Rescue Me
19 (In)Decisão
Notas iniciais
Achei curtinho, mas taí... desculpem a demora!
E meu, agora que eu fui descobrir esse sistema de anotações no meio do texto! Obrigada, Nyah!
Capítulo dedicado a todo mundo que ficou esperando, especialmente a MayuChan2828 e a Chi-chi que tá sempre fofocando comigo no msn. E pra mari_ruth que perguntou sobre o pai do Sven, sua resposta está aí...
E meu, agora que eu fui descobrir esse sistema de anotações no meio do texto! Obrigada, Nyah!
Capítulo dedicado a todo mundo que ficou esperando, especialmente a MayuChan2828 e a Chi-chi que tá sempre fofocando comigo no msn. E pra mari_ruth que perguntou sobre o pai do Sven, sua resposta está aí...
Dois minutos que em termos de tempo mais parecem dois milênios. E em termos de silêncio, mais parecem aquele sossego de corredor de UTI de hospital. Dois míseros minutos, em que tudo que eu vejo é aquele receio de todo mundo – inclusive o meu – com o que vai acontecer agora.
Começo a achar que não devia ter vindo no final das contas. Algo me diz que esse julgamento vai dar muita merda. Como não tem o que fazer, fico ali sentado, esperando alguma coisa acontecer pra tirar todo mundo da inércia. Dá pra ver o Saffron sentado ali, ainda meio nervoso com tudo que tá acontecendo e com a discussão com a vadia da Rafaela. Quero falar com ele, mas do jeito que a coisa vai só vai rolar alguma coisa depois do julgamento – e dependendo muito do resultado, claro. Dá pra sentir daqui que o julgamento não é nem de longe o maior dos meus problemas.E a porta finalmente abre. O Wellington entra de novo na sala, dessa vez acompanhado não de uma, mas duas pessoas. Uma era o pivô de toda essa cagada jurídica, o Leon. Ele tava com cara de sono, com uma mão no boneco do Max Steel preferido dele, e a outra na mão da Sophia.Tá explicado esse pressentimento de merda crescente.– Sven?! – é a primeira coisa que ela diz ao me ver ali. A expressão tranquilona dela de repente muda pra uma de choque. – O que... o que está fazendo aqui?– ... Sven? – diz o Leon, espantado mas não tanto quando a Soph. Na verdade, ele mais parecia... decepcionado?– Sven! – respondo, ficando subitamente impaciente. – Que bom que todo mundo sabe meu nome, podemos voltar ao julgamento agora?– Não antes de você primeiro me dizer como chegou aqui! – corta a Sophia, obviamente num acesso de preocupação.– O que isso importa agora? O importante é que eu tô aqui, não é?– Espera aí, você vai depor? – interrompe ela de novo. – Está depondo na audiência do Saffron? Como não me comunicou isso antes?– Pera, Soph, você sabia que ele ia aparecer aqui? – o Saffron levanta da cadeira de novo, meio assustado.– Ai meu Deus, lá vamos nós de novo... – suspirou a juíza.– O que aconteceu com você?A pergunta veio do Leon, mas não sei bem se foi por isso, ou porque era uma coisa que todo mundo tava a fim de saber já há um tempo, só sei que de repente fica tudo silêncio de novo. Até eu me assusto com a pergunta.– ... Oi?– Você tá parecendo cachorro atropelado. Você apanhou de alguém da escola, foi?A cara dele fazendo a pergunta não dá sinal de preocupação. Pelo contrário: ele tá sério, como se não tivesse realmente preocupado com o que tinha acontecido comigo, mas queria saber só pela vontade de saber.– Hmm, algo assim.– Será que podemos continuar com a audiência agora, ou os senhores vão querer ficar aí batendo papo sobre a vida? – diz a juíza, tendo outro ataque de TPM. – Por favor, todos sentados, e Wellington, traga o menino aqui!O soldadinho vai levando ele até o outro lado da mesa da juíza, e ele senta do lado dela. A Sophia dá a volta na mesa e senta do lado do Saffron, cochichando baixinho com ele. Assim que tudo parece estar normal o suficiente, a audiência recomeça.– Bem, você deve ser o Leon. – começa a juíza, sempre demonstrando seu brilhante intelecto.Ele concorda só acenando com a cabeça.