Repressed Love
6 Stupid
Notas iniciais
P.S.: revejam o capítulo anterior, fiz pequenas modificações
Olhei o relógio. Merda, merda, merda. Mil vezes merda. Era 12h30min... Por que é que eu topei sair num domingo à noite e me embebedar mesmo? Ah é, para chegar atrasada na minha aula. Ótimo, isso ia me render uma boa bronca do Richard. Peguei meu celular e liguei pra Sam:
– Alô? –ela atendeu.
– Oi Sam, sou eu, a Skye. –falei nervosa.
– Ahhh, oi Skye! Cadê você? As aulas começam daqui a pouco.
– Então... Eu vou chegar um pouco atrasada... Conduz a aula pra mim? Logo, logo eu chego, relaxa.
– Por que você vai chegar atrasada?
– É que ontem, eu e a Lea saímos de noite, com 2 amigos nossos... E voltamos tarde. Por isso. E eu esqueci completamente da aula hoje. Por favor!
– O que eu não faço por você, não é mesmo?? Ok, só não demora demais.
– Não, pode deixar, eu vou tomar um banho, passar numa cafeteria e já vou para aí, ok?
– Ok, beijos.
– Beijos. –falei e desliguei o telefone. Eu precisava acordar o Jonathan e o Peter, eles tinham que ir embora.
Como o Jon estava só de cueca, comecei a trilhar com os dedos o abdômen dele, e quando cheguei a seu ouvido sussurrei com a voz mais sexy que consegui:
– Não vai acordar?... Tenho uma surpresa para você... –logo em seguida, ele abriu um sorriso e falou:
– Já me provocando? Quero essa surpresa.
– Ok então, acorde e se vista, tenho que dar aulas de esgrima. –falei saindo da cama e indo em direção ao banheiro.
– Essa é a surpresa? –ele falou encostado na porta do banheiro.
– Não, a surpresa é: você conquistou 25% da minha confiança. –falei entrando no banho.
– Ahhhhh, então vai ser tipo um jogo? Eu vou conquistando sua confiança de pouquinho em pouquinho?
– Hmmm, é. Mas falando sério agora, você e o Peter tem que ir embora. Eu vou sair e a Lea também.
– Nós não podemos ficar aqui? –ele perguntou.
– Você ainda não tem toda a minha confiança, apenas 25% dela. Podemos nos ver depois. –falei lavando o cabelo.
– Ok, então... Vou lá acordá-los. –ele saiu do banheiro.
Me lavei e saí do box, e me vesti. Fui até o quarto da Lea, onde o Jon e o Peter conversavam. Era bonitinho o jeito que eles se implicavam. Desci até a cozinha e encontrei a Lea cozinhando.
– Epaa, resolveu fazer milagre hoje?
– Ahhh para de graça, tô te devendo umas. A hospedagem, você ficar com o Charles... Por tudo mesmo.
– Ahhhhh, sobre o Charles... Tem como mudar o nome? Parece nome de velho. –falei fazendo careta.
– Hmmm ok, vou pensar em outro nome então. Tô fazendo umas omeletes, pães, café, suco... Um bom café da manhã, antes de você ir para suas aulas de esgrima.
– Como sabia? –perguntei me sentando na mesa.
– Você tem aulas de esgrima todas as tardes na semana. E de noite, tem faculdade. Sei de tudo.
– Minhas aulas começam semana que vem ainda. Tenho as noites livres durante essa semana. Isso você não sabia! –falei rindo.
– Isso é um detalhe besta. Agora vai lá chamar os meninos para nós tomarmos café.
– Ok, ok. –falei subindo as escadas.
Cheguei lá e eles estavam brincando com o “Charles”. Fiquei olhando, até que eles perceberam que eu estava ali.
– Ahh, oi Skye, bom dia. –Peter falou me cumprimentando.
– Bom dia, Peter. Eu vim avisar que a Lea fez o café da manhã para nós... Vamos?
– Claro. –Peter falou descendo. Em seguida, Jonathan veio até mim e me falou:
– Você tá me devendo uma coisa... –ele me puxou pela cintura.
– O quê? Meu ingresso da Funky Buddha? O pai do seu amigo liberou a nossa entrada. Não te devo nada, babe.
– Deve sim. Me deve um beijo de bom dia. –ele falou me beijando.
– Não devo mais. –falei quando nos separamos. –Vamos. –o puxei pela mão e descemos as escadas. Assim que chegamos a Lea nos provocou:
– E aí casal ternurinha? Tudo certo?
– Tudo sim, vamos comer? –falei me sentando. Tomamos café da manhã e falamos sobre coisas aleatórias, como música, esportes e outras coisas. Quando terminei falei:
– Lea, você vai sair? –ela negou. –Bem, nesse caso, se vocês quiserem, podem ficar aqui garotos, eu tenho que ir. –falei indo em direção à porta.
– ESPERA! –Jon falou correndo em minha direção.
– O que foi? –perguntei confusa. Ele me beijou.
– Você não poderia sair sem eu te dar um beijo. –ele sorriu. Apesar das tatuagens, e da cara de badboy que ele tinha, ele era fofo comigo. Sorri.
– Awwwwnnnn que fofo, casal ternurinha! –Eleanor não perdeu a chance de me zoar. Dei o dedo do meio pra ela.
