançoso. Nat sentiu algo em seu peito.

– Até mais tarde, Steve – a ruiva piscou, fechando a janela do passageiro e o Capitão se afastou do carro. O loiro ficou observando até perder o carro de vista, com um suspiro Steve pensou que Peggy estava certa, ele não entendia nada sobre as mulheres e imagina agora as mulheres do século XXI. Ele estava perdido.

Pegou sua mochila do chão e caminhou até a entrada de Sam apertando a campainha, Roxanne atendeu jogando os braços em seu pescoço.

– Steve, eu estou tão feliz em te ver – o drama de sua amiga o fez rir.

– Nós nos vimos ontem Roxie – ele revirou os olhos com um tímido sorriso em seus lábios.

– Sim e já faz muito tempo – Steve ficou feliz, sua amiga estava brincando de novo, estava dando sorrisos marotos fazia bastante tempo que ele não via esse sorriso dela.

– Vocês vão ficar na porta mesmo? – a voz de Sam vindo de dentro da casa – Vamos comer, eu fiz ovos com bacon – Roxy forçou a garganta – Roxie fez ovos com bacon.

Os três terminaram a refeição e Roxie obrigou eles a arrumarem cozinha com ela, enquanto ela lavava, Steve secava e Sam por seu o dono da casa e saber onde as coisas deveriam ser colocados, guardava a louça.

– Por que não me buscou hoje? – Steve perguntou do nada.

– Por que não gostou? Eu achei que você ficaria feliz com a presença da Natasha – ela trocou olhares com o Sam com sorriso travesso no rosto.

– Natasha é uma boa amiga, então é claro que ficaria feliz – deu os ombros.

– Steve – ela o chamou – Eu sou sua boa amiga – levantou uma das suas sobrancelhas.

– O que está dizendo? – Sam que até então estava quieto soltou uma gargalhada.

– Nossa Stevie! Peggy estava certa. Você não sabe nada sobre as mulheres – ela o olhou com espanto – Nem vivendo sua vida inteira comigo, você entende – afirmou.

– Eu sei – Cap corou.

– Cara – Sam passou os braço em seu ombro – Quando tudo isso acabar, você e eu vamos sair e conquistar umas garotas.

– Sam, o conquistador – Roxanne debochou.

– Ah você sabe – ele apontou para si mesmo – Um cara boa pinta que nem eu sempre tem gatinhas – os heróis riram do seu novo amigo.

– Falando sério agora – falou o loiro.

– Steve enquanto você estava se recuperando, eu fui ao nosso apartamento e empacotei todas as nossas coisas e foi só ontem que eu terminei, mas hoje de manha eu mandei tudo para o Tony – sua amiga explicou a situação. Steve fez uma careta

– Stark? Por qual motivo? – Steve se sentia meio estranho com suas coisas na posse de Tony.

– Tony foi muito gentil e ofereceu a Torre Stark para a gente ficar – Roxanne bufou – Steve seja coerente, sabemos que nos não podemos ficar mais naquele apartamento e não temos outro lugar para ficar aqui em DC.

– Você está certa – ele concordou

– Além do mais a antiga Torre Stark agora é a Torre dos Vingadores

– O que? – O loiro nunca pensou que Tony faria algo assim.

– Tony fez um andar para cada um dos Vingadores e estendeu o convite para morar na Torre para todos e se você quer saber Clint e Bruce já estão la com ele – Roxanne passou as mãos nos braços de Steve – Nos vamos embora de Washington DC.

– Não podemos ficar aqui no Sam? – Cap deu um sorriso amarelo. Sua amiga fez cara feia.

– Cara! Eu vou também – Sam parecia bastante entusiasmado e isso arrancou um sorriso de Roxie.

– Nos três vamos para Nova York – Roxanne deu a palavra final.

– Ah coisas que eu preciso fazer antes de ir – Steve não poderia ir embora sem antes ir dizer a Peggy.

– Tome seu tempo – respondeu sua amiga e Sam apenas deu os ombros.

(…)

Sua mente de tornou consciente, ele ouvia vozes, respirações, passos, barulho de metais. Sabia que estava em algum lugar, alguém o havia pego de volta, jurou para ele mesmo que não voltaria para a HIDRA e ele não vai.

– Sinais vitais estáveis – sentiu um toque leve em sua testa – Temperatura também.

– O que vai fazer? – era uma voz masculina.

– Tirar sangue – sentiu ao se aproximando – Só para verificar como ele está. A anemia estava grave, quer dizer ele tinha um pouco de nutrientes para se mantar em pé, mas nada como um ser humano necessita para ficar sem riscos.

– Ok, me chame se precisar alguma coisa – passas foram se afastando. A mulher soltou um pequeno suspiro, mas não respondeu o homem.

Quando uma pequena agulha tocou em seu braço direito, o soldado abriu os olhos e jogou a mulher de jaleco para longe dele, arrancou os fios anexados em seu corpo, pulou para fora da maca de metal.

Ele olhou em volta, estava em uma sala de metal, era um laboratório. Reparou na mulher que ele jogou na parede, ela era alta, magra e tinha os cabelos ruivos presos, olhava atentamente para ele, porém mantendo distância.

– Quem é você? – sua voz era áspera devido a falta de uso.

– Meu nome é Jean Grey – respondeu cautelosamente enquanto se levantava ainda escorada na parede.

– O que você quer comigo? – alguém sempre queria algo dele e ele não seria mais uma arma, onde poriam usar e fazer o que quiser com ele, não mais.

– Apenas ajudar – o soldado deu uma risada de puro escárnio, ele não acreditava que ela queria apenas o ajudar, o mundo não era assim.

– Pra quem você trabalha? – ela ainda estava escorada na parede, entretanto parecia menos cauteloso, um erro na opinião do soldado.

– Charles Xavier – franziu o cenho. O moreno não conhecia esse nome e não parecia ser da HIDRA.

– Aonde eu estou? – sua última pergunta, mas importante. Ele precisa saber como escapar desse lugar o que quer que fosse.

– Você está no Instituto Charles Xavier – ela lançou um sorriso tímido para ele – Seja bem-vindo.

Notas finais
Boa noite e Comentem! Beijos Gábbs.