– Você sabe por que foi chamado aqui, não sabe?De novo, outro aceno de cabeça.– Certo, certo. E você conhece aquele rapaz sentado lá do outro lado, não conhece?Ela aponta pra mim, e ele vira a cabeça pra me olhar. Dou um tchauzinho animado, mas ele me olha torto e acena com a cabeça de novo.– Ele disse que passou um tempo com você e seu pai. Isso é verdade?E dessa vez ele não responde nada, nem por linguagem não verbal. Simplesmente dá de ombros e começa a brincar com o Max Steel em cima da mesa. Esse deve ser algum tipo de lado birrento dele que eu nunca conheci na casa do Saffron.– Leon, querido, eu fiz uma pergunta... se está com medo de responder tudo bem, só me dê um sinal e eu...Mas antes mesmo que a coroa terminasse a frase ele olha pra cara dela, enche o peito de ar e fala:– Me recuso a responder sem a presença do meu advogado.Teve gente que riu, teve gente que se indignou por uma resposta daquelas, e teve a juíza que se emputeceu. O Leon pega o jeito do Saffron muito fácil, até as palavras difíceis que ele sempre fala o moleque aprendeu. Ou vai ver ele viu em algum filme desses que ele sempre assiste.Ainda assim, a juíza fez cara de quem ia engolir ele no café da manhã.– Leon, você é uma criança, não tem direito a um advogado... — Sophia tenta intervir.– Sem advogado eu não falo nada. Se não me arrumarem um advogado, vão ter que arrumar outra pessoa pra falar, porque eu vou ficar aqui sem falar nada até a hora de ir embora.– Sim, querido, mas você tem que entend... – começa a juíza, sendo imediatamente interrompida.– Ei, você é o juiz? – ele pergunta, do nada, meio impressionado.– Ah... – ela se surpreende e dá um sorrisinho, achando que o título vai fazer o negócio ir adiante. — Sim, eu sou a juíza...
– Que droga. – ele faz uma cara de desapontamento. – Eu esperava que você fosse um velho careca e com barba branca segurando um martelo.E de repente eu saco o joguinho dele. Ele tá a fim de atrasar o julgamento! Patife, de criança só tinha a idade. Bom, eu derrubei um monte de gorilas de 3m de altura e me joguei de um prédio pra chegar aqui, não é um moleque que bate no meu joelho que vai me derrubar. Nem que eu tenha que passar por cima dele como passei por cima dos outros.– Nossa, que moleque mal educado! – digo, alto o suficiente pra toda a sala ouvir. – Quem ouve ele falando assim até pensa que alguém disse pra ele não falar no julgamento... só pra saber, Meritíssima, com quem foi que ele ficou esses dias todos mesmo?Claro que eu sei com quem ele ficou, senão não teria falado algo nesse tom. A coisa ia ficar feia pro Saffron se suspeitassem que ele andou tentando convencer o filho a não falar a verdade no depoimento.– Com a mãe... – não foi a juíza que respondeu, e sim o cara de terno. Começo a achar que ele deve ser um promotor ou algo do tipo. – Ah, é? Puxa vida, que coisa...– Pode parar por aí! – claro também que a galinha não ia deixar isso passar. – Está querendo dizer que eu induzi meu filho a mentir diante da corte?– Olha, foi mal, mas o Leon não é do tipo que mente nem fica enrolando, principalmente numa situação dessas. Além disso, se ninguém aqui reparou, ele é só um moleque burro de 10 anos...– EI!– ...ele não tem intelecto o suficiente pra resolver enganar a corte sozinho. Então, no mínimo alguém foi lá e sugeriu a ele que fizesse isso. E como todo mundo aqui sabe que o Saffron foi impedido de ver o filho por causa do escândalo que eu fiz questão de revelar, só restam duas pessoas que podem ter feito isso: uma é a Sophia, que tava com ele até agora em alguma outra sala que com certeza tava sendo monitorada... e você.Ela abre um sorrisão e senta na cadeira como se estivesse plenamente segura de si.– Certo, certo, e você tem como provar que eu o obriguei a não falar, ou qualquer coisa do tipo?