– Tchau pessoas. Vejo vocês depois. –falei saindo e caminhando em direção ao carro. Do momento em que saí do meu condomínio, até chegar ao galpão onde dávamos aulas de esgrima, levei 45 minutos. Trânsito. Muito trânsito. Assim que cheguei, Richard já me esperava:
– Skye, onde você estava??? Suas aulas já começaram. –ele falou me seguindo em direção a minha sala.
– Eu sei, eu sei!! Pedi a Sam ficar no meu lugar, depois eu cubro meu atraso. –falei deixando minha bolsa num canto. Percebi que a Sam estava com as meninas na quadra, aquecendo.
– Vou deixar passar dessa vez. Da próxima, não se atrase!! –ele falou me ameaçando e saindo da sala. Apenas assenti a cabeça. Vesti minha roupa para dar aulas e fui em direção a quadra.
– Oi, Sam. Oi garotas. –as cumprimentei assim que cheguei. –Prontas para mais uma aula??? Vamos suar bastante hoje! –comentei com elas.
– Errr, Skye, vem cá um pouquinho... –Sam falou me puxando pro canto. –Tem gente querendo falar com você...
– Hã? Quem. –perguntei confusa.
– Eu não sei... Nunca vi. Só disse que é parente de uma das meninas e que precisava falar com você. Apenas com você.
– Nossa... Que estranho. Mas ok então. Fica com as meninas mais um pouco? –perguntei.
– Claro, claro. –ela falou e eu caminhei em direção a sala onde tínhamos reuniões com os pais.
– Olá... –falei entrando.
– Ahhhh, finalmente! –uma voz masculina falou.
– Hã? –perguntei confusa. Vi quem era “a voz”. –Louis não é mesmo? -perguntei.
– Exato... E você, é Skye, a professora da Lottie. –ele falou me cumprimentando.
– Isso mesmo. Em que posso ajudá-lo? –falei me sentando e indicando uma cadeira para ele se sentar também.
– Bem, a minha irmã tem voltado roxa para casa.
– Desculpa... Não entendi. –falei confusa.
– Roxa, como se ela estivesse apanhando. E dia desses, ela voltou com um machucado. Entendeu agora? –ele falou aumentando seu tom de voz.
– Entendi claro, mas isso é normal, porque a esgrima é um esporte de contato. E não precisa aumentar seu tom de voz comigo! –me levantei.
– Ahhh claro, minha irmã volta roxa e dolorida para casa e você apenas me diz que é um esporte de contato? –ele perguntou incrédulo.
– Mas você quer que eu diga o quê? Esgrima é um esporte de contato, sim! Eu mesma já voltei muito roxa para casa. Então relaxa, é normal. –falei nervosa.
– O PROBLEMA É SEU SE VOCÊ JÁ VOLTOU ROXA. A MINHA IRMÃ NÃO VAI VOLTAR ROXA, ENTENDEU? NÃO VAI!! –ele gritou.
– Escute aqui, Tomlinson: você não vai gritar comigo! Pensa que é quem? E se você não quer que a Lottie volte roxa para casa, tire-a da esgrima! Ninguém está maltratando-a! Mas já te aviso: ela é ótima, e adora isso!
– Você é uma péssima professora de esgrima! Péssima. –ele falou saindo.
– COVARDE! VOCÊ DEVE SER ÓTIMO ENTÃO! SE ESTÁ RUIM, DÊ VOCÊ AULAS A ELA. E NÃO A DEIXE ROXA. –gritei. Ele voltou rapidamente e segurou meu pulso com força. Uma corrente elétrica passou pelo meu corpo.
– Eu não sou covarde. E de fato, eu não sei dar aulas de esgrima. Agora me responda, você tem diploma de educação física?
– Me solte. Está me machucando. –falei tentando me soltar. Ele apertou mais. –ME SOLTA AGORA PORRA. OU EU VOU CHAMAR O GEORGE E QUEM MAIS QUISER OUVIR. –gritei. Em seguida ele me soltou. –Bem melhor. –falei esfregando meu pulso. –Começo minha faculdade semana que vem.
– Ahhhh, então você não tem diploma ainda?
– Não. –falei me aproximando dele. –Mas estou atrás dele. E você? Faz alguma coisa de útil além de ser insuportável? –perguntei olhando em seus olhos azuis.
– Como sabe que sou insuportável? Nem me conhece direito garota. –ele falou sério olhando para mim.
– Olhe suas últimas ações para comigo. Parece ser de alguém legal? –perguntei arqueando as sobrancelhas.
– De fato, não. Mas você não é legal também. Deixarei a Lottie na esgrima, porque ela gosta disso. Não porque você me convenceu. –Louis falou saindo da sala.
– Claro que sim. IDIOTA! –gritei. Ele apenas acenou. Bufei e me sentei na cadeira que tinha ali. Olhei meu pulso, estava vermelho no local onde ele havia apertado. –QUE ÓDIO! PUTO, DESGRAÇADO! –gritei com raiva.
– Epaa, quem foi o cara da vez? –George perguntou
– Ahh não é ninguém, G. –É... Eu chamava o George de “G” –Só parente de aluna com raiva. –dei risada.
– TE DEIXOU VERMELHA??? –ele perguntou apontando pro meu pulso. Merda.
– Isso? Não... É que eu saí ontem e as pulseiras me apertaram quando eu dormi... –falei sem graça.
– Skye... –George falou com aquele tom de irmão mais velho.
– Sério! Agora, se me dá licença, tenho que dar aulas. –falei saindo. –Vejo você depois, ok? –dei um beijo em sua bochecha.
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