– Tenho como provar que você é uma mãe horrível, devia ter aproveitado esse tempo que passaram juntos pra ensinar a ele que não se deve responder aos mais velhos...– Chega, os dois! – rosna a juíza, entrando na linha da TPM de novo. — Sven, se você tiver alguma prova é bom que apresente de uma vez! Além disso, todo esse papo de ser obediente ou ser rebelde não tem nada a ver com o julgamento, por que você tanto insiste que ela obrigou o filho a ficar calado?Eu tava justamente esperando você me perguntar isso...– Porque o Leon não é mentiroso. E ela sabe muito bem que se perguntarem pra ele, ele vai dizer que ela não gosta dele.Silêncio. A Rafaela até levanta pronta pra dar outro cacarejo, mas antes disso eu levanto e vou até o Leon.– Você pode até não querer falar na frente de todo mundo, – digo bem baixinho – mas você tá sabendo eu o que eu tô dizendo é verdade, porque você já tinha me dito isso antes. E não se preocupa, relaxa, fica caladinho aí, porque você já confessou o que passa na sua cabeça há muito tempo atrás.E enquanto ele continua com a cara de confuso dele, pego a gravação mais fodástica que eu tenho e dou play.– CARAAAAAAAAAAAAAAAAAAACA MANO! O SASUKE ENTROU PRA AKATSUKI! TÁ VENDO ISSO SVEN? TÁ VENDO ISSO? QUE LOOOUCO!– Tá, tá, tô vendo, agora larga meu braço...– AH, EU NUM ACREDITO! PUTZ, QUE VIBE!– Leon! Para de gritar, menino, quer que os vizinhos venham reclamar aqui?– Opa, foi mal pai...O clima do lugar simplesmente mudou. Dava pra ver a cena rolando, mesmo sendo só o áudio correndo. Até a juíza começou a se derreter de novo. É, o Leon tinha esse efeito nas pessoas.E como era de se esperar, o Saffron tá sorrindo também. Ele olha pro nada, provavelmente pensando no filho, sem a cara de pamonha assada com que ele tava antes. O único que tá em pânico é o próprio Leon, que a essa altura já lembrou da conversa e agora não sabe onde enfiar a cara.– Ei Sven, você viu? Viu aquele golpe que eles lançaram justo no finalzinho? Se eu tivesse esse poder, eu não ia deixar barato! HÁ! HYÁÁÁ! UHULL!– Ué, deixar barato porque, por acaso tão tentando te levar pra Akatsuki também?– Ah, sabe como é, o povo lá da escola enche o saco. Qualquer dia desses eu vou encher todo mundo de porrada!– Você precisa aprender a se defender... esse povo te faz de gato e sapato, qualquer dia desses você vai estar servindo eles com roupa de empregada.– Também não é assim, pô! ... sabe, se eu pudesse escolher, queria ter o poder de teleportar.– Teleportar?– É, assim toda vez que eu quisesse ir pra um lugar eu ia embora e não falava nada pra ninguém. E aí eu só ia ficar onde fosse legal. E aí se eu quisesse visitar alguém também era só piscar o olho assim ó, TCHUM!– Tá, e que lugares legais você ia quando teleportasse?– Hmm... pro shopping!– Nossa, que sem graça... shopping você pode ir a qualquer hora, teu pai te leva.– Não, não é isso! Eu queria ficar sozinho no shopping. Imagina que legal, o shopping fecha e você fica lá sozinho, sem ninguém pra te vigiar... aí você podia ir brincar em todos os brinquedos, podia comer tudo que tem no supermercado, podia pular em cima daquelas camas que tem na loja de colchões... – Ahahahahahah! Aí o seu pai ia morrer do coração até te achar... isso se não cobrassem dele tudo que você tivesse comido!– Vendo assim, não tem tanta graça...– Tá, pensa em outra coisa aí.– Ah... eu queria ir pra praia! Praia é bem legal, uma vez eu tava indo de carro com a mamãe pra uma cidade lá que ela tinha que trabalhar, e a gente passou perto da praia, eu fiquei com vontade de ir. O papai prometeu que a gente ia um dia, mas não dá pra gente viajar junto porque eu não fico muito tempo com ele.– Argh, praia eu não curto muito... apesar de ter um monte de mulher bonita.– Ei, Sven, bota o DVD do Fullmetal aí, eu vou pegar coca lá na cozinha.– Tá.... . .– Putz, já começou? Pô, Sven, custava ter me chamado?– Ah, que culpa eu tenho se você é surdo, moleque? Anda, senta aí e passa o saco.– O saco tá vazio, aquele era o último Doritos.– Putz! Que droga... tá, esquece.– Ih, olha lá, é o episódio que aparece o pai do Ed...– Pois é, velho mais sem noção.. . .– Ei, Sven, seus pais são separados?–... Não, minha mãe morreu já.– Ah... foi mal. E o seu pai, como ele é?– Meu pai? Sei lá, quase não falo com ele.– Sério?– É, ele vive viajando, daí eu nunca vejo muito ele, e quando ele tá em casa a gente não conversa.– Quando foi a última vez que você falou com ele?– Acho que faz uns 3 anos.– 3 ANOS?!– É.– Eita... e você mora com quem então? Você fica sozinho?– Fico com meu avô e mais um bando de gente.– E é legal?– Não, ele é só um velho lambe-saco e babão.– Ehehehehe.... ainda bem que meu pai é legal. É mais legal que a mamãe, pelo menos.Não sei se era porque ele tava assistindo o desenho ou ele tava pensando mesmo, só sei que ele ficou um tempão calado antes de puxar assunto de novo.– Eu não queria que meu pai fosse embora. Não gosto nem de ficar longe dele na semana, ia ser ruinzão ficar 3 anos sem falar com ele...– Teu pai é diferente, ele não ia ficar 3 anos sem te ver nem a pau. Isso ia pirar ele mais do que ele já é. E outra, o que você faria se teu pai sumisse de repente?– Eu ia fazer que nem o Ed, criava uma pedra filosofal só pra ter ele de volta.A gravação finalmente para. Não era como contar que o Saffron é gay pra toda a escola de uma vez, mas ainda assim a revelação surtiu efeito. Volto a sentar na cadeira e comento vagamente com a juíza:– Bom, acho que com isso já dá pra encerrar a questão de com quem ele quer ficar, né?– Evidente que não. – intervém o advogado da diaba. – Ainda não provamos que é mesmo o Leon que está na gravação, e nem que isso não seja algum tipo de armação.
Bom, querem mais, né? Tá bom, vão ter mais. Levanto de novo da porra da cadeira e vou até o Leon, que tá bem mais nervoso que antes.– Então, Leon, você sabe que aqui nessa sala não pode mentir, né?Ele faz que sim com a cabeça.– Você lembra desse dia? Lembra disso ter acontecido?De novo, outro sim.– Então você tá confirmando que não é armação nenhuma, e que eu não te ameacei pra falar isso nem nada do tipo né? Mais um sim. A coisa tá fluindo bem.– Leon, teu pai te disse alguma coisa sobre o que ia acontecer aqui?Outro aceno.– O que foi que ele disse?A resposta demora um tempão pra sair, mas finalmente sai, bem baixinha e cheia de medo:– Ele disse que não era pra eu mentir, que se me perguntassem era pra eu dizer com quem eu queria ficar de verdade, e que não tinha que ter medo que ele sempre ia gostar de mim.– E se eu te perguntasse agora, nesse exato minuto, com quem você quer ficar, o que você ia responder?São quase 4 minutos de um longo silêncio, mas mesmo assim não repito a frase, só espero ele me dar uma resposta. E pra falar a verdade, mesmo com todo aquele bando de provas, me dá um medo tremendo dele responder o que eu não quero que ele responda e ferrar meu julgamento inteiro.Bem, só tem duas chances: ou ele vai responder o que eu quero, ou ele vai responder o que eu não quero. Simples.Isso descartando, claro, a hipótese de que ele vai ficar calado até o fim dos tempos.Mas o pior é que o moleque é tão foda, mas tão foda, que acaba respondendo com uma alternativa totalmente impensada, não só por mim mas acho que pra qualquer um da sala: ele pega o boneco do Max Steel e atira bem na minha cara.PUTA QUE PARIU! Essa porra veio e me acertou bem no meio da cara, só pra ficar uma marca depois! Dou um berro, abaixando a cabeça e ficando puto como nunca fiquei na vida. Porra, custa esse putinho colaborar? Até penso em responder, mas a reação dele veio bem antes da minha.– FILHO DA PUTA! – berra ele, fazendo todo mundo ficar escandalizado. Até a juíza e o guarda tão completamente sem reação, e eu tenho a impressão de que a escrivã travou. – Você não tinha nada que ter mostrado isso pra todo mundo! Ia dar tudo certo se você não tivesse aparecido!Fico encarando ele, completamente chocado. Ele de repente ficou em pé em cima da cadeira e eu tenho medo que ele arrume mais brinquedos pra jogar.– Aquela conversa era só nossa! – ele berra mais, respirando forte como se tivesse acabado de tocar a campainha da casa de um desconhecido e sair correndo. Em seguida, desce da cadeira com o braço erguido pronto pra tentar me bater, mas o Saffron pula sei lá de onde e segura ele pela cintura. – Eu confiava em você, você não podia mostrar isso pra ninguém!– Vem cá, você acha que eu sou burro? – grito de volta, completamente sem paciência. Foda-se o Saffron, foda-se esse julgamento, o tampinha me atacou com um boneco! – Tá pensando que eu não percebi esse seu joguinho de ficar caladinho pra não te meterem em nada? Você tá atolado até o pescoço nesse processo, moleque, porque se você ainda não percebeu você é a mercadoria aqui! Ele ficou bem surpreso de ser chamado de mercadoria, e isso faz ele se acalmar o bastante pra fazer o pai dele conseguir segurar ele direito. Mas pra mim não é o bastante: agora esse desgraçado mirim vai me ouvir. Passo a mão na cabeça e volto a falar.– E tem outra, qual é o seu problema, seu moleque retardado? Tá escrito bem no meio da sua testa que você quer ficar com seu pai, por que você não pode simplesmente virar homem e dizer que quer morar com ele de vez?Ele finalmente abaixa a cabeça e fala com uma voz bem fraquinha:– Porque se eu ficasse morando com a minha mãe o meu pai não ia precisar se preocupar com dinheiro, ela paga tudo pra mim e aí eu podia brincar com ele no final de semana, aí ele ia ter dinheiro pra comprar as coisas que ele quer e nunca consegue, e não ia ter que ficar trabalhando um tempão e ia poder dormir...O golpe é tão duro que o Saffron larga ele quase imediatamente, chocado. Até eu sinto uma porrada bem no meio das fuças, uma equivalente a uns 40 veículos do Max Steel inteiros. O Leon só tinha 10 anos, e mesmo assim ele sacou que o Saffron tá acabado de uns tempos pra cá... E claro, tem um motivo pra isso. E o moleque arrematou esse motivo direitinho também.– A culpa é toda sua, Sven... você ferrou a nossa vida... tudo que acontece de ruim com a gente é culpa sua!Não sei mais o que fazer. Fico ali, parado, sem ter sequer o que pensar, enquanto o loirinho percebe a tensão que ele tentou segurar sozinho tanto tempo e acaba desabando em choro. O Saffron, ainda em estado de choque, fica de joelhos e abraça ele, colocando a cabeça dele colada em seu ombro.– Ei... – ele diz, baixinho, tomando cuidado pra não perder o controle também. – Ei, o que está fazendo, filho? Eu falei pra você não pensar em nada nosso quando viesse pra audiência... disse que você só tinha que dizer com quem queria ficar, e que a gente arrumaria o resto depois...– Mas eu não quero... que você fique... doente de novo... – diz o menino, soluçando. – O Yoh me contou... que você foi pro hospital e podia ter morrido... Ele como pai prefere não comentar nada sobre isso, e só faz um cafuné no moleque. A juíza suspira, parecendo nervosa e ao mesmo tempo tocada, e bate com a mão na mesa.– Daremos uma hora de intervalo, com toda essa confusão não vai sair decisão nenhuma daqui. E alguém por favor pode me trazer um calmante?
Notas finais
Desculpem se ficou curtinho, na verdade eu queria escrever mais coisa, mas achei que ia ficar muito longo e resolvi cortar logo aqui.
E por favor, pelo amor de tudo que é mais sagrado, deixem review, proque eu tô realmente incerta da reação dos leitores a esse capítulo...
E por favor, pelo amor de tudo que é mais sagrado, deixem review, proque eu tô realmente incerta da reação dos leitores a esse capítulo...
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